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Psicologia Aplicada Enfermagem
Tipologia: Notas de estudo
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ENFERMAGEM 2009 Psicologia Aplicada à Enfermagem
Fases diante do diagnóstico
O paciente passa a enfrentar alterações no estilo de vida provocadas por certas restrições decorrentes da presença da patologia, das necessidades terapêuticas e de controle clínico, além da necessidade de submeter-se a internações hospitalares recorrentes. Assim, é preciso aprender a manter suas condições de morbidez em equilíbrio e experimentar novas possibilidades de vida. (SILVA et al, 2002)
Assim, a doença crônica traz consigo perdas sucessivas de independência e controle, gera sensações de luto e, como tal, sentimentos de ansiedade, tristeza, irritação e medo. Saber viver com a doença crônica depende das características individuais, da forma como ela é aceita e do que se espera da vida. (SANTOS, 2004)
Na maioria das vezes o paciente necessita compartilhar este enfrentamento com sua família ou com as pessoas que fazem parte do seu ciclo social primário, buscando apoio e ajuda para a sua readaptação individual e familiar. (SILVA et al, 2002) Ter família é ter a certeza de que possui alguém com quem se possa partilhar sentimentos de alegria, tristeza, medos e perdas. É ter a presença segura de alguém que é querido, que apóia e que cuida, se necessário. É a forma de ultrapassar o isolamento físico e social tão comum no doente crônico, permitindo usufruir de uma visão mais aberta ao mundo que nos rodeia. (SANTOS, 2004)
A família também caracteriza-se por ser um corpo, mas um corpo social, ou seja, uma rede de interações que pode assumir diferentes formas; que possui objetivos e toma decisões enquanto grupo; tem uma estrutura de funcionamento interno constituída por posições e papéis, possuindo várias atribuições, inclusive cuidado de saúde de seus membros (NITSCHKE,1999 apud CECAGNO et al, 2004). Assim, se apresenta como uma rede de poder e de decisão sobre seus atos (ELSEN, 1994 apud CECAGNO et al, 2004).
Dentro da família, o familiar prestador dos cuidados será provavelmente o elemento mais afetado pela ansiedade e pelo stress. (SANTOS, 2004) Nas doenças de início agudo, as mudanças afetivas e instrumentais ficam comprimidas em um tempo muito curto, o que exige rápida mobilização da família e capacidade de administrar a crise. Em face da doença crônica um dos objetivos essenciais é a família lidar com as demandas desenvolvimentais da doença sem que seus membros sacrifiquem seu próprio desenvolvimento ou o desenvolvimento da família como um sistema. (ROLLAND, 2001)
É importante observar que as famílias continuam com as mesmas funções desempenhadas por outras famílias, porém a estas é acrescentada mais uma atribuição, o cuidar na doença. Isso as leva a uma condição de maior fragilidade em vários aspectos, comprometendo sua atuação como unidade familiar, assim como o seu próprio viver. Nessas condições, a família encontra-se em situação de risco, ou seja, com maior vulnerabilidade, pois a doença crônica suga as suas energias, já que, ao manifestar suas diferentes alterações, transforma seu contexto e cotidiano. Assim, doenças crônicas significam para a família algo que precisa ser aceito e compreendido, pois, afinal, uma vez instalada, a família passará a conviver com esta situação cotidianamente. (MARCON et al, 2005)
A família ajuda a reorganizar os recursos materiais e emocionais para suportar e superar a situação. A raiva e o ressentimento acompanham esses momentos, podendo direcionar-se à família e/ou profissionais. Num outro momento um pacto com Deus e promessas para obter a cura sem dor e evitando a morte. A passividade e/ou depressão sobrevêm, seguidas pela aceitação da realidade e da morte. É relevante a esperança nesse percurso. (FREITAS; MENDES, 1999)
Fases de adaptação da família: