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Compreensão e interpretação de texto, Notas de estudo de Português (Gramática - Literatura)

Anotação resumida de estudo sobre compreensão e interpretação de texto.

Tipologia: Notas de estudo

2023

À venda por 22/08/2023

renata-teixeira-70
renata-teixeira-70 🇧🇷

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COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS
DEFINIÇÃO DE TEXTO E DE INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS
A prosa é a expressão natural da linguagem escrita ou falada, sem metrificação
intencional
e não sujeita a ritmos regulares. No texto escrito, observamos a prosa quando há
organização
em linha corrida, ocupando toda a extensão da página. Há, também, organização em
parágrafos, os quais apresentam certa unidade de sentido.
Já o poema é a composição literária em que há características poéticas cuja temática é
diversificada. O poema apresenta-se sob a forma de versos. O verso é cada uma das
linhas
de um poema e caracteriza-se por possuir certa linha melódica ou efeitos sonoros,
além de
apresentar unidade de sentido. O conjunto de versos equivale a uma estrofe. Há
diversas
maneiras de se dispor graficamente as estrofes (e os versos) – e isso dependerá do
período
literário a que a obra se filia e à criatividade do autor.
FUNÇÕES DA LINGUAGEM
Para que uma comunicação seja realizada, os seguintes elementos
devem estar presentes:
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COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS

DEFINIÇÃO DE TEXTO E DE INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS

A prosa é a expressão natural da linguagem escrita ou falada, sem metrificação intencional e não sujeita a ritmos regulares. No texto escrito, observamos a prosa quando há organização em linha corrida, ocupando toda a extensão da página. Há, também, organização em parágrafos, os quais apresentam certa unidade de sentido. Já o poema é a composição literária em que há características poéticas cuja temática é diversificada. O poema apresenta-se sob a forma de versos. O verso é cada uma das linhas de um poema e caracteriza-se por possuir certa linha melódica ou efeitos sonoros, além de apresentar unidade de sentido. O conjunto de versos equivale a uma estrofe. Há diversas maneiras de se dispor graficamente as estrofes (e os versos) – e isso dependerá do período literário a que a obra se filia e à criatividade do autor. FUNÇÕES DA LINGUAGEM Para que uma comunicação seja realizada, os seguintes elementos devem estar presentes:

Devemos ler o esquema acima da seguinte maneira: o emissor transmite uma mensagem ao receptor. Essa mensagem tem como suporte o canal (o som de nossa voz ou o registro escrito, por exemplo) e está codificado em nossa língua portuguesa. Essa mensagem está situada em um contexto situacional e faz referência ao mundo biossocial do emissor e do receptor. A depender da ênfase que se dê a cada um desses elementos, a função da linguagem (ou seja, do uso da linguagem) será diferente:

Tipos de vozes discursivas: Citação: é a menção a informações extraídas de outras fontes. A citação pode ser direta ou indireta. Naquela, o texto mencionado é reproduzido exatamente como no original.; nesta, o texto é mencionado indiretamente por meio da voz do autor do texto. Paródia: é um texto em que se imita outra obra (ou seus procedimentos) com objetivo jocoso (que provoca riso; engraçado, divertido) ou satírico. Alusão: na alusão, faz-se referência indireta a algo que pode lembrar ou caracterizar o objeto/fato/ser descrito. Paráfrase: é uma forma (frasal) diferente de dizer algo. Em leitura, faz-se paráfrase quando há interpretação, explicação ou nova apresentação de um texto (entrecho, obra etc.) que visa torná-lo mais compreensível. Epígrafe: é o título ou frase que, colocada no início de um livro (ou um capítulo, um poema etc.), serve de tema ao assunto ou para resumir o sentido ou situar a motivação da obra. NÍVEIS DE LEITURA O importante é conhecer os níveis de leitura (propostos pelos autores Adler e Doren):

