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Componentes Pneumáticos Confiáveis
Tipologia: Notas de estudo
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Atualmente, podemos afirmar que seria quase impossível projetar qual- quer sistema de Automação sem re- corremos aos recursos da eletrônica. Presente em todos os sistemas que necessitam de:
semi-automação de máquinas dos mais diversos tipos, a construção de dispositivos que executam automati- camente seqüências operacionais simples ou mais complexas, tudo isto facilmente integrado à Microeletrônica e à Informática. Hoje, os componentes de campo, tais como; sensores, transmissores de pressão, de temperatura, válvulas solenóides, sinalizadores, alarmes, lâmpadas , etc., e sem deixar de men- cionar, os Controladores Lógicos Programáveis (CLP’s), superam suas próprias perspectivas. De um simples projeto - o de abrir e fechar uma porta, até o mais dos sofisticados computadores que co- mandam todos os controles de uma Nave Espacial, a Eletrônica se faz pre- sente, oferecendo segurança e confiabilidade.
Imaginem o segmento bancário, operando sem os recursos dos com- putadores - seria um caos atender à todos os serviços e as facilidades ge- radas através da Eletrônica, sem falar da Internet, pelo sistema da rede de Telecomunicação Computadorizada. Uma empresa , que não utiliza os recursos dos computadores, seja para: controle de estoque, de vendas, de produção - análise dimensional de pe- ças - CAD - controles estatísticos - projetos, entre outros serviços, certa- mente estará fora de competição no mercado atual. E na linha de produção, onde inú- meros comandos são responsáveis para:
José Carlos Amadeo Centro Universitário Salesiano de São Paulo
“peça posicionada” - “válvula sole- nóide de emergência fechada” , “por- ta do forno aberta”, etc., e sua segu- rança operacional? Vamos imaginar uma máquina complexa, responsável por 60% da produção (de alta responsabilidade), cujo investimento para a empresa foi bastante representativo, e por qual- quer motivo esta máquina “parar”, por falha de algum componente pneumá- tico. Será prejuízo na certa para a empresa, gerando atrasos na produ- ção, em seus compromissos de entre- gas, no seu faturamento , etc. Temos estatísticas que uma máqui- na parada por razões de manutenção/ reparos, ou mesmo para troca de um simples componente, sua “hora máqui- na parada” representa para a empre- sa, R$ 10.000,00/hora, aproximada- mente, dependendo do tipo de máqui- na e dos componentes instalados. Nossa imaginação está voltada para esta máquina - fabricada no Bra- sil ou importada - e que vem equipa- da com blocos de válvulas pneumá- ticas - comando solenóides - e com um programa de CLP incorporado. O fabricante , por razões desconheci- das ou mesmo por questões de re- dução de custos, especificou, no item “válvulas/componentes pneu- máticos”, uma certa marca “X”. Se esta máquina for importada - ex.: USA, entre o despacho de origem, até sua chegada ao Porto de Santos, e translado para a Capital, passaram-se 05 meses - (prazo bastante otimista). Seus componentes pneumáticos, e demais acessórios instalados , fica- ram inativos durante este período. Nos “Termos de Garantia”, os fa- bricantes costumam mencionar: “Não garantimos seus componentes por uso inadequado e/ou aplicações que não estejam dentro dos descritivos técni- cos ...” - ou coisas semelhantes.
HORA DE INSTALAR A MÁQUINA
Se o instalador possuir alguns conhecimentos em Automação Pneumática, suas primeiras provi- dências serão:
lar dentro das especificações e das normas técnicas exigidas pelo fabri- cante, componentes “confiáveis”, pois este será mais um dos acessórios res- ponsáveis pelo bom andamento dos equipamentos;
E em relação as “válvulas de comando pneumáticas instaladas... são confiáveis?" Estão em condições para entrar em operação? O que adiantou os engenheiros/ técnicos em Mecatrônica projetar seus comandos / CLP’s com os mais sofisticados componentes eletrônicos, garantindo movimentos operacionais, através dos sinais I/O, se no final da “linha” existem componentes, neste caso, pneumáticos, sujeitos a falhas? Nosso alerta está voltado para o usuário final, ou mesmo para os pro- jetistas que deverá especificar/exigir do fabricante, seja ele nacional ou mesmo de produtos/máquinas impor- tadas, que seus componentes pneu- máticos. Exemplo: válvulas solenói- des, sejam de alta tecnologia e que tenham no Brasil, representantes/dis- tribuidores autorizados com assistên- cia técnica, para que em caso de emergência, falha de algum compo- nente, queima de uma bobina da vál- vula solenóide ou mesmo após um longo período operacional tenham, no local, peças de reposição.
Figura 1 - Exemplo de uma válvula solenóide de ação Direta, com a nova tecnologia “Spool & Sleeve”.