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Correntes Pedagógicas Professor, Resumos de Pedagogia

Pedagogia secretaria do estado da bahia

Tipologia: Resumos

2019

Compartilhado em 14/09/2019

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esdras-pereira-6 🇧🇷

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Aula 04
Conhecimentos Gerais I p/ SEE-BA (Todas as Especialidades de Professor)
Professor: Greisi Goulart
01643415522 - Esdras Pereira
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Aula 04

Conhecimentos Gerais I p/ SEE-BA (Todas as Especialidades de Professor)

Professor: Greisi Goulart

Todas as especialidades de professor Prof.ª Greisi Goulart Aula 04

APRESENTAÇÃO DO TEMA

Seja bem-vindo (a) à Aula 04 do Curso de Conhecimentos Pedagógicos para SEE-BA , especialmente dedicado às diversas especialidades do cargo de Professor Padrão P – Grau IA.

Não deixe de acompanhar as novidades no canal do

aluno, por meio das nossas respostas no fórum de dúvidas e

dos nossos possíveis recados gerais com dicas

complementares, até a data da prova.

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AULA 04

As diferentes correntes do pensamento pedagógico brasileiro e as implicações na organização do sistema de ensino.

Todas as especialidades de professor Prof.ª Greisi Goulart Aula 04

IMPORTANTE: Este curso não se trata de um curso integralmente desenvolvido em videoaulas, pelo contrário, as videoaulas que poderão vir a ser disponibilizadas servem como complemento às aulas escritas.

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Observação importante II: este curso é protegido por

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que altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos

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honestamente através do site Estratégia Concursos.

Observação importante: Além das aulas em PDF,

estaremos disponível para retirar dúvidas dos alunos

matriculados, por meio do fórum virtual, e, sempre que

entender necessário, disponibilizaremos materiais extras

aos matriculados, visando contribuir neste processo de

preparação para a prova.

Todas as especialidades de professor Prof.ª Greisi Goulart Aula 04

As diferentes correntes do

pensamento pedagógico brasileiro

e as implicações na organização do

sistema de ensino.

Nesta aula vamos estudar as correntes pedagógicas brasileiras, também chamadas de tendências pedagógicas brasileiras, e suas implicações na organização de nosso sistema de ensino. Vamos começar pelos pensamentos para depois fazermos uma correlação com fatos históricos e seus reflexos para nossa situação atual, ok?!

As diferentes correntes do pensamento

pedagógico brasileiro

As correntes de pesamento pedagógico, ou as tendências pedagógicas como chamam alguns autores, podem ser classificadas em dois grupos: as de cunho liberal – Pedagogia tradicional, pedagogia renovada (progressivista e não-diretiva) e tecnicismo – e as de cunho progressista – pedagogia libertadora, libertária e crítico-social dos conteúdos. Naturalmente, como nos ensina Libâneo (2013), existem outras correntes vinculadas a uma ou a outra dessas tendências. Mas, como essas são as mais conhecidas e as mais cobradas em prova, vamos nos focar nessas sete tendências.

Importante!

Por meio do conhecimento dessas tendências pedagógicas e de seus pressupostos básicos, o professor passa a ter condições de avaliar os fundamentos teóricos que utiliza em sua prática diária, bem como capaz de tornar a ação educativa cada vez mais consciente sobre que sociedade se deseja construir.

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De acordo com Libâneo (2013, p. 68) :

“A Didática tradicional tem resistido ao tempo, continua prevalecendo na prática escolar. É comum nas nossas escolas atribuir-se ao ensino a tarefa de mera transmissão de conhecimentos (...) expor externamente a disciplina e usar castigos. Trata-se de uma prática escolar que empobrece até as boas intenções da Pedagogia Tradicional que pretendia, com seus métodos, a transmissão da cultura geral, isto é, das grandes descobertas da humanidade, e a formação do raciocínio, o treino da mente e da vontade.”

2. CORRENTE LIBERAL RENOVADA PROGRESSIVISTA

A corrente de pensamento liberal renovada, ou pragmatista, acentua o sentido da cultura como desenvolvimento das aptidões individuais.

A escola continua a preparar o aluno para assumir seu papel na sociedade, porém já há uma preocupação com a auto-realização do aluno. A tendência liberal renovada progressivista é focada no aluno e acredita no “aprender a aprender” ou “aprender fazendo”. Valoriza as tentativas experimentais, a pesquisa, o estudo do meio natural e social, etc., levando em conta os interesses o aluno.

Assim, aprender passa a ser uma atividade de descoberta, sendo o ambiente apenas um meio estimulador para a autoaprendizagem. O aluno constrói seu conhecimento, de acordo com a fase de seu desenvolvimento: o aluno retém aquilo que incorpora em suas atividades e o que é incorporado passa a compor a estrutura cognitiva, sendo utilizado em novas situações de aprendizagem. De acordo com Piaget, trata-se da tomada de consciência.

Nesse sentido, a proposta metodológica dessa escola tem como característica os experimentos e as pesquisas. O professor assume o papel de elaborar situações desafiadoras da aprendizagem, deixando de ser um simples expositor. Respeita e busca atender as necessidades de seus alunos, sendo a aprendizagem construída com o uso de planejamentos e testes.

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3. CORRENTE LIBERAL RENOVADA NÃO-DIRETIVA

Na corrente liberal renovada não-diretiva acentua-se o papel da escola na formação de atitudes. Há grande preocupação com o desenvolvimento da personalidade, com o autoconhecimento e com a realização pessoal. Assim há mais ênfase nos aspectos psicológicos do que nos pedagógicos ou sociais. O esforço deve buscar uma mudança dentro do indivíduo, promovendo uma adequação pessoal às solicitações do ambiente.

Aprender é modificar suas próprias percepções. Apenas se aprende o que estiver significativamente relacionado com essas percepções. Por isso, os conteúdos escolares passam a ter significação pessoal, indo ao encontro dos interesses e motivação do aluno. A retenção acontece pela relevância do aprendido em relação ao “eu”. Dessa forma, a avaliação escolar passa a não fazer sentido, tornando-se mais adequada a auto- avaliação. O ensino é, portanto, centrado no aluno, sendo o professor um facilitador.

Nos métodos são incluídas atividades que visem facilitar a aprendizagem tais como, exercícios de sensibilidade, expressão e comunicação interpessoal, trabalhos em grupos. Aprender torna-se um ato interno e intransferível. Já o relacionamento entre o professor e ao aluno é marcado pela afetividade.

Segundo Libâneo (2013, p. 69):

“Por falta de conhecimento aprofundado das bases teóricas da pedagogia ativa, falta de condições materiais, pelas exigências do cumprimento dos programas oficiais, o que fica são os métodos e técnicas. Assim, é muito comum os professores utilizarem procedimentos e técnicas como trabalho de grupo, estudo dirigido, estudo do meio, etc., sem levar o aluno a pensar, a raciocinar cientificamente, a desenvolver sua capacidade de reflexão e a independência de pensamento.”

4. CORRENTE LIBERAL TECNICISTA

A escola liberal tecnicista valoriza a profissionalização, modelando o indivíduo para integrá-lo ao modelo social vigente, tecnicista. Atua no aperfeiçoamento do sistema capitalista, articulando-se com o sistema

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uma nova teoria do conhecimento e se os oprimidos não podem adquirir uma nova estrutura do conhecimento que lhes possibilite reelaborar e reordenar seus próprios conhecimentos e apropriar-se de outros. Dessa forma, o papel da educação é conscientizar para transformar a realidade, sendo os conteúdos, retirados da pratica social e cotidiana dos educandos, vistos como uma invasão cultural.

No contexto da luta de classes, Paulo Freire afirma que o saber mais importante para o oprimido é a descoberta da sua situação de oprimido, a condição para se libertar da exploração política e econômica, através da elaboração da consciência crítica passo a passo com sua organização de classe. Assim, conforme Gadotti (apud SILVA) a escola libertadora vai além dos limites da pedagogia, abrangendo também as áreas da economia, da política e das ciências sociais.

Como pressuposto de aprendizagem, a força motivadora deve partir da codificação de uma situação-problema. Esta será analisada criticamente e pelo exercício da abstração se buscará identificar, por meio de representações da realidade concreta, a razão de ser dos fatos. Assim, como afirma Libâneo (apud SILVA), aprender é um ato de conhecimento da realidade concreta, ou seja, da situação vivida pelo aluno, e só tem sentido se resulta de uma aproximação crítica dessa realidade. Portanto o conhecimento que o aluno transfere representa uma resposta à situação de opressão a que se chega pelo processo de compreensão, reflexão e crítica.

Entre os métodos utilizados, destaca-se a problematizarão da experiência social em grupos de discussão. A relação do professor com o aluno é vista como em um mesmo nível, ou seja, trata-se de uma relação horizontal, na qual ambos passam a fazer parte do ato de educar.

2. CORRENTE PROGRESSISTA LIBERTÁRIA

A corrente libertária entende que somente o vivido pelo educando é incorporado e utilizado em situações novas, por isso o saber sistematizado só terá relevância se for possível utilizá-lo na prática. Dá- se grande importância à aprendizagem informal, via grupo. Toda forma de repressão deve ser evitada, pois a aprendizagem visa favorecer o desenvolvimento de pessoas mais livres.

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Dessa forma, na escola progressista libertária predominam as práticas democráticas, pois a tendência acredita que a consciência política resulta em conquistas sócias. Os conteúdos enfatizam as lutas sociais e são estudados por meio de metodologia relacionada com a vivência grupal. O professor é visto como um orientador do grupo, não devendo a impor suas ideias e convicções.

As tendências progressistas libertadora e libertária defendem a autogestão pedagógica e o antiautoritarismo.

3. CORRENTE PROGRESSISTA CRÍTICO-SOCIAL DOS CONTEÚDOS

Na escola progressista crítico-social dos conteúdos, diferentemente da libertadora e libertária, predominam os conteúdos no seu confronto com as realidades sociais. Assim, a escola deve preparar o aluno para a vida adulta e suas contradições, fornecendo-lhe um instrumental, por meio da aquisição de conteúdos e da socialização, para que ele possa participar de forma organizada e ativa na democratização da sociedade.

Assim, a escola deve garantir a apropriação crítica do conhecimento cientifico e universal à classe trabalhadora, desempenhando um papel de luta importante.

Para a tendência progressista crítico-social dos conteúdos a aprendizagem parte do que o aluno já sabe, segundo o princípio da aprendizagem significativa. A transferência da aprendizagem só se efetiva quando ocorre a síntese, ou seja, quando o educando supera sua visão parcial e confusa e passa a ter uma visão mais clara e unificadora.

A escola crítico-social dos conteúdos utiliza o método dialético, que é entendido como o responsável pelo confronto entre as experiências pessoais e o conteúdo transmitido na escola. Na relação entre professor e aluno, o aluno entra com suas experiências e o professor com sua visão da realidade.

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CORRENTES DO PENSAMENTO PEDAGÓGICO LIBERAL

Características Pedagogia Tradicional

Pedagogia Liberal Renovada Progressivista

Pedagogia Liberal Renovada Não- diretiva

Pedagogia Tecnicista

Ênfase Conhecimento; Desenvolvimento intelectual

Aprender a aprender, ou aprender fazendo

Formação de atitudes

Eficiência; e Produtividade

Período em que se manifesta, no qual as ideias são mais fortes, mais evidentes

Desde 1549 até início do século XX

Início do século XX

Início do século XX

Década de 1960

Centro Professor Aluno Aluno Método Professor Autoritário; Dono do conhecimento

Auxiliar Facilitador Administrador

Aluno Passivo; Receptor

Ativo Realizado Produtivo

Método Aula expositiva; Exercícios repetitivos; e ações mecanizadas com foco na memorização

Pesquisas; Projetos; Experiências; Trabalhos em grupo

Relacionamentos Autoaprendizagem Aprendizagem significativa

Instrução programada; Microensino; Uso de tecnologias

Destaques Jesuítas; Herbart

Piaget; Dewey; Anísio Teixeira

Carl Rogers Skinner; Bloom

Estratégia Concursos

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CORRENTES DO PENSAMENTO PEDAGÓGICO PROGRESSISTA

Características Libertadora Libertária Crítico-social dos Conteúdos Ênfase Conscientização e transformação

Participação crítica Conteúdo indissociável da realidade Período em que se manifesta, no qual as ideias são mais fortes, mais evidentes

Décadas de 1970 Década de 1980

Centro Autogestão pedagógica Conteúdo e sociedade Professor Animador Orientador Mediador Aluno Crítico e participativo Transformador Método Temas geradores; Diálogo; Grupos de discussão

Vivência grupal: reuniões, eleições, etc.

