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curso de chaveiro 3, Notas de estudo de Biotecnologia

curso de chaveiro 3

Tipologia: Notas de estudo

2016

Compartilhado em 18/05/2016

luiz-amaral-11
luiz-amaral-11 🇧🇷

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NJ t CÓPIA MANUAL DE CHAVE YALE Fazer cópia de chaves Yale manualmente não é serviço comum do profissional chaveiro, pois o mes- mo deverá ter, para isso, em-sua ofi- cina, a máquina copiadora cujo ma- nuseio já foi descrito na 1º aula. Mas saber fazer é necessário, pois muitas vezes, esse serviço de- verá ser feito, fora da oficina ou mes- mo na oficina que passa por proble- mas de falta de energia impossibili- tando o uso da copiadora. Como já é do conhecimento do aluno, sempre que for fazer cópia de chave Yale, seja na máquina ou à mão, deverá escolher a chave vir- gem ou em bruto, correspondente à - original. Sempre que pairar dúvidas consulte o catálogo de'chaves. a Para confeccionar a cópia, ( juhte as duas chaves de forma que a original fique de frente para você. — É importante também que as costas das chaves fiquem niveladas e assim, sobrepostas, deverão ser fi- xadas na-morsa. (Figura 1)- Para conseguir “essa sobre- posição perfeita, podemos fazer um guia com chapinha de metal ou ma- deira, conforme figura 2. Uma vez fi- xada à morsa as duas chaves, po- demos começar a limar as cavas. Esta é uma operação delicada, pois não permite oscilações da lima du- rante a limagem, pois se inclinar a li- ma para frente, há o risco de afun- dar demais a cava da cópia, e se in- clinar a lima para trás é pior, pode-se limar a cava da original, alterando-a, o que impossibilita seu funciona- mento. (Figura 3). Chave Matriz (e Chave Virgem Hd] Frente == = Figura 1 — Cópia manual de chave Yale. T a/ f a=a largu das duas chaves menos 1 milímetro Figura 2— Guia feita com chapinha de metal ou madeira. Cópia Original Figura 3 - Como limar as cavas da chave. CURSO DE CHAVEIRO — AULA 3 2 INSTITUTO UNIVERSAL BRASILEIRO DO Coloque o canhão na morsa com uma chave virgem e faça a mar- ca do centro das cavas (veja aula 2, figuras 97,.98 e 99). Prenda a chave na morsa, co- loque o canhão na mesma e confec- cione a nova chave. Aqui é possível trocar de posição todos os pinos ou somente dois. É o que será feito, em nosso exemplo trocaremos 0 3º e o 4º pi- no. Dessa forma coloque o primeiro pino e faça sua cava, até que o mes- mo fique rente (“linha zero”). Colo- que o 2º pino e faça a segunda cava. Como os pinos da mudança é 03º e 4º, coloque o 3º no lugar do 4º e ta- ga a cava, coloque o 4º e faça a ca- va e por fim coloque o 5º e faça a ca- va. (Figura 8). O segredo está mu- dado, com a troca dó 4º pino no lu- gar do 3º e o 3º no lugar 'do 4º, : B) A outra forma que conside- ramos mais simplés é rápida, .é aquela que não necessita: desmon- tagem do cilindro. É o processo mais usado em cadeados. Neste caso podemos utilizar a própria chave do cliente ou uma có- pia. Vejamos como proceder: es- colha pela chave o pino menor (cava mais rasa), que pode ser o 3º ou 5º pino. (Figura 9). 3 Í Rs 4 5 Trocado por um maior Figura 9 — Escolha pela chave o pino menor (cava mais rasa). (2) Escolhido o pino é possível optar por desmontar e retirar o ca- nhão ou abrir somente o canal do pi- no escolhido, no caso o quarto pino. Abra esse canal, retire o pino segredo irocando-o por outro maior. Vá afundando a quarta cava da cha- ve até fazer “inha zero” e girar. Girou, pronto está mudado o segredo, coloque o contra pino, mo- linha e tampão e conclua o serviço. (Figura 9). Não esqueça que o se- gredo deve ser mudado dos dois la- dos do monobloco, e nos dois cilin- dros no par de independentes e bi- partidos. COMO: RETIRAR CHAVE QUEBRADA DOS CILINDROS Outro serviço muito comum no dia-a-dia do chaveiro é a retirada de chave quebrada de dentro do cilin- dro. Para isso é importante pos- suir algumas “ferramentas” com pon- tas finas e aguçadas e também pon- tas em forma de “forquilha”. Estas ferramentas são encon- tradas à venda, porém não são difí- ceis de serem confeccionadas. (Fi- gura 10). Segredo Mudado Figura 8 — Trocando as posições dos pinos. Figura 10- Ferramentas com pontas. CURSO DE CHAVEIRO —- AULA 3 INSTITUTO UNIVERSAL BRASILEIRO FR 3) A primeira coisa que deve ser observada é a posição do canhão e que profundidade do pedaço quebra- do da chave está dentro do canhão. Estando o canhão fora da po- sição de saída da chave (no alinha- mento dos contra pinos) é preciso gi- rá-lo para essa posição. Isto é fácil quando a chave quebra logo na en- trada do canal da chave. : Portanto, embora o canhão gi- re, este permanece em “linha zero”. Para girá-lo use uma chave de fenda para a posição de saída da chave. (Figura 11). Errado Certo Figura 11 — Posição correta. Caso a chave tenha quebra- do mais para dentro da entrada da chave, em geral após o primeiro pino segredo este irá impedir o giro do ca- nhão, neste caso, é preciso abaixá- lo devagar até que se faça o alinha- mento, permitindo o giro do canhão. Se existir a metade da cabeça da chave, coloque no canal da chave para emendar com a outra, caso contrário use a própria chave de fen- da para baixar o pino segredo. (Fi- gura 12). Uma vez retornado o canhão para a posição de saída da chave com uma “ferramenta” com ponta de anzol, tente encaixar na porosidade do metal e puxe com rapidez; pode- se puxar com uma ponta um pouco menos aguçada e tentar forçar o pe- daço de chave pelo friso ou canal da chave. (Figura 13). Figura 12 — Utilize uma chave de fenda para baixar o pino segredo. Puxe rápido E Figura 13 — Utilize a “ferramenta” com ponta de anzol para encaixar na chave e puxe-a rápido. Existem alguns tipos de cilin- dros cujo canhão tem um rebaixo na entrada da chave, deixando muitas vezes o pedaço da chave ligeira- mente para fora. Portanto, se este for o caso, tente puxar com alicate de bi- co ou pinça. Se não der resultado puxe com a ponta de anzol ou com a ponta tipo forquilha. (Figura 14). O procedimento descrito ser- ve para os casos de portas tranca- das, não sendo possível a remoção do cilindro. Quando a porta está ou pode ser aberta, se os cilindros forem. in- dependentes ou bipartidos remove- mos o mesmo, retiramos o dente im- pulsor e empurramos a chave para fora, com: um arame ou mesmo grampo de cabelo. (Figura 15). Canhão com rebaixo Figura 14 — Usando alicate de bico, uma pin- ça ou forquilha para retirar o pedaço da cha- ve. CURSO DE CHAVEIRO — AULA 3 5 INSTITUTO UNIVERSAL BRASILEIRO Neste caso essa cava deve ser feita à mão. Vai-se limando a mesma, e experimentando, limando e experimentando, até dar a “linha zero” e a chave virar. (Figura 25). Figura 20 — Corrigindo a torção da chaye. Reta do clips Figura 23 — Chave com todas as cavas. Não tem a cava do primeiro pino Pedaço do clips ou arame Figura 21 — Usando um pedaço de clips ou arame para unir as duas partes da chave. Importante: Se o cliente trou- xer só uma parte da chave quebrada no caso a ponta, a cópia da chave deve ser feita no sentido da ponta para a cabeça, ou seja, O pedaço da chave e a chave virgem devem ser acertadas pelas pontas, assim a ponta do pedaço deve estar encos- tado no guia e a ponta da chave vir- gem na fresa. (Figura 22). Se o pedaço da chave, man- tém todas as