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95 Teses de lutero e outros Muito bom para quem deseja estudar teologia, e história da igreja
Tipologia: Teses (TCC)
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Não perca as partes importantes!





























































































ÍNDICE
As famosas teses que foram afixadas na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg em outubro de 1517, chamando os estudantes e os teólogos daquele seminário para um debate sobre o seu conteúdo. Este ato é tido por muitos como o marco inicial da Reforma Protestante.
Breve porém fundamental nota.
Excelente artigo por Heber Carlos de Campos.
A intenção de Lutero através deste catecismo era dar uma introdução às crenças cristãs.
Compilada por Philipp Melanchthon, é considerada a principal profissão de fé luterana. Foi apresentada na Dieta de Augsburgo de 1530.
Confissão de Fé dos huguenotes (calvinistas franceses) martirizados por Villegaignon em terras brasileiras no ano de 1558.
Confissão de Fé dos crentes escoceses sob a liderança de John Knox e alguns outros no ano de 1560.
Antigo Credo da Igreja Cristã. É um resumo da crença da Igreja de Cristo, e tem sido aceito quase que universalmente pelas Igrejas Cristãs.
Credo derivado do Credo de Nicéia (325 dC.), com pequenas alterações introduzidas no Concílio de Calcedônia (451 dC.).
Credo atribuído a Atanásio, bispo de Alexandria no século IV, mas que provavelmente tem sua origem no século V.
Confissão de Fé do povo de Deus chamado de Waldenses no ano de 1120.
Confissão de Fé do povo de Deus chamado de Waldenses no ano de 1544.
D ando prosseguimento ao esforço de disponibilizar na internet
casos, se desprezados, a dívida em absoluto deixaria de ser anulada ou perdoada.
7ª Tese Deus a ninguém perdoa a dívida sem que ao mesmo tempo o subordine, em sincera humildade, ao ministro, seu substituto.
8ª Tese Cânones poenitentiales, que são as ordenanças de prescrição da maneira em que se deve confessar e expiar, apenas são impostos aos vivos, e, de acordo com as mesmas ordenanças, não dizem respeito aos moribundos.
9ª Tese Eis por que o Espírito Santo nos faz bem mediante o papa, excluindo este de todos os seus decretos ou direitos o artigo da morte e da necessidade suprema.
10ª Tese Procedem desajuizadamente e mal os sacerdotes que reservam e impõe aos moribundos penitências canônicas ou para o purgatório a fim de ali serem cumpridas.
11ª Tese Este joio, que é o de transformar a penitência e satisfação, prevista pelos cânones ou estatutos, em penitência ou penas do purgatório, foi semeado enquanto os bispos dormiam.
12ª Tese Outrora canônica poenae, ou seja, penitência e satisfação por pecados cometidos, eram impostos, não depois, mas antes da absolvição, com a finalidade de provar a sinceridade do arrependimento e do pesar.
13ª Tese Os moribundos tudo satisfazem com a sua morte e estão mortos para o direito canônico, sendo, portanto, dispensados, com justiça, de sua imposição.
14ª Tese Piedade ou amor imperfeitos da parte daquele que se acha às portas da morte, necessariamente resultam em grande temor; logo, quanto menos o amor, tanto maior o temor.
15ª Tese
Este temor e espanto em si tão só, sem nos referirmos a outras coisas, basta para causar o tormento e o horror do purgatório, pois se avizinham da angústia do desespero.
16ª Tese Inferno, purgatório e céu parecem ser tão diferentes quanto o são um do outro o desespero completo, incompleto ou quase desespero e certeza.
17ª Tese Parece que assim como no purgatório diminuem a angústia e o espanto das almas, também deve crescer e aumentar o amor.
18ª Tese Bem assim parece não ter sido provado, nem por boas razões e nem pela Escritura, que as almas do purgatório se encontram fora da possibilidade do mérito ou do crescimento no amor.
