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Controladoria Processo, Exercícios de Controle de Processo

exercicio No artigo Da Contabilidade à Controladoria

Tipologia: Exercícios

2020

Compartilhado em 19/11/2020

danila-goncalves-8
danila-goncalves-8 🇧🇷

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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS
Pós Graduação em Gestão Financeira
Danila de Fátima Gonçalves da Silva
TRABALHO ORIENTADO:
Resenha e Pesquisa
Betim
2020
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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS

Pós Graduação em Gestão Financeira Danila de Fátima Gonçalves da Silva TRABALHO ORIENTADO: Resenha e Pesquisa Betim 2020

Danila de Fátima Gonçalves da Silva TRABALHO ORIENTADO: Resenha e Pesquisa Resenha apresentada a disciplina de Controladoria do Curso de Pós Graduação em Gestão Financeira da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais Professor: Luciano Carlos Lauría Betim 2020

1 INTRODUÇÂO

Esse trabalho realizará uma resenha, apresentando os pontos mais importantes do artigo “Da Contabilidade à Controladoria: a evolução necessária” do Prof. Nilton Cano Martin, da USP. Na segunda parte, será apresentada uma pesquisa de artigos mais atuais sobre Controladoria e depois será realizada uma análise dos principais pontos de ambas as partes.

2 RESENHA DO ARTIGO

No artigo Da Contabilidade à Controladoria: A Evolução Necessária o autor Nilton Cano Martin (2002) começa descrevendo como a contabilidade foi tratada em ao passar dos anos e sua evolução. Hoje se exige todo tipo de informações para tomada de decisões e o modelo contábil, se bem estabelecido e desenvolvido, é essencial para as melhores tomadas de decisões e fazer projeções. O autor faz toda uma abordagem histórica sobre a evolução do modelo contábil que é muito importante, mas o essencial é que evoluiu para acompanhar as exigências do mercado e usuários em suas determinadas épocas. Com o passar do tempo, a contabilidade foi criando regras e critérios para ser aplicadas e padronizadas. Esse tipo de burocratização estagnou parcialmente o desenvolvimento do assunto, uma vez os modelos contábeis começaram a serem usados quase que exclusivamente para cálculos de impostos. No final do século XX e início do século XXI o mundo ficou mais turbulento e as mutações são constantes. As organizações utilizam de todos os recursos e informações para tomada de decisão. Com a globalização e diversas outras revoluções o mundo ficou mais concorrido e próximo e consequentemente, com o compartilhamento de conhecimentos, permitiu o desenvolvimento de ideias e recursos cada vez melhores para automatizar processos. O modelo estático da contabilidade é criticado nesse contexto, uma vez que hoje um sistema integrado faz praticamente todo o trabalho bruto referente a cálculos de impostos e outras demonstrações que não exigem analise. As informações fornecidas nesses relatórios não chegam no nível estratégico para tomada de decisão. As decisões estratégicas tomadas pelos gestores, precisam ser baseadas em dados pertinentes e relevantes. E um ponto que o autor destaca em seu texto que é muito relacionado, os contadores devem ser capazes de fornecer essas informações, pois caso não façam, outro profissional irá. O modelo contábil-financeiro continua a ser usado e é importante, mas houve com o passar das últimas décadas o desenvolvimento de tecnologias que expandem os princípios contábeis de forma a utiliza-los de forma flexível e adaptada as situações de cada empresa. O autor destaca como é importante mudar a nomenclatura do profissional que atua utilizando essas novas ferramentas e chama-lo de Controller.

que são essenciais para obtenção de vantagem competitiva. A controladoria deve utilizar de estratégias para avaliar esse último grupo, dividindo-os entre aqueles que tem base humana e aqueles que tem base a imagem e reputação da empresa. Os recursos intangíveis constituem um problema ainda maior para a Controladoria, pois se até certo ponto eles são invisíveis para contadores e auditores, e cada vez é mais reconhecida a sua importância central para a obtenção de vantagens competitivas. Para identificar e estimar-se os recursos intangíveis deve-se, em primeiro lugar, distinguir entre os que têm uma base humana daqueles que têm origem na imagem, na reputação ou no conhecimento de uma companhia. Enquanto as pessoas são tangíveis, suas habilitações, conhecimento, experiência própria, raciocínio, bem como as suas capacidades de liderar e tomar decisões são categoricamente intangíveis. Os intangíveis de base humana podem ser levantados através de seu desempenho no trabalho e do histórico de suas experiências e de suas qualificações. Não há ainda portas finais, nem ferramentas padronizadas de Controladoria para medir o valor dos intangíveis de base humana. Mesmo com a dificuldade para mensurar os recursos intangíveis e sua avaliação nem sempre está completa e correta, o Controller reconhecer sua significância para o negócio já é um elemento para apoiar as decisões estratégicas. O autor destaca como a maioria das empresas são possui relatórios com linguagem acessível que abrange todas as áreas da empresa e permite que todos os stakeholders consigam ler e interpretar com precisão para tomada de decisão. Normalmente, os relatórios são elaborados pelos setores específicos e contém vários termos técnicos que não permite a um leitor leigo entenda completamente o que ele está dizendo. Além disso, a maioria dos executivos que tomam essas decisões vem de uma área especifica também, o que os fazem, na maioria das vezes, leigos sobre os assuntos de outras áreas. É aqui, nessa necessidade não atendida, que a Controladoria tem sua oportunidade de compilar junto ao modelo contábil-financeiro, que também é uma síntese, outras elementos gerais da empresa e apresentar os relatórios com as informações essenciais e claras para tomada de decisão.

