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Visão geral da contabilidade, custos, receitas, despesas, patrimônio líquido.
Tipologia: Notas de estudo
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Contabilidade: é a ciência que tem como objetivo o registro e controle das alterações ocorridas no patrimônio
da entidade ou pessoa.
Toda entidade organizada passível de ter um patrimônio.
Conjunto de bens, direitos e obrigações referentes à azienda.
Todo valor que ingressa no patrimônio vem de uma origem determinada.
A partir deste método surgiram as técnicas da contabilidade.
1 – Escrituração: consiste na técnica de registro de fatos contábeis em livros próprios.
2 – Elaboração de demonstrações contábeis: também conhecidas como demonstra-
ções financeiras. São elas: Balanço patrimonial, Demonstração de resultados do
exercício, Demonstração dos lucros e prejuízos acumulados, demonstração dos flu-
xos de caixa e Demonstração do valor adicionado.
3 – Analise de demonstrações contábeis: também conhecida como analise de balanços
ou analise das demonstrações financeiras, tem por objetivo o estudo e avaliação do
patrimônio.
4 – Auditoria: é o método de verificação da fidedignidade das informações do patrimô-
nio, registradas no sistema contábil. Ela pode ser interna (empregado da própria
entidade) ou externa (realizada por terceiros, denominado auditor independente).
É o conjunto de bens, direitos e obrigações, vinculados a uma pessoa ou uma entidade.
Bens e direitos = recursos.
Uma pessoa ou uma entidade = azienda.
Bens: direitos reais
São coisas materiais e imateriais que satisfazem as necessidades humanas e que po-
dem ser avaliados economicamente.
Bens materiais: corpóreos = tangíveis
Ex.: Caixa ($)
Mercadoria
Terrenos
Semoventes ...
Bens imateriais: incorpóreos = intangíveis
Ex.: Marcas registro da propriedade intelectual logomarca
logotipo
Patentes registro da propriedade intelectual de invento.
Direitos autorais
Fundo de comercio
Franquia: concessão de direito de uso da marca e da patente, locando-as por determinado perí-
odo, podendo, para isso, cobrar a taxa de concessão.
Bens econômicos ou riquezas: são bens raros e desejados.
De consumo: transforma-se em despesa pelo
consumo.
De uso: são bens duráveis que se transformam
em despesa pelo uso, na forma de de-
preciação.
Direitos: direitos pessoais
São os valores a receber de terceiros, gerados por meio de operações da entidade.
Ex.: duplicadas a receber (clientes) expressões chave:
Títulos a receber a receber
Empréstimos a receber adiantamento
Obrigações:
São todos os valores que a empresa tem a pagar para os outros. Eventos gerados por imposições
legais ou não formalizadas.
Obrigações com terceiros:
Quando há recursos dos proprietários a poder da empresa.
Ex.:
Obrigações com o proprietário: quando há recursos dos proprietários a poder da em-
presa.
Ex.:
Classificação do patrimônio:
Ativo:
São recursos controlados pela entidade como resultado de eventos passados e do
qual se espera que fluam futuros benefícios econômicos para a entidade.
Ativo circundante:
Serão ativos circundantes quando:
demonstrações contábeis.
Ativo não circundante:
São os demais ativos. Entre eles:
póreos destinados a manutenção das atividades da
companhia.
Ativo financeiro:
Compreenderá os créditos e valores realizáveis independentemente de
autorização orçamentária e os valores numerários.
Ativo permanente:
Compreenderá os bens, créditos e valores, cuja mobilização ou aliena-
ção dependa de autorização legislativa.
situação de todas.
Sinônimo de patrimônio líquido: situação liquida, capital próprio, recursos próprios, passivo não
exigível, riqueza própria, riqueza liquida.
São obrigatórios ao exercício da profissão.
São condições de legitimidade das normas brasileiras de contabilidade.
Tem características de regra.
A essência deve prevalecer sobre a forma.