19ª Tese Parece ainda não ter sido provado que todas as almas do purgatório tenham certeza de sua salvação e não receiem mais por ela, não obstante nós termos esta certeza.
20ª Tese Por isso o papa não quer dizer e nem compreender com as palavras “perdão plenário de todas as penas” o perdão de todo o tormento, mas tão só as penas por ele impostas.
21ª Tese Eis por que erram os apregoadores de indulgências ao afirmarem ser o homem perdoado de todas as penas e salvo mediante indulgência do papa.
22ª Tese Com efeito, o papa nenhuma pena dispensa às almas do purgatório das que, segundo os cânones da igreja, deviam ter expiado e pago na presente vida.
23ª Tese Verdade é que se houver qualquer perdão plenário das penas, este apenas será dado aos mais perfeitos, que são muitos poucos.
24ª Tese Logo, a maioria do povo é ludibriado com as pomposas promessas do indistinto perdão, impressionando-se o homem singelo com as penas pagas.
34ª Tese Tanto assim que a graça da indulgência apenas se refere à pena satisfatória, estipulada por homens.
35ª Tese Ensinam de maneira ímpia quantos alegam que aqueles que querem livrar almas do purgatório ou adquirir breves de confissão não necessitam de arrependimento e pesar.
36ª Tese Tudo o cristão que se arrepende verdadeiramente dos seus pecados e sente pesar por ter pecado, tem pleno perdão da pena e da dívida, perdão esse que lhe pertence mesmo sem breve de indulgência.
37ª Tese Todo e qualquer cristão verdadeiro, vivo ou morto, é participante de todos os bens de Cristo e da Igreja, por dádiva de Deus, mesmo sem breve de indulgência.
38ª Tese Entretanto se não devem desprezar o perdão e a distribuição deste pelo papa. Pois, conforme declarei, o seu perdão consiste numa declaração do perdão divino.
39ª Tese Ë extremamente difícil, mesmo para os mais doutos teólogos, exaltar diante do povo ao mesmo tempo a grande riqueza da indulgência e, ao contrário, o verdadeiro arrependimento e pesar.
40ª Tese O verdadeiro arrependimento e pesar buscam e amam o castigo; mas a profusão da indulgência livra das penas e faz com que se as aborreça, pelo menos quando há oportunidade para tanto.
41ª Tese É necessário pregar cautelosamente sobre a indulgência papal, para que o homem singelo não julgue erradamente ser a indulgência preferível às demais obras de caridade ou melhor do que elas.
42ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos, não ser pensamento e opinião do papa que a aquisição de indulgências de alguma maneira possa ser comparada com qualquer obra de caridade.
43ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos, proceder melhor quem dá aos pobres ou empresta ao necessitado do que os que compram indulgência.
44ª Tese É que pela obra de caridade cresce o amor ao próximo e o homem torna-se mais piedoso; pelas indulgências, porém, não se torna melhor senão mais seguro e livre da pena.
45ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos que aquele que vê seu próximo padecer necessidade e a despeito disto gasta dinheiro com indulgências, não adquire indulgência do papa, mas desafia a ira de Deus.
46ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem fartura, fiquem com o necessário para a casa e de maneira nenhuma o esbanjem com indulgências.
47ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos ser a compra de indulgência livre e não ordenada.
48ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos que se o papa precisa conceder mais indulgências, mais necessita de uma oração fervorosa do que de dinheiro.
49ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos serem muito boas as indulgências do papa enquanto o homem não confiar nelas; mas muito prejudiciais quando, em conseqüência delas, se perde o temor de Deus.
50ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos que se o papa tivesse conhecimento da traficância dos apregoadores de indulgência, preferiria ver a basílica de São Pedro ser reduzida a cinzas a ser edificada com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.
60ª Tese Afirmamos com boa razão, sem temeridade ou leviandade, que estes tesouros são as chaves da Igreja, que lhe foram dadas pelo merecimento de Cristo.
61ª Tese Evidente é que, para o perdão das penas e para a absolvição em determinados casos, o poder do papa por si só basta.
62ª Tese O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo evangelho da glória e da graça de Deus.
63ª Tese Este tesouro, porém, é muito desprezado e odiado, porquanto faz com que os primeiros sejam os últimos.
