Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Análise de Circuitos Elétricos: Fasores, Impedância e Potência - Notas de Aula, Notas de aula de Circuitos Elétricos

Apostila utilizada para a disciplina de circuitos elétricos.

Tipologia: Notas de aula

2020

Compartilhado em 19/06/2020

loenaii.lincon1
loenaii.lincon1 🇧🇷

5

(1)

2 documentos

1 / 156

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
Universidade Federal de Campina Grande
Centro de Engenharia Elétrica e Informática
Departamento de Engenharia Elétrica
Circuitos Elétricos II
Notas de Aula
Francisco das Chagas Fernandes Guerra
Campina Grande - PB
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14
pf15
pf16
pf17
pf18
pf19
pf1a
pf1b
pf1c
pf1d
pf1e
pf1f
pf20
pf21
pf22
pf23
pf24
pf25
pf26
pf27
pf28
pf29
pf2a
pf2b
pf2c
pf2d
pf2e
pf2f
pf30
pf31
pf32
pf33
pf34
pf35
pf36
pf37
pf38
pf39
pf3a
pf3b
pf3c
pf3d
pf3e
pf3f
pf40
pf41
pf42
pf43
pf44
pf45
pf46
pf47
pf48
pf49
pf4a
pf4b
pf4c
pf4d
pf4e
pf4f
pf50
pf51
pf52
pf53
pf54
pf55
pf56
pf57
pf58
pf59
pf5a
pf5b
pf5c
pf5d
pf5e
pf5f
pf60
pf61
pf62
pf63
pf64

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Análise de Circuitos Elétricos: Fasores, Impedância e Potência - Notas de Aula e outras Notas de aula em PDF para Circuitos Elétricos, somente na Docsity!

Universidade Federal de Campina Grande

Centro de Engenharia Elétrica e Informática

Departamento de Engenharia Elétrica

Circuitos Elétricos II

Notas de Aula

Francisco das Chagas Fernandes Guerra

Campina Grande - PB

UNIDADE I

ANÁLISE DE CIRCUITOS EM REGIME SENOIDAL

1. Introdução

Este capítulo trata da análise de circuitos que operam em regime permanente sob excitação senoidal. São estabelecidas as definições de fasor, impedância e admitância, formulando-se as leis de Kirchhoff no domínio da frequência. Descreve-se o processo de construção de diagramas de impedâncias e de diagramas fasoriais. Também é estudado o fenômeno de ressonância.

Em seguida, são apresentados os conceitos de potência instantânea, ativa, reativa, aparente e complexa, além de fator de potência.

Finalmente, são estudados aspectos relacionados à transmissão de energia em circuitos de corrente alternada, demonstrando-se o teorema da máxima transferência de potência e estabelecendo-se considerações sobre aplicação de capacitores para correção do fator de potência.

2. Resposta à Excitação Senoidal

A Fig. 1.1 ilustra o fenômeno de curto-circuito que ocorre em uma linha de transmissão de energia elétrica. Os parâmetros R e L são, respectivamente, a resistência e a indutância em série da linha e RL é a resistência da carga. Na frequência de 60 Hz, as capacitâncias podem ser desprezadas. Em t = 0, o curto-circuito é estabelecido através do fechamento da chave, quando o valor instantâneo da corrente é i(0) = I 0.

Fig. 1.1. Simulação de um curto-circuito em uma linha de transmissão.

Se v(t) = Vm sen( ω t + θ), tem-se:

()+ Ri(t)=V sen(ω t+ θ ) dt

L di^ t m (1.1)

Esta equação diferencial tem a seguinte solução:

m m sen e RL^ t R L

sen t I V R L

i t V ( / ) ( ) 2 2 2 ( ) 0 2 2 2 ( )  − 

= θ α ω

ω θ α ω

α = tan −^1 ( ω L/R) (1.3)

A representação de Z no plano complexo (plano Argand-Gauss) é mostrada na Fig. 1.3.

Fig. 1.3. Representação de um número complexo no plano Argand-Gauss.

Z = a^2 +b^2 (1.6)

θ =tan −^1 ( b/a) (1.7) A seguir, são definidos os operadores Re e Im, que tomam, respectivamente, as parte real e imaginária de Z, ou seja:

Re ( Z ) =Re( Zej^ θ) =Re( Zcosθ+jZsenθ) =Zcos θ=a (1.8) Im ( Z ) =Im( Zej^ θ) =Im( Zcosθ+jZsenθ) =Zsen θ=b (1.9) Seja uma função expressa no domínio do tempo através da seguinte expressão: f (t )=Fm cos ( ω t+ φ) (1.10)

A função f( t ) é identificada por:

  • Fm - Amplitude, em unidades de f( t ).
  • ω - Frequência angular, em radianos/s.
  • φ - Defasagem angular, em radianos.

