Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Cimentação em Poços de Petróleo: Processo, Componentes e Importância, Resumos de Engenharia Mecânica

Saiba como a cimentação primária é realizada em poços de petróleo, seus componentes químicos e a importância de garantir uma vedação eficiente no espaço anular. Desde o uso do cimento portland em 1902 até as modernas unidades de cimentação.

Tipologia: Resumos

2021

Compartilhado em 22/10/2022

lui54l5ou54
lui54l5ou54 🇧🇷

5 documentos

1 / 38

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
1
Escola Politécnica da Universidade de São Paulo
Departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo
PMI-1841 ENGENHARIA DE PERFURAÇÃO
AULA 7 - CIMENTAÇÃO
Wilson Siguemasa Iramina
Santos, setembro de 2016
Aula 7 - CIMENTAÇÃO
1. Introdução e histórico
2. Cimentação - conceituação
3. Tipos de cimentação
4. O cimento
5. Equipamentos e acessórios de cimentação
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14
pf15
pf16
pf17
pf18
pf19
pf1a
pf1b
pf1c
pf1d
pf1e
pf1f
pf20
pf21
pf22
pf23
pf24
pf25
pf26

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Cimentação em Poços de Petróleo: Processo, Componentes e Importância e outras Resumos em PDF para Engenharia Mecânica, somente na Docsity!

Escola Politécnica da Universidade de São Paulo Departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo

PMI-1841 ENGENHARIA DE PERFURAÇÃO

AULA 7 - CIMENTAÇÃO

Wilson Siguemasa Iramina

Santos, setembro de 2016

Aula 7 - CIMENTAÇÃO

1. Introdução e histórico

2. Cimentação - conceituação

3. Tipos de cimentação

4. O cimento

5. Equipamentos e acessórios de cimentação

O 1o^ uso do cimento em poço de petróleo ocorreu na Califórnia em 1883, mas só em 1902 se passou ao uso do cimento Portland, em processo manual de mistura. Em 1910 Almond A. Perkins patenteou o método de bombear a pasta para o poço, com tampões metálicos a frente e atrás desta, para evitar contaminação, sendo deslocada por vapor d’água ou fluido de perfuração.

Em 1922, a Halliburton patenteou o misturador com jatos (jet mixer), automatizando a mistura da pasta, ampliando as possibilidades operacionais (a maioria da companhias passou a adotar estas práticas).

Nesta época aguardava-se de 7 a 28 dias para o tempo de pega. A partir de 1923 começaram a ser fabricados cimentos especiais para a indústria de petróleo (alta resistência inicial e uso de aditivos químicos). Tempo de pega foi reduzido (3 para 1 a 1, dias e hoje algumas horas).

1. HISTÓRICO

Após a descida da coluna de revestimento, geralmente o espaço anular entre a tubulação de revestimento e as paredes do poço é preenchido com cimento, de modo a fixar a tubulação e evitar que haja migração de fluidos entre as diversas zonas permeáveis atravessadas pelo poço, por detrás do revestimento. A cimentação do espaço anular é realizada, basicamente, mediante o bombeio de pasta de cimento e água, que é deslocada através da própria tubulação de revestimento. Após o endurecimento da pasta, o cimento deve ficar fortemente aderido à superfície externa do revestimento e à parede do poço, nos intervalos previamente definidos.

  1. CIMENTAÇÃO - Conceituação

http://www.rigzone.com/training/insight.asp?insight_id=317&c_id=

http://www.drillingformulas.com/category/oil-well-cementing/

Cimentação primária

Cimentação de toda a

coluna

Revest. de aço

Furo

Cimento

Liner

Cimentação do

liner

http://www.youtube.co m/watch?v=cwL6opBV GjU

http://www.oerb.com/ Default.aspx?tabid= 42

http://www.oerb.com /videos/category/8/a nimation (rig)

http://www.youtube .com/watch?v=zJm SUemCUrg&featur e=related

http://www.youtube.c om/watch?v=FLMqfW CR_Pw&feature=fvwr el http://www.youtube.c om/watch?v=hfM_I8U psAs&feature=related

http://www.youtube.c om/watch?v=b8Vf_Zr NNzs

https://www.youtube .com/watch?v=Sfaz J6P_g7w

3.2. Cimentação secundária

Destina-se a corrigir a cimentação primária, quando há necessidade. São as denominadas operações emergenciais de cimentação, visando permitir a continuidade das operações. São classificadas como:

-Tampões de cimento: bombeamento de determinado volume de pasta que cobre um trecho do poço. Situações: perda de circulação, abandono total ou parcial do poço, base para desvios, etc.;

  • Recimentação: correção da cimentação primária, quando o cimento não alcança a altura desejada no anular. O revestimento é canhoneado em 2 pontos.;
  • Compressão de cimento ou “squeeze”. Injeção forçada de cimento sob pressão, visando corrigir a cimentação primária, sanar vazamentos no revestimento ou impedir a produção de zonas que passaram a produzir água.

