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CONFECCÇÃO DA CHAVE PANTOGRAFICA LINHA FORD A Ford adotou a partir do ano de 1997 em sua linha de automóveis Ford Ka, Fiesta, Escort e Mondeo, um novo modelo de chave. Esta cha- ve é totalmente diferente das chaves convencionais por não possuir cavas e nem dentes. Maiores detalhes sobre o sis- ta de segredo destas chaves será estudado na lição sobre fechaduras de automóveis. Porém, conhecer a chave e saber identificar o seu segredo é im- portante para o profissional chaveiro. Como dissemos ela é diferen- te, pois, possui “rampas” que os fa- bricantes de máquinas, costumam chamar de dente e ainda outros fa- bricantes pelo nome de corte. Vamos adotar, o termo “corte” que é o termo usado pelo fabricante Gold da máquina que descrevemos. Essa chave pode ter no máxi- mo quatro cortes diferentes, num to- tal de seis cortes. Vamos fazer uma compara- ção: segredo de pinos utilizam em média seis alturas diferentes para os pinos segredos. Os cilindros de gui- lhotinas ou palhetas podem também utilizar até seis alturas diferentes pa- ra formarem o segredo. Já esta chave trabalha com rampas ou cortes com quatro incli- nações diferentes. (Figura 1). Portanto, esta chave pode ter no máximo quairo cortes diferentes e dois iguais nos quairo cantos da chave. E Ee onossaemss Figura 1 — Chave pantográfica Ford. COMO IDENTIFICAR A CHAVE Como já dissemos os cortes da chave são padronizados em qua- tro cortes codificados da seguinte maneira: ( ) corte, reta ou plana Veja esses cortes na figura 2. Baseado nestas informações, vamos identificar a chave da figura 1. Uma forma bastante rápida e segura de identificar os cortes é olhar as chaves de lado e não de cima, conforme mostramos na figura 3. Recomenda-se fazer a identificação dos cortes a partir do primeiro corte e no sentido da cabeça para a ponta da chave. Assim temos: Figura 2— Os cortes da chave pantográfica são padronizados em quatro. CURSO DE CHAVEIRO — AULA 5 2 INSTITUTO UNIVERSAL BRASILEIRO correspondentes aos segredos: pri- meiro, terceiro e quinto cortes. Se contrário, ou seja, girarmos todo o ei- xo à esquerda teremos canais corres- pondentes aos segredos: segundo, quarto e sexto cortes. (Figura 6). No dispositivo codificador co- loque a chave virgem e com uma chave Allen, prenda-o com firmesa apertando o parafuso. (Figura 7). Coloque a chave em posição plana, ou seja, no indicador 1 da es- cala do codificador. Solte os manípu- los dos mordentes e gire-os 80º (graus) para 6 lado onde o mordente tem as cavidades mais profundas, oferecendo uma melhor fixação dos dispositivos. Direita Sentido horário, olhando-se o botão de frente Esquerda Anti-horário Figura 6 — Girando todo o eixo para a direita os canais correspondem aos segredos dos: primeiro, terceiro e quinto cortes, enquanto giro total para a esquerda os canais correspondem aos segredos dos: segundo, quarto e sexto cortes. Fresar lado direito da chave Para fresar o lado es- querdo da chave Figura 7 — Dispositivo codificador com a chave virgem em posição plana, ou seja, no número um da escala do codificador. Coloque o dispositivo passo no mordente direito e, onde se loca- liza o apalpador e o dispositivo codi- ficador no mordente esquerdo, onde se localiza a fresa. (Figura 8). Fixado os dispositivos, colo- que a fresa de 2 milímetros e fixe-a | bem com o parafuso, em seguida, abaixe a alavanca B (movimento vertical), até a fresa tocar na chave. Mantendo a fresa nesta posi- ção trave o movimento vertical da máquina na alavanca D, à esquerda da máquina. Coloque o apalpador também de 2 milímetros, preso de tal forma que ele entre nos