cavas, a cópia sairá perfeita e funcionando. (Figura 23). Caso o pedaço de chave que foi apresentado não tenha a cava do primeiro pino, aí a cópia saí faltando esta cava. (Figura 24). Figura 24 — Chave faltando a cava do primei- ro pino. ” | Fresa Pedaço | É Chave virgem Figura 22— Acópia da chave que foi quebrada na ponta deve ser confeccionada da ponta para a cabeça. CURSO DE CHAVEIRO — AULA 3 7 INSTITUTO UNIVERSAL BRASILEIRO Cava a ser limada Lingúeta Figura 25 — Caso a chave não tenha a cava esta deve ser feita a mão, até dar a “linha zero”. FERRAMENTAS PARA ABERTURA As ferramentas utilizadas para abertura são proibidas e só podem ser adquiridas ou confeccionadas para uso estritamente no campo pro- fissional e por pessoas estabeleci- das ou autorizadas por órgãos com- petentes a exercer a profissão. Existem ferramentas próprias para o sistema Gorge e para o siste- ma Yale. As ferramentas de aberturas para sistema Gorge, requer técnica no seu manuseio, já aquelas para O sistema Yale, requer além da técni- ca, muita habilidade; pois a tão di- -vulgada "chave mestra" que abre tu- do não existe, e o êxito de uma aber- tura está condicionado à técnica, ha- bilidade e muito treinamento. A) FERRAMENTAS PARA ABERTURA DE FECHADURAS DO SISTEMA GORGE Para abertura de fechadura do sistema Gorge única, pode ser usada uma chave virgem com a pla- ca afinada, que entre e gire no inte- rior da caixa da fechadura preparada da seguinte forma: Utilize uma chave Gorge vir- gem e acerte a altura e largura, co- mo se fosse fazer uma nova chave. A seguir afine a placa para que ela entre folgada no canal da chave. (Fi- gura 26). 19 Superfície reta Figura 26 — Para a abertura da fechadura po- de-se usar uma chave virgem com a placa afi- nada. Essa chave introduzida na te- chadura e girada no sentido de abrir ela irá recolher a lingúeta como se fosse a chave original. (Figura 27). Veja na figura 27, que a pla- ca da chave levanta a Gorge e en- caixa na cava da lingúeta, fazendo o recolhimento da mesma quando gi- rada no sentido da abertura. Figura 27 — A chave irá recolher a lingúeta. B) FERRAMENTAS PARA ABERTURA DE FECHADURA GORGE MÚLTIPLAS Para a abertura de fechadura de Gorge múltiplas o processo ante- rior não funciona. São necessárias para esta operação de abertura, du- as ferramentas fáceis de serem fei- tas. Utilize um pedaço de arame de aço de 2 milímetros de diâmetro ou “raio” de roda de moto, que pode ser adquirida em oficina de motos. De posse do material, faça em uma das pontas duas dobras; uma para baixo a 90º (graus) e outra para cima a 60º (graus) formando assim um apoio para manusear a ferra- menta. Faça duas peças iguais com 6 cm de comprimento da parte reta. A seguir em uma delas dobre uma ponta oposta à empunhadura com 7 milímetros de altura e a 90º (graus). Na outra, faça duas dobras forman- do uma manivela, conforme figura 28. Essas ferramentas trabalham da seguinte forma: Introduza pelo ca- nal da chave a ferramenta com a ponta tipo manivela, movimentado-a até que a parte horizontal da ponta levante todas as gorges. (Figura 29). CURSO DE CHAVEIRO —- AULA 3 INSTITUTO UNIVERSAL BRASILEIRO Repita a operação pressio- nando agora a segunda mola do sis- tema do avanço que se encontra aci- ma do canal da chave, para reco- lher o segundo lance da lingúeta. (Fi- gura 32-B). Como o aluno pode per- ceber do que foi explicado, a abertu- ra de portas com fechadura do siste- ma Gorge é técnica. O que não acontece com as fechaduras do sis- tema Yale. FERRAMENTAS DE ABERTURAS PARA FECHADURA DO SISTEMA YALE Para as fechaduras do siste- ma Yale, em geral no qual se inclui os cadeados, existem