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Utilização na Robótica Industrial
Tipologia: Notas de estudo
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Não perca as partes importantes!





























































































CURSO DE ROB ´OTICA M ´OVEL
2.14 Sensor de efeito Hall com im˜a permanente (a) linhas de fluxo na ausˆencia de
2.21 Esquema de Triangulac¸ ˜ao passiva ou triangulac¸ ˜ao estereosc ´opica passiva uti-
trajet ´oria que determina as dependˆencias de tempo dos parˆametros de
do tempo, alimentam o controlador. O controlador computa a forc¸a F a ser
afinal, se aut ˆomatos eram capazes de descrever a natureza e os animais, seriam adequados para explicar a natureza humana? A construc¸ ˜ao de aut ˆomatos cresceu no s´eculo XVIII, sendo que alguns se tornaram bas-
No final do s´eculo XVIII a revoluc¸ ˜ao industrial e a conseq ¨uente adoc¸ ˜ao do modelo me- canicista de Taylor e Fayol proporcionaram a mudanc¸a definitiva das formas de produc¸ ˜ao, levando o uso das m´aquinas para a ind ´ustria: iniciava-se a era da produc¸ ˜ao em larga escala. A palavra rob ˆo tem sua origem na palavra tcheca robota , que significa trabalho escravo,
de ficc¸ ˜ao Rossum’s Universal Robots. Em 1936, Charles Chaplin satiriza o processo de automac¸ ˜ao pesada em seu filme Tempos Modernos. Em 1939, Issac Asimov, considerado o pai da rob ´otica, popularizou o termo rob ˆo em seu livro I Robot , no qual estabelece as famosas trˆes leis da rob ´otica, que s˜ao:
que isto acontec¸a.
a primeira lei.
ou a segunda lei.
tadores. A primeira patente para um rob ˆo industrial controlado por computador foi registra-
controle chamado Universal Automation. Mais tarde, co-fundou a companhia de rob ˆos indus-
program´avel, foi instalado na linha de montagem da General Motors: estava iniciada era da automac¸ ˜ao industrial.
pintura, cuja trajet ´oria era treinada e armazenada.
A princ´ıpio, com o avanc¸o nas ´areas de sensores, processamento de imagens e inteligˆencia artificial, dotar um rob ˆo m ´ovel com capacidades para atuar em ambientes dinˆamicos parecia ser algo simples, por´em, logo percebeu-se a grande complexidade envolvida no desenvolvi- mento de sistemas m ´oveis que fossem robustos e adapt´aveis.
para representar o ambiente e grafos de visibilidade para o planejamento da trajet ´oria. Em 1972, o rob ˆo Shakey - fruto do trabalho de Nilsson na SRI International, hoje Instituto de Pes- quisa de Stanford - foi introduzido como o primeiro rob ˆo m ´ovel controlado por inteligˆencia artificial.
Figura 1.1: O primeiro rob ˆo m ´ovel: Shakey
Problemas relacionados com as quest ˜oes de movimentos rotacionais e translacionais tor-
uma “regi˜ao de incerteza”, criada atrav´es do crescimento dos obst´aculos. Assim, utilizando grafos de visibilidade para o planejamento de trajet ´oria, o rob ˆo poderia ser tratado como um simples ponto no espac¸o de configurac¸ ˜ao. Este m´etodo foi o primeiro m´etodo exato aplicado ao problema do planejamento de trajet ´oria.
gem do espac¸o livre e ao planejamento de trajet ´oria, utilizando o conceito de cones genera- lizados. Estes m´etodos, baseados em um mapa do ambiente, chamados de arquiteturas de- liberativas ou planejadas, sofriam s´erias restric¸ ˜oes com relac¸ ˜ao a criac¸ ˜ao e manutenc¸ ˜ao do mapa do ambiente. Para minimizar os problemas advindos do mundo real, foram
(^1) Estrutura em forma de ´arvore que ´e gerada atrav´es da decomposic¸ ˜ao de um ambiente bidimensional pelo refinamento sucessivo das c´elulas.