canais do eixo de passo, mas não toque no fundo dos canais. CURSO DE CHAVEIRO — AULA 5 INSTITUTO UNIVERSAL BRASILEIRO Codificador Chave virgem Figura 8 — Mordente direito corresponde ao dispositivo passo e o mordente esquerdo ao dispo- sitivo codificador. Para acertar o curso das ope- rações coloque o apalpador nó canal F, que corresponde ao último corte da chave (aquele que fica na ponta da chave). Solte o dispositivo -codifi- cador e movimente-o até a fresa to- car na ponta da chave correspon- dente ao último corte. Fixe o codifi- cador nesta posição. Agora movi- mente a alavanca “A” de movimento horizontal da máquina e inicie a fre- sagem pelo canal A do dispositivo passo. Coloque o apalpador nesse canal e a fresa automaticamente cortará o primeiro segredo da chave que é o mais próximo da cabeça da chave. Em seguida, gire o eixo do dispositivo passo e coloque o apal- pador no canal €, e repita a opera- ção para fazer o segundo segredo da chave, e assim sucessivamente alternando a posição do eixo do dis- positivo passo. Completamos a fre- sagem de um dos cantos da chave. (Figuras 9 e 9-A). Primeiro lado 1º cava Segunda cava e assim até concluir Figura 9 — Primeiro lado da fresagem da chave Ford. CURSO DE CHAVEIRO — AULA 5 5 INSTITUTO UNIVERSAL BRASILEIRO Figura 11 — Chave pantográfica tubular para sua confecção esta deverá ser presa na mesma posição em ambos os dispositivos. Neste caso use esta alavanca como referência para posicionar as chaves nos mordentes. O apalpador e a fresa para es- ta chave é de 2,5 milímetros. Pegue essas duas ferramentas e fixe-as nos respectivos mandris. Feito isso, baixe a alavanca B (movimento vertical) até a fresa e o apalpador. Para encostar nas cha- ves ao mesmo tempo, se uma ou ou- tra ficar mais acima, solte-a até que desça e encoste, em seguida, fixe-a novamente. No acerto das chaves, obser- ve quando o apalpador tocar em uma das cavitlades, se a fresa irá exe- cutar a cavidade na chave virgem na mesma posição. (Figura 12). Estando tudo certo na fixação das chaves, ligamos a máquina, e vamos abaixando a alavanca B (mo- vimento vertical) vagarosamente pa- ra encaixar o apalpador nas cavida- des da chave original. Mantenha a alavanca A (mo- vimento horizontal) bem firme pois poderá haver solavancos no mor- dente se a fresa tocar na chave vir- gem. Siga uma sequência horária ou anti-hóraria até concluir todas as cavidades do contorno da chave. Iniciaremos nesta lição o es- tudo sobre fechaduras automotivas. Estudamos na lição anterior as fechaduras que se utilizam do sis- tema de guilhotinas para segredo. Os cilindros de automóveis também se utilizam do mesmo sis- tema; porém a diferença consiste no sistema que é duplo, com guilhoti- nas inferiores e superiores. Figura 12 — Com o apalpador e a fresa de 2,5 milímetros realize o acerto das chaves. O conjunto de cilindros para automóvel possui os segredos unifi- cados, ou seja, podem ser aciona- dos por uma única chave. É com- posto de cilindros de portas (2) cilin- dro do porta-malas, porta-luvas, tam- pão de combustível e o de ignição. (Figura 13). Em geral os cilindros das portas, portas-malas e porta-lu- vas são instalados nas próprias ma- canetas. (Figura 14). Como já dissemos, os segre- dos das fechaduras automotivas são unificadas, ou seja, possuem o mes- mo segredo, mas não necessaria- mente a mesma quantidade de gui- lhotinas. Portanto, é provável que ao se fazer uma chave pela fechadura do tampão de combustível, ou do porta-mala por exemplo, ela abrirá a porta, mas não dará partida no car- ro, porque é justamente no segredo deste cilindro que está a maior quan- tidade de guilhotinas. CURSO