Princípio da entidade:
O patrimônio dos sócios não se confunde com o patrimônio da empresa.
Reconhece o patrimônio como objeto da contabilidade e afirma a autonomia patrimonial.
Art.4º, Resolução CFC nº 750, 1993: O Princípio da ENTIDADE reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a
autonomia patrimonial, a necessidade da diferenciação de um Patrimônio particular no
universo dos patrimônios existentes, independentemente de pertencer a uma pessoa, um
conjunto de pessoas, uma sociedade ou instituição de qualquer natureza ou finalidade, com
ou sem fins lucrativos. Por consequência, nesta acepção, o patrimônio não se confunde com
aqueles dos seus sócios ou proprietários, no caso de sociedade ou instituição.
Apêndice II da Resolução CFC nº 750, 1993:
O Princípio da Entidade se comprova, para o ente público, pela autonomia e responsabilização do
patrimônio a ele pertencente.
A autonomia patrimonial tem origem na destinação social do patrimônio.
A responsabilização pela obrigatoriedade da prestação de contas pelos agentes públicos.
Palavra-chave: Segregação.
Princípio da continuidade:
Uma vez iniciada a vida da empresa, espera-se que ela continue indefinidamente.
Art.5º, Resolução CFC nº 750, 1993: O Princípio da Continuidade pressupõe que a Entidade continuará em operação no futuro e,
portanto, a mensuração e a apresentação dos componentes do patrimônio levam em conta
esta circunstância.
Apêndice II da Resolução CFC nº 750, 1993:
No âmbito da entidade pública, a continuidade está vinculada ao estrito cumprimento da destinação
social do seu patrimônio.
A continuidade da entidade se dá enquanto perdurar sua finalidade.
Palavra-chave: Marcha continua.
Princípio da oportunidade:
Refere-se ao processo de mensuração e apresentação dos componentes patrimoniais para pro-
duzir informações integras e tempestivas.
Art.6º, Resolução CFC nº 750, 1993: O Princípio da OPORTUNIDADE refere-se, simultaneamente, à tempestividade e à integri-
dade do registro do patrimônio e das suas mutações, determinando que este seja feito de
imediato e com a extensão correta, independentemente das causas que as originaram.
Apêndice II da Resolução CFC nº 750, 1993:
Na perspectiva do setor público, é base indispensável à integridade e à fidedignidade dos registros
contábeis dos atos e dos fatos que afetam ou possam afetar o patrimônio da entidade pública, obser-
vadas as Normas Brasileiras de Contabilidade aplicadas ao Setor Público.
A integridade e a fidedignidade dizem respeito à necessidade de as variações serem reconhecidas
na sua totalidade, independentemente do cumprimento das formalidades legais para sua ocorrência,
visando ao completo atendimento da essência sobre a forma.
Palavra-chave: Tempestividade.
Princípio do registro pelo valor original:
Determina que os componentes do patrimônio devem ser inicialmente registrados pelos valores
originais das transações, expressos em moeda nacional.
As seguintes bases de mensuração devem ser utilizadas em graus distintos e combinadas, ao
longo do tempo, de diferentes formas:
Expresso em moeda nacional.
Variação do custo histórico: os componentes patrimoniais pedem sofrer variações
decorrentes dos seguintes fatores:
da demonstração contábil.
venda normal.
ros.
mento.
são formal dos valores dos compo-
nentes patrimoniais.
Art.7º, Resolução CFC nº 750, 1993: Os componentes do patrimônio devem ser registrados pelos valores originais das transações
com o mundo exterior, expressos a valor presente na moeda do País, que serão mantidos na
avaliação das variações patrimoniais posteriores, inclusive quando configurarem agregações
ou decomposições no interior da Entidade.
Apêndice II da Resolução CFC nº 750, 1993:
Nos registros dos atos e fatos contábeis será considerado o valor original dos componentes patrimoniais.
Valor Original, que ao longo do tempo não se confunde com o custo histórico, corresponde ao valor re-
sultante de consensos de mensuração com agentes internos ou externos, com base em valores de entrada –
a exemplo de custo histórico, custo histórico corrigido e custo corrente; ou valores de saída – a exemplo de
valor de liquidação, valor de realização, valor presente do fluxo de benefício do ativo e valor justo.
Palavra-chave: Custo como base de valor.
Fatos contábeis:
É aquele que provoca modificação no Patrimônio da Entidade. Pode ou não alterar o patri-
mônio líquido.
Permutativo (quantitativo ou compensatório): representam trocas entre elementos ati-
vos, sem provocar variações no montante do patrimônio líquido.
Modificativa (quantitativo): provocam variações no patrimônio líquido.
Envolve receita e despesas
Misto: envolvem um fato permutativo com fato modificador.
Troca de valor entre elementos patrimoniais
Ex.: venda de bens com lucro. Envolve lucro, desconto, juros.
Alteração do valor do PL.
Conta contábil:
É um nome que referencia um conjunto de elementos do patrimônio ou do resultado de caracterís-
ticas semelhantes que demandam controle conjunto (separadamente dos demais elementos) de seu valor
e respectivo aumento, ou redução.
Nome que agrega elementos patrimoniais de características semelhantes.
Função: registrar os fatos contábeis.
Toda conta possui um título, valores a débitos, a credito e um saldo final.
Teoria de contas:
Personalista:
Segundo essa teoria, para entender a natureza da conta, não se deve olhar para o
objeto que a conta representa, mas sim para a pessoa que está ligada à empresa/azi-
enda através daquele objeto.
Elas são classificadas em:
Contas de agentes consignatários – Bens
Contas que os proprietários guardam o bem.
Contas de agentes correspondentes – A debito (direitos) e a crédito (obrigações)
Não pertence a empresa.
Contas dos proprietários – Patrimônio líquido, receitas e despesas.
Titular
Materialista:
Divide as contas em integrais e diferenciais:
Contas integrais (elementares): representam valores patrimoniais.
Bens, direitos e obrigações.
Contas diferenciais (derivadas): evidenciam a situação líquida do patrimônio,
bem como suas variações.
Patrimônio líquido, receitas e despesas.
Patrimonialista:
Tem como principal objetivo a administração das entidades, separando os elemen-
tos em:
Contas patrimoniais – ativos e passivos
Contas de resultado – receitas e despesas
Função das contas:
A função de uma conta é registrar os fatos contábeis (a debito e a credito), cada qual
com sua natureza especifica, evidenciando o seu saldo ao final de cada operação.
Natureza das contas:
A debito (devedora)
A credito (credora)
Ativos Passivos
Bens e direitos Obrigações
Patrimônio líquido
Débitos Créditos
Despesa (D) Receita (R)
Aplicações Origens
Funcionamento da conta:
Debito Credito
Ativo, Despesa + -
Passivo, Patrimônio Liquido, Receita - +
Balanço patrimonial:
Aplicações = origens
Sistema de contas:
Planos de contas:
É um elenco de todas as contas previstas pelo setor contábil da empresa como ne-
cessárias aos seus registros contábeis.
Lei que rege o pano de contas: lei n.º 6.404/
Código de contas: é o número que você encontra a esquerda de cada conta e
serve para facilitar o seu manuseio.
As contas contábeis do Plano de Contas aplicado ao setor público são identifica-
das por códigos com 7 níveis de desdobramento:
7º nível – subitem
6º nível – item
5º nível – subtítulo
4º nível – titulo
3º nível – subgrupo
2º nível – grupo
1º nível – classe
Título/nome: designação que identifica o objeto de uma conta.
Função: descrição da natureza dos atos e fatos registráveis na conta.
Natureza do saldo: identifica se a conta tem saldo devedor, credor ou ambos.
Apenas as contas de 5º grau são afetadas de maneira direta, ficando as de 1º a 4º
grau sendo afetadas apenas de maneira indireta.