Para a frequência angular, tem-se ω = 2πf = 2π / T, onde f é a frequência em Hertz e T é o

período em segundos.

Pode-se ainda escrever f( t ) como: f ( t) = Re[ Fm cos(ω t+φ) +jFmsen( ωt+ φ) ]=Re[Fmej(^ ωt+φ^ )^ ]=Re[Fmejφ.ej^ ωt] (1.11) A seguir, considera-se a seguinte grandeza complexa: j φ F =Fm e (1.12) Esta grandeza é definida como o fasor de f (t). Assim, partindo-se da função cosseno, o fasor desta função é um número complexo cujo módulo é a amplitude Fm, e cujo ângulo de fase é a

defasagem angular, φ.

Uma observação importante é que o fasor não contém a informação da frequência angular,

ω. Isto pode ser entendido se é considerado o operador F , tal que:

F =F (^) m ej^ φ= F [ f(t)] (1.13)

O operador F estabelece uma correspondência entre as representações do sinal no domínio do tempo e no domínio da frequência. Assim, a informação da frequência torna-se implícita. Da mesma forma, tem-se:

f ( t)= Fmcos (ω t+ φ)= F -1 [ F] (1.14)

A maioria dos autores define fasor a partir da função cosseno. Entretanto, esta definição pode ser feita a partir da função seno, desde que se faça:

f ( t) = Im[ Fm ejφ.ej^ ωt] (1.15)

A representação de um fasor também pode ser feita pela notação de Steinmetz, ou seja:

F = Fm∠ φ (1.16)

Outra observação é que o módulo de um fasor também pode ser tomado como sendo o valor eficaz da onda (fasor eficaz), ao invés da amplitude (fasor amplitude). Assim, também é usual assumir:

F = ( Fm / 2 )∠φ =Fe∠ φ (1.16)

Por enquanto, será considerado o fasor amplitude. Nas aplicações relacionadas a potência elétrica, o fasor eficaz passará a ser utilizado.

Exemplo 1 - Calcular o fasor de f( t)= 220 2 cos( 2 π. 60 t+ π/ 3 ) Solução - Pela definição de fasor amplitude, tem-se:

F= 220 2 ej^ π^ /^3 = 220 2 ∠ π/ 3

f( t) =Re[ 220 2 ej^ π/^3 .ej^120 πt ]

Exemplo 2 - Calcular a função no domínio do tempo cujo fasor amplitude é F = 110 √ 2 ∠- π/3.

Solução - Dos desenvolvimentos anteriores: ( )

[ 110 2 ( / 3 ) 110 2 ( / 3 ) ]

( ) [ 110 2 /^3 ] [ 110 2 /^3 ]

π ω ω π

= − + −

Re cos t j sen t

f t Re e j .ejt Re ej t

f(t)= 110 2 cos(ω t− π/ 3 )

Exemplo 3 - Calcular o fasor de f( t)= 110 2 sen( 2 π. 60 t− π/ 2 ).

Solução - Transformando a função em cosseno, tem-se: f (t)= 110 2 cos ( 2 π. 60 t−π/ 2 −π/ 2 ) = 110 2 cos( 2 π. 60 t−π) =− 110 2 cos( 2 π. 60 t)

I

Z = V (1.17)

A unidade de impedância é ohm (Ω). Apesar de ser um número complexo igual à razão entre dois fasores, a impedância não é um fasor, pois não representa uma grandeza que varia senoidalmente com o tempo.

Considerando o mesmo elemento de circuito, define-se admitância como a relação entre o fasor corrente e o fasor tensão, ou seja, o inverso da impedância:

V Z

Y = I =^1 (1.18)

A unidade de admitância é o Siemens ( S ).

4.2 Impedância de um Resistor

No domínio do tempo, tem-se para o resistor: v( t)= Ri(t ) (1.19)

i( t)= Re[ I ej^ ωt ] (1.20) Como o operador Re é linear, tem-se: v( t)= R.Re[I ej^ ωt^ ]=Re[R.Iejωt]=Re[Vej^ ωt ] (1.21) Assim, resulta: V = R I (1.22) Considerando o ângulo de fase da corrente igual a φ, vê-se na Fig. 1.5 que, no caso do resistor, os fasores tensão e corrente acham-se em fase.