DE CHAVEIRO — AULA 5 7 INSTITUTO UNIVERSAL BRASILEIRO Só para exemplificar o cilindro da linha Volkswagem tem dez gui- lhotinas no cilindro da ignação e sete guilhotinas nas portas. Por essa ra- zão é aconselhável, fazer a chave Figura 14 — Cilindros: porta, porta-malas e porta-luvas geralmente são encaixados na maçaneta. sempre pelo cilindro da ignição, pois assim temos certeza que irá dar 'a partida e funcionar nos demais cilin- dros do carro. Este assunto será tra- tado com mais detalhes quando abordarmos o tema “cilindros” de ig- nição e a confecção da chave de au- tomóveis. Para o chaveiro a dificuldade em remover as fechaduras de portas de automóveis não é mais complica- do já que ao desguarnecer uma fe- chadura da porta do carro, a forma como ela está presa à poria é per- cebida. Geralmente ela está encai- xada na ponta e parafusada na testa da porta. (Figuras 15 e 15-A). Como já disssemos, em geral, os cilindros das portas, porta-malas e porta-luvas são embutidos na pró- pria maçaneta, e estão a elas fixa- dos por parafusos, travas elásticas sob pressão entre outros mecanis- mos. Não é difícil identificar o com- ponente fixador. Veja alguns exem- plos nas figuras 16, 16-A e 16-B. Em geral o serviço mais co- mum em maçanetas é a substitui ção ou remoção do cilindro para mu- dança de segredo (unificação). Isto se faz necessário toda vez que subs- tituirmos um cilindro para que este continue funcionando com a chave do proprietário. O mais importante e mais difícil para o chaveiro é a re- moção do cilindro do contato ou da partida (ignição). Estes cilindros estão instala- dos no interior de uma carcaça cha- mada trava de direção, que por sua vez é fixada à coluna de direção. (Fi- gura 17). Normalmente essa trava não é vista, pois, ela é protegida pela ca- renagem, ficando aparente apenas a parte plástica do cilindro que é a en- trada da chave. Na figura 18, 18-A, 18-B e 18-C mostramos algumas ca- renagens. Para facilitar o aprendiza- do das diversas travas de direção existentes vamos abordar o assunto por fabricante. Iniciaremos pela linha Volkswagem e na sequência Gene- ral Motors, Ford e Fiat. CURSO DE CHAVEIRO — AULA 5 INSTITUTO UNIVERSAL BRASILEIRO Figura 18 — Carenagem Corsa. Figura 18-B - Carenagem Gol. : Figura 18-C — Carenagem Golf. CURSO DE CHAVEIRO — AULA 5 10 INSTITUTO UNIVERSAL BRASILEIRO - Os modelos mais antigos de cilindros da linha Volkswagem como os do: Fusca, Brasília e Variant, que deve ser removida da coluna de dire- ção, e para tanto é preciso ter uma ferramenta chamada saca-trava, vendida em lojas de materiais para chaveiro. Isto é necessário porque os parafusos além de estarem em- butidos, são de cabeça redonda e li- sa. Essa ferramenta é colocada no furo onde se aloja os parafusos e, com o martelo, damos pancadas pa- ra que o saca-trava faça sulcos na cabeça dos parafusos, permitindo o giro do cilindro. (Figura 19). Removida a trava, para reiirar- mos o cilindro é preciso fazer as se- guintes operações. Acompanhe o processo através da figura 20. Afas- te o pino trava da tampa para fora, pode ser um ou dois, force-os, ou force as travas para fora (não preci- sa removê-los) é suficiente eles libe- rarem a saída da tampa. Afastado o Forçando a ída da tampa. pino ou pinos trava retire a tampa, forçando para cima com uma chave de fenda. Uma vez removida a tampa o interior da trava fica visível, onde é possível notar um furo ao lado de outro furo maior que representa a passagem do parafuso. (Figura 21). Figura 20 — Para a retirada do cilindro é necessário afastar a trava da tampa para fora. Fusca, Brasília e Variant. Figura 19 — Utilize a ferramenta