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curso de chaveiro 1, Notas de estudo de Biotecnologia

curso de chaveiro 1

Tipologia: Notas de estudo

2016
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Compartilhado em 18/05/2016

luiz-amaral-11
luiz-amaral-11 🇧🇷

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o nn Ma O INTRODUÇÃO O chaveiro é um profissional que atua na prestação de serviços de reparação e manutenção de fe- chaduras, na confecção de cópias de chaves manualmente e em má- quinas copiadoras, executa mudan- ça de segredos na desmontagem e “montagem de cilindros, para confec- ção de chaves pelo segredo, reposi- ção de fechaduras e cilindros, recu- peração de cilindros engripados e aberturas em geral. Esta prestação de serviços se aplica a todos os tipos de fechadu- ras, seja do sistema Gorge, ou Yale, de pinos ou guilhotinas, Tetras, Pan- tográficas ou multiponto, comerciais, residências e de autos. CONTEÚDO DO CURSO Neste curso de chaveiro, mi- nistrado a distância, estabelecemos um desenvolvimento gradual e me- tódico das operações do dia-a-dia do profissional, através de tarefas básicas, executadas pelo nosso exclusivo método de ensino “Passo a Passo”, que permite ao aluno adquirir as habilidades específicas e necessárias ao desempenho da profissão. Conhecimentos tecnológicos, essenciais são dados paralelamente às tarefas práticas, em lições didati- camente adequadas ao Ensino a Distância, em linguagem simples, propiciando ao aluno um aprendiza- do seguro e sem maiores proble- mas, de todos os itens a seguir rela- cionados. FECHADURAS DO SISTEMA GORGE (Figura 1) — Componentes — De Gorges simples e mútti- plas — Princípio de funcionamento — Tipos de chaves — Cópia de chaves para Gor- ge simples — Cópia de chaves para Gor- ges múltiplas pelo sistema de impressão — Mudança de segredo — Aberturas, tipos de ferra- mentas e como utilizá-las. — Unificação de segredo — Mudança de segredo — Princípio de mestragem — Aberturas, tipos de ferra- mentas e sua utilização. Figura 1 — Fechadura Gorge. FECHADURAS DO SISTEMA YALE (Figura 2) — Componentes da fechadura — Princípio de funcionamento — Componentes do cilindro — Princípio de funcionamento — Desmontagem e montagem de cilindros — Coniecção de cópia de cha- ve à mão — Confecção de cópia de cha- ve na máquina — Confecção de chave pelo se- gredo Figura 2 — Fechadura Yale. CADEADOS COMUNS E COM DISCOS DE SEGREDOS (Figura 3) — Cadeado comum — Componentes — Princípio de funcionamen- to de trava simples e dupla — Mudança de segredo — Confecção de chave pelo se- gredo — Unificação do segredo — Abertura, ferramentas e suas aplicações — Cadeados com discos de segredo, componentes e prin- cípio de funcionamento — Segredo numérico — Mudança de segredo — Como descobrir o segredo, e como abrir cadeados cujo segredo foi perdido. CURSO DE CHAVEIRO — AULA 1 INSTITUTO UNIVERSAL BRASILEIRO q Figura 8 — Fechadura com cilindro mutiponto. FECHADURAS DE AUTOMÓVEIS (Figura 9) — Características do segredo de guilhotina, simples e du- plo. — Unificação de segredo — Mudança de segredo — Tipos de cilindros das ma- canetas — Desmontagem e montagem — Cilindros de ignição, como retirar, desmontar e montar — Confecção de chave pelo se- gredo: — Abertura por meio de ferra- mentas que atuam no interior da porta diretamente no me- canismo das travas — Aberiura por ferramenias normais de cilindros tipo Yale. Figura 9 — Fechaduras de automóveis. CHAVES CODIFICADAS PARA AUTOMÓVEIS (Figura 10) — Princípio de funcionamento do sistema — Equipamentos para codifi- cação de chaves de carros nacionais e importados — Equipamento para clona- gem de chaves com trans- ponder — Princípio — Segredo