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diabete gestacional, Notas de estudo de Enfermagem

PROBLEMAS DA GESTAÇÃO

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 17/12/2010

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DIABETE GESTACIONAL
Qualquer mulher pode desenvolver diabete gestacional.
Os ricos aumentam quando:
Idade acima de 30 anos;
Obesidade ou ganho excessivo de peso;
Gestação anterior com bebê pesando acima de 4Kg ao nascer;
Aborto ou morte fetal anterior (não-esclarecidos);
Tratamento para pressão alta;
Diabetes presente em gestações anteriores;
Presença de glicose na urina;
Excesso de líquido amniótico.
Os principais sintomas são:
Polaciúria - Urinar muito;
Polidipsia - Ter sede exagerada;
Polifagis - Comer muito;
Perda ou aumento acentuado de peso;
Cansaço, fraqueza e desânimo.
O diabete gestacional pode estar presente mesmo sem que a mulher apresente
quaisquer sintomas.
A Associação Americana de Diabetes recomenda que todas as gestantes
sejam testadas entre a 24ª e a 28ª semana, porque é nesta época que a placenta
começa a produzir altos índices hormonais, o que provoca a resistência à
insulina.
O diagnóstico do diabete gestacional é feito através de um teste de tolerância
à glicose no qual a gestante ingere 50 gramas de glicose com medida da
glicemia após uma hora.
Um resultado menor ou igual a 140mg/dl é considerado normal e não
é necessário outro tipo de teste.
Caso o resultado seja maior que 140mg/dl, é feito um novo teste de
tolerância a glicose, desta vez com medidas de glicemia até 3 horas.
O diagnóstico de diabetes gestacional é feito quando o resultado deste
teste de 3 horas está alterado.
O tratamento visa manter normais os níveis de açúcar no sangue, o que pode
incluir o seguinte:
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DIABETE GESTACIONAL

Qualquer mulher pode desenvolver diabete gestacional. Os ricos aumentam quando:

  • Idade acima de 30 anos;
  • Obesidade ou ganho excessivo de peso;
  • Gestação anterior com bebê pesando acima de 4Kg ao nascer;
  • Aborto ou morte fetal anterior (não-esclarecidos);
  • Tratamento para pressão alta;
  • Diabetes presente em gestações anteriores;
  • Presença de glicose na urina;
  • Excesso de líquido amniótico. Os principais sintomas são:
  • (^) Polaciúria - Urinar muito;
  • Polidipsia - Ter sede exagerada;
  • Polifagis - Comer muito;
  • Perda ou aumento acentuado de peso;
  • Cansaço, fraqueza e desânimo.

O diabete gestacional pode estar presente mesmo sem que a mulher apresente quaisquer sintomas.

A Associação Americana de Diabetes recomenda que todas as gestantes sejam testadas entre a 24ª e a 28ª semana, porque é nesta época que a placenta começa a produzir altos índices hormonais, o que provoca a resistência à insulina.

O diagnóstico do diabete gestacional é feito através de um teste de tolerância à glicose no qual a gestante ingere 50 gramas de glicose com medida da glicemia após uma hora.

  • Um resultado menor ou igual a 140mg/dl é considerado normal e não é necessário outro tipo de teste.
  • Caso o resultado seja maior que 140mg/dl, é feito um novo teste de tolerância a glicose, desta vez com medidas de glicemia até 3 horas. O diagnóstico de diabetes gestacional é feito quando o resultado deste teste de 3 horas está alterado. O tratamento visa manter normais os níveis de açúcar no sangue, o que pode incluir o seguinte:
  • Dieta pobre em glicose e amido;
  • Exercícios moderados;
  • Monitorar a glicose no sangue diariamente;
  • Insulinoterapia. Uma dieta balanceada é fundamental para o controle do diabetes gestacional. A dieta deve suprir as necessidades da mãe e do bebê. Equilibrará carboidratos, gordura e proteínas; reduzirá o nível de gordura e colesterol, será rica em fibra. O consumo de açúcar será reduzido ou evitado.

MONITORAMENTO DA GLICOSE

A melhor forma de controlar a glicemia durante a gestação é a auto- monitoração. A mesma gestante mede a glicemia algumas vezes por dia.

Para isso existe um aparelho conhecido como glicosímetro que lê o valor da glicemia em uma fita especial com apenas uma gota de sangue. A freqüência dos testes será determinada pelo médico. Esta gestante deverá ser acompanhada por um endocrinologista, além do obstetra.