mapeado em uma quadtree, onde a menor c´elula tem o tamanho do diˆametro do rob ˆo. O caminho ´e, inicialmente, dado por uma linha reta e durante a execuc¸ ˜ao desta trajet ´oria, s˜ao obtidas leituras dos sensores utilizadas para atualizar a estrutura da quadtree sobre a qual o caminho ´e replanejado. Em 1994, a NASA em conjunto com a Carnegie Mellon University e Observat ´orio de Vulc ˜oes do Alaska desenvolveram um rob ˆo hex´apode chamado Dante (figura 1.12) para inspecionar vulc ˜oes ativos, em julho de 1997 o Soujourner (figura 1.2 (b)) toca o solo de Marte e em janeiro de 2000, a Carnegie Mellon apresenta um rob ˆo com quatro rodas para busca de amostras de meteoritos na Ant´artica (figura 1.2 (a)). O rob ˆo coleta as amostras de pedras e as classifica utilizando t´ecnicas de inteligˆencia artificial.
(a) Rob ˆo para busca de amostras de meteoritos na Ant´artica
(b) Sojourner
Figura 1.2: Rob ˆos da atualidade
variados tipos de rob ˆos, para os mais variados tipos de tarefas.
1.2 Rob ˆo M ´ovel: uma defini¸c˜ao
Um rob ˆo m ´ovel ´e um dispositivo mecˆanico montado sobre uma base n˜ao fixa, que age sob o controle de um sistema computacional, equipado com sensores e atuadores que o permitem interagir com o ambiente [32]. A interac¸ ˜ao com o ambiente se d´a atrav´es de ciclos de percep¸c˜ao-a¸c˜ao que consistem em trˆes passos fundamentais:
O rob ˆo realiza diversos ciclos de percepc¸ ˜ao-ac¸ ˜ao, modificando o estado do ambiente em busca da realizac¸ ˜ao da tarefa [36].
AMBIENTE
Percepção
Ação
Sensores
Atuadores Figura 1.3: Ciclo de interac¸ ˜ao
1.3 Classifica¸c˜ao
Diversas taxonomias tem sido utilizadas para classificar rob ˆos m ´oveis, contudo, n˜ao h´a, ainda, nenhuma que seja definitiva. De uma forma geral, podemos agrupar os rob ˆos exis- tentes de acordo com trˆes aspectos: anatomia, tipo de controle e funcionalidade.
Quanto a anatomia os rob ˆos podem ser classificados em trˆes grandes grupos (figura 1.4): os rob ˆos a´ereos, os aqu´aticos e os terrestres.
Rodas Esteiras Pernas
Aéreos Aquáticos Terrestres
Robôs Móveis
Figura 1.4: Classificac¸ ˜ao segundo a anatomia
gulares, como por exemplo com solo fofo e pedras. A grande desvantagem est´a na dissipac¸ ˜ao de energia causada pelo movimento de giro da pr ´opria esteira e pelas ro- das no seu interior (figura 1.7).
(a) (b)
Figura 1.7: Exemplos de rob ˆos com esteiras
´ıngremes, ou em ambientes espec´ıficos, como por exemplo, ambientes com escadas. A grande dificuldade deste tipo de rob ˆo est´a no desenvolvimento do projeto para contro- le das pernas, que tˆem, no m´ınimo, dois graus de liberdade. H´a tamb´em o fator custo associado a este tipo de projeto, pois cada atuador utiliza pelo menos dois motores (fi- gura 1.8).
E importante ressaltar que estas s˜´ ao categorias difusas, uma vez que podem ser combi- nadas caracter´ısticas de dois grupos na construc¸ ˜ao de um rob ˆo para uma tarefa espec´ıfica.
