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Cinematica Rotacional, Notas de estudo de Engenharia Mecânica

Cinematica Rotacional

Tipologia: Notas de estudo

2014

Compartilhado em 15/04/2014

matias-pasqualotto-12
matias-pasqualotto-12 🇧🇷

4.7

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Cinemática Rotacional
Introdução
O que existe em comum entre os movimentos de um CD, de uma roda
gigante, de um serra circular e de um ventilador de teto? Nenhum desses
movimentos pode ser representado adequadamente como o movimento de
um ponto, cada um deles envolve um corpo que gira em torno de um eixo
que permanece estacionário em algum sistema de referencia inercial. A
rotação ocorre em todas as escalas, desde o movimento de elétrons em
átomos até movimento das galáxias interiras. Precisamos desenvolver
métodos gerais para analisar o movimento de corpos que giram. Neste
capítulo e no próximo vamos considerar corpos com tamanho e forma
definidos, que no caso geral possui um movimento de rotação combinado
com um movimento de translação.
Os corpos do mundo real podem ainda ser mais complexos; as forças
que atuam sobre eles podem deforma-los, esticando-os, torcendo-se e
comprimindo-os. No nosso estudo sobre rotação vamos desprezar essas
deformações, ou seja, vamos supor que o corpo possua uma forma definida e
imutável. Esse modelo de corpo ideal denomina-se CORPO RÍGIDO.
Neste capítulo estudaremos a cinemática de rotação. No capítulo seguinte
vamos estudar os princípios da dinâmica que relacionam as forças que atuam
sobre um corpo com o seu movimento de rotação.
Fig1. (a) A patinadora em movimento
de translação pura, o movimento é ao
longo de uma direção fixa. (b) rotação
pura, o movimento é em torno de um
eixo fixo.
Fig 2. Movimento de rotação e translação de
um corpo rígido arbitrário. Neste caso
particular, o movimento de translação está
confinado ao plano xy. A linha tracejada mostra
o caminho correspondente ao movimento de
translação do eixo de rotação, que é paralelo ao
eixo ze passa pelo ponto A, no plano xy. O
movimento rotacional é indicado pela linha de
referência AP.
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Cinemática Rotacional

Introdução

O que existe em comum entre os movimentos de um CD, de uma roda gigante, de um serra circular e de um ventilador de teto? Nenhum desses movimentos pode ser representado adequadamente como o movimento de um ponto , cada um deles envolve um corpo que gira em torno de um eixo que permanece estacionário em algum sistema de referencia inercial. A rotação ocorre em todas as escalas, desde o movimento de elétrons em átomos até movimento das galáxias interiras. Precisamos desenvolver métodos gerais para analisar o movimento de corpos que giram. Neste capítulo e no próximo vamos considerar corpos com tamanho e forma definidos, que no caso geral possui um movimento de rotação combinado com um movimento de translação. Os corpos do mundo real podem ainda ser mais complexos; as forças que atuam sobre eles podem deforma-los, esticando-os, torcendo-se e comprimindo-os. No nosso estudo sobre rotação vamos desprezar essas deformações, ou seja, vamos supor que o corpo possua uma forma definida e imutável. Esse modelo de corpo ideal denomina-se CORPO RÍGIDO. Neste capítulo estudaremos a cinemática de rotação. No capítulo seguinte vamos estudar os princípios da dinâmica que relacionam as forças que atuam sobre um corpo com o seu movimento de rotação.

Fig1. (a) A patinadora em movimento de translação pura, o movimento é ao longo de uma direção fixa. (b) rotação pura, o movimento é em torno de um eixo fixo.

Fig 2. Movimento de rotação e translação de um corpo rígido arbitrário. Neste caso particular, o movimento de translação está confinado ao plano xy. A linha tracejada mostra o caminho correspondente ao movimento de translação do eixo de rotação, que é paralelo ao eixo z e passa pelo ponto A, no plano xy. O movimento rotacional é indicado pela linha de referência AP.