mecânico — Segredo eletrônico — Mudança do segredo mecã- nico — Cópias de chaves — Abertura, possibilidades e ferramentas usadas. - Figura 10 — Aparelho para codificar. COFRES (Figura 11) — Mecanismo de travamento — Princípio de funcionamento — Conjunto do segredo, com- ponentes e princípio de fun- cionamento — Como mudar o segredo dos discos — Tipos de fechaduras — Confecção de chaves para as fechaduras — Mudança de segredo — Aberturas, técnicas de aber- turas e ferramentas utilizadas no conjunto do segredo e nas fechaduras. Figura 11 — Cofre. Iniciamos o curso profissiona- lizante de chaveiro, relacionando as ferramentas de uso geral e específi- cas, necessárias para a montagem da oficina, bem como o seu respec- tivo uso nas tarefas características da profissão de chaveiro. FERRAMENTAS DE USO GERAL * Chave de fenda * Chave Phillips * Chave de boca * Chave Allen + Alicate Universal * Alicate de bico * Martelos * Punção * Saca-pino * Arco de serra * Talhadeira e Bedame * Limas * Formão *Grosa * Furadeira - Brocas * Pinça * Saca volante * Esmeril * Paquímetro *Morsa * Bancada * Machos e cossinetes .FERRAMENTAS ESPECÍFICAS * Saca trava * Ferramenta tetra ou Disposi- tivo Tetra «Dispositivo Yale CURSO DE CHAVEIRO - AULA 1 4 INSTITUTO UNIVERSAL BRASILEIRO * Berço para cilindro Yale * Ferramentas de abertura * Copiadoras USO DAS FERRAMENTAS CHAVE DE FENDA SIMPLES E CRUZADA (PHILLIPS) Ferramenta manual que se destina ao aperto e desaperto de parafusos com fenda simples ou cruzada (Phillips). (Figura 12). fenda cruzada fenda simples Figura 12— Parafusos. São vários os tipos de chaves de fenda, no entanto, pará o chavei- ro, bastam uma pequena, uma mé- dia e uma grande. (Figura 13). Figura 13 — Chaves de Fenda. Não use a chave de fenda co- mo talhadeira e nem para provocar descargas elétricas, pois isto, causa estragos em sua ponta. A chave Phillips ou de fenda cruzada mais utilizada na oficina do chaveiro é a média. Veja na figura 14, a maneira correta é incorreta de utilizar a cha- ve de fenda. A ponta da chave de fenda tem o mes- mo tamanho da fenda do parafuso. A ponta da chave de fenda é menor que a fenda do parafuso. Figura 14 — Como usar a chave de fenda. CHAVE DE BOCA OU FIXA São ferramentas utilizadas pa- ra aperto e desaperio de porcas ou cabeças de parafusos de perfil sex- tavado ou quadrado. (Figura 15). o Figura 15 — Porca e parafuso sextavados, São formadas por duas bocas nas extremidades com medidas di- ferentes. Elas trazem gravadas pró- ximas a essas bocas as suas medi- das, isto é, para qual medida de ca- beça ou porca ela serve. Existem à venda dois sistemas de medidas em polegadas e milímetros. (Figura 16). Figura 16 — Chave de boca fixa. Claro deve ficar que para a oficina de chaveiro não há necessi- dade de grandes variações de me- didas. É suficiente um jogo pequeno (6 peças) de medidas médias. O modo correto de usar a chave fixa é mostrado na figura 17. Figura 17 = Como usar a chave de boca (fixa). CHAVE ALLEN (Hexagonal) Esta ferramenta manual é destinada ao aperto e desaperto de parafusos de' cabeça cilíndrica com sextavado interno e parafusos sem cabeça com sextavado interno. (Fi- gura 18). Figura 18 - Chave Allen. CURSO DE CHAVEIRO — AULA 1 5 INSTITUTO UNIVERSAL BRASILEIRO TALHADEIRA Ferramenta manual utilizada no desbaste e corte de materiais metálicos de superfície larga. Talhadeira Bedame destina- se a abertura de canaletas e rasgos. Para o chaveiro a talhadeira não de- ve ser grande, sendo mais usada para a remoção da cabeça de rebi- tes, de fechaduras rebitadas em portas e de fixação da tampa da cai- xa da fechadura. (Figura 25). Figura 25 — Talhadeira. Não se aconselha amolar o corte da talhadeira. Ao