64ª Tese Enquanto isso o tesouro das indulgências é notoriamente o mais apreciado, porque faz com que os últimos sejam os primeiros.
65ª Tese Por essa razão os tesouros evangélicos foram outrora as redes com que se apanhavam os ricos e abastados.
66ª Tese Os tesouros das indulgências, porém, são as redes com que hoje se apanham as riquezas dos homens.
67ª Tese As indulgências, apregoadas pelos seus vendedores como a mais sublime graça, decerto assim são consideradas porque lhes trazem grandes proventos.
68ª Tese Nem por isso semelhante indulgência é a mais ínfima graça, comparada com a graça de Deus e a piedade da cruz.
69ª Tese Os bispos e os sacerdotes são obrigados a receber os comissários das indulgências apostólicas com toda reverência.
70ª Tese Entretanto tem muito maior dever de conservar abertos os olhos e ouvidos, para que estes comissários, em vez de cumprirem as ordens recebidas do papa, não apregoem os seus próprios sonhos.
71ª Tese Quem levanta a sua voz contra a verdade das indulgências papais é excomungado e maldito.
72ª Tese Aquele, porém, que se insurgir contra as palavras insolentes e arrogantes dos apregoadores de indulgências, seja abençoado.
73ª Tese Da mesma maneira em que o papa usa de justiça ao fulminar com a excomunhão aos que em prejuízo do comércio de indulgências procedem astuciosamente.
74ª Tese Muito mais deseja atingir com o desfavor e a excomunhão àqueles que, sob pretexto de indulgências, prejudicam a santa caridade e a verdade pela sua maneira de agirem.
75ª Tese Considerar a indulgência do papa tão poderosa, a ponto de absolver alguém dos pecados, mesmo que (coisa impossível de se expressar) tivesse deflorado a mãe de Deus, significa ser demente.
76ª Tese Bem ao contrário afirmamos que a indulgência do papa nem mesmo pode anular o menor pecado venial no que diz respeito a culpa que representa.
77ª Tese Afirmar que nem mesmo São Pedro, se no momento fosse papa, poderia dispensar maior indulgência, constitui insulto contra São Pedro e o papa.
78ª Tese Dizemos, ao contrário, que o atual papa, e todos os que o sucederam, é detentor de muito maior indulgência, isto é, o evangelho, dom de curar, etc., de acordo com o que diz 1 Coríntios 12.6-9.
86ª Tese E: Por que o papa, cuja fortuna é maior do que a de qualquer Creso, não prefere construir a basílica de São Pedro de seu próprio bolso em vez de o fazer com o dinheiro de cristãos pobres?
87ª Tese E: Que perdoa ou concede o papa pela sua indulgência àqueles que pelo arrependimento completo tem direito ao perdão ou indulgência plenária?
88ª Tese Afinal: Que benefício maior poderia receber a igreja se o papa, que atualmente o faz uma vez ao dia cem vezes ao dia concedesse aos fiéis este perdão a título gratuito?
89ª Tese Visto o papa visar mais a salvação das almas mediante a indulgência do que o dinheiro, por que razão revoga os breves de indulgência outrora por ele concedidos, quando tem sempre as mesmas virtudes?
90ª Tese Desfazer estes argumentos muito sutis dos leigos, recorrendo apenas à força e não por razões sólidas apresentadas, significa expor a igreja e o papa ao escárnio dos inimigos e desgraçar os cristãos.
91ª Tese Se, portanto, a indulgência fosse apregoada no espírito e sentido do papa, estas objeções poderiam ser facilmente respondidas e nem mesmo teriam surgido.
92ª Tese Fora, pois, com todos este pregadores que dizem à igreja de Cristo: Paz! Paz! Sem que haja paz!
93ª Tese Abençoados, porém, sejam todos os pregadores que dizem à igreja de Cristo: Cruz! Cruz! Sem que haja cruz!
94ª Tese Admoeste-se os cristãos a que se empenhem em seguir seu Cabeça, Cristo, através da cruz, da morte e do inferno;
95ª Tese E desta maneira mais esperem entrar no reino dos céus por muitas aflições do que confiando em promessas de paz infundadas.
