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Comunicação Interpessoal: Guia Completo para Dominar a Arte da Comunicação, Manuais, Projetos, Pesquisas de Comunicação

Essa obra trata da comunicação em empresas.

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2020

Compartilhado em 29/02/2020

fabricio-mello-9
fabricio-mello-9 🇧🇷

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Baixe Comunicação Interpessoal: Guia Completo para Dominar a Arte da Comunicação e outras Manuais, Projetos, Pesquisas em PDF para Comunicação, somente na Docsity!

ÍNDICE

  • INTRODUÇÃO ..................................................................
    1. O que é comunicação interpessoal
    • 1.1 Qual é a função da comunicação?
    • 1.2 O que é ter uma boa comunicação?
    • 1.3 O que fazer para melhorar sua comunicação interpessoal...
    1. Qual é seu estilo de comunicação? ..........................
  • Não-Violenta (CNV) 3. Como funciona a comunicação
    1. Comunicação no mundo do trabalho ........................
    • 4.1 Desenvolvendo bons relacionamentos profissionais
    • em entrevistas e dinâmicas................................................ 4.2 Como mostrar habilidade de comunicação
      • 4.3 Livros para entender sobre negociação .........................
    1. Para se apresentar bem em público

1. O QUE É COMUNICAÇÃO INTERPESSOAL

Não é difícil entender porque as empresas com comunicação efetiva dão 47% mais lucro, segundo estudo publicado no site Harvard Business Review. Isso porque a comunicação interpessoal é tópico importante em qualquer relação que se crie e sua não efetividade pode implicar em uma série de consequências negativas das mais diversas ordens.

Você consegue pensar em um erro causado em algum projeto, trabalho, tarefa, primeiramente, por uma falha de comunicação? Então. Preocupar-se em desenvolver a sua habilidade de se comunicar, então, só pode ser benéfico para todos os seus relacionamentos – e até para seus resultados na carreira.

O que significa o termo? Comunicação interpessoal é o termo que, dentro do macrotema “comunicação”, define a troca de informações entre duas ou mais pessoas, seja ela orientada por sinais verbais ou não verbais. Dentro desse campo de conhecimento, pesquisadores se dedicam atualmente a seis principais categorias: adaptação de comunicação verbal e não verbal presencialmente; processos de produção de mensagem;

como a incerteza influencia comportamento e e estratégias de gestão de informação; comunicação enganosa; dialética relacional e interação social mediada por tecnologia.

1.1 Qual é a função da comunicação? Para que as trocas sejam efetivas é essencial entender as funções da comunicação para que a mensagem seja recebida de acordo com o intuito desejado. Pensando nisso, o doutor especialista em gerenciamento e comportamento organizacional Stephen P. Robbins aponta quatro funções da comunicação dentro de um grupo ou organização, em seu livro “Comportamento Organizacional”.

#1 Controle Robbins afirma que a comunicação pode ser utilizada como um método para controlar o comportamento dos membros do grupo, principalmente em organizações com hierarquias mais autoritárias e regras bem delimitadas. Quando algum colaborador precisa fazer alguma queixa ou reclamação a seu superior imediato ou comentar alguma política da empresa que esteja afetando seu trabalho, por exemplo, a comunicação entre ambos está desempenhando a função de controle.

A comunicação interpessoal é tópico importante em qualquer relação.

1. O que é comunicação interpessoal

O especialista ressalta que mesmo a comunicação informal, como conversas casuais no trabalho, pode atuar como forma de controle de comportamento. No livro, ele dá o exemplo de quando os pares brincam ou chamam atenção de alguém com alta produtividade (e que por consequência faz os outros parecerem menos competentes, como ele define). Mesmo que a conversa seja informal, o grupo usa a comunicação para controlar o comportamento daquele que se destaca.

#2 Motivação A segunda função da comunicação seria a de incentivar a motivação dos colaboradores, esclarecendo o que deve ser feito, o nível de qualidade do trabalho entregue e o que pode ser feito para melhorar o desempenho, caso ele seja menor do que o esperado. A formulação de metas específicas, troca de feedbacks durante o processo, assim como reforçar o comportamento desejado pelos colaboradores gera motivação e requer uma boa comunicação.