III. Plugging

1. Open-hole plug back

A. Operações de pescaria

B. Abandono

2. Revestimento (Casing)

IV. Técnicas especiais

1. Terra

2. Off-shore

4. O CIMENTO

A pasta de cimento usada na indústria do petróleo consiste basicamente de cimento, aditivos e água. Os vários tipos de cimento e aditivos dependem da aplicação final. O cimento Portland é o material escolhido em 99% das operações de cimentação primária, pois é obtido prontamente em todo o mundo além de ser comparativamente mais barato. Outros materiais, quer sejam mais baratos mas não disponíveis ou vice- versa, são: escória, pozolana, resinas epóxi ou cimentos especiais de magnésio ou oxicloreto.

4. O CIMENTO

Os principais componentes do cimento Portland são: óxido de cálcio, sílica, alumina e ferro, que combinados formam os seguintes compostos:

  • 3CaO.SiO 2 : silicato tricálcico ou alita, representado por C 3 S;
  • 2Ca).SiO 2 : Silicato dicálcico ou belita, representado por C 2 S;
  • 3CaO.Al2O3: Aluminato tricálcico ou celita, representado por C 3 A ;
  • 4CaO.Al 2 O 3 .Fe 2 O 3 : Ferro aluminato tetracálcico ou Ferrita, representado por C 4 AF

A proporção destes compostos no cimento determina suas propriedades, com resistência inicial, retardamento, calor de hidratação, resistência aos sulfatos, etc.

Classificação API de cimento (continuação)

Classe E: 6.000 a 14.000 pés, pressão e temperatura elevadas. Apresenta alta resistência aos sulfatos.

Classe F: 10.000 a 16.000 pés, sob condições extremamente altas de pressão e temperatura. Alta resistência aos sulfatos.

Classes G e H: para utilização sem aditivos até profundidades de 8.000 pés. Como têm composição compatível com aditivos aceleradores ou retardadores de pega, podem ser usados praticamente em todas as condições previstas para os cimentos das classes A até E. Por isso, as classes G e H são as classes mais utilizadas atualmente na indústria do petróleo, inclusive no Brasil.

Classe J: para uso como produzido, em profundidades de 12. a 16.000 pés, sob condições de pressão e temperatura extremamente elevadas.

Uso de cimento no Brasil

No Brasil por muito tempo foi utilizado o cimento comum (classe A), mas a partir do final da década de 70 foi adotado também o cimento Classe G, que pode ser usado a maiores profundidades com maior segurança.

Principais propriedades

Propriedades Saco de cimento Brasileiro Norte-americano Peso 50 kg 94 lb Volume aparente 33,1 dm^3 1 pé^3 Volume de sólidos (“absolute volume”)

15,92 dm^3 0,48 pé^3

Massa específica (“absolute density”)

3,14 kg/dm^3 195,83 lb/pé^3

Densidade relativa (“specific gravity)

3,14 3,

Principais aditivos para a cimentação

São compostos químicos adicionados à pasta de cimento visando sua adequação ao uso específico previsto. Suas concentrações são determinadas por testes de laboratório. Dosagem em pó (% em peso) ou líquido (volume, gal/pé^3 )

  • Aceleradores de pega: diminuir o tempo de espessamento e aumentar a resistência compressiva inicial da pasta (CaCl 2 e NaCl).
  • Retardadores de pega: quando a temperatura e pressão estão muito altas para o uso de cimento sem aditivos, permitindo o seu deslocamento (lignossulfonatos e derivados, ácidos orgânicos, derivados de celulose e derivados de glicose).
  • Estendedores: maior rendimento da pasta (mais leves) e maior altura (menor pressão hidrostática). Funcionam por absorção de água (argila, bentonita, silicatos) ou adição de agregados de baixa densidade (pozolona, perlita, gilsonita).