As Variáveis da Rotação

Vamos começar nosso estudo sobre a rotação de corpos rígidos em torno de um eixo fixo. Vale ressaltar que o estudo aqui abordado não inclui um corpo como o Sol, porque este não é um corpo rígido (“uma bola de gás”), um corpo como uma bola de boliche rolando sobre a pista porque, neste caso, há um rolamento, isto é, uma rotação em torno de um eixo móvel.

Posição Angular : (medidas em radianos)

s r

θ =

sendo um comprimento de arco de uma seção circular qualquer

entre o eixo e a linha de referência, e o raio dessa seção circular

s

x r

Um ângulo definido dessa forma é medido em radianos (rad) ao invés

de revoluções (rev) ou graus. O radiano, sendo a razão entre duas

distâncias, é um número adimensional. Como a circunferência de um

círculo de raio r é 2π r , um círculo completo tem 2π radianos:

2 1rev 360 2 rad

1rad 57,3 0,158rev

o

o

r

r

π = = = π

= =

Fig.3a (^) Fig.3b

¾ ROTAÇÃO COM ACELERAÇÃO ANGULAR CONSTANTE

Vamos obter a expressão que relaciona ω , α e , para o caso de t α =constante. d d dt dt

ω α = ⇒ ω =α

Integrando a equação acima, temos

0

0 0 0

t t

o

d dt dt t t

ω

ω

∫ ω^ =^ ∫ α^ =^ α^ ∫ ⇒^ ω^ −^ ω^ =^ α^ ⇒^ ω^ =^ ω^ +α

Movimento Rotacional (eixo fixo)

Movimento Translacional (direção fixa)

Tabela: Movimento com aceleração linear ou angular constante

v = v o + at

1 2 x = x 0 (^) + v t 0 + 2 at

2 2

v = v 0 + 2 ( a x − x 0 )

0 0 2

v v x x t

= +

1 2 x (^) = x 0 (^) + v t (^) − 2 a t

ω = ω 0 +α t

1 2 θ = θ 0 + ω 0 t + 2 α t

2 2 ω = ω 0 + 2 α θ ( −θ 0 )

0 0 2

t

ω ω θ θ

= +

1 2 θ = θ 0 + ω t − 2 α t

¾ GRANDEZAS ROTACIONAIS COMO VETORES Podemos descrever a posição, a velocidade e a aceleração de uma partícula por meio de vetores. Contudo, se a partícula estiver em uma trajetória retilínea, podemos dispensar o tratamento vetorial. Como a partícula tem apenas dois sentidos possíveis, podemos indica-los pelos sinais mais (no sentido do eixo dos x positivos) e menos (no sentido do eixo dos x negativos). Da mesma forma, um corpo rígido girando em torno de um eixo fixo pode ser feito apenas no sentido horário ou anti-horário, e portanto, podemos fazer a associação aos sinais mais e menos.

Rotação 90o Eixo x

Rotação 90o Eixo y

Rotação 90o Eixo y

Rotação 90o Eixo x

Estabelecemos o sentido para o vetor^ ω^ pela regra da mão direita

Fig 4:

Fig 5.

¾ RALAÇÕES ENTRE AS VARIÁVEIS LINEARES E ANGULARES: FORMA VETORIAL

r sen θ r sen θ

Fig.7: (a) Uma partícula em P do corpo rígido girante é localizada pelo vetor posição com origem em O. A partícula possui uma velocidade angular (dirigida ao longo do eixo z) e velocidade tangencial. (b) A partícula em P possui aceleração angular ao longo do eixo z, aceleração tangencial e aceleração radial.

v = ω × r em módulo temos, v =ω r sen θ

G G G

d v d d d r

a r r

dt dt dt dt

= = ω × = × + ω×

G G G

G G G G G

a = α × r + ω × v

G G G G G

t

t r

r

a r

a a a

a v

= ×

= ×

G G G

G G G

G G G