Quando classificados segundo o tipo de controle, os rob ˆos podem ser separados em trˆes categorias:
sozinho;
(a) Rob ˆo hex´apode (b) Rob ˆo human´oide
Figura 1.8: Exemplos de rob ˆos com pernas
baseando-se nos dados obtidos do ambiente.
Ao agruparmos os rob ˆos segundo sua funcionalidade, percebemos quatro grupos: rob ˆos industriais, rob ˆos de servic¸o, rob ˆos de campo e rob ˆos pessoais. Contudo, h´a uma sobreposic¸ ˜ao entre os trˆes primeiros (figura 1.9), devido a diferenc¸a dos ambientes onde atuam e a necessidade de maior autonomia.
Grau de Autonomia
Grau de Desestruturação do Ambiente
industrial
serviço
Serviço serviçodecampo
Campo
Pessoais
Industriais
Figura 1.9: Classificac¸ ˜ao segundo a funcionalidade
tarefas determinadas a priori na forma de uma seq ¨uencia expl´ıcita e ac¸ ˜oes e executam este programa automaticamente. O ambiente ´e completamente estruturado e ajustado
Figura 1.11: Exemplo de rob ˆo de servic¸o de campo: colheitadeira aut ˆonoma
s˜ao: explorac¸ ˜ao (espacial, de cavernas, vulc ˜oes), minerac¸ ˜ao e limpeza de acidentes nucleares.
Figura 1.12: Exemplo de rob ˆo de campo: Dante, para explorac¸ ˜ao de vulc ˜oes
espec´ıficas, mas interagem com os humanos e aprendem a localizar-se no ambiente (fi- gura 1.13).
Figura 1.13: Exemplo de rob ˆo pessoal: o c˜aozinho Aibo
1.4 Desafios em Rob ´otica M ´ovel
Construir um rob ˆo m ´ovel envolve uma s´erie de problemas. E necess´´ ario lidar com er- ros de posic¸ ˜ao e orientac¸ ˜ao, ru´ıdos nas leituras dos sensores, problemas com a carga das baterias, erros de programac¸ ˜ao, etc. Como ´e poss´ıvel perceber, a tarefa de construir um rob ˆo com caracter´ısticas humanas ´e um desafio incrivelmente dif´ıcil. Seres humanos possuem caracter´ısticas muito dif´ıceis de serem modeladas. Nosso sistema de vis˜ao ´e apurado, nossa reac¸ ˜ao a uma situac¸ ˜ao inespe- rada ´e quase que instantˆanea, nossos movimentos s˜ao coordenados inconscientemente para manter o equil´ıbrio do corpo. Nosso sistema de controle de energia opera de forma bastante otimizada. Todas estas caracter´ısticas nos tornam “m´aquinas” perfeitas. Quando desenvolvemos rob ˆos, procuramos nos espelhar em nossas habilidades e essa busca pelo desenvolvimento de m´aquinas com caracter´ısticas humanas nos apresenta uma s´erie de desafios.
O grande desafio da navegac¸ ˜ao de rob ˆos m ´oveis ´e criar formas de representac¸ ˜ao do am- biente. At´e que ponto modelos do ambiente precisam ser refinados e livres de erros. At´e que ponto podemos utilizar navegac¸ ˜ao reativa e ainda assim maximizar o desempenho do rob ˆo.
Outro grande desafio ´e fazer com que o rob ˆo reconhec¸a o ambiente no qual est´a inserido. Isto envolve problemas com a complexidade computacional do processamento de imagem e dados, al´em das dificuldades encontradas ao tratar diferenc¸as de luminosidade e ru´ıdo nos dados advindos dos sensores.
Ao tornar o rob ˆo mais complexo, adicionando a ele novos sensores e atuadores, estamos tamb´em acrescentando mais complexidade ao trabalho de programac¸ ˜ao de ac¸ ˜oes do rob ˆo, al´em de dificultar a tarefa de calibrac¸ ˜ao dos sensores e coordenac¸ ˜ao dos movimentos. O