3 PESQUISA COMPLEMENTAR

Beuren e Almeida (2012) destacam que a controladoria é um setor da organização responsável por todo o gerenciamento de informações. Ela segue as normas internacionais de qualidade e realiza outros procedimentos de mensuração para corroborar as informações contábeis da empresa. Os autores destacam que isso altera as funções e atribuições dos profissionais e setor. Eles firmam que a Controladoria tem a colocação de dar suporte ao processo decisório dos gestores. Além disso, a área busca sempre a eficácia empresarial. Para isso, a área precisa manter o controle sobre os processos para gerar as informações necessárias. Nunes e Sellitto (2016) por sua vez destaca a mudança constante no mercado e que com isso a Controladoria está ganhando mais espaço nas organizações. Os autores destacam que a área tem por objetivo a otimização de resultados e fornecer informações relevantes para tomada de decisão. Os autores citam Coelho e outros (2012) para destacar que com o passar dos anos, a controladoria passou a exercer um papel central no processo de gestão e que seus preceitos básicos de contabilidade são usados para controle interno, planejamento tributário, elaboração de orçamentos e medidas operacionais. Confirmando suas afirmações, Nunes e Sellitto (2016) destacam. Para Borinelli (2006), como função gerencial-estratégica, a controladoria compreende as atividades relativas a prover informações de natureza contábil, patrimonial, econômica, financeira e não financeira ao processo de gestão, para que os gestores possam estar devidamente subsidiados em suas tomadas de decisão estratégicas. Para Pereira et al. (2011), no processo de gestão, a controladoria tem a função de coordenar os esforços dos gestores no sentido de garantir o cumprimento da missão da empresa e assegurar sua continuidade, gerando informações relevantes, fidedignas e tempestivas para a tomada de decisão. (NUNES e SELLITTO (2016, p. 142) BEUREN e ALMEIDA (2015) afirmam que a partir do momento que as normas internacionais foram implantadas, houve diversas mudanças na estrutura da tecnologia da informação nos aspectos comportamentais e organizacionais. E essas mudanças, impactaram diretamente na controladoria, quanto a regras, recursos e de interação, uma vez que as informações usadas vêm de diversas áreas da empresa. Sobre a adoção das normas internacionais (IFRS - International Financial Reporting Standards), BEUREN e ALMEIDA (2015) destacam. A adoção das IFRS trouxe novos procedimentos para a área da controladoria, o que pode ter exigido a implantação de novas funções ou a

4 CONCLUSÃO

A primeira parte dessa analise fez um resumo das principais ideias do artigo “Da Contabilidade à Controladoria: a evolução necessária” do autor Nilton Cano Martin (2002), na segunda parte, foi realizada uma pesquisa sobre o assunto em artigos mais recentes. No geral, percebe-se que a essência do que foi dito, no artigo de Martin (2002), sobre como a Controladoria é uma evolução da contabilidade é usual para os autores dos outros artigos pesquisados. O ponto principal destacado em todos os artigos é que a Controladoria deve ir além da apresentação de relatórios padrões e acompanhar todo o processo da empresa para formular relatórios relevantes para apresentar a diretoria e assim facilitar a tomada de decisão. Outro ponto essencial é a evolução da controladoria com o passar dos anos, a globalização e tecnologia são duas das principais responsáveis por isso. Hoje, há sistemas que realizam a contabilidade básica de forma, quase que completamente automatizada. Percebe-se que o artigo de Martin (2002) mesmo escrito há quase vinte anos atrás continua bem atual sobre o assunto, destacando de forma detalhada como a controladoria deve atuar em todos os setores da empresa para formular relatórios mais completos.

REFERÊNCIAS

BEUREN, Ilse Maria; ALMEIDA, Dalci Mendes. Impactos da implantação das normas internacionais de contabilidade na controladoria: um estudo à luz da teoria da estruturação em uma empresa têxtil. Rev. Adm. (São Paulo) , São Paulo, v. 47, n. 4, p. 653-670, dez. 2012. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php? script=sci_arttext&pid=S0080-21072012000400011&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 26 ago. 2020. BEUREN, Ilse Maria; ALMEIDA, Dalci Mendes. Impacto da Adoção das Normas Internacionais de Contabilidade na Área da Controladoria. Rev. adm. contemp. , Curitiba, v. 19, n. 3, p. 311-335, jun. 2015. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415- 65552015000300311&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 26 ago. 2020. LUNKES, R.; GASPARETTO, V.; SCHNORRENBERGER, D. Um estudo sobre as funções da controladoria. Revista de Contabilidade e Organizações , v. 4, n. 10, p. 106-126, 1 dez. 2010. Disponível em: < http://www.revistas.usp.br/rco/article/view/34779/37517>. Acesso em: 27 ago. 2020. MARTIN, Nilton Cano. Da contabilidade à controladoria: a evolução necessária. Rev. contab. finanç. , São Paulo, v. 13, n. 28, p. 7-28, abr. 2002. Disponível em: <http:// www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519- 70772002000100001&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 27 ago. 2020. NUNES, Adão Alberto Blanco; SELLITTO, Miguel Afonso. A CONTROLADORIA COMO SUPORTE À ESTRATÉGIA DA EMPRESA: ESTUDO MULTICASO EM EMPRESAS DE TRANSPORTE. RAM, Rev. Adm. Mackenzie , São Paulo, v. 17, n. 1, p. 135-164, fev. 2016. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php? script=sci_arttext&pid=S1678-69712016000100135&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 26 ago. 2020.