usar a talhadeira, habitue- se a manter os olhos voltados para o material a ser cortado e não para à cabeça da ferramenta. ARCO DE SERRA “ Esta ferramenta manual rece- be uma;lânitina de; serra para opera: * ções de corte. Para serrar movimen- te a ferramenta de forma a usar todo o comprimento da lâmina e mante- nha um ritmo cónstante. (Figura 26). Figura 26 — Arco de serra. suas aplicaç: Existem serras com número de dentes adequadas ao tipo de material. Para o chaveiro, recomen- da-se serra de 18 dentes por pole- gada, que é indicada para serviços gerais, Pelo chaveiro é pouca usa- da, a não ser para corte de materi- ais para confecção de pequenas pe- ças de reposição em fechaduras e pequenas ferramentas. LIMAS (3) A lima é a principal ferramen- ta pará d chaveiro, pois várias são s: para fazer uma chave de cilindro que não possue chave, na mudança de segredo, na limpeza de rebarbas deixadas pela fresa da copiadora, etc. A lima é uma ferramenta ma- nual de desbaste do material de uma peça, bem como para o seu acabamento final. O comprimento da lima é me- dido do ombro da lima até sua ponta. O tipo de material e o tama- nho da área a ser trabalhada é que determina o comprimento da lima. (Figura 27). Figura 27 — Lima. O perfil da lima é determinado pela área a ser limada. (Figura 28). 1) Redonda: para ajustar for- mas redondas ou côncavas. 2) Quadrada: para ajustar fu- ros retangulares e cantos. 3) Triangular: para ângulos internos agudos, como por exemplo, afiação de dentes de serras, serro- tes, etc. 4) Chata: para uso geral em superfícies planas e convexas. 5) Meia-cana: tem dupla fina- lidade: lado chato para superfícies planas ou convexas e lado curvo para superfícies redondas ou cônca- vas. > Redondo Quadrado Triangular Meia-cana Faca Chato Figura 28 — Perfil da lima. Quanto ao tipo de corte e de dente é o trabalho a ser executado de desbaste ou acabamento que o determina. (Figura 29). Bastarda Murça Figura 29 — Limas quanto à rugosidade dos dentes. Classifica-se o picado das li- mas de acordo com as característi- cas dos dentes em: simples, duplo e grosa. (Figura 30). (4) Corte simples — os dentes O paralelos e diagonais: « geralmente usadas com leve pres- são para produzir superfícies com acabamento liso ou para afiar facas, “Tesouras, serras, enxadas e facões. Corte duplo — possui dois grupos de dentes diagonais. O segundo grupo é picado na CURSO DE CHAVEIRO — AULA 1 7 INSTITUTO UNIVERSAL BRASILEIRO direção diagonal oposta e sobre o primeiro grupo de dentes. As limas de corte duplo são usadas com pressão maior do que as de corte simples, com a finalida- de de desbastar o material. Grosa — possui uma série de dentes individuais formando um cor- te agressivo sendo usado principal- mente em madeiras, cascos de ani- mais, alumínio e chumbo. simples duplo Figura 30 — Tipos de lima. Para atingir o resultado dese- jado no trabalho, a lima deve ser u- sada corretamente. Para cada tipo de serviço existe um modelo de li- ma, assim como a forma de mane- já-la. Basicamente são três as for- mas de trabalhar com a lima. (Figu- ra 31). Figura 31 — Como se usar uma lima. Limagem reta - movimento de vaivém, longitudinal. A lima é empurrada sobre a peça diretamente para frente ou li- geiramente na diagonal. Translimagem - com as mãos segurando as extremidades da lima empurre-a e puxe-a sobre a peça. Limagem em torno - a lima é movimentada contra a peça que gira em um torno. Esta forma de lIi- magem não tem aplicação no dia-a- dia do chaveiro. O modo de segurar a lima va- ria em função da condição em que se encontra posicionada a peça. No caso de limar superfícies de peças fixadas na morsa, segura- se a lima com as duas mãos. O cabo deve ficar acomodado na palma da mão, mais próximo da base do dedo mínimo. O polegar deve segurar o ca- bo em posição paralela ao compri- mento desta. Na contramão, a ponia da li- ma deve ficar presa entre o polegar e os dedos indicador e médio. Se o movimento não exigir muita pressão, o polegar da mão que segura a ponta pode ficar num ângulo reto em relação ao compri- mento da lima. (Figura 32). Figura 32 — Limagem / translimagem. Quando apenas uma das mãos segura a lima, o que é feito para limar peças que não estão pre- sas a um torno ou a uma morsa, ge- ralmente o indicador é colocado so- bre o cabo em linha com a lima. (Fi- gura 33). Figura 33 — Amolar uma faca. Para uma limagem plana, os movimentos devem ser para frente, numa linha praticamente reta. O cur- so deve ser modificado apenas para evitar sulcos na peça. Deve-se evitar o movimento de vaivém, pois este produzirá su- perfícies arredondadas. O movimento para trás deve ser leve (sem pressão) para não prejudicar a estrutura dos dentes da lima. Veja na figura 34 a movimen- tação correta das limas. Figura 34 — Movimentos corretos. As limas devem ser limpas após o seu uso com escova de aço. Faça essa limpeza de forma que os fios da escova acompanhem a direção dos dentes. (Figura 35). Outros cuidados com as limas de- vem ser observados. Não deixe li- CURSO DE CHAVEIRO — AULA 1 8 INSTITUTO UNIVERSAL BRASILEIRO guia da mandípula] mandíbula móvel mandíbula fixa parafuso (3 orelha de fixação da morsa igura 40 — Morsa de furadeira. (O O chaveiro utiliza a furadeira para abrir os canais dos cilindros, onde 56 encontram os componen- tes (pinos segredo, contra pinos e molinhas) que formam o segredo. (Figura 41). Outra utilidade é para fazer abertura de portas, quando isto não for possível com as ferramentas adequadas para isso. Figura 41 — A furadeira é utilizada para abrir os canais do cilindro. ESCAREADOR O escareador é pouco usado pelo chaveiro, porém, às vezes se faz necessário na montagem de ele- mentos rebitados que foram removi- dos de fechaduras ou cilindros. O tipo .de escareador mais co- mum são rebaixos cilíndricos e cô- nicos para parafusos ou rebites. fFi- gura 42). CILÍNDRICO CÔNICO Figura 42 — Tipos de escareador. BROCAS As brocas são ferramentas destinadas a abrir furos em mate- riais maciços. São constituídas em geral de aço ao carbono, salientando-se que as que trabalham com alta rotação são constituídas de aço rápido, por oferecer maior resistência ao corte e ao calor gerado pelo atrito. Veja na figura 43, as brocas helicoidais que são as mais usadas. Os machos se prestam a abrir roscas internas (porcas) e os cos- sinetes a efetuar serviços que re- queiram roscas externas (parafusos). O macho é fabricado com um aço muito duro, de perfil redondo com rebaixos o que lhe dá um perfil de cruz. Este rebaixo é necessário para dar saída ao material afim de se abrir a rosca. É também conhecido como ângulo de corte. (Figura 44). ESPIGAHASTE coRPO PONTA] PROTEÇÃO BROGA HELICOIDAL DE HASTE CÔNICA corro PROJEÇÃO DA BROCA HELICOIDAL DE HASTE CILINDRICA BROCA HELICOIDAL DE HASTE CILINDRIÇA Figura 43 — Brocas helicoidais. MACHOS E COSSINETES São duas ferramentas manuais utilizadas para se fazer roscas. Figura 44 — Macho. A outra extremidade do ma- cho tem a forma quadrada, e é onde se aplica a força para movimentá-lo através do desandador ou como é mais conhecido "Vira-Macho". O de- sandador é formado por uma ala- vanca com dois braços. Em sua parte central tem en- caixe fixo ou regulável para prender o macho. (Figura 45). Existe um macho para cada medida de rosca que se queira fazer. CURSO DE CHAVEIRO — AULA 1 10 INSTITUTO UNIVERSAL BRASILEIRO ss DO si MAÇHO TIPO 1 MACHO TIPO 2 MACHO TIPO 3 Figura 45 — Vira-Macho. Na figura 46, vemos como se procede para fazer uma rosca inter- na utilizando o macho e o desanda- dor. Figura 46 — Passagem do macho sobre o material. s Salientamos que a cada duas - voltas deve-se voltar o macho em um quarto de volta e aplicar lubrifi- cante para continuar a rosquear, evitando com isso a possibilidade de quebrar a ferramenta. O lubrificante utilizado em ge- ral é um fluido especial para corte de materiais. Normalmente são utili- zados três tipos de machos iguais entre si, ou seja, com mesma medi- da de rosca, mas com diferenças na conexidade das pontas de penetra- ção e no perfil dos "dentes" cortan- tes do material. Vemos na figura 47 os três ti- pos de machos: o número 1 é usa- do para iniciar o trabalho; o número 2 para maior aprofundamento e o número 3 para finalizar e acabar o perfil da rosca. Figura 47 — Machos. Para se fazer roscas exter- nas, utiliza-se os cossinetes. Também existe um cossinete para cada medida de rosca. O cossinete é montado em um desandador próprio onde é fixa- do. (Figura 48). Conjunto este também conhe- cido como tarraxa. (Figura 48-A). Parafusos de fixação Figura 48-A —“Tarraxa”. Para fazer a rosca em uma haste circular, no. caso, tipo paraíu- so, prende-se a mesma na morsa e gira-se o desandador de tal modo que o cossinete, à medida que vai avançando no material, vai abrindo os sulcos da rosca. Deve-se exercer pressão uni- forme nos dois braços do desanda- dor a fim de manter o cossinete per- pendicular ao eixo que está sendo rosqueado. (Figura 49). desandador Sp Morsa | peça a ser rosqueada Figura 49 — Cossinete perpendicular ao eixo que está sendo rosqueado. Para o profissional chaveiro, este conjunto de ferramentas não tem muita utilidade. No entanto, ter um jogo torna-se necessário, pois, às vezes pode ser preciso executar uma rosca em uma lateral da caixa de fechadura, a fim de se.colocar um parafuso em substituição ao rebite que foi removido e por essa razão inutilizado, ou instalar uma fechadu- ra em uma porta de ferro ou grade, sendo necessário fazer a furação e rosca para fixação da mesma. Como o aluno pode perceber em ambos os casos foi usado o ma- cho, pois o cossinete ainda é mais difícil de ser usado. PINÇA E uma ferramenta manual pa- ra o manuseio de pequenos compo- nentes e em locais de difícil acesso. (Figura 50). Figura 50 - Pinça. CURSO DE CHAVEIRO — AULA 1 11 INSTITUTO UNIVERSAL BRASILEIRO ser feitos colocando um pequeno re- bolo já com eixo para ser colocado no mandril da furadeira. O esmeril só é necessário na oficina se o chaveiro for trabalhar com afiação de facas, tesouras, ali- cate de unha, de cutícula, etc. COMPASSO DE MEDIR É uma ferramenta utilizada na medição indireta pelo fato de não possuir graduação. Existem vários tipos destinados a fins específicos, porém todos obedecem ao mesmo princípio. O compasso pode substi- ; a tuir o paquimetro na verificação race E , transporte de medidas, isto porque é uma ferramenta de custo menor que o paquímetro, e suficiente para o chaveiro. O compasso mais usado neste caso é o de medidas externas mostrado na figura 56. Figura 56 — Compasso externo. ESCALA É o mais simples instrumento de medição. Possui normalmente gradua- ções de milímetros e polegadas pa- ra medir as dimensões das peças. (Figura 57). Para'o chaveiro entre as es- calas como o paquímetro, que estu- daremos a seguir, só interessa a es- cala de milímetros, visto que nesta área todos os componentes que fa- zem parte do dia-a-dia do chaveiro, são dimensionados em milímetros. 