Fig. 1.5. Fasores tensão e corrente no caso de um resistor. Como Z = V / I, a impedância do resistor é numericamente igual à sua resistência (número real), ou seja:

Z (^) R= R (1.23) A admitância do resistor é:

G R (^) R R

= 1 =^1 =

Z

Y (1.24)

A grandeza G recebe o nome de condutância, expressa em siemens (S ).

4.3 Impedância de um Indutor

Para o indutor, pode-se escrever no domínio do tempo:

[Re ej^ t ] Re[ j L ejt] Re[ ejt] dt

L^ d dt

v(t )= Ldi(^ t)= (I. ω) = ω I. ω = V.^ ω

V = j ωL I (1.26)

L = I =j^ ωL=jX L

Z V

Vê-se que a impedância de um indutor é um número imaginária puro. A grandeza XL = ω L é

denominada reatância indutiva, expressa em ohms (Ω). Fazendo o ângulo de fase de V igual a φ, tem-se V = Vm ∠φ e I = Im ∠θ. o problema consiste em calcular a defasagem entre a corrente e a tensão; assim:

φ= ω θ= 1 π/ 2 ω θ = ω j(θ+ π/ 2 )

m

j m

j j m

j Vm e j LI e e LI e LI e (1.28)

Assim, tem-se θ + π /2 = φ ou θ = φ - π /2. É mostrado na Fig. 1.6 que, no caso do indutor, a

corrente acha-se atrasada de 90o^ da tensão.

Fig. 1.6. Fasores tensão e corrente no caso de um indutor.

A admitância do indutor é:

L L

L = =j ωL=−j ωL=jB

Z

Y (1.29)

A grandeza BL = - 1 / ωL é denominada susceptância indutiva, expressa em siemens (S).

4.4 Impedância de um Capacitor

Para o capacitor, tem-se:

[ (^) Re ej^ t ] (^) Re[ (^) j C ejt] (^) Re[ (^) ejt] dt

C^ d dt

i(t )= Cdv(^ t)= (V. ω)= ω V. ω = I.^ ω

I = j ωC V (1.31)

C = = j ωC=−j ωC=jX C

I

Z V

Através de desenvolvimento análogo ao anterior, chega-se à conclusão de que a lei de Kirchhoff dos nós também permanece válida no domínio da frequência, ou seja:

I 1 + I 2 +...+In= 0 (1.39)

Neste ponto, conclui-se que os conceitos de fasor, impedância e admitância proporcionam notável simplificação na análise de circuitos em regime estacionário com excitação senoidal, pois as equações integrodiferenciais que descrevem os circuitos com capacitores e indutores podem ser substituídas por equações algébricas de variáveis e coeficientes complexos.

6. Associações de Elementos no Domínio da Frequência

São mostradas na Fig. 1.8 n impedâncias ligadas em série. Para a tensão V, pode-se escrever: V = Z 1 I +Z 2 I+... +Zn I= ( Z 1 +Z 2 +...+Zn) I=ZabI (1.40)

Fig. 1.8. Associação de impedâncias em série. A impedância equivalente vista dos terminais ab é:

Z ab = Z 1 +Z 2 +...+Z n (1.41)

Assim, a impedância equivalente a várias impedâncias ligadas em série é igual à soma dessas impedâncias.

Em termos de admitâncias, a associação em série é feita da seguinte forma:

Yab Y Y Y n

1 2

Uma associação de n impedâncias ligadas em paralelo é mostrada na Fig. 1.9.

Fig. 1.9. Associação de impedâncias em paralelo. Para a corrente I, tem-se:

n n Z ab

V V

Z Z Z Z

V

Z

V

Z

I V =

= + +...+ =^1 +^1 +...+^1

Zab Z Z Z n

1 2

Esta impedância indica que, numa associação em paralelo de impedâncias, o inverso da impedância equivalente é igual à soma dos inversos das impedâncias individuais.

Pela definição de admitância, conclui-se que:

Yab = Y 1 +Y 2 +...+Y n (1.45)

Na Fig. 1.10 são mostradas associações RL e RC em série.