Principais testes de laboratório

a) Finura

b) Água livre

c) Resistência à compressão

d) Perda de fluido

e) Reologia

f) Densidade e peso específico

g) Tempo de espessamento

Equipamentos de cimentação

a) Silos de cimento

b) Unidades de cimentação

c) Linhas de cimentação

d) Cabeça de cimentação

Equipamentos de cimentação

a) Silos de cimento

Para as operações de perfuração em terra em geral o cimento é estocado na base da companhia de cimentação, em grandes silos, sendo enviado para a sonda por meio de carretas apropriadas. Nas plataformas marítimas são disponíveis silos para armazenamento de cimento e outros materiais a granel. Estes silos operam a baixa pressão (cerca de 30 psi), quando da descarga do cimento.

b) Unidades de cimentação

Montadas em caminhões para operações em terra ou sobre “skids” em sondas marítimas, as unidades de cimentação constam geralmente de dois motores para forncecer energia, dois tanques de 10 bbl cada, para a água e aditivos, duas bombas triplex, dois conversores para converter movimento rotativo dos motores no movimento alternativo das bombas, bombas centrífugas auxiliares e um sistema de mistura (água e aditivos) é bombeada sob pressão por pequenos orifícios, fluindo em jatos sob um funil por onde chega o cimento. A proporção da água injetada determinará a densidade da pasta e é controlada pelo operador. A pasta resultante é acumulada em um tanque ou “cuba” para homogeneização, de onde é sugada por meio de bombas triplex, que injetam para o poço. Toda a operação é monitorada via manômetros de pressão e medidores de fluxo, sendo feito o registro de uma carta circular onde estes valores são traçados, permitindo a análise posterior.

Acessórios de cimentação

Diversos acessório são conectados ou afixados à coluna de revestimento, visando garantir o melhor resultado da cimentação.

Acessórios de cimentação

Sapata

Colocada na extremidade da coluna, serve de guia para a introdução do revestimento no poço, podendo dispor de um mecanismo de vedação para evitar que a pasta, por ser mais pesada que o fluido de perfuração, retome ao interior do revestimento após seu deslocamento.

a) sapata-guia b) sapata flutuante

Acessórios de cimentação - Colar

Posicionado 2 a 3 tubos acima da sapata, o colar serve para reter os tampões de cimentação, além de poder receber mecanismos de vedação (flutuante ou diferencial). Normalmente é usado colar flutuante. Caso não tenha mecanismo de vedação, é denominado colar retentor.

a) Colar retentor

b) Colar flutuante

Outros acessórios de cimentação

Tampões de fundo : É um tampão de borracha com uma membrana de baixa resistência em sua parte central. Lançado na coluna à frente da pasta de cimento, é por esta empurrado até que toque no colar retentor (ou flutuante), quando a membrana se rompe permitindo a passagem da pasta. Visa raspar o filme de sólidos do fluido de perfuração que se adere à parede do revestimento, evitando a contaminação da pasta.

Tampões de topo: É um tampão rígido de borracha, lançado após a pasta, separando-a do fluido de perfuração que a deslocará, para evitar a sua contaminação. É retido pelo colar, causando um aumento de pressão que indica o término do deslocamento, permitindo a realização do teste de estanqueidade da coluna.

Colchões de lavagem e Espaçadores

São bombeados à frente da pasta visando evitar contaminação desta pelo fluido de perfuração e vice-versa e auxiliar na remoção do reboco das paredes do poço possibilitando melhor aderência de cimento.

Colchões de lavagem: Os colchões de lavagem ou lavadores são volumes de fluido (10 ou 40 bbl) pouco viscosos, compatíveis com a pasta e o fluido de perfuração, atuando por meio de lavagem química e ação mecânica na diluição e remoção do reboco. Contém materiais dispersantes (ou afinantes do fluido de perfuração), detergente e, quando necessário, aditivo para inibir inchamento de argila e redutores de filtrado. Quando usados com lama à base de óleo contém ainda surfactantes para inverter a molhabilidade do revestimento e formação.

Espaçadores: são geralmente viscosos e de densidade ajustável, com ação mecânica de remoção do reboco, sendo de preparação mais trabalhosa e uso típico em situações onde se deseja evitar canalização de gás pela aplicação de pressão hidrostática.

Seqüência operacional de uma cimentação primária típica

Os preparativos para a cimentação começam antes mesmo da conclusão da descida do revestimento, com as atividades do ajuste da unidade, diluição de aditivos, etc. Uma cimentação primária típica tem a seguinte seqüência:

a) montagem das linhas de cimentação;

b) circulação para condicionamento do poço. Simultaneamente é feita a preparação do colchão de lavagem;

c) Injeção do colchão de lavagem e/ou espaçador;

d) teste de pressão das linhas de cimentação, usualmente feito com as linhas cheias de colchão de lavagem. As linhas são testadas até uma pressão superior à máxima pressão prevista durante a operação;

e) lançamento do tampão de fundo (opcional);