3 milímetro á 1 centímeiro (10 cm = 1 decímeiro) Figura 57 - Escala. Veja na figura 58 como me- dir com a escala. =9mm Figura 58 — Como medir com a escala. PAQUÍMETRO Paquímetro ou calibre como também é conhecido, consta essen- cialmente de uma haste fixa, ou es- cala fixa e de um cursor móvel, tam- bém chamado nônio. - Apresenta ainda uma vareta para medidas de profundidades e um parafuso de trava. (Figura 59). Existem paquímetros de dife- rentes nônios que vão de aproxima- ções: de 1/10 = 1 décimo de milí- metro = 0,1 mm. 1/20 = 1 vigésimo de milíme- tro = 0,05 (5 centésimos) 1/25 = vigésima quinta parte de milímetro = 0,04 (4 centésimos). e de 1/50 = 0,02 dois centési- mos de milímetro. Para nós interessa apenas nônio de 1410 (1 décimo de milime- tro), o qual descreveremos a seguir. A graduação da haste fixa ou escala é feita em milímetros. y oluou op 0Jaz ode a ojuou exi Sjseu erva osnytied epepipunyosd ep BjeJRA Figura 59 — Paquimetro. O nônio ou cursor móvel é di- vidido em 10 partes, ou seja, cada divisão corresponde a 0,1 milímetro (um décimo de milímetro). Vamos dar um exemplo de leitura do paquímetro de aproxima- ção de décimos. Veja na figura 60, que o zero do nônio ultrapassa o sexto tracinho da divisão da escala, o que corres- ponde, portanto, a 6 milímetros. Observe na escala do nônio que o tracinho de 1 a 10 coincide com uma divisão da escala. Figura 60 - Nônio. No caso o número oito do nô- nio está coincidindo com o tracinho 38, portanto, 8 é a aproximação. As- CURSO DE CHAVEIRO — AULA 1 13 INSTITUTO UNIVERSAL BRASILEIRO sim, a medida precisa é 6,8 mm, ou seja, seis milímetros e oito décimos. Outro exemplo de leitura veja na fi- gura 61. Figura 61 - Exemplo de leitura. O zero do nônio ultrapassa a décima sexta divisão da escala, por- tanto, 16 mm. A coincidência de uma divi- são do nônio com uma da escala e do 5 do nônio com 28 da escala. Lo- go a medida precisa é de 16,5 (de- zesseis milímetros e seis décimos). BANCADA É a mesa de trabalho do cha- veiro. Seu tamanho mínimo deve ser o necessário para acomodar a . máquina copiadora, uma morsa pe- quena pode ser a número 1, e ade- quada ao espaço disponível. Em ge- ral deve ser feita por encomenda. Nó entanto existem bancadas prontas usadas em várias oficinas que podem ser aproveitadas. Com a bancada, damos por encerrada a primeira parte desta li- ção onde foram descritas as ferra- mentas de uso geral que também são úteis ao profissional chaveiro. A seguir vamos relacionar e descre- ver as ferramentas específicas para o chaveiro. Não vamos entrar em detalhes quanto ao-seu uso, pois isto será feito no decorrer do curso, quando abordaremos as diferentes tarefas da atividade do chaveiro. Ressaltamos que estas ferra- mentas são fabricadas e vendidas em casas especializadas, outras se- rão necessárias e não são vendi- das, portanto devem ser feitas pelo próprio aluno sendo sua confecção ensinada no decorrer do curso. SACA TRAVA É uma ferramenta manual uti- lizada para soltar os parafusos que fixam a trava de direção dos carros. Os referidos parafusos são de cabeça cilíndrica, totalmente lisa, portanto sem fenda, nem rebaixo sextavado tipo Allen. (Figura 62). E E “ Figura 62 - Saca frava. DISPOSITIVO YALE Composto de três peças me- tálicas, de diâmetros diferentes. Em uma das extremidades tem um rebaixo como se fosse uma fenda e na outra um furo rebaixado no sentido longitudinal da peça. (Fi- gura 63). Figura 63 — Dispositivo Yale. Com essas peças, é possível desmontar cilindros independentes e bipartidos sem necessidade de broquear os tampões dos canais. BERÇO DE CILINDRO YALE Ferramenta onde se fixa o monobloco para ser desmontado sem necessidade de broquear os tampões dos canais. (Figura 64). Figura 64 — Berço de cilindro Yale. DISPOSITIVO TETRA Conjunto de ferramentas usa- das para