( a ) ( b ) Fig. 1.10. ( a ) Associação RL em série; ( b ) Associação RC em série. No caso da Fig. 1.10 (a) e da Fig. 1.10 (b) tem-se, respectivamente, as seguintes impedâncias: Z (^) RL=R+j ω L (1.46)

ωC

Z (^) RC=R − j^1 (1.47)

Para as admitâncias, pode-se escrever:

( )^2 ( )^2 ( )^2

R ωL

j L R ωL

R

R ωL

R j L RL (^) R j L (^222) +

=^ −

=^ ω^ ω

Y (1.48)

ωC

R

j ωC

ωC

R

R

ωC

R

C

R j

C

R j^222

RC^ ω ω

Y (1.49)

Na Fig. 1.11 são mostradas associações RL e RC em paralelo.

( a ) ( b ) Fig. 1.11. ( a ) Associação RL em paralelo; ( b ) Associação RC em paralelo.

o

IL = 5 ∠− 45

o

X L L 2 000 x 5 x 1010 L j 10 10 90

= ω = −^3 = Ω ∴ Z = = ∠

V= ZL IL= ( 10 ∠ 90 o)( 5 ∠− 45 o) = 50 ∠ 45 o

R o^ o R

I = V=^50 ∠^45 = ∠

o o o IT = IR+IL= 5 ∠ 45 + 5 ∠− 45 = 5 2 ∠ 0

iT = 5 2 sen( 2000 t )

Exemplo 6 – O capacitor de 35 μF da Fig. 1.13 está em paralelo com um certo elemento. Identificar o elemento, sabendo que a tensão e a corrente total são, respectivamente, v = 150 sen(3000t) e iT = 16,5 sen(3000t + 72,4o).

Fig. 1.13. Circuito do Exemplo 5. Solução – Neste caso, os fasores são determinados a partir da função seno; assim:

V= 150 ∠ 0 o^ , IT= 16 , 5 ∠ 72 , 4 o

o C j^ C j 3000 x 35 x 10 j^9 ,^529 ,^5290

Z = − ω =− − 6 =− = ∠−

o o

o C (^9) , 52 90 15 ,^7590

Z C

I V

I (^) Z = IT−IC= 16 , 5 ∠ 72 , 4 o− 15 , 75 ∠ 90 o= 5 , 06 ∠ 0 o ∴ = = ∠ = 29 , 6 Ω 5 , 06

150 0 o IZ

Z V

O elemento é um resistor. Isso poderia ser concluído de imediato, pois os elementos são ideais e v e iT apresentam defasagem de 72,4o.

7. Diagramas Fasoriais

Os diagramas fasoriais são representações dos fasores tensão e/ou correntes no plano complexo, de modo a reproduzirem graficamente as leis de Kirchhoff. Na Fig. 1.14, Fig. 1.15 e Fig. 1.16 são mostrados esses diagramas para os circuitos RL, RC e RLC em série. Na Fig. 1.17, Fig. 1.18 e Fig. 1.19 são considerados os circuitos RL, RC e RLC em paralelo.

Fig. 1.14. Associação RL em série e diagrama fasorial.

Fig. 1.15. Associação RC em série e diagrama fasorial.

Fig. 1.16. Associação RLC em série e diagrama fasorial – ( a ) ||||XL|||| < ||||XC||||; ( b ) ||||XL|||| > ||||XC||||.

Uma regra a ser seguida é que a grandeza de referência deve ser aquela que seja comum ao maior número possível de circuitos. Para os elementos em série, foi tomada a corrente. Para os elementos em paralelo, foi tomada a tensão. Por simplicidade, atribui-se a essa grandeza o ângulo de fase 0o.

Exemplo 7 – Em relação ao circuito da Fig. 1.20, determinar a corrente fornecida pela fonte, a queda de tensão sobre cada elemento do circuito e esboçar o diagrama fasorial. Considera-se o fasor eficaz.

Fig. 1.20. Circuito do Exemplo 7. Solução – A impedância total do circuito é: o

ZT = 3 +j 8 −j 4 = 3 +j 4 = 5 ∠ 53 , 1

= ∠ o o

o 20 53 , 1 5 53 , 1

I 100 0 o o

VR = R I= 3 x 20 ∠− 53 , 1 = 60 ∠− 53 , 1

VL = jX LI=j 8 x 20 ∠− 53 , 1 o= 160 ∠( 90 o− 53 , 1 o)= 160 ∠ 36 , 9 o

o o o VC = −jXC I= 4 x 20 ∠(− 90 − 53 , 1 )= 80 ∠− 143 , 1

O diagrama fasorial do circuito é mostrado na Fig. 1.21.