1º grau 2º grau = 1º grau
2º grau 3º grau = 2º grau
3º grau 4º grau = 3º grau
4º grau 5º grau = 4º grau
5º grau analítico
sintético
Formula de lançamentos:
o 1º formula = 1 conta debitada + 1 conta creditada:
Ex.: Compra, à vista, de uma casa por R$130.000,
D = casa (imóvel)
C = Banco/Caixa ................. R$130.000,
o 2º formula = 1 conta debitada + 2 ou mais contas creditadas
Ex.: Compra de um computador no valor de R$2.500,00.
Seguintes condições:
em 30 dias.
D = maquinas e equipamentos
C = Caixa ............................... R$1.500,
C = Duplicatas a pagar .......... R$ 1.000,
o 3º formula = 2 ou mais contas debitadas + 1 conta creditada
Ex.: Compra, à vista:
D = maquinas e equipamentos ................. R$ 3.000,
D = moveis e utensílios ............................. R$ 1.000,
C = Banco/Caixa ........................................ R$ 4.000,
o 4º formula = quando aparecem no lançamento mais de uma conta debitada e
mais de uma conta creditada.
Ex.: Compras:
através de 3 duplicatas no valor de R$ 3.000,00 casa, vencíveis de 30
em 30 dias.
D = moveis e utensílios (refrigerador)
D = moveis e utensílios (moto)
C = Banco/Caixa ........................................ R$ 2.000,
C = Duplicatas a pagar .............................. R$ 9.000,
o Juros: é o preço do uso do dinheiro.
Ex.1: Pagamento de uma duplicata no valor de R$ 1.000,00, com 2% de juros
pelo atraso.
D = duplicatas a pagar ......................... R$ 1.000,
D = juros passivos ................................ R$ 20,00 (negativo para empresa)
C = Caixa
Para elementos patrimoniais:
Para os elementos de resultado:
Ex.2: Recebimento de uma duplicata no valor de R$ 1.000,00, com 5% de juros
pelo atraso.
D = Caixa
C = duplicatas a receber ......................... R$ 1.000,
C = juros ativos ....................................... R$ 50,00 (positivo para empresa)
Provisão:
É um passivo de prazo ou valor incerto.
Está relacionado a “algo” onde o fato gerador da despesa já ocorreu, referente a
provável perda de ativo ou provável desembolso no futuro, cujo valor ainda não está
totalmente definido, mas é calculável por estimativa.
Caso estas condições não sejam satisfeitas, nenhuma previsão deve ser reconhecida:
o A entidade tem uma obrigação presente (legal ou não formalizada) como resul-
tado de evento passado.
o Seja provável que será necessária uma saída de recursos que incorporam benefí-
cios econômicos para liquidar a obrigação.
o Possa ser feita uma estimativa confiável do valor da obrigação.
passados que existam independentemente de ações futuras da entidade.
ocorreu, mas que não houve, ainda, o correspondente desembolso
ou perda.
Balancete:
É uma relação de contas extraídas dos livros contábeis, com seus saldos devedores e
credores, em uma determinada data, movimentadas ou não no período.
Balancete de verificação: verifica com exatidão matemática os saldos das contas.
n.º Contas
Saldo inicial Movimentações Saldo final
Debito Credito Debito Credito Debito Credito
Totais
Balanço patrimonial:
É a demonstração financeira que evidencia, resumidamente, o patrimônio líquido, o
ativo e o passivo da entidade, quantitativa e qualitativamente.
Saída de recurso possível, mas não provável.
Não contabilização no Balanço Patrimonial.
Divulgação em notas explicativas.
É contabilizada.
Provável saída
Elaborados pela
contabilidade pública
Pagamento nos respectivos razonetes:
Caixa Bancos
Duplicatas a
pagar
Capital
Veículos Títulos a pagar
Levantamento do balancete de verificação:
Levantamento do balanço patrimonial:
Ativo Passivo
Caixa ............... 2.000 Duplicatas a pagar ........ 1.
