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Conceitos Básicos de Logística, Manuais, Projetos, Pesquisas de Engenharia de Produção

Material didático sobre logística.

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

Antes de 2010

Compartilhado em 03/09/2008

Brunno_Borges_Pereira
Brunno_Borges_Pereira 🇧🇷

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1. Introdução
A logística teve sua interpretação inicial ligada a estratégia militar, quase
equivalente a filosofia de guerra, quando estava relacionada a movimentação e coordenação
de tropas, armamentos e munições para os locais necessários.
Desta forma, o sistema logístico foi desenvolvido com o intuito de abastecer,
transportar e alojar tropas – propiciando que os recursos certos estivessem no local certo e
na hora certa.
Este sistema operacional permitia que as campanhas militares fossem realizadas e
contribuía para a vitória das tropas nos combates.Atualmente temos o conceito expandido,
aplicado a gestão empresarial, conforme autores abaixo:
Segundo Ballou (1998), a logística empresarial estuda como a administração pode
prover melhor nível de rentabilidade nos serviços de distribuição aos clientes e
consumidores, através de planejamento, organização e controle efetivo para as atividades
de movimentação e armazenagem que visam facilitar o fluxo de produtos.
Para Pires (1998), a logística engloba o processo de planejamento, implementação e
controle da eficiência, custos efetivos de fluxos e estoque de matéria-prima, estoque
circulante, mercadorias acabadas e informações relacionadas do ponto de origem ao ponto
de consumo com a finalidade de atender aos requisitos do cliente.
Novaes (2003) comenta que a Logística moderna procura coligar todos os
elementos do processo – prazos, integração de setores da empresa e formação de parcerias
com fornecedores e clientes para satisfazer as necessidades e preferências dos
consumidores finais.
O presente trabalho tem como função explicar o quanto o transporte e o estoque são
importantes no mundo da logística. E também analisá-los em uma empresa local.
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Baixe Conceitos Básicos de Logística e outras Manuais, Projetos, Pesquisas em PDF para Engenharia de Produção, somente na Docsity!

1. Introdução

A logística teve sua interpretação inicial ligada a estratégia militar, quase equivalente a filosofia de guerra, quando estava relacionada a movimentação e coordenação de tropas, armamentos e munições para os locais necessários. Desta forma, o sistema logístico foi desenvolvido com o intuito de abastecer, transportar e alojar tropas – propiciando que os recursos certos estivessem no local certo e na hora certa. Este sistema operacional permitia que as campanhas militares fossem realizadas e contribuía para a vitória das tropas nos combates.Atualmente temos o conceito expandido, aplicado a gestão empresarial, conforme autores abaixo: Segundo Ballou (1998), a logística empresarial estuda como a administração pode prover melhor nível de rentabilidade nos serviços de distribuição aos clientes e consumidores, através de planejamento, organização e controle efetivo para as atividades de movimentação e armazenagem que visam facilitar o fluxo de produtos. Para Pires (1998), a logística engloba o processo de planejamento, implementação e controle da eficiência, custos efetivos de fluxos e estoque de matéria-prima, estoque circulante, mercadorias acabadas e informações relacionadas do ponto de origem ao ponto de consumo com a finalidade de atender aos requisitos do cliente. Novaes (2003) comenta que a Logística moderna procura coligar todos os elementos do processo – prazos, integração de setores da empresa e formação de parcerias com fornecedores e clientes – para satisfazer as necessidades e preferências dos consumidores finais. O presente trabalho tem como função explicar o quanto o transporte e o estoque são importantes no mundo da logística. E também analisá-los em uma empresa local.

2. Conceito de Logística

A logística existe desde o início da civilização, não constitui de modo algum uma novidade. No entanto, a implementação das melhores práticas logísticas tornou-se uma das áreas operacionais mais desafiadoras e interessantes da administração. “A logística é o processo de gerenciar estrategicamente a aquisição, movimentação e armazenagem de materiais, peças e produtos acabados (e os fluxos de informações correlatas) através da organização e seus canais de marketing, de modo a poder maximizar as lucratividades presente e futura através do atendimento dos pedidos a baixo custo.” (CHRISTOPHER, 2002, p.02). No conceito acima se pode ver que a logística abrange o processo de aquisição, movimentação e armazenagem dos produtos utilizados pela empresa, buscando otimizar o seu fluxo , proporcionando com isto, um ganho na parte de satisfação do cliente, tempo de entrega, organização do estoque, diminuição de custos e diminuição de desperdício.

