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Apostilas de Matemática sobre Cônicas, Parábola, Equação da parábola, Elipse, Equação da elipse, Hipérbole, Equação da hipérbole, Cônicas no plano, Procedimento Geral de Classificação das Cônicas.
Tipologia: Notas de estudo
Compartilhado em 26/11/2013
4.4
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Historicamente, a parábola, a elipse e a hipérbole foram descobertas como curvas planas obtidas cortando-se um cone circular reto(variando a posição do plano de corte). Por isso, são conhecidas pelo nome de cônicas.
Denominamos parábola ao lugar geométrico dos pontos de um plano que são eqüidistantes de uma reta dada d e de um ponto dado F , F ∉ d, do plano.
O ponto F chama-se foco e a reta d chama-se diretriz da parábola. A distância entre F e d , que vamos representar por 2p , chama-se parâmetro da parábola. O ponto V da parábola, tal que dVF = p, é o vértice e a reta VF é denominada eixo da parábola (é o eixo de simetria). A propriedade característica dos pontos P da curva é:
dP, d = dPF
Equação da parábola
Vamos obter a equação da parábola de foco F(x 0 , y 0 + p) e diretriz (d)y – (y 0 – p) = 0. Observe que o vértice é V(x 0 , y 0 ) e a parábola tem “concavidade para cima”. Apliquemos a P(x, y) a propriedade dos pontos da parábola:
dP, d = dPF
y - (y 0 - p) 02 + 1^2
= (x – x 0 )^2 + (y – (y 0 + p))^2
(^2) + (y – y 0 – p) 2 2
(y – y 0 + p)^2 = (x – x 0 )^2 + (y – y 0 – p)^2
(y - y 0 )^2 + 2p(y – y 0 ) + p^2 = x^2 – 2x 0 x + x 02 + (y – y 0 )^2 – 2p(y – y 0 ) + p^2
4py – 4py 0 = x^2 – 2x 0 x + x 02
que podemos colocar na forma:
y =
4p x2 +^
-x 0 2p x +^
x 0 (^2) + 4py 0 4p
ou ainda
y = ax^2 + bx + c
onde a =
4p (portanto a > 0), b =
-x 0 2p e c =
x 02 + 4py 0 4p
Observações:
Exemplo:
Obter a equação da parábola de foco F(2, 3) e diretriz (d) y – 1 = 0. Apliquemos a P(x, y) a propriedade dos pontos da parábola:
dP, d = dPF
y – 1 02 + 1^2
= (x – 2)^2 + (y – 3)^2
y2 – 2y + 1 = x^2 – 4x + 4 + y^2 – 6y + 9
4y = x^2 – 4x + 12
A equação é y =
4 x
(^2) – x + 3 (a =^1 4 , b = –1 e c = 3).
Denominamos elipse ao lugar geométrico dos pontos de um plano para os quais a soma das distâncias a dois pontos dados, F 1 e F 2 , do plano, é igual a uma constante 2a , maior que a distância F 1 F 2.
Os pontos F 1 e F 2 chamam-se focos e a distância entre eles, que vamos representar por 2c , é a distância focal da elipse.
dF1F2 = 2c (distância focal)
O ponto médio O do segmento F 1 F 2 é o centro.
A reta F 1 F 2 é um eixo de simetria da curva. Ela intecepta a elipse nos pontos A 1 e A 2 tais que a distância entre eles é 2a. O seguimento A 1 A 2 é chamado eixo maior da elipse.
dA1A2 = 2a (eixo maior)
A reta perpendicular F 1 F 2 , pelo centro O, é outro eixo de simetria da curva. Ela intercepta a elipse nos pontos B 1 e B 2. O segmento B 1 B 2 é chamado eixo menor da elipse e vamos representar sua medida por 2b.
dB1B2 = 2b (eixo menor)
Do triângulo retângulo OF 2 B 2 decorre que:
a^2 = b^2 + c^2
Chamamos excentricidade da elipse ao número e, razão entre a distância focal e o eixo maior. Decorre que:
e =
c a
b^2 x^2 + a^2 y^2 = a^2 b^2
e dividindo por (a^2 b^2 ) fica
x^2 a^2 +
y^2 b^2 = 1
que é a chamada equação reduzida da elipse.
Observações
Para y = 0, na equação acima, obtemos x^2 = a^2 ; logo x = ±a, que são as abscissas dos pontos onde a curva corta o eixo x. Para x = 0 obtemos y^2 = b^2 ; logo, y = ±b, que são as ordenadas dos pontos de intersecção com o eixo y.
No caso da elipse de centro O(0, 0) e os focos no eixo y obtemos a equação
x^2 b^2 +
y^2 a^2 = 1
A elipse é a curva que se obtem seccionando-se um cone com um plano que corta o seu eixo.
Figura: Elipse obtida seccionando-se um cone com um plano
Exemplo
Obter a equação da elipse de focos F 1 (–3, 0) e F 2 (3, 0) e eixo maior 2a = 10.
Observemos que os focos estão no eixo x; o centro, que é o ponto médio de F 1 F 2 , é a origem O(0, 0). Então, a equação é
x^2 a^2 +
y^2 b^2 = 1
Temos a = 5 e c =
dF1F 2 = 3
Da relação a^2 = b^2 + c^2 vem b^2 = a^2 – c^2 = 5^2 – 3^2 = 16
Logo, a equação é
x^2 25 +
y^2 16 = 1 , ou ainda, 16x
(^2) + 25y (^2) = 400
b, dizemos que a hipérbole é equilátera. Uma hipérbole equilátera tem excentricidade e =
Equação da hipérbole
Vamos obter a equação da hipérbole de centro na origem do sistema cartesiano, O(0, 0), e os focos situados no eixo das abscissas. Notemos que:
F 1 = (–c, 0) e F2 = (c, 0) A 1 = (–a, 0) e A2 = (a, 0)
Apliquemos a P(x, y) a propriedade dos pontos da hipérbole:
dPF1 - dPF2 = 2a
(x + c)^2 + y^2 – (x – c)^2 + y^2 = ±2a
x^2 + 2cx + c^2 + y^2 = 4a^2 ± 4a (x – c)^2 + y^2 + x^2 – 2cx + c^2 + y^2
±4a (x – c)^2 + y^2 = 4a^2 – 4cx
(±a (x – c)^2 + y^2 )^2 = (a^2 – cx)^2
a^2 x^2 – 2a^2 cx + a^2 c^2 + a^2 y^2 = a^4 – 2a^2 cx + c^2 x^2
(a^2 – c^2 )x^2 + a^2 y^2 = a^4 – a^2 c^2
(a^2 – c^2 )x^2 + a^2 y^2 = a^2 (a^2 – c^2 )
Como a^2 – c^2 = –b^2 , vem que –b^2 x^2 + a^2 y^2 = –a^2 b^2
e dividindo por (–a^2 b^2 ) fica