#3 Expressão emocional Robbins aponta que, para muitas pessoas, seus grupos de trabalho são sua fonte principal de interação social e a comunicação que ocorre dentro desse grupo é um mecanismo fundamental para que seus membros expressem sentimentos, tanto de satisfação como de frustração. Portanto, a comunicação funciona como uma ferramenta de expressão emocional de sentimentos e de satisfação de necessidades sociais.

#4 Informação A função final da comunicação é o de facilitar o processo de tomada de decisões. Por meio da comunicação é fornecida a informação para que indivíduos e grupos possam se juntar, trocar dados e conhecimentos para identificar e avaliar opções alternativas.

Bancos de dados e redes de conexões são boas formas de trabalhar essas capacidades e tomar decisões de qual a melhor medida a ser adotada.

Por fim, o especialista afirma que nenhuma das quatro funções deve ser vista como mais importante que as outras. Para que as empresas produzam e tragam resultados de forma efetiva, elas precisam manter algum tipo de controle sobre seus colaboradores, estimular membros da equipe a entregar resultados, promover espaços para a expressão emocional e tomar decisões. Ele finaliza ressaltando que quase todas as comunicações em grupo assumem uma ou mais dessas funções.

1.2 O que é ter uma boa comunicação? O que é ter uma boa comunicação? A definição não é simples e, por natureza, os seres humanos tendem a superestimar suas capacidades aqui, principalmente quando interagem com conhecidos. É o que mostrou um estudo da Escola de Negócios Booth, da Universidade de Chicago. Em um dos experimentos, pesquisadores organizaram conversas em dois tipos de dupla: pessoas que eram próximas e desconhecidos. Como resultado, ficou claro que não havia diferença substancial no nível de compreensão entre os dois contextos. No entanto, em ambos os casos, os interlocutores tendiam a ter uma visão inflacionada de quão boa havia sido sua comunicação – e isso era ainda mais exagerado no caso de conhecidos.

“Ao nos comunicarmos com pessoas que conhecemos bem, fazemos pressupostos sobre o que eles entendem – pressupostos que não ousamos fazer com estranhos”, explica o doutor em Psicologia Clínica e autor de “Inteligência Emocional 2.0” Travis Bradberry, em artigo no site Entrepreneur. Segundo ele, o fenômeno é bem conhecido pelo campo – tanto, que tem até uma denominação específica. Trata-se do “viés de comunicação com proximidade”.

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Preste atenção em pessoas que falam bem e mal, na sua opinião e identifique os comportamentos que os diferem. Você pode fazer isso com quem conhece ou assistir vídeos de personalidades, por exemplo.

#2 Module a mensagem de acordo com seu estilo e o dos outros Depois de entender melhor seu estilo de comunicação o teste do Na Prática, e prestar atenção no ponto acima, vai ficar mais fácil “modular” sua mensagem para maximizar a compreensão do interlocutor.

Além disso, grandes chances de melhorar também a sua capacidade de compreender, visto que, na medida em que você se esforça para entender outros estilos, se torna cada vez melhor nisso.

#3 Dê atenção ao interlocutor Tanto fazendo contato visual, quanto praticando a escuta ativa, que significa basicamente prestar atenção e demonstrar interesse genuíno no que o outro diz, fazendo perguntas pertinentes, se for o caso, e com uma linguagem corporal positiva – ou seja, sem braços cruzados, por exemplo.

Aqui, além de te ajudar a entender o estilo de comunicação do outro, abre um canal para que você crie, com o interlocutor, um contato mais eficiente. Além disso, favorece o desenvolvimento de um relacionamento mais significativo entre ambos.

#4 Repare na comunicação não verbal Nem sempre o que as pessoas dizem é o mais importante em uma comunicação. Tom da voz, linguagem corporal e expressões faciais são grandes indicadores de como o outro se sentem

  • e se compreende. Fique de olho na postura, movimentos das mãos e contato visual, por exemplo.

