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Cálculo Multivariável: Coordenadas Cilíndricas e Esféricas, Notas de aula de Cálculo

Estudar sobre as coordenadas esféricas

Tipologia: Notas de aula

2023

Compartilhado em 04/07/2023

romulo-luna
romulo-luna 🇧🇷

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Faculdade de
Tecnologia
UERJ - Resende
Professores Gabriela Coutinho e
Marlon Ramos
Integrais Triplas em Coordenadas Cil´ındricas e
Esf´ericas
1 Integrais triplas em Coordenadas Cil´ındricas
Quando um c´alculo de uma integral tripla envolve um cilindro, cone, esfera, elipsoide
e paraboloides em geral podemos simplificar nosso trabalho usando coordenadas cil´ın-
dricas ou esf´ericas. O procedimento para transformar essas coordenadas e calcular as
integrais triplas resultantes ´e semelhante `a transforma¸c˜ao para coordenadas polares no
plano estudado na semana passada.
Obtemos coordenadas cil´ındricas para o espa¸co combinando coordenadas polares no
plano xy com o eixo zusual. Agora vamos descrever cada ponto no espa¸co por coorde-
nadas na forma (r, θ, z), como mostra a figura 1.
O
r
x
z
y
y
z
x
P(r, , z)
Figure 1: Figura retirada de [3].
Coordenadas cil´ındricas representam um ponto Pno espa¸co por tripla ordenada
(r, θ, z) em que
1. reθs˜ao coordenadas polares para a proje¸c˜ao vertical de Pno plano xy.
2. z´e a coordenada vertical cartesiana.
Os valores de x, y, r eθem coordenadas retangulares e cil´ındricas s˜ao relacionados
pelas equa¸c˜oes
x=rcos θ, y =rsenθ, z =z
x2+y2=r2tgθ=y
x.
A figura 2 mostra como se comportam algumas superf´ıcies em coordenadas cil´ındricas:
A equa¸c˜ao r=adescreve n˜ao apenas um c´ırculo no plano xy, mas um cilindro
inteiro em torno do eixo z. O eixo z´e dado por r= 0.
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pfe
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Faculdade de Tecnologia UERJ - Resende

Professores Gabriela Coutinho e Marlon Ramos

Integrais Triplas em Coordenadas Cil´ındricas e

Esf´ericas

1 Integrais triplas em Coordenadas Cil´ındricas

Quando um c´alculo de uma integral tripla envolve um cilindro, cone, esfera, elipsoide

e paraboloides em geral podemos simplificar nosso trabalho usando coordenadas cil´ın-

dricas ou esf´ericas. O procedimento para transformar essas coordenadas e calcular as

integrais triplas resultantes ´e semelhante `a transforma¸c˜ao para coordenadas polares no

plano estudado na semana passada.

Obtemos coordenadas cil´ındricas para o espa¸co combinando coordenadas polares no

plano xy com o eixo z usual. Agora vamos descrever cada ponto no espa¸co por coorde-

nadas na forma (r, θ, z), como mostra a figura 1.

O

r

x

z

y

y

z

x

P ( r , , z )

Figure 1 : Figura retirada de [ 3 ].

Coordenadas cil´ındricas representam um ponto P no espa¸co por tripla ordenada

(r, θ, z) em que

  1. r e θ s˜ao coordenadas polares para a proje¸c˜ao vertical de P no plano xy.

  2. z ´e a coordenada vertical cartesiana.

Os valores de x, y, r e θ em coordenadas retangulares e cil´ındricas s˜ao relacionados

pelas equa¸c˜oes

x = r cos θ, y = r senθ, z = z

x 2

  • y 2 = r 2 tgθ =

y

x

A figura 2 mostra como se comportam algumas superf´ıcies em coordenadas cil´ındricas:

  • A equa¸c˜ao r = a descreve n˜ao apenas um c´ırculo no plano xy, mas um cilindro inteiro em torno do eixo z. O eixo z ´e dado por r = 0.
  • A equa¸c˜ao θ = θ 0 descreve o plano que cont´em o eixo z e faz um ˆangulo θ 0 com o eixo x positivo.
  • Assim como nas coordenadas cartesianas, a equa¸c˜ao z = z 0 descreve um plano perpendicular ao eixo z.

z

y

x

O a

r a , enquanto e z va

z z 0 , enquanto r e variam

0 , enquanto r e z variam

z 0

0

Figure 2 : Figura retirada de [ 3 ].

As coordenadas cil´ındricas s˜ao boas para descrever cilindros cujos eixos correm ao

longo do eixo z (r constante) ou planos que contˆem o eixo z (θ constante) ou planos

perpendiculares ao eixo z (z contante). Superf´ıcies como essas tˆem equa¸c˜oes com valor

de uma das coordenadas cil´ındricas constante: r = r 0 , θ = θ 0 , z = z 0 , como mostra a

figura 2.