Fig. 1.21. Diagrama fasorial do Exemplo 7. Uma observação importante é que a tensão da fonte é 100 V, enquanto a tensão no indutor é 160 V (explicar). Ainda mais, por que o diagrama da Fig. 1.21 mostra-se mais complicado que o da Fig. 1.16 (b), se o circuito considerado é o mesmo?

Exemplo 8 – No circuito da Fig. 1.22, os valores medidos das correntes i, i 1 e i 2 são, respectivamente, 29,9/√2A, 22,3/√2A e 8//√2A. Determinar os valores de R e L para f = 60 Hz.

Fig. 1.22. Circuito do Exemplo 8. Solução - Os valores de pico de i, i 1 e i 2 são, respectivamente, 29,9 A, 22,3 A e 8 A. Arbitran- do a fase de i 2 em 0 o, tem-se para o fasor amplitude de v:

= 15 = 15 x 8 ∠ 0 o= 120 ∠ 0 o

V I 2

Como os elementos se acham ligados em paralelo, é mais conveniente trabalhar com admitâncias. Assim, tem-se para o ramo RL:

0 , 1858 , 0 120 0

1 22 ,^3 = ∠− >

= = ∠^ −^ θ θ θ

V^ o

Y I

Y= 0 , 1858 (cos θ −jsen θ )

No diagrama fasorial da Fig. 1.23, tem-se:

0 , 932 2 22 , 3 8

2 29 ,^9222 ,^3282

1 2

2 2

2 1

x x

I I I I I cosθ cos θ

Fig. 1.23. Diagrama fasorial do Exemplo 8.

Assim, obtém-se θ = 21,25o. A admitância do ramo RL é, então:

L

j R

cos o j sen o

Y= 0 , 1858 21 , 25 − 0 , 1858 21 , 25 =^1 −^1

x

R

39 , 4 mH 0 , 1858 0 , 363 2 60

x x x

L

2 (^2 1)  

= +^ −

ωC

Z R ωL (1.55)

ωRC

arctg ωLC- Z

2 2 1

+^ −

ωC

R ωL

Y (1.57)

ωRC

arctg ωLC- Y

São mostradas na Fig. 1.26 e a Fig. 1.27 as variações dos módulos e dos ângulos da impedância Z e da admitância Y vistas dos terminais de entrada do circuito.

Fig. 1.26. Variações do módulos e dos ângulo da impedância Z.

Fig. 1.27. Variações do módulos e do ângulos da admitância Y.

8.2 Considerações sobre Energia

Na análise a seguir, o circuito RLC em série é interpretado como um oscilador, cujo critério de avaliação de desempenho é estabelecido em termos de energia. Caso a resistência seja pequena, a energia dissipada em forma de calor também é pequena. Assim, o oscilador apresentará um comportamento próximo do ideal se as perdas ôhmicas forem muito menores que a energia armazenada. Com isso, ao se fornecer energia ao circuito, o mesmo será capaz de manter uma troca ou oscilação de energia entre capacitor e indutor durante um longo período, com um amortecimento mínimo nas amplitudes das ondas de tensão e de corrente.

Diante do exposto, é necessário estabelecer um parâmetro de avaliação do grau de influência da resistência R no processo de amortecimento das oscilações. Esse critério é expresso em termos do fator de qualidade, Q, o qual é proporcional à relação entre a energia armazenada nos elementos armazenadores de energia, em qualquer instante, durante o fenômeno de ressonância, e a energia dissipada no resistor, considerando o intervalo de um ciclo, ou seja:

ENERGIADISSIPADAPOR CICLO

Q = 2 πENERGIAARMAZENADAEMRESSONÂNCIA

Se a corrente é I = Im ∠ 0 o, então: i (t )=Imcos ω t (1.60)

A energia armazenada no indutor é:

W Lt Lit^2 LIm^2 cos^2 ω t

()^1

No capacitor, o fasor tensão é:

C

I

C

VC j I m (1.62)

No domínio do tempo:

sen t C

cos t I C

V t Im m

C(^ )=^ ω (ω −π/^2 )=ω^ ω (1.63)

A energia armazenada no capacitor é dada por:

sen t C

W t Cv t^ Im

C C ω^ ω

2 2

2 2 2

()^1

A energia total armazenada em qualquer é dada por:

 

= + = ^ + sen t LC

W t WLt WCt LIm cos t ω

( ) () ()^1

Para ω = ω 0 = 1/√(LC), tem-se: