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Maratona de engenharia 2008-CHEMTECH
Tipologia: Notas de estudo
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Não perca as partes importantes!
















Para controladores de ação reversa, tem-se:
E = PV - SP (2)
As válvulas também desempenham um papel importante na predição do tipo de
extremidade (Figura 1), que abre ou fecha o orifício à medida que a haste se movimenta verticalmente. Esta operação é dada, normalmente, por um sinal pneumático. Quando um aumento de ar fecha o orifício, a válvula é dita do tipo ar- para-fechar, em uma situação de falha de ar, este tipo de válvula se mantém aberta, daí a também ser conhecida como falha aberta. O outro caso, em que o sinal de ar é usado para manter a válvula aberta esta é dita do tipo ar-para-abrir, ou falha fechada.
A escolha da configuração de válvula é baseada em considerações de segurança.
Figura 1 – Esquema de uma válvula pneumática do tipo ar-para-fechar
Como já dito, o erro do controlador pode ser definido como a diferença entre o
Ao longo desse curso, a definição de controlador com ação direta é aquele cujo aumento da no sinal de saída do controlador (CO) provoca um aumento na variável de processo (PV). Portanto, no caso de controlador de ação direta, o erro é definido como
ação direta e ação reversa.
A ação do controlador deve ser escolhida corretamente em função do processo, para que o controlador funcione corretamente. A escolha errada da ação do controlador pode provocar uma instabilidade no sistema, e o controlador não conseguirá operar em automático.
O controlador proporcional caracteriza-se pela saída do controlador (u(t)) ser
do controlador.
Como o nome sugere, o controlador proporcional caracteriza-se pela sua saída (u(t))
de cálculo do sinal de saída do controlador P. Por exemplo, no caso de u(t) estar representando o percentual de abertura de uma válvula, seu valor pode variar de 0% (fechada) até 100% (aberta).
em que ele foi colocado em modo automático. Em caso de controladores digitais, é usual a implementação do algoritmo em velocidade, o que torna dispensável o
A ação de controle Integral é caracterizada pelo fato de o valor da saída do controlador
( ) (^) K .e ( ) t
onde Ki é um parâmetro ajustável.
A Função de Transferência do controlador Integral é
( ) ( ) s
rápido. Ao se aplicar um erro do tipo degrau, o sinal observado na variável de controle será do tipo rampa, conforme ilustrado na Figura 3.
Figura 3 – Exemplo de sinal de saída de um controlador com ação puramente Integral
A ação integral é proporcional a integral da função do erro ao longo do tempo. No caso ilustrado na Figura 3, a magnitude do degrau do erro é constante, e não há variação ao longo do tempo, após o salto, conseqüentemente a variação da ação integral é linear com o tempo. A ação integral irá aumentar ou diminuir a saída do controlador enquanto o erro for não nulo.
Já o controlador proporcional e integral (PI) gera a sua saída proporcional ao erro (Ação P), e proporcionalmente à Integral do erro (Ação I – termo integral). A Equação
cujo ganho proporcional também multiplica o termo integral.
i
= (^) p + p ∫ +
A Função de Transferência do controlador PI é mostrada a seguir:
( ) ( )
p i
A constante Kp representa o ganho proporcional e Ti é chamado tempo integral. Tanto Kp como Ti são ajustáveis. O tempo integral ajusta a ação de controle integral, enquanto uma mudança no valor de Kp afeta tanto a parte proporcional como a parte integral da ação de controle.
O fator multiplicativo (1/Ti) é denominado como ganho integral do controlador, ou
proporcional da ação de controle é duplicada. O Termo Ti é o tempo integral. Alguns fabricantes de controladores preferem que o termo da ação integral a ser ajustado durante a sintonia seja o tempo integral, o próprio Ti, em segundos ou em minutos por
A Figura 4 mostra a ação do controlador proporcional e integral paralelo clássico, em resposta a um degrau no erro.