2.1 Diversidade das atividades operacionais

As atividades realizadas através da logística são diversas e abrange todo o sistema de compras, vendas, armazenagem e a movimentação dos produtos para posterior entrega aos clientes. Para que estas atividades sejam bem executadas e surtam o resultado esperado, será necessário trabalhar um sistema de logística integrada.

2.2 Logística integrada

Em nosso sistema capitalista, onde praticamente tudo é realizado através da informática, na logística não será diferente, mesmo porque é praticamente impossível gerenciar o fluxo de entrada e saída de produtos, a distribuição dos mesmos, a previsão

componentes por um fornecedor, e terminam quando um produto fabricado ou processado é entregue a um cliente. Para os grandes varejistas, as operações logísticas podem começar com o suprimento de produtos para revenda e podem terminar com a entrega ao consumidor ou com a retirada dos produtos pelo próprio. Estas duas ações devem caminhar juntas, uma auxiliando e complementando a outra, objetivando a eficácia do setor, que é um dos mais importantes para a empresa, pois está diretamente ligado com o consumidor final. E é com o foco neste objetivo que a empresa deverá montar uma estratégia de logística e de competitividade, abrangendo a sua realidade.

2.3. A Estratégia Logística

A utilização de estratégias para os diversos segmentos das empresas é muito importante visto que sem um direcionamento ou um objetivo dificilmente chegará a permanecer por muito tempo no mercado ou logrará êxito em seus negócios. Segundo CHOPRA e MEINDL (2003, p.27), para que uma empresa seja bem sucedida, a estratégia logística e a estratégia competitiva devem estar alinhadas, ou seja, ambas devem convergir para os mesmos objetivos. Se esse alinhamento não é alcançado, surgem conflitos entre os diferentes objetivos funcionais. A estratégia competitiva define o conjunto de necessidades do consumidor que a empresa pretende satisfazer através de seus produtos e serviços. Já a estratégia logística de uma empresa está relacionada com a redução de custos diante do fluxo de materiais e informações do processo logístico. O alinhamento estratégico ocorrerá quando a empresa estabelecer o equilíbrio entre ambos os objetivos, redução de custos e nível desejado de atendimento ao cliente, ou seja, responsividade x eficiência. Quanto maior for o nível de atendimento aos clientes em uma empresa, mais responsiva ela será, porém, maior serão os custos gerados pela mesma. Ao contrário da responsividade, que aumenta os custos, está a eficiência, que visa à redução dos mesmos. A figura 1 demonstra a busca pelo equilíbrio entre eficiência e responsividade.

Figura 1 – Limite eficiente de custo-responsividade. Fonte: CHOPRA & MEINDL, 2003.

2.4. O Papel dos Estoques

Os estoques em uma empresa tradicional, na maioria das vezes são vistos como algo necessário e indispensável ao bom andamento das suas atividades. Mas muitas vezes estes estoques vêm a onerar a empresa de diversas formas como: no custo de armazenagem, de numerário aplicado, de controles diversos, na deteriorização, na obsolescência e etc., vindo a desempenhar um papel que não é o dele. O verdadeiro papel do estoque é de oferecer condições para que a empresa possa vender os produtos e entregá-los na data e hora marcada, isto irá depender da estratégia a ser utilizada pela empresa. Para CHOPRA e MEINDL (2003, p.52), o estoque existe nas empresas devido a uma inadequação entre suprimento e demanda. Essa inadequação é considerada intencional em uma siderúrgica, onde é mais econômico fabricar em grandes lotes que serão armazenados para vendas futuras. A inadequação é intencional também para um varejista que prefere manter seu estoque como antecipação à futura demanda. Desta forma, os gerentes devem executar ações que reduzam a quantidade de estoque necessária, sem aumentar os custos ou comprometer o nível de atendimento aos clientes desejado. Para CHOPRA e MEINDL (2003, p.53), o estoque tem uma participação crucial na capacidade da cadeia de suprimento em apoiar a estratégia competitiva da empresa. Se a estratégia competitiva da empresa exige um alto nível de responsividade, a empresa pode usar o estoque para alcançá-la, disponibilizando grandes quantidades de estoques próximas ao cliente. Contrariamente, a empresa também pode usar o estoque para se tornar mais eficiente, reduzindo-o e conseqüentemente diminuindo seus custos. A escolha implícita sobre o estoque está entre a responsividade, resultante da manutenção de maiores estoques, e a eficiência, resultante de estoques menores.