#5 Limite os equívocos Qualquer mensagem pode ser compreendida de forma errada. Muitas vezes, as partes envolvidas nem percebem isso até que seja explícito em uma ação descoordenada, por exemplo.

Por isso, preste atenção às diferenças nos padrões de reação, harmonia de palavras de ambos os lados, tom de voz, linguagem corporal, perguntas feitas e frases incompletas. Na dúvida, faça um resumo do que foi acordado sempre dando espaço para o input do outro interlocutor.

  1. O QUE É COMUNICAÇÃO INTERPESSOAL

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2. QUAL É SEU ESTILO DE COMUNICAÇÃO?

Mark Murphy, autor de best-sellers e CEO da empresa de consultoria e pesquisa Leadership IQ passou décadas pesquisando comunicação interpessoal. Suas descobertas dão conta de que existem quatro estilos fundamentais de comunicadores, de acordo com as preferências na hora de se expressar.

Não existe um perfil melhor do que o outro, segundo o especialista. Mas entender onde você se encaixa no espectro lhe ajuda a ter flexibilidade para se ajustar – e garantir uma comunicação mais efetiva com qualquer interlocutor.

Faça o teste e descubra seu estilo de comunicação!

Entender onde você se encaixa no espectro lhe ajuda a ter flexibilidade.

  1. COMO FUNCIONA A COMUNICAÇÃO NÃO-VIOLENTA (CNV)

Os 4 componentes da Comunicação Não-Violenta Para que a Comunicação Não-Violenta (chamada também de comunicação empática) ocorra, Rosenberg explica que é preciso os praticantes se concentrem em quatro componentes, que devem ser expressados de forma clara:

#1 Observação Em primeiro lugar, é necessário observar o que realmente está acontecendo em determinada situação. O psicólogo sugere questionar se a mensagem que está sendo recebida, seja por meio de fala ou de ações, tem algo a acrescentar de forma positiva. O segredo é fazer essa observação sem criar um juízo de valor, apenas compreender o que se gosta e o que não no que está acontecendo e no que o outro faz.

#2 Sentimento Depois, é preciso entender qual sentimento a situação desperta depois da observação. É importante nomear o que se sente, por exemplo, mágoa, medo, felicidade, raiva, entre outros. O psicólogo ainda afirma que é importante se permitir ser vulnerável para resolver conflitos e saber a diferença entre o que se sente e o que se pensa ou interpreta.

#3 Necessidades A partir da compreensão de qual sentimento foi despertado, é preciso reconhecer quais necessidades estão ligadas a ele. Rosenberg ressalta que quando alguém expressa suas necessidades, há uma possibilidade maior de que elas sejam atendidas e que a consciência desses três componentes vem de uma análise pessoal clara e honesta.

#4 Pedido Por meio de uma solicitação específica, ligada a ações concretas, é possível deixar claro o que se quer da outra pessoa. O especialista recomenda usar uma linguagem positiva, em forma de afirmação, para fazer o pedido. Evite frases abstratas, vagas ou ambíguas.

Exemplo de uso Joana, quando você grita comigo no ambiente de trabalho (observação), eu me sinto diminuído e irritado (sentimento) porque preciso sentir que sou respeitado e que meus colegas querem me ajudar a me desenvolver (necessidades). Você poderia me chamar para conversar em particular quando se sentir irritada comigo? (pedido).

A Comunicação Não-Violenta também pode ser usada no desenvolvimento da autocompaixão. O psicólogo ressalta que esse processo deve ser utilizado para se expressar de forma honesta, mas também para receber com empatia a mensagem do outro. É possível perceber que a empatia foi recebida quando há um alívio de tensão ou quando o fluxo de palavras acaba. Para isso, é preciso se fazer presente e escutar atentamente.

O método pode ser aplicado em relacionamentos pessoais, familiares, organizacionais, educacionais, em negociações, disputas e conflitos de qualquer natureza. Rosenberg exemplifica que a Comunicação Não-Violenta pode estabelecer relações mais profundas, afetivas e eficazes, inclusive tendo sido utilizada em comunidades localizadas em regiões de conflitos e tensões graves, como Israel, Ruanda e Serra Leoa.