Nos exemplos abaixo podemos ver superf´ıcies como cilindro, cone e paraboloide cir-

cular escritas em termos coordenadas cil´ındricas

Cilindro: x 2

  • y 2 = r 2 = c 2 ⇒ r = c

Cone: z =

x^2 + y^2 ⇒ z = r

Paraboloide Circular: z = 1 − x^2 − y^2 ⇒ z = 1 − r 2

Figure 3 : Figura adaptada de [ 1 ].

z

y x

E

D

r h 1 ( )

r h 2 ( )

z u 1 ( r , )

z u 2 ( r , )

Figure 5 : Figura adaptada de [ 3 ].

  1. Desenhe uma linha M paralela ao eixo z que atravesse a regi˜ao de

integra¸c˜ao. A` medida que z aumenta, M entra em E na superf´ıcie z = u 1 (r, θ) e sai na superf´ıcie z = u 2 (r, θ). Estes s˜ao os limites de integra¸c˜ao de z.

z

y x

E

D

M

r h 1 ( )

r h 2 ( )

z u 1 ( r, )

z u 2 ( r, )

( r, )

Figure 6 : Figura adaptada de [ 3 ].

  1. Desenhe um raio L a partir da origem. O raio entra na regi˜ao projetada

D na curva r = h 1 (θ) e sai na curva r = h 2 (θ). Estes s˜ao oslimites de integra¸c˜ao de r.

z

y x

E

D

M

L

r h 1 ( )

r h 2 ( )

z u 1 ( r, )

z u 2 ( r, )

( r, )

Figure 7 : Figura adaptada de [ 3 ].

  1. A` medida que L percorre D, o ˆangulo θ que este raio faz com o eixo x positivo vai de θ = α a θ = β. Estes s˜ao os limites de integra¸c˜ao de θ. E a integral fica

" " "

E

g(r, θ, z) dV =

" (^) β

α

" (^) h 2 (θ)

h 1 (θ)

" (^) u 2 (r,θ)

u 1 (r,θ)

g(r, θ, z) r dz dr dθ

Exemplo: Encontre os limites de integra¸c˜ao em coordenadas cil´ındricas para integrar

a fun¸c˜ao f (r, θ, z) sobre a regi˜ao E delimitada abaixo pelo plano z = 0 , acima pelo

paraboloide z = x^2 + y^2 e lateralmente pelo cilindro x^2 + (y − 1 )^2 = 1.

Note que a proje¸c˜ao de E no plano xy ´e dada pelo disco D centrado em ( 0 , 1 ) de raio

r = 1. Em coordenadas polares ´e descrito por

x^2 + (y − 1 )^2 = 1

x 2

  • y 2 − 2 y + 1 = 1

x 2

  • y 2 − 2 y = 0

r 2 − 2 r senθ = 0 ⇒ r = 2 senθ.

A regi˜ao E est´a representada na figura 8.

Encontramos os limites de integra¸c˜ao come¸cando com os limites em z. No sentido de

x

y

z

M (^) D

2

R L

Cartesian: x^2! ( y " 1)^2 # 1 Polar: r (^) # 2 sin_!_

( r ,! )

!

Top Cartesian: z (^) # x^2! y^2 Cylindrical: z # r^2

FIGURE 15.39 Finding the limits of

Cartesiana: z x^2 y^2 Cilíndrica: z r^2

Cartesiana: x^2 ( y 1 )^2 Polar: r 2 sin

E

D

Figure 8 : Figura adaptada de [ 1 ].

crescimento de z linha M paralela ao eixo z entra na regi˜ao E em z = 0 e sai em

z = x^2 + y^2 = r^2. Portanto, 0 ≤ z ≤ r^2.

O pr´oximo passo ´e definir os limites de integra¸c˜ao de D. Para isto, vamos nos guiar pela

Exemplo: Calcule

− 2

" √ 4 −x 2

√ 4 −x^2

x^2 +y^2

(x 2

  • y 2 ) dz dy dx.