Custos diretamente proporcionais: ocorrem quando os custos crescem com o aumento da quantidade média estocada. Por exemplo, quanto maior o estoque, maior o custo de capital investido. Do mesmo modo quanto maior a quantidade de itens armazenados, maior a área necessária e maior o custo de aluguel. Mais exemplos no quadro abaixo:

Custos inversamente proporcionais: são custos ou fatores de custos que diminuem com o aumento do estoque médio. Isto é, quanto mais elevados os estoques médios, menores serão tais custos (ou vice-versa). São os denominados custos de obtenção, no caso de itens comprados e custos de preparação, no caso de itens fabricados internamente.

Os custos independentes: são aqueles que independem do estoque médio mantido pela empresa, como, por exemplo, o custo do aluguel de um galpão. Ele geralmente é um valor fixo, independente da quantidade estocada. Se somarmos os três fatores de custos analisados até aqui, teremos os custos totais

2.4.3. Indicadores de Produtividade

A gestão dos estoques constitui uma série de ações que permitem ao administrador verificar se os estoques estão sendo bem utilizados, bem localizados em relação aos setores que deles se utilizam, bem manuseados e bem controlados. Existem vários indicadores de produtividade na análise e controle dos estoques, sendo os mais usuais exemplificados a seguir.

Inventário físico – consiste na contagem física dos itens em estoque periodicamente. O inventário não deve ser efetuado em excesso, qualquer custo pode ser reduzido se bem gerenciado.

Nível de serviço ou nível de atendimento – indica qual o nível de atendimento, ou seja, quão eficaz foi o estoque para atender às solicitações dos clientes.

Giro de estoques – mede quantas vezes, por unidade de tempo, o estoque se renovou ou girou.

Cobertura de estoques – indica o número de unidades de tempo; por exemplo, dias que o estoque médio será suficiente para cobrir a demanda média.

Análise de Estoques pelo Método ABC: Analisar em profundidade milhares de itens no estoque é uma tarefa extremamente difícil e, na maioria das vezes, desnecessário. É conveniente que os itens mais importantes, segundo algum critério, tenham prioridade sobre os menos importantes. Assim, economiza-se tempo e recursos. A análise ABC classifica as mercadorias através de alguma medida de desempenho para determinar quais itens não devem faltar no estoque, quais itens podem ficar em falta no estoque ocasionalmente e quais devem ser excluídos da seleção de estoque. A análise ABC utiliza o princípio geral de 80-20 que implica que 80% das vendas ou lucros de um varejista são provenientes de 20% de seus produtos.

Itens A - essa classe, é mais importante, uma vez que consome um volume bastante alto de capital, exige maior atenção na administração e no controle dos estoques com relação a estimativas e perdas em qualquer etapa da cadeia de abastecimento, seja transporte, produção ou armazenagem. Itens B - A administração dessa categoria de itens recebe uma atenção média, com enfoque rotineiro, sem a mesma dedicação dada aos itens da classe A. Esforços adicionais são, contudo, exercidos quando se efetua estimativas de vendas e de consumo. Itens C - esses itens recebem um esforço pequeno no momento das estimativas. No entanto, os itens estratégicos, mesmo classificados como C, devem receber maior cuidado.