Desafios Para Rosenberg, é na forma como as pessoas se comunicam entre si que se encontra a solução para resolver desentendimentos e discussões. Mas ele aponta que existem algumas maneiras de se comunicar que fazem com que as pessoas apresentem comportamentos violentas, o que definiu como “comunicação alienante da vida”. Exemplos disso são julgamentos moralizantes (que trazem sentimentos como culpa, depreciação, rotulação e crítica), comparações, negação de responsabilidade e transformação de desejos em exigências.

Além disso, quando se está na posição de ouvinte existem alguns comportamentos que impedem as pessoas de estarem presentes o suficiente para se conectarem com empatia. São eles os impulsos de educar, competir pelo sofrimento, educar, consolar, contar história, ser solidário ou encerrar o assunto.

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4. COMUNICAÇÃO NO

MUNDO DO TRABALHO

Mark Murphy, autor de best-sellers e CEO da empresa de consultoria e pesquisa Leadership IQ passou décadas pesquisando exatamente a comunicação interpessoal. Suas descobertas dão conta de que existem quatro estilos fundamentais de comunicadores, de acordo com as preferências que cada um tem na hora de se expressar. Você deve ter descoberto o seu no teste acima.

Os quatro estilos resumidos, segundo Murphy, são:

Pessoal Perfil de quem valoriza a linguagem emocional e conexão e busca avaliar não apenas como as pessoas pensam, mas como elas se sentem sobre os assuntos.

Analítica Perfil de quem gosta de apontar (e ouvir) dados e números e tende a ter uma forte aversão à ambiguidade. Bastante receptivo a pessoas que estão no comando de fatos e dados e, ao contrário do estilo pessoal de comunicação, não se identifica muito com palavras emocionais.

Intuitiva Perfil de quem valoriza mais uma visão ampla da situação do que detalhes – por isso, prefere ir direto ao ponto. A comunicação neste perfil costuma ser rápida e direta.

Funcional Perfil de quem gosta de comunicar processos, detalhes, cronogramas, passo a passos e planos bem pensados. Na contramão da comunicação intuitiva, a funcional demonstra grande atenção e apreço às minuciosidades.

Para ele, a compreensão de onde você e os seus interlocutores estão nesse espectro ajuda a desenvolver uma comunicação mais eficiente. Não se trata de perder a autenticidade, mas sim ajustar em pouca medida a mensagem para que ela seja compreendida integralmente – pontos valiosos, principalmente, no ambiente de trabalho.

Então, além de identificar o seu estilo com o teste do Na Prática, tente identificar onde seus colegas se encaixam para abordar da melhor forma qualquer assunto e ter uma comunicação mais fluída.

Não se trata de perder a autenticidade, mas sim ajustar em pouca medida

a mensagem para que ela seja compreendida integralmente.

Obstáculos e desafios Fabrício aponta que o uso das redes sociais como meio de majoritário socialização tem dificultado o exercício de se por ativamente no lugar de outras pessoas. “Algumas pesquisas ainda mostram que estamos cada vez menos capazes de perceber as nuances em expressões faciais nos outros, característica diretamente relacionada a transtornos do espectro autista. E reconhecer as reações dos pares impacta diretamente a forma como nos comunicamos socialmente e na empatia e compreensão interpessoal. Em contrapartida, os indivíduos estão mais fechados e se expondo menos”, ressalta.

O especialista analisa que a forma como as pessoas estão se desenvolvendo caminha para uma inabilidade de interpretar emoções e sentimentos dos outros e que o contexto socioeconômico brasileiro contribui para esse cenário. “Estamos em uma cultura muito polarizada, então temos perdido a habilidade de dialogar. A empatia e compreensão interpessoal são desenvolvidas justamente no momento de diálogo com o outro ou quando tentamos entender pontos de vista diferentes”, pondera.