saca trava para remover a trava de direção dos automóveis: É através desse furo que é Ii- berado o cilindro, bastando para isso, introduzir um arame grosso e forçar para baixar a mola trava do cilindro. Uma vez removido o cilindro é executado o serviço, que pode ser substituição ou mudança de segre- do (unificação). Se o cilindro possuir dente im- pulsor rebitado ele é descartável, pois, o material com o qual é feito a rebitagem é do próprio canhão, e ao limar para que libere o canhão fica- mos sem material para sua fixação. Aliás esse problema foi abordado quando estudamos os cilindros de fechaduras residenciais com pente impulsor rebitado. Porém, se for possível retirar o cilindro sem danificá-lo, no caso, sendo o de um modelo com abas re- bitadas que permitam tirar e colocar o dente impulsor, então podemos tfa- zer a unificação. (Figura 22). Para realizar a montagem pro- ceda de forma inversa. Coloque o ci- lindro baixando a mola para que ele entre no canal e empurre-o até travar. Coloque a tampa e introduza nova- mente o pino ou pino trava da tampa. CURSO DE CHAVEIRO — AULA 5 1 INSTITUTO UNIVERSAL BRASILEIRO Re ve ser feito na carcaça em um ponto específico, onde há uma leve marca indicativa (similarmente ao represen- tado na figura 24). Após ter feito o furo, aí sim, bastará então introduzir uma haste para pressionar a trava e liberar o cilindro. Desnecessário se torna detalhar mais o assunto visto que a Kombi deixou de possuir essas travas após o ano de 2000, quando passou a possuir as mesmas travas dos demais carros da linha Volkswa- gem. Por ser antiga, a trava das Kombis anteriores ao ano de 2000 com certeza já estarão furadas quan- do aparecerem na oficina do aluno. O cilindro é igual ao do Fusca. As travas atuais dos demais carros da linha Volkswagem assemelham-se ao mostrado na figura 25, havendo dois modelos de cilindros de ignição: um com cabeça plástica grossa e outro com cabeça plástica fina. (Figura 26). Para sacar qualquer um des- ses cilindros da carcaça da trava é preciso remover a carenagem (aca- bamento plástico que envolve a tra- va). Normalmente a carenagem é fi- xada por três ou quatro parafusos, não sendo difícil localizá-los. N Figura 24 - Carcaça da trava de direção da Kombi — com o furo “P”. yage, Gol, etc... >. Figura 25 — Carcaça da trava de direção dos demais carros da linha Volkswagem (Passat, Vol- Removida a carenagem, inde- pendentemente do modelo da carca- ça da trava ou do tipo de cilindro, se- rá preciso fazer um furo de + 3 mil- metros de diâmetro, isto no caso de- la não estar furada. Se o veículo já te- ve o cilindro removido, com certeza já existe o furo. Caso contrário, não. Se o cilindro da trava for de — cabeça plástica grossa, fura-se, nas) direção do canal da chave, a 12 milí- metros da parte metálica da entrada do cilindro. Em outras palavras, tra- ce por sobre a carcaça da trava uma linha reta, alinhada: com o centro do canal da chave. Agora, meça 12 mi- límetros a partir de onde a cabeça plástica grossa encosta na carcaça. Este é o ponto onde se deve furar. CURSO DE CHAVEIRO — AULA 5 INSTITUTO UNIVERSAL BRASILEIRO Figura 26 — Tipos de cilindros dos carros da linha Volkswagem. RN Para cilindro de cabeça plás- ica fina, esta medida muda para 20,5 milímetros. Podemos também adotar para ambos os casos a medida de 27 a 29 milímetros a partir da parte me- tálica frontal do cilindro. Estas medi- ções estão indicadas na figura 27. & | Os cilindros de ignição destes carros da Volkswagem possuem dez guilhotinas enquanto que os cilindros das portas possuem sete guilhotinas. As três guilhotinas a mais da ignição formam o segredo, que