várias ferra- mentas de aberiuras, como pode- mos verificar na figura 33. No entanto, uma delas (o pen- tinho) é apenas técnica. Todas as demais dependem, além da técnica, muita habilidade no seu manuseio A) LÂMINAS DE ABERTURA As lâminas de abertura são co- nhecidas vulgarmente de "michas". Elas podem ser adquiridas nas casas especializadas mas somente por pro- fissionais habilitados e com firma re- gistrada. Podem ser confeccionadas, mas apenas para treinamento do aluno, restrito o uso ao ambiente de estudo e jamais externamente para terceiros. As pontas das lâminas são formadas por cavas de formas e pro- fundidade variadas. (Figura 34). Figura 33 — Ferramentas de abertura para fechaduras do Sistema Yale. Figura 34 — Lâminas de abertura. Para confeccionar as ferra- mentas de aberturas use lâminas de aço aproximadamente com 12 cm de comprimento, 8 milímetros de largu- ra e 0,5 milímetros de espessura. (Figura 35). 8mm + 120 mm Figura 35 — Confecção da ferramenta de aber- tura. Podem ser feitas também com pedaços de lâminas de serra, já des- gastadas pelo uso. Com uma lâmina de serra é possível fazer três ferra- mentas de abertura. (Figura 36). CURSO DE CHAVEIRO — AULA 3 10 INSTITUTO UNIVERSAL BRASILEIRO Corte da lâmina Figura 36 — Pode-se confeccionar com peda- ços de lâminas. De posse das lâminas já re- cortadas, desbasta-se suas pontas no esmeril de forma a dar-lhes a aparência indicada na figura 37. Perceba que os valores indi- cados não terão de ser atingidos exatamente, já que se trata de uma ferramenta “caseira”. Por isto os indi- camos com + (mais ou menos). Observe que a ferramenta ilus- trada no segundo desenho da figura 37-será desbastada apénas na face que apresenta os dentes da serra e que a largura restante (+ 4 milímetros) será um pouco menor que a anterior (+ 6 milímetros). Por fim, perceba que cada lado das lâminas passará a ser uma ferramenta de aberiúra. As cavas ou ondulações não obedecem aos segredos de chaves mas são feitas aleatoriamente, com formas arredondadas, ou em forma de "VW" com profundidades variadas. (Figura 38). É preciso várias ferramentas com ondulações e cavas diferentes, use para confeccioná-las em geral, a quina da pedra de esmeril'ou mes- mo limas. (Figura 39). Para executar a abertura de portas com fechaduras e cadeados do sistema Yale trabalhe a ferra- menta com três movimentos simul- tâneos e velocidades variadas. Introduzimos a lâmina no ca- nal da chave até o final do canal. E “balançando” a mesma, vamos mo- vimentando-a para fora e para den- tro, em diagonal e sempre forçando- a no sentido da abertura. Todos esses movimentos são conjugados a velocidades que tam- bém variam de rápido para mais len- to e vice-versa, até conseguir o ali- nhamento dos pinos (“linha zero”. - (Figura 40). Figura 37 — Pontas duplas e pontas finas. Figura 38 — Formas arredondadas ou em “V” com profundidades variadas. Figura 39 — Para confecção usa-se a quina da pedra esmeril ou mesmo limas. Fazer diversos movimentos para frente e para trás emas Movimentos Diagonais Subir e descer lentamente Figura 40 — Introduza a lâmina no canal da chave até conseguir o alinhamento. CURSO DE CHAVEIRO — AULA 3 " INSTITUTO UNIVERSAL BRASILEIRO irampo ou “Puxador” Figura 45 — Ferramentas: grampo e girador. AL Grampo Arame SH Figura 46 — Confeccionando a ferramenta girador. A parte amassada (1 cm) de- ve ser dobrada a 90º (graus). Esta é uma ferramenta muito Útil para abertura de cilindros e ca- deados Yale, juntamente com a fer- ramenta grampo. Ela serve para girar o canhão A ferramenta grampo que nós vamos chamar de “puxador”, é colo- cada no canal da chave, até