Aqueles que não se desenvolverem a compreensão interpessoal e empatia poderão sofrer com isolamento social, aumento na probabilidade de adoecimento mental e comportamento violentos com outros, de acordo com Fabrício. Dentro do trabalho, esses indivíduos terão menor probabilidade de serem promovidos, dificuldades de trabalhar em equipe e de executar tarefas. Além disso, apresentarão desrespeito a valores sociais e normas éticas e morais.

4.2 Como mostrar habilidade de comunicação em entrevistas e dinâmicas Os painéis de negócio, as dinâmicas de grupo e as entrevistas de emprego têm alguns pontos em comum: você estará sendo avaliado por quem vai te contratar, desde seu conhecimento até seu comportamento e habilidades interpessoais, o que inclui a habilidade de comunicação.

Se você não sabe, as dinâmicas de grupo são comuns nos processos seletivos, uma fase em que os candidatos se relacionam em um exercício proposto pelos avaliadores. As entrevistas de emprego são ainda mais comuns, presentes em quase 100% das seleções.

Já os painéis de negócios são etapas em que a proposta é que os candidatos façam um estudo de caso, resolvendo algum problema levantado pelos avaliadores. Os painéis podem ser até individuais, mas, de qualquer forma, é comum que os recrutadores façam perguntas estratégicas que testem ainda mais os participantes.

Por isso, além de se preparar para o conteúdo em si do processo seletivo, é bom ter algumas coisas em mente sobre a comunicação - seja ela com os outros candidatos ou com os avaliadores.

#1 Acerte no tom de voz O tom de voz deve passar extremo respeito e calma - mesmo que você esteja muito nervoso. Por isso, lembre e aplique o tom que você usa com alguém cuja relação seja um tanto formal mas não envolva nervosismo, como um médico ou um colega de trabalho.

#2 Fale com clareza e calma Se é comum que as pessoas não te ouçam ou não entendam o que você falou, treine antes do processo de recrutamento a clareza do seu discurso. Experimente enunciar as palavras que você acha mais difíceis em que percebe mais dificuldade até dominar sua pronúncia.

  1. COMUNICAÇÃO NO MUNDO DO TRABALHO

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Já se o problema é a rapidez com que você fala, comece a praticar conscientemente em todas as conversas - e até sozinho! - a se comunicar com um ritmo mais calmo. E respire fundo antes de começar a falar.

#3 Estruture as frases de forma lógica Na dúvida, explique seguindo sua linha de raciocínio, sempre conectando uma informação à outra. Na medida em que isso funciona como um texto tem conectores como “por conta disso” ou “portanto”, “porém”, a leitura é uma atividade que pode te ajudar a treinar.

#4 Olhe nos olhos (de forma natural!) Contato visual durante a conversa ajuda a conquistar a confiança do interlocutor. Porém o contato visual exagerado tem efeitos negativos e parece forçado. Direcione seu olhar naturalmente, para todos com quem interagir, como se conversasse com um amigo.

#5 Ouça os outros atentamente Preste atenção na pergunta do recrutador para responder exatamente o que ele quer saber - e não o que você acha que precisa responder. Isso faz toda a diferença! Em relação aos outros candidatos, a regra também vale. Ouça-os com atenção para complementar a ideia, se for o caso, e até resgate parte do que outra pessoa falou. Isso mostra não só a habilidade de comunicação desenvolvida, mas a capacidade de trabalhar em harmonia com outras pessoas.

#6 Não interrompa Todos os candidatos presentes no processo seletivo estão ali querendo se destacar e, nesse clima de competitividade, cortar a fala de outro candidato pode acontecer, mesmo sem intenção. Se fora de um recrutamento já não é uma coisa boa, nesse processo acaba sendo ainda mais negativo.

Essas práticas valem para qualquer situação que envolva interação com quem você não é muito familiarizado, ou com quem tem relação mais formal e pontual.