Bancos ............ 2.500 Títulos a pagar .............. 1.
Veículos .......... 3.000 Patrimônio líquido
Capital ......................... 5.
Total ........... 7.500 Total ........................... 7.
Exemplo 2 :
Elaborou-se o seguinte plano de contas:
Ativo Passivo Patrimônio Líquido
Caixa
Material de escritório
Terrenos
Patentes
Duplicatas a pagar
Letras a pagar
Capital
Sabe-se que, no mês de junho, as operações realizadas:
saldo, aceitou-se uma letra no valor de R$ 4.000;
n.º Conta
Saldo
Devedor Credor
1 A Caixa 2.
2 PL Capital 5.
3 A Bancos 2.
4 A Veículos 3.
5 P Duplicatas a pagar 1.
6 P Títulos a pagar 1.
Total 7.500 7.
1 2 2
5 5
3
1
4
3
4
Débito - Crédito Débito - Crédito
Débito - Crédito
Débito - Crédito
para liquidar o saldo, deu o terreno adquirido no dia 18;
caso da contabilidade pública a conta deve ser publicada em diário oficial para poder ser utilizada.
Analise para lançamento contábil:
Pagamento nos respectivos razonetes:
Caixa Material de escritório Patente
Letras a pagar
3.800 6.300 Capital Terrenos
Duplicatas a pagar
1
1
5
5
10
14
14
18
18
18
20
20
25
25
27
27
27
30
30
10
Débito - Crédito
Débito - Crédito
Débito - Crédito
Débito - Crédito
Intangível:
O fato gerador ocorre pelo transcurso do período.
Despesa de serviço:
O fato gerador ocorre pela prestação do serviço por terceiros à empresa.
o Fatos geradores das receitas:
Venda de bens: o fato gerador ocorre pela entrega do bem (transferência de
propriedade)
Receita de serviço: o fato gerador ocorre pela prestação do serviço pela empresa.
O fato gerador ocorre pelo transcurso do período.
ainda não.
São dividas decorrentes de despesas incorridas.
da receita ocorre dentro do período contábil, mas o recebimento ainda não.
Contabilização:
D – Despesa – fato gerador já ocorreu.
C – Despesa a pagar – pagamento no futuro
D – Receitas a receber (ativo) – recebimento no futuro
C – Receita – fato gerador já ocorreu
Gastos que se transformam em despesas:
O pagamento ou dívida já ocorreu, mas o fato gera-
dor ainda não.
Contabilização:
D – Ativo – fato gerador no futuro
C – Caixa ou contas a pagar – gasto já ocorreu
D – Ativo – fato gerador no futuro
C – Caixa ou contas a pagar – gasto já ocorreu
Consumo de materiais:
Ex.: Em janeiro, foi comprado material de escritório, a prazo de R$ 1.000.
Em fevereiro, pagou a dívida.
E, em março, consumiu o estoque.
Bem
Obrigação
Estoque mat.
Escritório
Caixa
Duplicatas a
pagar
Despesa mat.
Escritório
Jan. Compra 1 a prazo:
Fev. Pagamento 2 da divida
Mar. Apropriação 3 do consumo
Gastos: pagamento
(Desembolso)
Divida
(Compromisso de desembolsar)
Gasto
Fato
Gerador
Comprou pagou consumiu
1 3 1
2 2
Despesas diferidas:
São contas classificadas no ativo, representando direito por períodos a transcorrer.
Quando ocorrer o fato gerador, os valores destas contas deverão ser transferidos para despesa.
Sinônimos: despesas a vencer.
Despesas a apropriar.
Despesas a incorrer.
Despesas pagas antecipadamente.
Despesas antecipadas.
Gastos diferidos.