2.5. A Tecnologia da Informação na Gestão de Estoques

exemplo, mas são fracos para determinar o quanto de estoque é necessário para se atingir determinado nível de serviço” Os ERPs são sistemas transacionais que possibilitam a integração de toda a empresa, tornando-a mais eficiente. Já os softwares de SCM, são ferramentas analíticas, que armazenam dados e processam tarefas através de sofisticados algoritmos e análise de cenários. Esses softwares possibilitam tornar as operações mais eficientes, permitindo a tomada de decisões estratégicas mais rapidamente. “O conceito de Suply Chain Management surgiu como uma evolução natural do conceito de logística integrada. Enquanto a Logística Integrada representa uma integração interna de atividades, o Suply Chain Management representa sua integração externa, incluindo uma série de processos de negócios que interligam os fornecedores aos consumidores finais” (FIGUEIREDO e ARKADER, 2000, p.49). A gestão da cadeia como um todo pode proporcionar uma série de maneiras pelas quais é possível aumentar a produtividade e, em conseqüência, contribuir significativamente para a redução de custos, assim como identificar formas de agregar valor aos produtos.

2.6 Armazenagem de Produtos

A armazenagem é a administração do espaço necessário para manter os estoques. O planejamento de armazéns inclui: localização, dimensionamento de área, arranjo físico, baias de atracação, equipamentos para movimentação, tipo e sistemas de armazenagem, de sistemas informatizados para localização de estoques e mão de obra disponível. O funcionamento adequado do armazém exige que o mesmo disponha de um sistema rápido para transferência da carga, imobilizando o veículo durante o menor tempo possível. Quer seja próprio ou de terceiros, o funcionamento adequado do armazém requer que o mesmo seja projetado de forma a considerar todo o sistema, da origem dos produtos até o seu destino.

As razões fundamentais para manutenção de um espaço para armazenagem são as seguintes:

  • Reduzir custos de transporte e produção
  • Coordenar suprimento e demanda
  • Auxiliar os processos de produção e marketing Se todo o estoque será guardado quer em espaço próprio ou alugado, então as facilidades deverão ser suficientes para atender o nível máximo de estoque para uma temporada. Caso seja utilizada uma combinação dessas modalidades então o espaço alugado deve atender aos picos de armazenagem, ou seja, ser utilizado apenas quando necessário, tendo em vista que é mais caro. Os depósitos da própria empresa prestam as seguintes classes de serviços ao usuário:
  • Abrigo
  • Consolidação
  • Transferência e transbordo
  • Agrupamento ou composição de cargas. Há uma série de serviços adicionais que podem e são oferecidos freqüentemente pelos armazéns públicos e são os seguintes:
  • Manuseio, armazenagem e distribuição por volumes (cubagem) e por peso
  • Armazenagem alfandegada
  • Aluguel de espaço físico por metro quadrado
  • Espaço para escritório e exposição; serviços especiais e telefone
  • Inventário físico
  • Empacotamento e montagem
  • Marcação, etiquetagem, gravação e embalamento
  • Proteção e amarração da carga
  • Carga e descarga de veículos
  • Preparação de relatórios especiais de estoques - Emissão de warrant
  • Estufagem de contêineres
  • Pátios de estocagem

aumentar a competição no mercado, garantir a economia de escala na produção e reduzir o preço das mercadorias”. (Ballou, 1999, p.136)

Assim, o conhecimento do sistema de transportes e mais especificamente da atividade transporte (chave dentro da logística) em si, parece ser fator determinante na busca de melhores performances por parte de todos os participantes da economia, hoje globalizada. Neste sentido, Bowersox (1996) argumenta que o transporte é um dos mais visíveis elementos das operações logísticas e que como consumidores, é comum ver caminhões e trens transportando produtos ou estacionados em um local de distribuição (facilidade). Enquanto esta experiência fornece uma boa explicação visual dos elementos dos transportes, ela não permite a necessária compreensão (mais profunda) do papel do transporte nas operações logísticas. Para isto, o autor afirma ser necessário conhecer um pouco mais sobre as funções e os princípios da operação de transporte. Funções – estão diretamente ligadas ao movimento e a estocagem de produtos; Princípios – dizem respeito à economia de escala e de distância. A melhor compreensão destes fatores auxilia, os profissionais da Logística, na tomada de decisões quanto ao modal (ou modais) que melhor se presta à execução de determinadas tarefas que envolvem o uso de transportes. No sistema de transportes tem-se a seguinte divisão: terrestre, aeroviário e aquaviário. O transporte terrestre é caracterizado quando o deslocamento se dá por terra firme, sendo permitidas as variações rodoviária (sobre rodas), ferroviária (sobre trilhos) e dutoviária (através de condutos fechados). Denomina-se transporte aquaviário quando o veículo se desloca no meio líquido, estando assim, incluídos o tr ansporte marítimo, fluvial e lacustre. Já o aeroviário é a modalidade de transporte em que o deslocamento se dá pelo ar – aviões, helicópteros etc. Desta divisão, tem-se então os cinco modais básicos do sistema de transporte: o dutoviário, aéreo, ferroviário, rodoviário e hidroviário.