4.3 Livros para entender sobre negociação Com mais de 35 anos de experiência como consultor de negociação e mediador de conflitos, o antropólogo norte-americano William Ury é considerado um dos nome mais renomados da área. Entre seus grandes feitos estão ser co-fundador do Programa de Negociação da Universidade de Harvard e da Rede de Negociação Internacional, ONG que visa acabar com guerras civis pelo mundo.

Além disso, William Ury prestou consultoria em conflitos armados e guerras, entre elas a guerra civil na Indonésia, e trabalhou no Centro de Gerenciamento de Crises da Casa Branca, principalmente durante a Guerra Fria. O pesquisador ainda fundou o Parlamento eletrônico, site que serve como um fórum global para autoridades eleitas internacionais trabalharem em questões de interesse comum. A plataforma deu origem ao Parlamento do Clima, focado em questões de energia renovável e clima.

No Brasil, o mestre da negociação ficou conhecido por fechar em quatro dias o acordo de transição do Grupo Pão de Açúcar, vendido para o Grupo Cassino, chefiado por Jean-Charles Naouri, em

  1. William Ury tem duas palestras conhecida no TED Talks (O caminho do não para o sim e o poder de se ouvir) e ensina negociação e como fazer acordos mutuamente lucrativos para executivos e líderes trabalhistas.

No total, William Ury já publicou oito livros sobre negociação, alguns em co-autoria com outros especialistas. Conheça suas obras mais relevantes e como elas podem ajudar sua carreira.

  1. COMUNICAÇÃO NO MUNDO DO TRABALHO

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5. PARA SE APRESENTAR

BEM EM PÚBLICO

12 técnicas para fazer boas apresentações (e perder o medo)

#1 Comece ou termine forte Há diversas maneiras de começar conquistando a atenção da plateia. É possível começar pelo fim, olhar para o passado, projetar um futuro, fazer uma piada ou pedir que as pessoas façam algo, por exemplo. E ilustrar seu ponto de alguma maneira, seja com uma história ou uma anedota, pode ser o melhor caminho.

De acordo com os autores de “Made to Stick: Why Some Ideas Survive and Others Die”, um estudante médio usa 2.5 estatísticas por minuto de discurso e apenas um entre dez conta uma história. Depois da fala, no entanto, 63% do público se lembra das histórias – e apenas 5% se lembram de estatísticas individuais. Uma boa história, portanto, pode ser um bom jeito de iniciar uma apresentação.

Da mesma forma, é importante ancorar conceitos (e estatísticas, se quiser) em exemplos claros e memoráveis, para que a mensagem se mantenha na mente das pessoas.

Uma ideia que “gruda” é aquela que envolve uma história, emoções fortes ou uma mensagem central bem delineada. E um exemplo bem pensado sempre ajuda.

Segundo os autores de “The New Articulate Executive: Look, Act and Sound Like a Leader”, também há diversas maneiras de concluir bem um discurso. Você pode, por exemplo, resumir os pontos-chave (entre um e três), retomar o que disse inicialmente, pedir que o público faça algo, projetar uma visão de futuro ou contar uma história que simbolize sua mensagem. Note que não é preciso começar e terminar enfaticamente, mas as maneiras de fazer um ou outro são parecidas. Não é por acaso. É porque funciona.

#2 Treine (bastante) suas falas Autora do bestseller “O Poder dos Quietos”, Susan Cain virou um hit das TED Talks quando discutiu o assunto. Ela própria introvertida, conseguiu superar seus medos e tornou-se uma palestrante disputada. Cain conta que a chave para superar o desafio de falar em público foi praticar suas falas em grupos pequenos, onde se sentia à vontade.

5. Para se apresentar bem em público

“Precisei me dessensibilizar”, disse. “Eventualmente, você se acostuma com a sensação esquisita de ser observada, que costumava me deixar horrorizada. Seu medo se dissipa.”

Se não tiver tempo de treinar tudo, foque na introdução. Ela é o ponto-chave na hora de controlar seus nervos. Algumas pesquisas apontam que, após os primeiros 30 ou 60 segundos de apresentação, os níveis de ansiedade caem de maneira significativa. Afinal, você não está inventando aquilo tudo na hora.