ultra- passar o último pino segredo. (Figu- ra 48). Ela servirá para elevar os contra pinos para cima quando movi- mentada. (5) Agora que o aluno conhece a função de cada uma das ferramen- tas na abertura, vamos ver como é executada: coloque o girador na po- sição indicada, em seguida introdu- za o "puxador" até o fim do canal da chave. Fazendo ligeira pressão so- bre o girador, vá puxando a ferra- menta grampo até sua saída do ca- nal da chave. (Figura 49). Figura 49 — Puxe a ferramenta grampo até a sua saída do canal da chave. e deve trabalhar na parte superior da entrada da chave (lado oposto aos pinos). (Figura 47). Visto de frente Visto de cima Figura 47 - Introduza a ferramenta grampo pelo lado oposto aos pinos. Figura 48 — A ferramenta grampo servirá para elevar os contra pinos para cima. CURSO DE CHAVEIRO — AULA 3 13 INSTITUTO UNIVERSAL BRASILEIRO O canhão não girou, coloque novamente o puxador no canal da chave até o fim, e torne a puxar no sentido da saída; nesta puxada, po- de-se variar a velocidade, ou seja, retirar mais rápido ou mais lenta- mente. Esta operação de forçar ligei- ramente o canhão com o girador e puxar o puxador, tentando nivelar os pinos, normalmente é repetida vá- rias vezes, até lograr êxito. Assim que conseguir a “linha zero” o canhão gira, neste ponto pa- re e conclua a abertura com a chave de fenda como já foi ensinado. Também com a ferramenta grampo "miche" tantas vezes, quan- tas forem os lances da lingúeta e sis- tema de trinco, como aliás já explica- do no caso das lâminas. O girador também é usado quando trabalhamos com lâminas de abertura que possui cavas apenas de um lado só. Neste caso duas técnicas são combinadas: a das lâminas balan- cando, recuando, avançando e a do grampo, puxando por sobre os pi- nos. (Figura 50). Girador Figura 50 — Forçando o canhão com o gira- dor e o puxador. C) FERRAMENTA PENTE DE ABERTURA As ferramentas descritas até agora dependem muito de habilida- de e prática. A ferramenta pente não depende de habilidade e sim de, uma técnica. Só que estas ferramen- tas são específicas para determina- das marcas e modelos de fechadu- ras e que não podem ser divulga- das. Quando adquiridas por profis- sionais credenciados junto aos for- necedores de materiais para cha- veiro, saberá para quais marcas e modelos elas são fabricadas. O conjunto de “pentinhos” co- mo é conhecido, é formado por 6 (seis) ferramentas. (Figura 51). Figura 51 — Conjunto “Pentinhos'. O pente funciona da seguinte maneira. Primeiro selecionamos o pente correspondente a marca e mo- delo da fechadura. É importante tam- bém manter junto com os pentes, a chave correspondente “ao cilindro cortada no sentido do seu compri- mento, retirando 1,5 milímetros da al- tura da placa, conforme figura 52. Figura 52 — Primeiro processo para utilizar a ferramenta “pente”. Selecionado o pente e a cha- ve correspondente cortada, execute a abertura da seguinte maneira: Introduza o pente no canal da chave, até atingir o último pino se- gredo. Pressione-o para que jogue os pinos segredos para junto dos | contra pinos. (Figura 53). Figura 53 — Dê início a abertura introduzindo o pente no canal da chave, pressionando até atingir o último pino segredo... CURSO DE CHAVEIRO — AULA 3 INSTITUTO UNIVERSAL BRASILEIRO Se ainda assim, for difícil re- colher a lingúeta (caso raro, mas possível acontecer), só resta bro- quear o canhão e introduzir a ferra- menta pelo canal do mesmo. (Figu- ra 59). Neste caso o cilindro deve ser substituído. No caso do furo lateral, feito na caixa, basta tampar com du- repox e trocar o espelho. Figura 59 — Broqueando o canhão na impos- sibilidade