Cada uma destas modalidades tem características próprias que as tornam adequadas às mais distintas situações, cabendo ao especialista fazer uso delas (isoladamente ou combinadas) de forma a cumprir seus objetivos. Alguns breves comentários sobre estes modais são apresentados a seguir. O transporte dutoviário é um método altamente eficiente para mover granéis líquidos, ou gasosos por grandes distâncias. Devido às suas características os dutos restringem-se principalmente ao movimento de petróleo e derivados, e gás. De acordo com Faria (2001), o baixo custo operacional, segurança e garantia de redução do potencial de impactação ambiental são algumas das vantagens que a opção dutoviária oferece, justificando assim, o emprego crescente desta modalidade de transporte. É interessante ressaltar que, os custos de movimentação são relativamente baixos, mas a linha de produtos atendida ainda é limitada. O modal aéreo tem, como sua principal característica a capacidade de vencer grandes distâncias em curtíssimo espaço de tempo, entretanto, a baixa capacidade de transporte do veículo aeroviário torna sua utilização restrita a pequenos lotes de carga, o que resulta no levado custo médio por tonelada movimentada. Assim, suas taxas de fretes são relativamente altas quando comparadas com os outros modais. Isto tem restringido o mesmo a produtos que podem compensar efetivamente seus custos elevados, por melhorar o nível de serviço. Os produtos geralmente transportados são de alto valor agregado. Normalmente produtos que têm um valor elevado quando comparado com seu peso ou volume, ou então, podem necessitar para sua distribuição, rapidez na entrega (preponderância do fator tempo). Já o hidroviário (fluvial) tem como característica a capacidade de transportar grandes volumes de carga em um único veículo, o que representa um baixo consumo de energia por unidade de peso movimentado. Opera principalmente com granéis sólidos e líquidos como carvão, minérios, combustíveis, etc. Ao contrário dos produtos transportados por avião, estes são de baixo valor específico e não perecíveis, de maneira que seus custos de estoque não são excessivos e, portanto, seu serviço lento é compensado pelo preço da tarifa de frete. Seu uso é recomendado também em situações em que o tempo de viagem não demonstre ser fator preponderante. O transporte ferroviário é um modo de característica lenta, geralmente utilizado para transporte de matérias-primas ou manufaturados de baixo valor, por longas distâncias.

baixos, como produtos químicos, siderúrgicos, grãos etc. Já o oposto ocorre com cargas rodoviárias. As Figuras 2 e 3 apresentam um comparativo entre alguns dos principais modais de transporte, levando em consideração a relação velocidade versus volume de carga e o tempo versus o valor da mercadoria, respectivamente.

FIGURA 2: Comparativo Velocidade X Volume

Fonte: Faria (2001)

FIGURA 3: Comparativo Tempo X Valor

Fonte: FARIA (2001)

Estas figuras podem auxiliar na compreensão quanto à aplicabilidade dos modais bem como influenciar na tomada de decisão quanto ao modal (ou modais) mais indicado(s) em determinadas situações. Uelze (1978) complementa este pensamento com a idéia de que a decisão em utilizar transporte rodoviário, ferroviário, marítimo ou aéreo não deve ser isolada de outras considerações, por exemplo, o Nível de Serviço oferecido por estas modalidades, particularmente, é bastante distinto. A possibilidade de estoques reduzidos é um dos tópicos de venda das empresas aéreas, que são especializadas em movimentação rápida. Movimentação porta-a-porta é tópico importante na venda de transporte rodoviário. E aqueles que desejam transporte barato, exploram o fluvial. O fator distância também deve ser considerado nas decisões quanto ao modal mais interessante a ser utilizado para satisfazer aos pedidos, uma vez que esta, interfere, além dos custos, diretamente no tempo e por conseguinte, no nível de serviço oferecido. De acordo com Faria (2001), a utilização do transporte rodoviário é recomendada para distâncias menores, em geral na faixa de 200 ou 300 Km, limite em que a opção rodoviária representa menor custo global, pois a ferrovia e o transporte aquaviário implicam na utilização de transporte auxiliar para o recolhimento inicial e/ou distribuição final das cargas. Ademais, sendo baixa a capacidade de transporte do veículo rodoviário,