existe no ci- lindro da porta. (Figuras 28 e 28-A). Como o aluno pode perceber pela figura, o canhão do cilindro da porta tem um espaço maior entre a segunda e a terceira, terceira e quar- ta e sexta e sétima guilhotina. Por- tanto esses espaços são destinados aos rasgos das guilhotinas que for- mam os pares dos segredos gêmeos. Caso deseje tazer a chave pe- lo segredo da porta, esta ficaria con- forme mostra a figura 29. Portanto é uma chave que não daria partida na ignição. Para que isto ocorra é preciso, alargar as cavas 2, 4 e 6. Para isso use a lima chata em posição inclina- da e faça o alargamento da-cava. Não esqueça de fazer a inclinação na lateral da cava. (Figura 30). Figura 27 — Locais onde serão realizados os furos para remoção dos cilindros. CURSO DE CHAVEIRO — AULA 5 14 INSTITUTO UNIVERSAL BRASILEIRO Figura 30 — Sequência para limar as cavas. Você aprendeu como tirar o ci- lindro da trava, portanto não é certo fazer a chave pelo cilindro da porta, mas o aconselhável, como já disse- mos, é fazer a chave pelo cilindro da ignição. Portanto, vejamos como des- montar o cilindro da ignição após a retirada da trava. Coloque uma chave no cilin- dro, pode ser virgem, você vai notar que a ponteira do cilindro sobe per- mitindo que se veja o pino trava do canhão. Empurre-o com um saca-pino para que saia e libere a ponteira que deve ser retirada. (Figura 31). Gire o canhão até que os dois ressaltos existentes no mesmo fi- quem alinhados com os dois canais de saída do corpo do cilindro. Não se esqueça de manter a chave dentro do cilindro, para evitar que as guilhotinas caiam, já que o sistema é duplo com guilhotinas superiores e inferiores. Com isto terminamos as prin- cipais informações sobre os veícu- los da Linha Volkswagem. Os carros Chevette, Monza, Kadett, Ipanema, Chevy, Corsa, As- tra, Celta, Vectra e Omega da linha Figura 31 - Desmontagem do cilindro da ignição. Chevrolet utilizam dois tipos de car- caça de trava de direção. A diferença entre ambas é apenas a abertura do local onde se deve baixar a mola tra- va do cilindro para que ele possa sair. Nos modelos mais antigos a abertura é retangular, nas mais mo- dernas a abertura é através de um furo. (Figura 32). . O que muda é apenas a fer- ramenta que se usa para pressionar a mola do cilindro para que ele saia. Na abertura retangular uma chave de fenda pequena pode pres- sionar a mola trava enquanto no tu- ro é preciso usar um arame (pode ser raio de roda de bicicleta) com a ponta curva. (Veremos na figura 35). A carcaça da trava de direção que difere só na aparência é a do Celta, já que o cilindro e a forma de retirá-lo da carcaça e sua desmonta- gem seguem os mesmos princípios los demais carros da linha Chevrolet. (Figura 33). CURSO DE CHAVEIRO - AULA 5 16 INSTITUTO UNIVERSAL BRASILEIRO Figura 32 — Tipos de carcaças das travas de direção dos carros General Motors. TIRADA DO CiL ) Para a retirada do cilindro das travas de direção das Linhas de au- tomóveis General Motors, primeira- mente remova a carenagem que en- volve o cilindro. A seguir coloque a chave no Figura 33 — Carcaça da trava de direção do Celta. E cilindro é gire-a para a segunda po- sição, ou seja, uma antes da partida. Observe que o anel plástico da ca- beça do cilindro, possui uma marca- ção que estabelece a parada da cha- ve para uma determinada situação. (Figura 34). Figura 34 — Posição de chave. A posição deste anel é impor- tante pois qualquer deslocamento do mesmo dificulta a localização dessas posições a não ser por tentativas. Se dispuser da chave colo- que-a na posição Il, a seguir aperte, através da abertura ou furo, a mola da trava do