Note que a regi˜ao de integra¸c˜ao ´e uma regi˜ao s´olida delimitada abaixo pelo cone

z =

x^2 + y^2 = r e acima pelo plano z = 2. No plano xy temos um disco centrado na

origem de raio r = 2 pois − 2 ≤ x ≤ 2 e −

4 − x^2 ≤ y ≤

4 − x^2. Portanto

E = {(x, y, z)| − 2 ≤ x ≤ 2 , −

4 − x^2 ≤ y ≤

4 − x^2 ,

x^2 + y^2 ≤ z ≤ 2 }

Esta regi˜ao fica muito mais simples de ser descrita em coordenadas cil´ındricas

E = {(r, θ, z)| 0 ≤ r ≤ 2 , 0 ≤ θ ≤ 2 π, r ≤ z ≤ 2 }

Como o integrando em coordenadas cil´ındricas fica igual a f (x, y, z) = x^2 + y^2 = r^2 ,

Figure 10 : Figura adaptada de [ 1 ].

temos " (^2)

− 2

" √ 4 −x 2

√ 4 −x^2

x^2 +y^2

(x 2

  • y 2 ) dz dy dx =

" (^2) π

0

0

r

r 2 r dz dr dθ

" (^2) π

0

0

r

r 3 dz dr dθ

" (^2) π

0

0

r 3 z

2

r

dr dθ

" (^2) π

0

0

r 3 ( 2 − r) dr

" (^2) π

0

0

( 2 r 3 − r 4 ) dr

θ

) 2 π

0

r^4

2

r^5

5

0

π

2 Integrais Triplas em Coordenadas Esf´ericas

As coordenadas esf´ericas localizam pontos no espa¸co

com dois ˆangulos e uma distˆancia, como mostrado na

figura ao lado. A primeira coordenada ρ ´e a distˆancia

do ponto `a origem

|OP |. A segunda coordenada θ ´e

mesma utilizada nas coordenadas polares e cil´ındri-

cas. Por ´ultimo, temos a coordenada φ que ´e ˆangulo

que

|OP | faz com o eixo z positivo e deve estar no

intervalo [ 0 , π].

As coordenadas esf´ericas representam um ponto P no espa¸co por triplas ordenadas

(ρ, θ, φ) em que

  1. ρ ´e a distˆancia de P `a origem.

  2. θ ´e o ˆangulo das coordenadas polares e cil´ındricas.

  3. φ ´e o ˆangulo que

|OP | faz com o eixo z positivo.

As equa¸c˜oes que relacionam as coordenadas cartesianas, cil´ındricas e esf´ericas s˜ao

r = ρ senφ, x = r cos θ = ρ senφ cos θ

z = ρ cos φ, y = r senθ = ρ senφ senθ

ρ =

x^2 + y^2 + z^2 =

r^2 + z^2

A figura ao lado mostra como se comportam algumas superf´ı- cies em coordenadas esf´ericas:

  • A equa¸c˜ao ρ = a descreve uma esfera com centro na origem.
  • A equa¸c˜ao φ = φ 0 descreve uma parte superior de um cone.
  • A equa¸c˜ao θ = θ 0 descreve um semiplano articulado ao longo do eixo z.

0 ,^ enquanto e variam

a , enquanto e variam

y

z

x

0

0

P ( a , 0 , 0 )

0 ,^ enquanto e variam

2. 1 C´alculo de Integrais Triplas em Coordenadas Esf´ericas

Seja E uma regi˜ao correspondente a cunha da figura 13 , tal que

E = {(ρ, θ, φ)|a ≤ ρ ≤ b, α ≤ θ ≤ β, c ≤ φ ≤ d}.

sen

Figure 13 : Figura retirada de [ 1 ].

A integral tripla de uma fun¸c˜ao f (x, y, z) sobre a regi˜ao E ´e dada por

E

f (x, y, z) dV =

" (^) d

c

" (^) β

α

" (^) b

a

f (ρ senφ cos θ, ρ senφ senθ, ρ cos φ) ρ 2 senφ dρ dθ dφ.

Na equa¸c˜ao acima utilizamos o fato de que x = ρ senφ cos θ, y = ρ senφ senθ e

z = ρ cos φ. Note que agora, em coordenadas esf´ericas, o elemento de volume ´e dado por

dV = ρ^2 senφ dρ dθ dφ.

Novamente, esta f´ormula pode ser estendida para casos em que temos regi˜oes esf´ericas

mais gerais

E = {(ρ, θ, φ)| u 1 (θ, φ) ≤ ρ ≤ u 2 (θ, φ), α ≤ θ ≤ β, c ≤ φ ≤ d}.

Neste caso, teremos

E

f (x, y, z) dV =

" (^) d

c

" (^) β

α

" (^) u 2 (θ,φ)

u 1 (θ,φ)

f (ρ senφ cos θ, ρ senφ senθ, ρ cos φ) ρ 2 senφ dρ dθ dφ.

Para encontrar os limites de integra¸c˜ao de " " "

E

g(ρ, θ, φ) dV

sobre a regi˜ao E no espa¸co em coordenadas esf´ericas, execute os seguintes passos.

Achando os Limites de Integra¸c˜ao

  1. Esboce a regi˜ao E junto com sua proje¸c˜ao D no plano xy. Identifique as superf´ıcies que limitam E.

x

y

z

D

E

g 2 ( , )

g 1 ( , )

Figure 14 : Figura adaptada de [ 3 ].

