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Equações de cônicas no plano: redução e classificação, Notas de estudo de Matemática

Documento que explica como obter a equação reduzida de uma hipérbole e como classificar as cônicas no plano, utilizando exemplos concretos.

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 26/11/2013

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usuário desconhecido 🇧🇷

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x
2
a
2
+ y
2
–b
2
= 1
que é a chamada equação reduzida da hipérbole.
Observações
1) Para y = 0, na equação acima, obtemos x
2
= a
2
; logo, x = ±a, que são abscissas dos
pontos de intersecção da hipérbole com o eixo x. Não existe ponto de intersecção
com o eixo y.
2) No caso da hipérbole de centro O(0, 0) e focos no eixo y obtemos a equação
x
2
–b
2
+ y
2
a
2
= 1
3) Quando a hipérbole tem o centro fora da origem ou os eixos de simetria não
paralelos aos eixos coordenados, a equação é “mais complicada”, mas é ainda uma
equação do 2
o
grau que se enquadra na forma geral Ax2 + By2 + Cxy + Dx + Ey +
F = 0.
A hipérbole é a curva que se obtem seccionando-se um cone por um plano paralelo ao seu
eixo.
Figura: Hipérbole obtida seccionando-se um cone com um plano
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Baixe Equações de cônicas no plano: redução e classificação e outras Notas de estudo em PDF para Matemática, somente na Docsity!

x^2 a^2 +^

y^2 –b^2 = 1

que é a chamada equação reduzida da hipérbole.

Observações

  1. Para y = 0, na equação acima, obtemos x^2 = a^2 ; logo, x = ±a, que são abscissas dos pontos de intersecção da hipérbole com o eixo x. Não existe ponto de intersecção com o eixo y.

  2. No caso da hipérbole de centro O(0, 0) e focos no eixo y obtemos a equação

x^2 –b^2 +

y^2 a^2 = 1

  1. Quando a hipérbole tem o centro fora da origem ou os eixos de simetria não paralelos aos eixos coordenados, a equação é “mais complicada”, mas é ainda uma equação do 2o^ grau que se enquadra na forma geral Ax2 + By2 + Cxy + Dx + Ey + F = 0.

A hipérbole é a curva que se obtem seccionando-se um cone por um plano paralelo ao seu eixo.

Figura: Hipérbole obtida seccionando-se um cone com um plano

Exemplo:

Obter a equação da hipérbole de focos F 1 (–4, 0) e F 2 (4, 0) e eixo real 2a = 4.

Notemos que os focos estão no eixo x e o centro, que é o ponto médio de F 1 F 2 , é O(0, 0). Então, a equação é

x^2 a^2 +^

y^2 –b^2 = 1

Temos a = 2 e c =

dF1F 2 = 4

Da relação c^2 = a^2 + b^2 vem que b^2 = c^2 – a^2 = 4^2 – 2^2 = 12

A equação é

x^2 4 +^

y^2 –12 = 1 , portanto,

x^2 4 –

y^2 12 = 1 , ou ainda, 3x

(^2) – y (^2) = 12

x^2 a^2 –

y^2 b^2 = 1

A =

a^2 , C = –

b^2 ; a > 0 , b > 0 B = D = E = 0 F = –

Parábola

y^2 – Dx = 0 D ≠ 0

Temos ainda os casos chamados degenerados

Par de retas concorrentes (hipérbole degenerada)

x^2 a^2 –

y^2 b^2 = 0^ ⇒^ y =^ ±^

b a x a > 0 b > 0

Par de retas paralelas (parábola degenerada)

ax^2 – b = 0 a > 0 b > 0

Uma reta (parábola degenerada)

x^2 = 0

Um ponto (elipse degenerada)

ax^2 + by^2 + r^2 = 0 a > 0 b > 0 (r ≠ 0)

Vazio (elipse ou parábola degenerada)

ax^2 + by^2 + r^2 = 0 a > 0 b > 0 (r ≠ 0)

As equações das cônicas aquí representadas estão na “ forma reduzida ”, isto é, B = 0, se A ≠ 0, D = 0 e se C ≠ 0, E = 0. Veremos a seguir, através de uma mudança de referencial conveniente, que toda cônica toma uma das formas colocadas acima. As cônicas aquí, estão definidas algébricamente.