cilindro. Caso não tenha em mãos a chave é preciso michar o cilindro para colocá-lo na segunda posição. (Figuras 35, 35-A, 35-B, 35-C, 35-D e 35-E). CURSO DE CHAVEIRO — AULA 5 aaa INSTITUTO UNIVERSAL BRASILEIRO É JE Atenção Forçar a peça trava do cilindro sem que a chave esteja na segunda posição poderá danificar a trava utili- zando o cilindro, e às vezes dificul- tando sua saída. Os cilindros da igni- ção dos carros da linha General Mo- tors, são todos iguais, no formato, di- mensões, forma de retirar e colocar na carcaça das travas de direção e forma de desmontar; o que muda no caso do Ômega e Vectra é o formato das guilhotinas. A exemplo do acon- tece com o cilindro de ignição dos carros Volkswagem, acontece tam- bém com estes carros da General Motors, ou seja, a maior quantidade de guilhotinas está nos cilindros de ignição dez e sete guilhotinas nos cilindros das portas. (Figura 36). Para a retirada do cilindro da ignição, como já dissemos, é preciso colocar a chave na segunda posição. Caso não se tenha a chave é preciso michar para que se possa girar o ca- nhão para a posição de saída. Uma vez retirado o cilindro é preciso desmontá-lo para a execu- ção do serviço que pode ser confec- ção da chave, unificação do segre- do, etc. Para isso é preciso retirar o pino trava do canhão localizado na parte traseira do cilindro da seguinte maneira: gire o canhão para a es- querda olhando o mesmo por trás 180º (graus) até que fique rente no encosto. Nesta posição aperte o pino com uma pequena chave de fenda, para que possa ultrapassar o encos- to e poder ser retirado, na canaleta existente logo após o encosto. (Fi- guras 37 e 37-A). Atenção: Esse pino trabalha com uma mola no interior do seu alo- jamento. Portanto, ao pressioná-lo para que ultrapasse o encosto que o de- tem é preciso mantê-lo protegido com o dedo, pois a pressão exercida pela mola poderá atirá-lo para longe. (Figura 38). Para a retirada do canhão não esqueça de colocar no seu interior ou a ferramenta lisa, ou mesmo a chave virgem para que detenha as guilhoti- nas no seu interior. (Figura 39). Esse procedimento é válido para todos os cilindros de ignição da linha Chevrolet, desde o Chevette, até o Monza, Kadet, Corsa, Vectra e Astra. HE Figura 37 — Ping trava do canhão. Figura 37-A — Girando o pino trava para a posição de saída. CURSO DE CHAVEIRO — AULA 5 19 INSTITUTO UNIVERSAL BRASILEIRO Figura 38 — Pino trava na posição de saída. Não daremos detalhes da con- fecção de chaves nesta aula, uma vez que este assunto será tratado em lição específica. Iniciamos a linha de carros da Ford, com: Corcel Il, Belina Del Rey e Pampa, que se utilizam da mesma carcaça para a trava de direção que é apresentada na figura 40. A exemplo do que acontece com o cilindro de ignição da General Motors, a linha da Ford também pos- sui, um anel que pode ser metálico ou de plástico envolvendo o cilindro marcando as posições da chave para determinadas situações. (Figura 41). Figura 39 — Retirada do canhão. Figura 40 — Carcaça da trava de direção dos automóveis: Corcel e Del Rey. igura 41 — Posições da chave, cilindro Ford. Vamos denominar de posi- ções já que as fábricas e utilizam e algumas maneiras para gravá-las com letras T, À, Le P ou letras e nú- meros romanos B, O, |, Il, ou ainda, só números romanos 0, |, Il e Ill. Para retirar o cilindro de igni- ção destes carros é preciso pressio- is a sua trava através de uma aber- tura retangular na parte inferior da carcaça, com a chave na segunda posição. Caso não possua chave, é necessário michar o cilindro. (Figu- ras 42, 42-A e 42-B). CURSO DE CHAVEIRO — AULA 5 20 INSTITUTO UNIVERSAL BRASILEIRO