de recolhê-lo. FECHADURAS ESPECIAIS Iniciamos descrevendo os componentes e princípio de funcio- namento de dispositivos de segu- rança, que não se assemelham as fechaduras normais de portas, mas possuem componentes e caracte- rísticas peculiares ao tipo de serviço (formas de travas), para o qual se presta. Entram aqui as fechaduras para móveis de madeira ou aço de uso comercial, tais como, escrivani- nhas, arquivos, fichários, gavetei- ros, armários, etc. * Os cadeados comuns e ca- deados de segurança para por- tas de aço; * Fechadura central de portas de aço; * Fechaduras e fechos eleiro- mecânicos e eletromagnéticos; * Fechaduras e cadeados te- tra, que são as que possuem quatro segredos; * Tipos de cilindros; * Fechaduras multiponto, eic. FECHADURAS PARA MÓVEIS COMERCIAIS São vários os modelos de fe- chaduras utilizadas em móveis de aço e de madeira usados em escritó- tios e comércio em geral. Mostraremos aqui alguns mo- delos, sua aplicação e característi- cas de funcionamento. Já que dife- rem um pouco de um modelo para outro, muito embora o sistema de segredo seja igual para todos eles conforme estudaremos a seguir. FECHADURA PARA GAVETEIROS Neste cilindro a chave gira 180º (graus) e pode ser retirada em duas posições, aberta e fechada. Pode ser encontrada com se- gredos iguais (mestrada) ou não. (Fi- gura 60). FECHADURA UNIVERSAL (Para móveis de aço) — São fabricadas em dois modelos. Com rotação da lingúeta de 180º (graus), portanto a chave pode ser retirada em duas posições, aberta e fecha- da. E com rotação da lingúeta de 90º (graus), onde a chave só sai na ver- tical, ou seja, fechado. Podem ser adquiridas com segredos diferentes ou mestradas (mesmo segredo). (Fi- gura 61). Figura 61 — Fechadura universal. FECHADURA PARA ARQUIVO DE AÇO Também fabricada com duas rotações da lingúeta, 180º (graus) para chave que sai em duas-pósi-” ções e 90º (graus) para saída da chave apenas na posição fechada. Podem ser adquiridas mestradas ou não. (Figura 61-A). Figura 60 — Fechadura para gaveteiro. Figura 61-A— Fechadura para arquivo de aço. CURSO DE CHAVEIRO — AULA 3 16 INSTITUTO UNIVERSAL BRASILEIRO FECHADURA DE SOBREPOR PARA GAVETAS E ARMÁRIOS A) Arotação da lingúeta desta fechadura é de 180º (graus), por- tanto duas saídas de chave, fechada e aberta. Podem ser adquiridas com segredos iguais (mestradas) ou dife- rentes. (Figuras 62 e 62-A). Figura 62 — Fechadura de sobrepor-vertical 180º (graus). Figura 62-A — Fechadura de sobrepor-hori- zontal 180º (graus). B) Estes são outros modelos de fechadura para gavetas e armá- rios. A diferença com relação aos modelos anteriores é que a rotação da lingúeta que é de 360º (graus), permite a saída da chave em aberto e fechado e a 180º (graus) fechado com um lance da lingúeta. Obser- vação: A lingúeta possui dois lan- ces, primeiro a 180º (graus) e segun- do a 360º (graus). São vendidas com segredos iguais (mestradas) ou dife- rentes. (Figuras 63 e 63-A). Figura 63 — Fechadura de sobrepor-vertical 360º (graus). Figura 63-A — Fechadura de sobrepor-hori- zontal 360º (graus). MAÇANETA COM TRAVA O cilindro é embutido na pró- pria maçaneta. O curso da lingúeta é 180º (graus) e a chave sai em duas posições, aberta e fechada. São também fornecidas com segredos iguais (mestradas) ou dife- rentes. (Figura 64). Os cilindros destas fechadu- ras utilizam o mesmo sistema Yale das fechaduras de portas, ou seja, segredo com pinos, contra pinos e molinhas. Figura 64 — Cilindro é embutido na maçaneta. A diferença está apenas no contra pinos que são do tipo "copi- nho ou canequinha", assim chama- do por serem vasados para que a mola trabalhe dentro