Figura 4 – Exemplo de sinal de saída de um controlador com ação proporcional e integral
Na prática, todos os atuadores apresentam limites. Quando o valor da variável de controle atinge o limite máximo (ou mínimo) do atuador, ocorre a saturação do sinal de controle. Este fato faz com que a malha de realimentação seja de certa forma quebrada, pois o atuador permanecerá no seu limite máximo (ou mínimo) independentemente da saída do processo.
Caso um controlador com ação integral seja utilizado, o erro continuará a ser integrado e o termo integral tende a se tornar muito grande, ou seja, tende a "carregar-se" demasiadamente, sem causar nenhuma ação efetiva nas variáveis de processo. Diz-se,
trabalhar na região linear (saia da saturação) é necessário que o termo integral se "descarregue". Para tanto, dever-se-á esperar que o sinal de erro troque de sinal fazendo com que se altere o sentido de atuação do controlador, para que o sinal do controlador saia da região de saturação. Como conseqüência, a resposta do sistema durante esses períodos tenderá a ficar lenta e oscilatória, um comportamento extremamente indesejável em um processo industrial.
Existem várias maneiras de se evitar o reset wind-up da ação integral. A seguir são apresentados dois métodos de anti wind-up. A idéia básica é impedir que o integrador continue a se carregar quando a saturação ocorra.
atuador satura, o termo integral é re-calculado de forma que seu valor permaneça no valor limite do atuador. É vantajoso fazer esta correção não instantaneamente, mas dinamicamente com uma constante de tempo Tt.
diferença entre o valor da entrada e da saída do atuador constituem um erro es que é realimentado à entrada do integrador com um ganho 1/Tt. É importante notar que quando não há saturação o erro es é igual a zero e, portanto, este laço não tem nenhum efeito quando o controlador está operando linearmente (saída não-saturada). Quando ocorre a saturação es será diferente de zero e o sinal aplicado na entrada do integrador deixará de ser
i
e passará para
s i t
sendo que, em regime permanente, tem-se que:
i
Desta forma, a entrada do integrador será igual a zero prevenindo, assim, que o mesmo se carregue demasiadamente. O tempo para que a entrada do integrador chegue a se anular é determinado pelo ganho 1/Tt, assim Tt pode ser interpretado como a constante de tempo que determina o quão rápido a entrada do integrador será levada a zero. Dessa forma, a escolha de valores pequenos para Tt pode parecer vantajosa à primeira vista, mas se deve ter cuidado em sua escolha, especialmente,
Desligar o integrador somente durante a saturação.
A desvantagem destas duas estratégias é que o valor do termo integral poderá ficar bloqueado em um valor muito alto enquanto o integrador permanecer desligado. Para evitarmos este tipo de problema uma terceira estratégia pode ser implementada.
A idéia consiste em desligar o integrador somente quando o controlador está saturado e o erro é tal que provocaria um aumento da carga do integrador fazendo com que o sinal de controle ficasse ainda mais saturado. Assim, por exemplo, se o controlador está saturado no limite máximo a ação seria desligada somente enquanto o erro fosse positivo. Dessa forma, a ação integral voltaria a ser ligada quando o sinal de erro se tornasse negativo, levando assim ao descarregamento do sinal do integrador.
Este tipo de controlador é caracterizado pelo fato de possuir um termo proporcional a derivada do erro. Portanto, a saída gerada pelo controlador é proporcional:
A equação do algoritmo de cálculo do sinal de saída do controlador PID paralelo clássico, em que o ganho proporcional também multiplica o termo integral e o termo derivativo é dada por:
0
i
∫ (11)
O termo TD é denominado tempo derivativo do controlador.
Na Figura 7, é mostrada a ação derivativa do controlador para um erro do tipo rampa, ou seja, linear com o tempo.
Figura 7 – Exemplo de sinal de saída de um controlador com ação derivativa
A Figura 7 mostra que a ação do controlador será um valor constante, pois a derivada de uma reta é uma constante. Portanto, a resposta a um erro do tipo rampa será um degrau.
A Figura 8 na seqüência mostra a ação de um controlador proporcional e derivativo, ou seja, além dos efeitos proporcionais ao erro, a saída também possuirá uma componente proporcional a derivada do erro.