  • Leitura elementar:leitura básica ou inicial. Ao leitor cabe reconhecer cada palavra de uma página. Nesse tipo de leitura, o leitor dispõe de treinamento básico e adquiriu rudimentos da arte de ler.
  • Leitura inspecional: caracteriza-se pelo tempo estabelecido para a leitura. Arte de folhear sistematicamente.
  • Leitura analítica: é uma forma de leitura mais minuciosa, completa, a melhor que o leitor é capaz de fazer. É ativa em grau elevado. Tem em vista principalmente o entendimento, a compreensão do texto.
  • Leitura sinóptica: leitura comparativa realizada por quem lê muitas obras,

correlacionando-as entre si. Nível ativo e laborioso de leitura. PRESSUPOSTOS E SUBENTENDIDOS Quando podemos ler o não dito, quando é possível identificar marcas linguísticas que nos permitem interpretar essas informações nas “entrelinhas”, estamos diante de uma pressuposição. MARCAS DISCURSIVAS (DE PRESSUPOSIÇÃO) Em produções textuais escritas, podemos encontrar diversas marcas discursivas, como:

  • uso de pontuação expressiva, como aspas, reticências, exclamação, interrogação (perguntas retóricas);
  • uso de formatação especial (itálico, negrito, caixa-alta, maiúscula, minúscula);
  • uso de vocabulário específico (jargões técnicos, coloquialismos, gírias);
  • uso de recursos morfológicos expressivos, como diminutivo, aumentativo etc.;
  • uso de padrões sintáticos, como voz passiva, impessoalizações, inversões sintáticas. BREVE INTRODUÇÃO AOS ESTUDOS LINGUÍSTICOS O objeto de estudo da linguística é a língua, definida por Saussure como “um sistema de signos”. Assim, a linguística não estuda o fenômeno geral da linguagem. A linguagem, segundo Saussure, é um fenômeno “heteróclito e multifacetado” e é constituída por diferentes domínios (psíquico, social, fisiológico, material etc.). A ciência que estuda o fenômeno geral da linguagem é a semiologia/semiótica. A semiótica/semiologia tem por objeto de estudo, portanto, todas as formas de comunicação (principalmente humana). Os gestos, as cores, as formas, os cheiros etc. são analisados como produtores de significado e capazes de estabelecer comunicação. É o que se chama de linguagem não verbal. O domínio da semiótica/semiologia é toda forma de

o latim é a língua-mãe do português, do espanhol, do francês, do italiano. Essas línguasfilhas são chamadas de línguas-irmãs (porque descendem da mesma língua- mãe). Mas por que essas línguas se diferenciaram uma das outras, se tiveram a mesma origem? Essas mudanças são explicadas por diversos fatores: perfil dos falantes (se letrados ou não), políticas linguísticas do Estado (se existentes), contatos linguísticos com outros povos etc. Assim, é sabido que o português brasileiro é o que é porque realizou distintos contatos linguísticos ao longo dos séculos (além de ter passado por diferentes políticas linguísticas e por ter um perfil de falantes diferente). NÍVEIS DE LINGUAGEM Identificar o nível de linguagem também é fundamental para compreender o texto. Nas provas, verificamos a presença de textos de todos os tipos e que trazem diversos níveis de linguagem. Há três níveis de linguagem (segundo um autor chamado Dino Preti). O primeiro deles é o chamado culto, no qual se faz uso da língua-padrão, aquela que possui prestígio social e segue as normas da gramática tradicional; é o nível de linguagem usado em situações formais e os falantes possuem alto nível de escolarização. O nível de linguagem denominado comum é situado entre os níveis culto e popular; é o registro empregado por falantes com escolarização básica e pelos meios de comunicação de massa. Por fim, o nível de linguagem popular é aquele que não possui prestígio social e é utilizado em situações informais de comunicação; não “segue” as normas da gramática tradicional e faz uso de vocabulário restrito.

VARIAÇÃO LINGUÍSTICA

Os estudos sociolinguísticos demonstraram que as línguas sofrem variação. Essa variação é sistemática e coerente, sendo muitas vezes a causadora das mudanças linguísticas ao longo do tempo.