Geralmente é necessária uma glicemia de jejum, e glicemias duas horas após as refeições, mas o esquema deve ser individualizado.

O USO DE INSULINA é SEMPRE NECESSÁRIO?

Em alguns casos a dieta e a atividade física mantém os níveis de glicemia dentro dos padrões normais, porém, na maioria das vezes é necessário iniciar o uso de insulina.

Normalmente o uso de insulina é indicado caso a glicemia de jejum estiver acima de 105mg/dl ou a glicemia depois de 2 horas da alimentação for maior que 120mg/dl em duas ocasiões separadas.

O diabetes gestacional não causa defeitos congênitos, pois estes só ocorrem em algum momento do 1º trimestre, ou seja antes da 13ª semana.

As gestantes que desenvolvem o diabetes gestacional geralmente têm níveis normais de açúcar no sangue durante o primeiro trimestre.

A chave para prevenir os problemas assossiados ao diabetes gestacional é o controle rigoroso dos níveis de glicemia.

HIV NA GESTAÇÃO

Transmissão Vertical (TV) do vírus (da gestante para o bebê na gravidez, parto ou amamentação). A transmissão pré-natal, decorrente da exposição da criança durante a gestação, parto ou aleitamento materno vem aumentando devido à maior transmissão heterossexual. A transmissão intra-uterina é possível em qualquer fase da gravidez, porém é menos freqüente no primeiro trimestre. As infecções ocorridas neste período não têm sido associadas a malformações fetais. Alguns estudos demonstraram que uma proporção substancial dos casos de transmissão do HIV da mãe para o filho ocorre durante o período intraparto, e seriam causados por:

  • transfusão do sangue materno para o feto durante as contrações uterinas,
  • infecção após a ruptura das membranas,
  • contato do feto com as secreções ou sangue infectados do trato genital materno.

TRABALHO DE PARTO E PARTO:

Gestantes recebidas em trabalho de parto diagnóstico de HIV positivo ou detectado por teste rápido devem iniciar a profilaxia com AZT imediatamente:

  • Usar acesso venoso exclusivo;
  • Dose INICIAL: 2mg/Kg de peso da paciente diluído em 100ml de soro glicosado. Correr durante uma (1) hora.
  • Dose de MANUTENÇÃO: 1mg/Kg de peso da paciente diluído em soro glicosado contínuo até o nascimento do bebê.

VIA DE PARTO:

Gestante com carga viral maior que 1000 cópias/ml, ou carga viral desconhecida, realizar cesariana, somente após quatro horas de administração do AZT endovenoso.

Gestante com carga viral menor que 1000 cópias/ml o parto pode ser vaginal desde que não haja alguma contra-indicação obstétrica ( feto pélvico, sofrimento fetal, DCP, etc.)

PREPARO PARA PARTO OU CESARIANA:

O preparo deve ser o menos invasivo possível.

  • Não realizar tricotomia para parto vaginal, ( não realizar episiotomia)
  • Evitar mais de uma punção venosa
  • Evitar toques vaginais
  • Tricotomia em região supra-púbica (cesárea) cuidadosa, na menor região possível e no máximo meia hora antes da cirurgia.

CUIDADOS COM O RN PÓS-PARTO:

  • Reduzir ao máximo a exposição ao sangue materno
  • Lavar o RN com água morna imediatamente após o parto
  • Aspirar vias aéreas cuidadosamente, somente com pêra de borracha para evitar traumatismo das mucosas
  • Oferecer leite artificial no lugar de leite materno
  • Administrar AZT solução oral no máximo até a 8a^. hora de vida por até seis semanas. Dose recomendada: 2mg/Kg de peso do RN 6/6h.

CUIDADOS COM A MULHER PÓS-PARTO:

  • Cuidados gerais de puerpério com ênfase na prevenção de infecções
  • (^) Compressão das mamas com ataduras para inibir a lactação
  • Puérperas que detectaram o HIV pelo teste rápido, devem confirmar o diagnóstico com teste tradicional
  • Dar apoio psicológico em função da não amamentação
  • Orientar e encaminhar a mulher para a assistência ambulatorial para ela e seu filho, bem como para a anticoncepção.

A puérpera deverá ser orientada quanto aos cuidados que deverá ter com suas mamas.

Na maioria dos casos é indicada a inibição da lactação também com medicamentos como:

Hidrogenomaleato de lisurida, Parlodel.