Análise crítica; Teoria e prática; Experiência e saber Destaques Paulo Freire Freinet; Miguel Arroio

Snyders; Dermival Saviani Estratégia Concursos

Agora, iremos dar uma passada por toda a história do pensamento pedagógico brasileiro, citando alguns resultados práticos (criação de escolas, leis, etc.). Trabalharemos no formato de linha do tempo, dando destaque a alguns temas. Acreditamos que esse formato esquemático é um dos mais interessantes para quem está se preparando para uma prova de concurso, pois facilita a assimilação dos acontecimentos com os períodos históricos e respectivas correntes predominantes no período, as quais acabamos de ver. Faremos uma correlação com os estudos de Saviani, que se destaca, entre vários autores, pelo estudo do pensamento pedagógico de forma crítica, relacionado-o a acontecimentos históricos e às contribuições para nossa realidade atual. Eventualmente, será útil você retornar ás nossas tabelas das tendências para relacionar os acontecimentos históricos com as ideias que estavam se manifestando naquele momento.

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Os jesuítas

Os jesuítas são membros da Companhia de Jesus , que foi fundada em 1543, em Paris, na França, sendo liderada por Inácio de Loyola. Acreditavam que poderiam propagar a fé católica, por meio da educação.

No Brasil colonial, logo que chegaram, fundaram igrejas perto das aldeias e, paralelamente à catequização dos índios, desenvolveram, principalmente para os filhos dos portugueses e para os futuros membros da própria Companhia, a educação formal , escolar.

Todavia, não demorou muito para que os jesuítas começassem a falar a língua dos nativos (índios). Para facilitar a catequização e na intenção de proteger os índios dos maus exemplos e da exploração do homem branco, desenvolveram o sistema de aldeamento , também conhecido por missões ou reduções jesuíticas. Percebendo que os adultos tinham mais dificuldades no aprendizado e no aculturamento, decidiram por priorizar a educação das crianças índias (os curumins).

As aulas das primeiras escolas, muitas vezes, eram realizadas em cabanas improvisadas, ou mesmo ao ar livre. Cabe destacar que os jesuítas se utilizaram de vários recursos didáticos para facilitar o aprendizado, como o canto e o teatro.

Para Saviani (2007), podemos falar em pensamento pedagógico no Brasil desde a chegada dos jesuítas, pois, ao fundarem escolas e colégios, colocaram em prática determinadas ideias educacionais configurando, de certa forma, um tipo de pensamento pedagógico.

1553 Chega no Brasil colônia, vindo na expedição do segundo Governador Geral da Colônia, Duarte da Costa, um dos mais conhecidos jesuítas, Padre José de Anchieta.

1554 Fundação, no sertão de Piratininga, de um colégio pelos jesuítas. Diversos outros colégios foram fundados pelos jesuítas, no geral, tratavam-se de escola que ensinavam a ler, escrever e contar. Os mais lembrados: Rio de Janeiro (1568), Olinda (1576),

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Ilhéus (1604), Recife (1655), São Luís, Paraíba, Santos, Belém, Alcântara (1716), Vigia (1731), Paranaguá (1738) e Desterro (1750).

1555 Em 1555, o Padre José de Anchieta esboça uma gramática em tupi, que será publicada em 1595, em Coimbra, Portugal, sob o título de “Arte da gramática da língua mais usada na costa do Brasil”.

1556 Fundação do Colégio da Bahia, com o curso de humanidades e o noviciado. Diz-se que existiram várias investidas, religiosas e até civis, visando tornar o Colégio uma universidade.

Padre José de Anchieta e a Ordem Jesuítica

Cabe destacar que o Padre José de Anchieta foi autor de diversas gramáticas, além de catecismos e outras obras voltadas para a catequização dos indígenas em tupi-guarani. Além de outras atividades que desenvolveu, Anchieta foi mestre-escola do Colégio de Piratininga, bem como Reitor do Colégio Espírito Santo.

Com relação aos colégios da Ordem, deve-se frisar que o ensino era gratuito , visto que os colégios possuíam rendas estáveis vindas de impostos sobre alguns gêneros alimentícios.