a desmontagem de cilindro tetra, sem necessidade de remover o anel tampa dos canais. (Figura 65). Figura 65 — Dispositivo tetra. FERRAMENTAS PONTA E FORQUILHA Conjunto de várias ferramen- tas para retirada de chaves quebra- das de dentro do cilindro. A de ponta possui garras afi- das para cravar no material e a de CURSO DE CHAVEIRO — AULA 1 14 INSTITUTO UNIVERSAL BRASILEIRO Figura 69 — Gold nº30. Máquina copiadora Gold nº 5 (Figura 70) Indicada para chaves planas (yale e auto), teira e chave gorge. — Guias cementados. — Mordentes reversíveis para todos os tipos de chave. — Acompanha jogo de chaves allen para regulagem. = Equipada com 03 carrinhos, 02 para corte de segredo e 01 para canal lateral de cha- ves Gorge. . = Carrinho para cópia de cha- ves (yale e auto) com avanço semi-automático. — Opcional sem motor. — Base e carrinho em ferro fun- dido. — Corpo de máquina em alu- mínio. Dados técnicos — Motor monofásico 1/4cv.1740.R.P.M/60hz. — Dimensões: Alt.: 260 mm Prof.: 330 mm. Larg.: 390. — Peso: 30 Kg. -—Fresa:70x7x12,7mm cementada. — Serra: 063 x 1,2x 16 em Hess. — Chave conversora: 110/220w. Figura 70 — Gold nº 5. Máquina copiadora Gold nº 50 (Figura 71) Indicada para chaves planas (Yale e auto) e tetra. — Portátil, = Bi-volt à bateria. Figura 71 — Gold nº 50. Máquina pantográfica Super Gol (Figura 72) Indicada para chaves com perfis especiais — Alavanca lateral para regu- lagem de altura. — Alavanca com rolamentos especiais para movimentos laterais. Incluído: - Dispositivo Ford; — Dispositivo para chave tu- bular; — Conversor bi-volt 110/220w; — Fixador de chaves; — Alimentação à bateria. CURSO DE CHAVEIRO — AULA 1 16 INSTITUTO UNIVERSAL BRASILEIRO &) Figura 72 - Pantográfica Super Gol. COPIADORA Nas páginas anteriores mos- tramos alguns modelos de máqui- nas copiadoras. Escolhêmos uma delas, no caso a número 1 Gold para descrever os componentes bá- sicos de uma copiadora, seu funcio- namento e como operar a máquina para fazer cópias. A escolha se justifica, por se tratar de uma máquina simples, ro- busta e de baixo custo, portanto de maior procura. (Figura 73). DETALHE DO CARRINHO O carrinho é composto por corpo, mordentes e régua limitadora. A régua limitadora está loca- lizada abaixo dos mordentes e sua função é limitar o acerto das chaves pelobloque. (Figura 74). “” Chamamos de bloque o en- costo que a chave possui na sua parte superior. (Figura 75). Guia Maçaneta Mordentes —e ! Carrinho Fresa Motor LÁ Polia do Motor Escova de Aço Figura 73 — Componentes básicos ds uma copiadora. maçaneta régua limitadora Figura 74 - Carrinho. cabeça blogue cavas costas da chave Figura 75 - Bloque. A distância entre o limitador direito e o esquerdo, corresponde a distância do guia para a fresa. (Fi- gura 76). régua limitadora fresa Figura 76 — Distância entre a régua limitado- ra direita e esquerda corresponde a distância do guia para a fresa. Embora o tema copiar chaves irá ser abordado passo a passo pa- ra os diversos tipos de chaves mais adiante, vamos aqui descrever os passos a serem seguidos na colo- cação das chaves original e virgem. PROCESSO DE COPIAR N = A colocação da chave ofi- ginal é feita no mordente esquerdo. — A chave virgem no morden- te direito. CURSO DE CHAVEIRO — AULA 1 17 INSTITUTO UNIVERSAL BRASILEIRO (9) MORDENTES Os mordentes das máquinas mais simples são usados em duas — posições conforme o tipo de chave “que 56 deseja copiar. Existem má-. “quinas com mordentes de quatro posições, que facilitam o trabalho em alguns tipos de chaves. No en- tanto, com um pouco de prática con- - segue-se a cópia de chaves com os mordentes de duas posições. (Figu- ra 81). para fixação prismática para fixação plana Figura 81 — Fixação prismática e plana. A fixação prismática deve ser usada para copiar chaves tetra (4 segredos), automotiva, chave des- gastada e danificada ou chaves im- possibilitadas de se fixar pelo lado plano dos mordentes. (Figura 82). O lado de fixação plana serve para copiar chaves do sistema Yale e automotivas (opcional). O alinhamento da chave é fei- to com as costas da chave, apoian- do na base do mordente. (Figura 83). A mudança de posição dos mordentes deve ser feita da seguin- te maneira: : — Vá girando a'maçaneta para aliviar a pressão que a parté superior do mordente taz sobre a inferior. = À seguir puxe a parte inferior para cima até ela sair do encaixe da base, gire-a, meia volta, encaixando-a novamente na base, na nova posição. encosta no fundo Figura 82 — Fixação prismática. Eae não encosta Figura 83 Fixação plana. CHAVE DIREITA E ESQUERDA Você vai saber o que é chave direita e esquerda quando for expli- cada a interpretação do catálogo de chaves. - ER Vale para essas chaves o que foi explicado para fixação plana e prismática, chave. direita mordente prismático e chave esquerda mor- dente plano. COMO COPIAR CHAVES A seguir descrevemos passo a passo como copiar chaves Yale simples, duplas e tetras. (Figura 84). simples tetra Figura 84 - Modelos de chaves. Observe nas figuras a seguir, que a mão direita movimenta o car- rinho na ida e na volta, e a esquerda pressiona o mordente esquerdo so- bre o guia (tem função de mola). Embora exista máquina copiadora para o sistema Gorge, não se acon- selha a compra de uma, pois seu uso hoje é pequeno. Esse sistema Gorge, sai com chave pronta. Só as mais antigas é que podem necessi- tar de cópias à mão, conforme será ensinado. CONFECÇÃO - CÓPIA CHAVE YALE (COMUM) Figura 85 — Modelo de má- quina copiadora que será usada pa- ra explicar passo a passo a confec- ção de chaves do sistema Yale, simples, de autos e tetra. Figura 86 — Prenda a chave original no mordente esquerdo da copiadora. Figura 87 — Prenda a chave virgem no mordente direito da co- piadora. Figura 88 — Levante a régua limitadora. Figura 89 — Acerte a distân- CURSO DE CHAVEIRO — AULA 1 19 ” INSTITUTO UNIVERSAL BRASILEIRO cia entre as duas chaves com a ré- gua limitadora para que fiquem en- costadas no bloque das duas cha- ves. Figura 90 — Confira se a dis- tância entre as chaves está correta — encosto da chave original no guia, e o encosto da chave virgem na fresa. Figura 91 — Mantenha as chaves na posição, ligue a máquina e inicie a fresagem, movimentando “o carrinho da direita para a esquer- da exercendo sobre o mesmo ligeira pressão para manter as chaves pressionadas no guia e na fresa. Figura 92 — Continue até o fi- nal da chave. Figura 93 — Atingindo o final da chave retorne o carrinho da es- querda para direita, mantendo-o pressionados para o repasse das cavas. Figura 94 — Esta operação de repasse é feita até retornar o encos- to das chaves, para o guia e a fresa. Figura 95 = Neste ponto, des- ligue a máquina copiadora e retire a chave copiada do mordente. Figura 96 —- Com a lima retire as rebarbas das cavas e dos frisos laterais da chave. Figura 97 — Passe a chave na escova para total remoção de pequenas rebarbas que possam ainda permanecer. Figura 98 — Experimente a chave no cilindro para verificar seu funcionamento, que deve ser suave, sem tranco e sem dificuldades para entrar e sair no canal da mesma. Figura 85 — Máquina copiadora. Figura 88 — Levantando régua limitadora. Figura 86 — Chave original mordente esquer- do. Figura 89 — Acerto — distância entre as cha- ves, Figura 87 — Chave virgem mordente direito. Figura 80 — Conferindo a distância. CURSO DE CHAVEIRO — AULA 1 20 INSTITUTO UNIVERSAL BRASILEIRO