Ex.: Em 1/1/X1, a Companhia A1 assinou um contrato de seguro, para vigorar durante o período
de 1/7/X1 a 30/6/X4. O prêmio pela cobertura é de R$7.200,00, a ser pago em quatro parcelas
iguais, sendo a primeira em 15/10/X1 e as restantes a cada seis meses do vencimento da anterior.
a. Determine o valor da conta “seguros a pagar”
b. Determine o valor da conta “seguros a vencer”
c. Determine o valor da conta “seguros” (despesa)
Seguros a pagar: 7.200/4 = 1.
Seguros a vencer: 7.200/36 = 200
31/12/X1 = 30m x 200 = 6.
31/12/X2 = 18m x 200 = 3.
31/12/X3 = 6m x 200 = 1.
Período de cobertura = 36 meses
30 meses x 200 = 6.
18m x 200
Realizável a longo prazo:
II, art.179, Lei 6.404/1974: no ativo realizável a longo prazo: os direitos realizáveis após o término
do exercício seguinte, assim como os derivados de vendas, adiantamen-
tos ou empréstimos a sociedades coligadas ou controladas (artigo 243),
diretores, acionistas ou participantes no lucro da companhia, que não
constituírem negócios usuais na exploração do objeto da companhia;
Despesas diferidas:
Classifica-se aqui a parcela a ser apropriada após o exercício
social ou ciclo operacional seguinte.
Ex.: Em 1º/1/X0, pagou-se o prêmio de seguro contra incêndio, antecipadamente, cor-
respondente ao período de 1º/7/X0 a 30/6/X3, no valor de R$ 18.000. Se o exercício
social da empresa finda a cada 31 de outubro, responda:
a. Determine o valor da conta “seguros a vencer” em:
b. Determine o valor da conta “seguros (despesas) ” em:
31/10/X3 = 8 meses x 500 = 4.
c. Determine o valor da conta “seguros a vencer”, classificada no ativo circulante:
d. Determine o valor da conta “seguros a vencer”, classificada no ativo não circu-
lante - realizável a longo prazo:
Seguros a vencer
18.000/36 meses
500 ao mês
AC = 12m x 500 = 6.
RLP = 20m x 500 = 10.
AC = 12m x 500 = 6.
RLP = 8m x 500 = 4.
AC = 4.
RLP = 0
BP = balanço patrimonial
AC = Ativo circulante
RLP = Ativo realizável a longo prazo
ARE = Apuração de Resultado
FG = Fato gerador
8x500 = 4.
20m x 500 = 10.
a. 32 meses x 500 = 16.
Período = 36 meses
Seguros
Modo de classificação dos realizáveis e dos exigíveis:
Ativo:
1º grau de liquidez (dinheiro disponível)
1º direito a receber (hoje)
2º direito a receber (amanhã)
3º direito a receber (depois de amanhã)
Ciclo operacional: é o espaço de tempo compreendido a partir do início da atividade
produtiva até o seu efetivo recebimento.
Atividade Ciclo operacional
Serviço Prestação Recebimento
Comercial Aquisição de mercadoria venda recebimento
Industrial Aquisição de matéria prima fabricação venda recebimento
Exercício social:
Art.175, lei n.º6.404/1974: O exercício social terá duração de 1 (um) ano e a data do término será fixada no estatuto.
Parágrafo único, art.175, lei n.º6.404/1974: Na constituição da companhia e nos casos de alteração estatutária o
exercício social poderá ter duração diversa
Único dispositivo que rege o assunto.
Sociedades coligadas:
§1º, art.243, lei n.º6.404/1974: São coligadas as sociedades nas quais a investidora tenha influência significativa.
Influência significativa: quando a investidora detém ou exerce o poder de participar
nas decisões das políticas financeiras ou operacional da investi-
dura, sem controla-la.
20% ou mais do capital votante da investida, sem controla-la.
Participação societária capital
FG = 8x500 = 4.
FG = 12 x 500
b. FG= 4x500 = 2.
FG = 12 x 500
Sem controla-la,
mas tem influência
significativa
Cia “A” Cia “B”