#3 Seja você mesmo Para o empreendedor Peter Sims, falar sobre coisas em que você acredita também é um ponto fundamental. Saber muito bem o que você quer dizer e conhecer seu público são, em sua opinião, o que há de mais importante.

“Conforme o público compreendeu que eu estava apenas sendo eu mesmo e tentando compartilhar e ensinar, com todas as minhas peculiaridades, eles pararam de me analisar e me julgar e simplesmente aproveitaram o momento”, escreveu para a Harvard Business Review sobre a evolução de suas apresentações.

“Pelo menos foi isso que senti, notando como a energia da plateia parecia mudar no primeiro quarto ou terço de um evento. Quando eu posso ser eu mesmo, a plateia pode ser si mesma e essa experiência humana destranca e empodera a criatividade.”

#4 Tenha um tema central Saiba de antemão qual é a mensagem principal que você quer passar, atenha-se a ela e deixe-a clara para o público. Assim, mesmo que você perca a linha de raciocínio sem querer, vai ficar mais fácil retomá-la.

Em outra TED Talk viral, Nancy Duarte apresentou análises estruturais de discursos de grandes oradores, como Martin Luther King Jr., Steve Jobs e Abraham Lincoln. “Você tem o poder de mudar o mundo se se comunicar de maneira eficaz. Sua ideia precisa sair de você e ir onde outros podem vê-la”, resume.

O resultado é um formato das apresentações de excelentes oradores, que envolve intercalar o presente (o que existe) e o futuro (o que poderia ser).

#5 Saiba dar ritmo O controle da velocidade e do tom da voz passam uma sensação de autoconfiança para público, assim como baixar seu tom no final de uma frase transmite poder. Também cheque se você está respirando fundo e exalando pelo nariz, duas coisas que ajudam o corpo a se manter calmo.

Ir rápido demais no conteúdo que você planejou passar é uma armadilha comum, e pode te deixar com um tempo de sobra que você vai passar maus bocados para conseguir preencher. Oradores profissionais são deliberadamente lentos ao entregar o conteúdo. Não de forma que incomoda, claro, mas em um ritmo que vai encorajar todos na sala a prestarem atenção e aguardarem por cada última palavra da frase.

É melhor cobrir pontos que não ficaram claros durante as perguntas no final da apresentação do que jogar um milhão de palavras por minuto e esperar que o seu público consiga digerir tudo.

Da mesma forma, saiba usar o silêncio a seu favor. Controle sua vontade de falar sem parar e preencher cada silêncio entre uma frase e outra com “hum” e “ah”. Silêncios são bons! As pausas são essenciais para dar um bom ritmo ao seu discurso, e você não deve evitá-las.

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O que tende a acontecer, explicou, é que nosso comportamento reflete o do outro. Se uma pessoa exerce poder sobre nós de maneira não verbal, tendemos a nos diminuir em relação a ela. E como corpo e mente estão conectados, Cuddy queria descobrir se era uma via de mão dupla ou se a mente dominava.

#12 Conheça seu cérebro O célebre psicólogo Daniel Kahneman, vencedor do Nobel e autor de “Rápido e devagar: Duas formas de pensar”, diz que o cérebro humano se lembra de apenas duas coisas sobre um evento: o ápice emocional, seja ele bom ou ruim, e o fim.

Essa regra neurológica cria um resumo mental sobre a experiência, que os seres humanos resgatam quando pensam como foi aquele momento e como se sentiram. Essa lembrança influencia quando a pessoa decide se quer (ou não) ter aquela experiência novamente.

De acordo com Kahneman, a duração da experiência ou a proporção de prazer e desprazer influenciam pouco no resumo. Ou seja, mesmo que você tenha gaguejando dez vezes e seus slides não abriram, se o ápice emocional e o fim da sua fala forem bons, o resultado também será.

  1. PARA SE APRESENTAR BEM EM PÚBLICO

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Textos

Suria Barbosa

Edição

Suria Barbosa

Design

Aaron Saiki

Imagens

Creative Commons

Fundação Estudar, 2019