  1. Desenhe uma linha M que faz um ˆangulo φ com o eixo z positivo e que

atravesse a regi˜ao de integra¸c˜ao. A` medida que ρ aumenta, M entra em E na superf´ıcie ρ = u 1 (θ, φ) e sai na superf´ıcie ρ = u 2 (θ, φ). Estes s˜ao os limites de integra¸c˜ao de ρ.

x

y

z

D

E

L

M

u 2 ( , )

u 1 ( , )

max min

Figure 15 : Figura adaptada de [ 3 ].

  1. A` medida que L percorre D, o ˆangulo θ que este raio faz com o eixo x

positivo vai de θ = α a θ = β. Estes s˜ao os limites de integra¸c˜ao de θ.

  1. Para um dado valor de θ fixo, observe qual ´e o maior e o menor valor

que o ˆangulo φ (que M faz com o eixo z positivo) sobre a regi˜ao. Se o φ varia de φ = φmin at´e φ = φmax, estes s˜ao os limites de integra¸c˜ao de φ. E a integral fica

" " "

E

g(ρ, θ, φ) dV =

" (^) φmax

φmin

" (^) β

α

" (^) u 2 (θ,φ)

u 1 (θ,φ)

g(ρ, θ, φ) ρ 2 senφ dρ dθ dφ

Exemplo: Utilize coordenadas esf´ericas para determinar o volume do s´olido que fica

acima do cone z =

x^2 + y^2 e abaixo da esfera x 2

  • y 2
  • z 2 = z

Usando o mesmo procedimento realizado anteriormente para converter de cartesiana

para esf´erica, podemos ver que

x 2

  • y 2
  • (z − 1 / 2 ) 2 = 1 / 4 ⇒ x 2
  • y 2
  • z 2 = z ⇒ ρ 2 = ρ cos φ ⇒ ρ = cos φ

corresponde a uma esfera de raio r = 1 / 2 deslocada de uma meia unidade em z e que o

cone z =

x^2 + y^2 pode ser escrito em coordenadas esf´ericas como φ = π/ 4.

Portanto, observando a figura 16 , a regi˜ao de integra¸c˜ao fica

varia de 0 a cos enquanto são constantes.

varia de 0 a enquanto é constante.

varia de 0 a 2.

Figure 16 : Figura retirada de [ 1 ].

E = {(ρ, θ, φ)| 0 ≤ ρ ≤ cos φ, 0 ≤ θ ≤ 2 π, 0 ≤ φ ≤ π/ 4 }.

Como ρ ´e uma fun¸c˜ao de φ, primeiro integramos em ρ e ca´ımos numa fun¸c˜ao de φ,

como o elemento de volume envolve o senφ, integramos em φ depois. A integra¸c˜ao

em θ ´e independente porque as outras coordenadas n˜ao dependem de θ e os limites de

integra¸c˜ao em θ s˜ao constantes, tal que

V (E) =

E

dV =

" (^2) π

0

" (^) π/ 4

0

" (^) cos φ

0

ρ 2 senφ dρ dφ dθ

" (^2) π

0

" (^) π/ 4

0

ρ^3

3

&cos φ

0

senφ dφ

2 π

3

" (^) π/ 4

0

cos 3 φ senφ dφ =

2 π

3

− cos^4 φ

4

&π/ 4

0

π

8

Exemplo: Reescreva a integral abaixo em coordenadas esf´ericas e calcule

− 2

" √ 4 −x 2

√ 4 −x^2

4 −x^2 −y^4

0

z^2

x^2 + y^2 + z^2 dz dy dx

Neste tipo de problema ´e u´til (quando poss´ıvel) desenhar a regi˜ao de integra¸c˜ao.

Neste caso, os limites de z est˜ao delimitado abaixo pelo plano xy (onde z = 0 ) e acima

pela parte superior da esfera z =

4 − x^2 − y^4. Dos limites de integra¸c˜ao de x e y

podemos ver que a proje¸c˜ao no plano xy ´e um c´ırculo completo centrado na origem de

raio r = 2.

Ent˜ao a integral em coordenadas esf´ericas fica

" (^2)

− 2

" √ 4 −x 2

√ 4 −x^2

4 −x^2 −y^4

0

z 2

x^2 + y^2 + z^2 dz dy dx =

" (^) π/ 2

0

" (^2) π

0

0

(ρ cos φ) 2 ρ ρ 2 senφ dρ dθ dφ

" (^) π/ 2

0

cos 2 φ senφ dφ

" (^2) π

0

0

ρ 5 dρ

cos^3 φ

3

)π/ 2

0

θ

) 2 π

0

ρ^6

6

0

· ( 2 π) ·

π