Cortesia LCC Publicações Eletrônicas
A Relevância dos Credos e Confissões por: Heber Carlos de Campos
Por que um artigo dessa natureza? Se o leitor for a uma livraria procurar algo a
respeito do assunto em nossa língua, provavelmente não irá encontrar muita
coisa. É incomum achar essa matéria na literatura evangélica, mesmo em inglês.
Essa é, em parte, a razão deste artigo. Contudo, não é a única, como se poderá
observar no decorrer destas notas.
Em tempos de tanta confusão teológica por que passa a igreja cristã neste final do
século XX, não é aconselhável professar o cristianismo sem afirmar com clareza
aquilo em que se crê. A igreja de Cristo sempre foi uma igreja confessante, porque
a genuinidade da nossa fé tem que ser evidenciada naquilo em que cremos e
confessamos. Temos que ter a ousadia de afirmar clara e abertamente e, de
preferência, de forma escrita, as coisas em que cremos. Reconheço que vivemos
numa era que rejeita a noção credal ou confessional, mas esta posição tem que
ser repensada. Tantas são as heresias e as tentativas de assalto à fé genuína que
tornam-se necessárias a formulação e a confissão daquilo em que cremos, para
que a igreja, na sua inteireza, não venha a ficar perdida, lançada de um lado para
outro por quaisquer ventos de doutrina.
Em todas as épocas os crentes foram chamados a expressar a sua fé de uma
forma confessional. É importante nos lembrarmos de que não é necessária a
adesão a um credo para que uma pessoa se torne cristã, mas, uma vez cristã, a
pessoa tem que confessar a sua fé. Essa confissão é, em algum grau, um credo. I. A Definição de Credo e Confissão
Philip Schaff diz que "um credo, regra de fé ou símbolo é uma confissão de fé para
uso público, ou uma forma de palavras colocadas com autoridade... que são
consideradas como necessárias para a salvação, ou, ao menos, para o bem-estar
da igreja cristã." 1 Esta definição parece contradizer a sentença do parágrafo
anterior, mas obviamente devemos entender que Schaff está falando da
necessidade de confissão antes que da necessidade da elaboração escrita de um
credo.
Um credo é uma elaboração científica daquilo que cremos com base na Escritura
Sagrada. "Um credo ou regra de fé é uma afirmação concisa daquilo que alguém
deve crer a fim de ser um cristão." 2 Se alguém se confessa cristão, tem que
possuir um conjunto de verdades devidamente elaboradas em que professa crer.
É necessário que o cristão confesse a sua fé de forma que outros venham a saber
em que ele crê. É uma insensatez professar fé em Cristo sem saber o conteúdo do
que se confessa.
Paul Wooley definiu credo como "uma série de afirmações conectadas que são
cridas como verdadeiras e que são derivadas de fontes de informação tais como
os registros dos acontecimentos na história." 3
A definição de uma confissão não difere basicamente da de um credo, senão na
forma. Uma confissão contém mais ou menos os mesmos elementos de um credo,
mas de forma bem mais elaborada, com detalhes que um credo não possui, por
ser mais conciso. Uma confissão aborda mais assuntos do que um credo, e os
apresenta de forma mais sistemática. Um credo sempre começa comocredo ou
credemus ("eu creio" ou "nós cremos"), enquanto que as confissões geralmente
não possuem essa característica. II. A Importância da Historicidade da Fé
Os credos são extremamente importantes para os cristãos que vivem no limiar do
terceiro milênio, porque estes não são essencialmente diferentes dos crentes que
viveram nos primeiros séculos da era cristã. Para os cristãos da era patrística, os
credos foram absolutamente necessários para a definição teológica e para a vida
cristã prática. A nossa fé tem que possuir raízes históricas, e os credos nos
ajudam a entendê-las. Por exemplo, o Credo Apostólico dá-nos informações sobre
quem foi Jesus Cristo. Ali se diz que ele nasceu da virgem Maria, padeceu sob o
poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, ressurgindo dos mortos
ao terceiro dia. Esses todos são dados históricos. Eles são uma afirmação de
nossa fé histórica. Se a redenção trazida por Cristo não é um fato histórico, como
alguns teólogos contemporâneos chegaram a afirmar, então nós não somos
realmente redimidos.