Exemplo 1:

2x^2 – 5y^2 –7 = 0

2x^2 – 5y^2 = 7

2x^2 7 –

5y^2 7 = 1

x^2 7 2

y^2 7 5

Para λ1 = 0, (^) ^ 

x  y =^ 

0 , e v^1 =^ 

–^1 

Para λ2 = 4, (^) ^ 

x  y =^ 

4x 4y , donde v^2 =^ 

Sabemos que nesta nova base de autovetores β = {v 1 , v 2 }, a forma quadrática

Q(v) = [x y] (^) ^ 

x y onde [v]α^ =^ 

x y

se reduz a

Q(v) = [x 1 y 1 ] (^) ^ 

x (^1)  y 1 se [v]β^ =^ 

x1 y

3º. Passo : Agora precisamos determinar a relação que existe entre (^) ^ 

x y e^ 

x1 y1 e substituir o resultado na parte linear da equação dada.

L(v) = [4 2 12 2 ] (^) ^ 

x y

Mas, (^) ^ 

x y = [ I ]

autovetores canônica 

x (^1)  y 1

Logo (^) ^ 

x y =

x (^1)  y 1

4º. Passo : A equação original se reduz a

[x 1 y 1 ] (^) ^ 

x (^1)  y 1 + [4^ 2 12^ 2 ]

x (^1)  y 1 – 8 = 0

0x 12 + 4y 12 + 4 2 

x 1 +

y 1 + 12 2 

x 1 +

y 1 – 8 = 0

4y 12 – 4x 1 + 4y 1 + 12x 1 + 12y 1 – 8 = 0

4y 12 + 8x 1 + 16y 1 – 8 = 0

y 12 + 2x 1 + 4y 1 – 2 = 0

Esta última equação representa a cônica em relação ao novo referencial formado pelas retas suporte de v 1 e v 2 , como mostra a figura.

Vamos ainda introduzir uma nova mudança de coordenadas para identificar a cônica. Ela será dada por uma translação do referencial acima.

5º. Passo : Para “eliminar” os termos lineares onde isto é possível (λ ≠ 0), agrupamos os termos de y 12 + 2x 1 + 4y 1 –2 = 0 convenientemente.

(y 12 + 4y 1 + 4) – 4 + 2x 1 – 2 = 0 (y 1 + 2)^2 + 2(x1 – 3) = 0

Tornando x 2 = x 1 – 3 e y 2 = y 1 + 2, obtemos y 22 + 2x 2 – 6 = 0 ou finalmente

x 2 = –

2 y^2

2

Assim, a equação acima representa a cônica em realçaão a um novo referencial R 3 , obtido por translação e podemos finalmente identificá-la como sendo uma parábola , conforme indica a Figura abaixo. A origem deste último referencial R 3 será x 2 = 0 e y 2 = 0, isto é, x 1 – 3 = 0 e y 1 + 2 = 0.

[x 1 y 1 ] 

λ 1 0  0 λ 2 

x1  y1 + [D^ E] [ I ]

autovetores canônica 

x1  y1 + F = 0

ou seja, λ 1 x 12 + λ 2 y 12 + ax 1 + by 1 + F = 0

5º. Passo : Eliminamos os termos lineares das coordenadas cujos autovalores são não nulos. Temos então três casos:

i) λ 1 e λ 2 ≠ 0

λ 1 x 12 + ax 1 + λ 2 y 12 + by 1 + F = 0

λ 1 

x  1 +^

a 2 λ 1

2

a 2 4 λ 1

  • λ + λ 2 

y  1 +^

b 2 λ 2

2

b 2 4 λ 2

+ F = 0

Seja x 2 = x 1 +

a 2 λ 1 e y 2 = y 1 +

b 2 λ 2 , temos então λ 1 x 22 + λ 2 x 22 + f = 0 (que é uma das equações típicas) onde

f = F –

a^2 4 λ 1 –

b^2 4 λ 2

ii) λ 1 ≠ 0 e λ 1 = 0

λ 1 x 12 + ax 1 + by 1 + F = 0

λ 1 

x  1 +^

a 2 λ 1

2

a^2 4 λ 1

  • by1 + F = 0

Tornando x 2 = x 1 +

a 2 λ 1 e y^2 = y^1 , temos λ 1 x 22 + by 2 + f = 0

(que é uma das equações típicas) onde

f = F –

a 4 λ 1

iii) λ1 = 0 e λ 2 ≠ 0 (similar ao anterior) Como vimos, este procedimento permite-nos, através de uma mudança de referencial, colocar qualquer cônica na forma de uma das equações típicas. Neste processo classificamos a cônica, damos suas dimensões e posições no plano.