sua utilização para longas distâncias torna-se economicamente inviável pela necessidade de mobilização de considerável frota, uma vez eliminada a possibilidade de um mesmo veículo realizar viagens sucessivas, sobretudo quando se tem grandes volumes de carga a transportar. Para maiores distâncias, portanto, a rodovia deve ser empregada como auxiliar da ferrovia e/ou transporte aquaviário, promovendo o recolhimento de cargas geograficamente espaçadas e deslocando-as para os terminais de armazenagem e carregamento. Então, a opção por determinado modal pode ser baseado em diversos requisitos que o mesmo deve cumprir quando da realização do serviço de transporte. A Tabela 1 apresenta alguns destes requisitos (operacionais) e a valoração destes com respeito ao modal analisado. De acordo com esta valoração, a menor pontuação indica a melhor classificação.

TABELA 1: Requisitos operacionais relativos por modal de transporte

Fonte: Fleury (2000)

De acordo com Nazário apud Fleury (2000), a velocidade refere-se ao tempo decorrido de movimentação em dada rota, também conhecido como transit time, sendo o modal aéreo o mais rápido de todos. A disponibilidade é a capacidade que um modal tem de atender a qualquer par origem-destino de localidades. As transportadoras rodoviárias apresentam a maior disponibilidade, já que conseguem dirigir-se diretamente para os pontos de origem e destino, caracterizando um serviço porta a porta. A confiabilidade refere-se à variabilidade potencial das programações de entrega esperadas ou divulgadas. Os dutos, devido a seu serviço contínuo e a possibilidade restrita de interferência pelas condições de tempo e de congestionamento, ocupam lugar de destaque no item confiabilidade. A capacidade refere-se à possibilidade de um modal de transporte de lidar com qualquer requisito de transporte, como tamanho e tipo de carga. O transporte realizado pela via marítima/fluvial é o mais indicado para esta tarefa.

3. 0 ESTUDO DE CAMPO

A Rigesa é subsidiária da MeadWestvaco Corporation e atua desde 1942 no Brasil com duas fábricas de papel, cinco fábricas de embalagens de papelão ondulado e duas fábricas de embalagens de papelcartão. Possui 54 mil hectares de terras e seus 19 escritórios de vendas e representantes comerciais estão estrategicamente localizados em todas as regiões do País. Emprega mais de 2.300 funcionários e ocupa o segundo lugar no mercado nacional de papelão ondulado. Sua sede corporativa fica na cidade de Campinas, no interior do estado de São Paulo.. Hoje, a fábrica de Valinhos é considerada uma das maiores do mundo em embalagens de papelão ondulado. Foi a primeira na América Latina a receber a certificação ISO 9001. A unidade analisada em questão localiza-se em Blumenau-SC, Rua Johann G. H. Hadlich, 511 Bairro Passo Manso. O seu produto baseia-se nas embalagens de papelão ondulado.

A produção diária da Rigesa é de 500.000 m² de papelão, com a colaboração de 230 funcionários, em um espaço físico de 5000 m².

3.1 Gestão de Estoques

Primeiramente, gostaríamos de salientar que não obtivemos informações que seriam relevantes para demonstrar neste trabalho, portanto tivemos que fazer uma abordagem com uma visão mais geral para apenas compreendermos o funcionamento e dinâmica da administração dos estoques. O processo da empresa estudada tem características do processo “pull”, portanto os estoques nos processos possuem uma grande rotatividade. Os pontos encontrados que

realmente caracterizam uma administração de estoque, estão na entrada de materiais para consumo (matéria-prima, insumos, diversos) e no setor de expedição e armazenagem de produtos acabados.

3.1.1 Estoques de Materiais para consumo

O mais diversos materiais estão devidamente cadastrada ao um sistema, onde consta os dados como composição do material ( em casos de produtos químicos), local de utilização, atividade de utilização e o grau de prioridade e/ou importância do material no processo produtivo.