deles. Este tipo de contra pino permi- te reduzir o diâmetro ou altura do ci- lindro. (Figura 65). Figura 65 — Contra pino tipo “copinho” ou ca- nequinha. Os procedimentos para con- fecção de chave e mudança de se- gredo é exatamente o mesmo dos ci- lindros normais. Na sua abertura uti- lizam-se as mesmas ferramentas e CURSO DE CHAVEIRO — AULA 3 17 INSTITUTO UNIVERSAL BRASILEIRO Os cilindros utilizados em mó- veis, são normalmente do sistema simples, ou seja, O sistema que pos- sui guilhotinas: funcionando em um só sentido. Já os cilindros utilizados para linha automotiva, é duplo, pois as guilhotinas funcioriam em. dois sentidos, para baixo e para cima. (Figura 70). O funcionamento deste siste- ma de guilhotina é inverso ao do sis- tema Yale. Neste os contra pinos e molinhas ficam alojados nos canais no corpo do cilindro, e quando retira- da a chave os contra pinos são em- purrados pelas molas para os ca- nais do canhão, junto aos pinos se- - gredos. No sistema de guilhotinas, estas fazem o papel dos pinos se- gredos e contra pinos. - - Quando colocamos a chave, as guilhotinas são recolhidas e ficam rente à superfície do canhão (com- paramos esta situação com a “linha zero”, liberando o canhão para gi- rar. (Figura 71). Quando retiramos a chave, as molas e as guilhótinas são levadas e mantidas no canal do corpo do cilin- dro, travando o canhão. (Figura 72). Travando Figura 71.— Introduzindo a chave será reco- Ihida as guilhotinas. Figura 72 — Retirando a chave ocorre o trava- mento do canhão. SEGREDO A guilhotina é uma "pecinha” que funciona como pino segredo e como contra pino. (Figura 73). A parte inferior dela, cuja al- a "X" varia, temos a função pino segredo. corresponde ao contra pino e Da me a, corresponde ao pino segredo Figura 70 — Sistema de cilindros automotivos simples é duplos. Figura 73 — Funcionamento da guilhotina po- de ter função de contra pino ou pino segredo. CURSO DE CHAVEIRO — AULA 3 19 INSTITUTO UNIVERSAL BRASILEIRO 4, | Portanto, quando da mudança desegredo, trocamos de lugar, duas guilhotinas de altura "X" diferentes. Vamos exemplificar. Desmontamos o cilindro, reti- ramos as guilhotinas.na ordem, colo- cando-as no porta pinos (agora é porta guilhotinas). (Figura 74). Feito isto, vamos observar a altura "X" de cada guilhotina. Digamos que as guilhotinas um e três, têm alturas diferentes, por exemplo a um tem 2 milímetros de altura “X” e a três 2,5 milímetros de altura “X”. (Figura 75). Assim, para que haja mudan- ça de segredo, vamos montar as gui- lhotinas na ordem, para a confecção da chave. (Figura 76). É importante o aluno saber que é difícil encontrar guilhotinas para comprar em lojas especializa- das de materiais para chaveiro. Por essa razão temos que tra- balhar sempre com as do próprio ci- lindro. Quando acontecer de perder na desmontagem, devemos deixar sem a mesma na montagem. Portanto, é aconselhável ter guilhotinas em estoque. Como não podemos comprá-las, vamos juntan- do de cilindros que foram substituí- , dos que desmontamos. Na desmontagem destes cilin- dros para retirar o canhão é aconse- lhável introduzir uma chave, pode ser até uma chave virgem, isto evita que as guilhotinas saltem e se percam. Quando da retirada da chave, segure-as com os dedos polegar e indicador para não saltarem. Este cuidado deve ser tomado, principal- mente para o sistema duplo, onde temos guilhotinas para cima e para baixo. (Figura 77). Figura 74 — Desmontando o cilindro. 25 mm Figura 75 — As guilhotinas 1 e 3 possuem alturas diferentes. Guilhotinas > lá Para baixo Figura 77 - Sistema duplo. CURSO DE CHAVEIRO — AULA 3 20 INSTITUTO UNIVERSAL BRASILEIRO