1599 Ficou pronto o documento “Ratio Atque Institutio Studiorum Societatis Jesu”, ou apenas “ Ratio Studiorum ”, Plano de Estudos da Companhia de Jesus. Esse documento regulamentava todas as escolas e colégios administrados pelos jesuítas.

O Plano de Estudos da Companhia de Jesus

Inácio de Loyola, o fundador da Companhia, foi quem começou a escrever o Plano de Estudos da Companhia de Jesus. O documento

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Carta Escrita pelo Grande D. Luis da Cunha ao Senhor Rei D. José I ”, documento que enfatiza “o mal” da propagação do latim por meio das escolas. Opiniões como esta, irão incentivar mais a frente, na Reforma Pombalina, a retirada do latim das escolas.

1750 D. José I assumiu o trono português e nomeou como Ministro Sebastião José de Carvalho e Melo, futuro Marquês de Pombal (1699-1782).

O Iluminismo e o as reformas do Marquês de Pombal para a educação

Na Europa, em especial, na França, em meados do século XVIII, começou uma difusão de ideias que visavam combater o Regime Absolutista. Os princípios básicos dos iluministas era a igualdade jurídica , o racionalismo e a crença no progresso. Este grupo acreditava que a sociedade deveria ser transformada e que a educação seria um dos melhores instrumentos para promover essa transformação.

Assim, os iluministas começaram a lutar por várias reformas em todo o continente Europeu, incluindo Portugal. Os iluministas portugueses queriam mudanças para o País e para todas as suas colônias.

Na mesma época difundia-se o Liberalismo , que é uma doutrina político-econômica e sistema doutrinário que teve início no século XVII, por meio dos trabalhos do filósofo inglês John Locke (que já era considerado um iluminista) sobre política. Adam Smith, filósofo e economista escocês, fortaleceu o liberalismo econômico no século XVIII.

O Liberalismo pode ser entendido como um conjunto de princípios e teorias políticas, que tem como principal característica a defesa da liberdade política e econômica.

Assim, tem-se que os princípios básicos do Liberalismo são liberais são: o livre mercado (liberdade econômica), a defesa da propriedade

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privada, a mínima participação do Estado nos assuntos econômicos do país (combate ao absolutismo); e a igualdade perante a lei (estado de direito).

Com base nos princípios que vinham sendo propagados, em especial naqueles difundidos pelos iluministas, o Marquês de Pombal decidiu promover mudanças em Portugal e nas suas colônias. Todavia, enquanto nos outros países as mudanças vinham sendo realizadas diminuindo poderes dos Monarcas, Pombal quis implementar suas mudanças mantendo o poder com a Monarquia, os quais continuariam no topo da hierarquia social.

Justamente por isso, o Marquês de Pombal passou a ser reconhecido como um expoente do “despotismo esclarecido”, afinal, embora tenha desenvolvido várias reformas na administração, estas eram vistas como extremamente autoritárias.

As reformas de Pombal para a educação visavam formar o nobre negociante, simplificando e abreviando os estudos, para que um maior número fosse logo encaminhado a cursos superiores. Havia um incentivo para que os brasileiros fossem completar seus estudos na Universidade de Coimbra.

Uma das diretrizes da Reforma Pombalina era privilegiar o ensino das Primeiras Letras em detrimento do latim. Seus métodos eram baseados no “Verdadeiro Método de Estudar” (1746), de Luiz Antonio Verney, e na obra da Congregação do Oratório intitulada o “Novo Método de Gramática Latina” (1752).

No Alvará de 28 de junho de 1759 constava, em anexo, as “Instruções para os Professores de Gramática Latina”, que valorizavam a língua portuguesa e o conhecimento da sua gramática, sendo base para o aprendizado futuro de outras línguas.

A meta da difusão do ensino era civilizar costumes e tornar mais ativa e produtiva a sociedade. Além disso, visava garantir a legitimidade da monarquia, por meio da difusão do temor a Deus e da obediência ao Rei. Dessa forma, percebe-se que as Reformas de Pombal não pretendiam abolir a “pedagogia cristã”, já que esta asseverava a importância das regras de civilidade, por meio do temor a Deus e da obediência ao Rei.

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