Figura 8 – Exemplo de sinal de saída de um controlador com ação proporcional derivativa
( ) (^ ) ( )
c P i D
A Figura 9, na seqüência mostra o diagrama de blocos para esse tipo de controlador.
Figura 9 – Algoritmo PID paralelo clássico
Nesse tipo de implementação, o ganho proporcional afeta o termo integral, assim como o termo derivativo, o que em algumas situações pode ser indesejado. Em virtude disso criou-se um algoritmo PID paralelo alternativo, em que o ganho proporcional não afeta nem o termo integral, nem o termo derivativo.
( ) (^ ) ( )
D i
A Figura 10, na seqüência mostra o diagrama de blocos para esse tipo de controlador.
Figura 10 – Algoritmo PID paralelo alternativo
A implementação anterior desses algoritmos em um equipamento físico (pneumático ou eletrônico analógico) não é possível em função do termo derivativo. Este termo não é “realizável”, pois a função de transferência possui o grau do numerador maior do que o do denominador. Esta função de transferência (TD.s) tem um ganho que cresce sem limites, quando a freqüência do sinal aumenta. Uma solução muito utilizada na prática é utilizar um filtro na ação derivativa, conforme ilustra a equação
( .T s )
D.
D
numerador prepondere, que é a ação derivativa desejada. Alguns fabricantes de
mantêm o valor fixo.
Com o objetivo de superar a dificuldade de implementação do termo derivativo, os fabricantes de controladores analógicos pneumáticos e eletrônicos utilizaram tradicionalmente o algoritmo de controle PID do tipo Série ou interativo, mostrado abaixo.
( ) ( )
D I
Observa-se que o termo derivativo é implementado por uma função de transferência cuja ordem do numerador é igual, à do denominador, logo é viável fisicamente. Outra
característica de o ganho proporcional (KP) ser o principal fator que controla a resposta ou velocidade da malha, já que ele altera também os termos, integral ou derivativo.
Ainda existem outras variações do algoritmo PID, por exemplo, o termo derivativo pode atuar na variável de processo (PV) e não no erro como nas equações anteriores,
I
= (^) P + ∫ +
A vantagem dessa implementação é que qualquer mudança brusca no “setpoint” do controlador, feita pelo operador, não irá perturbar a saída do controlador em função do termo derivativo. Este termo “D” passa então a considerar apenas as tendências de mudança na variável medida (PV). No PID clássico, uma variação em degrau no erro irá provocar uma grande variação na sua saída. A escolha do tipo adequado de PID
ajustado pelo operador, e vem da saída de outro controlador, o PID clássico é mais recomendado.
Conforme estudado, pode-se implementar o PID utilizando um algoritmo de velocidade ou de posição. A forma de velocidade apresenta certas vantagens sobre a de posição:
Como o algoritmo PID de velocidade calcula a variação desejada para a saída do controlador, que é somada à posição atual, basta limitar o resultado desta soma, para se eliminar o problema da saturação do termo integral.
Nas seções anteriores, foram apresentadas as ações básicas de controle. Com o objetivo de fortalecer os conceitos discutidos até este ponto, esta seção trás uma sucinta revisão sobre os sinais de controle e as respostas dos controladores PID.
O sinal de saída é diretamente proporcional ao sinal de erro do processo; Sempre apresenta um erro em regime estacionário, conhecido por offset; Quanto maior o ganho Kp, menor será o off-set; Promove a estabilidade do sistema de controle; Acelera a resposta de um processo controlado.
Sinal de saída proporcional à integral do sinal de erro; Atua na eliminação do off-set; Produz respostas lentas, com longas oscilações; Quanto menor a constante de tempo integral, mais rapidamente é reduzido o erro. Por conseguinte, mais oscilatório o sistema se torna.
Antecipa futuros erros e introduz a ação apropriada. Com isso, há uma melhora na resposta dinâmica; Introduz efeito estabilizante na resposta da malha de controle e reduz
Não é indicado para processos com ruído.
Essa seção apresenta os sinais de resposta dos tipos mais utilizados de controlador, para os erros do tipo: degrau, pulso, rampa e senoidal.