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propedeutica05, Notas de estudo de Enfermagem

Propedeutica em enfermagem 5

Tipologia: Notas de estudo

2011

Compartilhado em 19/02/2011

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cassia-fermino-1 🇧🇷

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Curso de
Propedêutica em Enfermagem
MÓDULO V
Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para
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mesmo. Os créditos do conteúdo aqui contido são dados aos seus respectivos autores
descritos na Referência Consultada.
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Curso de

Propedêutica em Enfermagem

MÓDULO V

Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para este Programa de Educação Continuada, é proibida qualquer forma de comercialização do mesmo. Os créditos do conteúdo aqui contido são dados aos seus respectivos autores descritos na Referência Consultada.

MÓDULO V

AVALIAÇÃO DO SISTEMA MÚSCULO ESQUELÉTICO

SISTEMA MÚSCULO ESQUELÉTICO

O sistema músculo esquelético é constituído por músculos, tendões, ligamentos, osso, cartilagem, articulações e bursas. Essas estruturas trabalham juntas para produzir movimentos esqueléticos.

fibra muscular, possui inúmeros núcleos e pode atingir comprimentos que vão de 1mm a 60 cm.

  • Tecido Muscular Liso: Está presente em diversos órgãos internos (tubo digestivo, bexiga, útero etc.) e também na parede dos vasos sanguíneos. As células musculares lisas são uninucleadas e os filamentos de actina e miosina se dispõem em hélice em seu interior, sem formar padrão estriado como o tecido muscular esquelético. A contração dos músculos lisos é geralmente involuntária, ao contrário da contração dos músculos esqueléticos.
  • Tecido Muscular Estriado Cardíaco: Está presente no coração. Ao microscópio, apresenta estriação transversal. Suas células são uninucleadas e têm contração involuntária.

Fonte: www.csj.g12.br

Tendões Os tendões são estruturas fibrosas, com a função de manter o equilíbrio estático e dinâmico do corpo, através da transmissão do exercício muscular aos ossos e articulações.

Os tendões dos músculos podem ser longos, quer a origem dos mesmos, assim como a inserção podem estar separadas/passar por muitas articulações. O conjunto do esforço de diversos grupos de músculos, produz movimentos de flexão, extensão, rotação, abdução, adução e circundação. Os tendões são um tecido conjuntivo, com fibras colágeneas que se entrelaçam, permitindo a distribuição das forças de todas as partes do músculo. Os tendões estão unidos aos ossos por ligamentos anulares(retináculos). Quando há muita mudança, ou movimento na direção do empuxe de uma articulação, o tendão é circundado pela bainha sinovial, porém se o movimento for limitado, mas existir pressão sobre o osso, ocorre uma Hbolsa sinovialH entre o tendão e o osso. Portanto, a bainha sinovial do tendão, é como se a bolsa formasse um tubo ao redor do tendão, enrolada sobre o mesmo. Determinados tendões ainda possuem alguns pequenos ossos associados, como por exemplo os ossos sesamóides, que servem como uma espécie de "roldana" para que o tendão deslize. Estas estruturas possuem capacidade de regeneração, o que nos auxilia muito no tratamento das afecções do mesmo. Esta regeneração se dá pela proliferação de células do tecido conjuntivo que os envolve.

Ligamentos Um ligamento é um feixe de HTtecido fibrosoT H , formado por tecido conjuntivo, e é mais ou menos comprido, largo e robusto, de forma aplanada ou arredondada, que une entre si duas cabeças ósseas de uma HTarticulaçãoTH (ligamento articular) ou mantém no seu local fisiológico habitual um órgão interno (ligamento suspensor).

Ossos O osso é uma estrutura encontrada em muitos HanimaisH HvertebradosH , formado por um tipo de Htecido conjuntivoH (H tecido ósseoH ). É caracterizado por uma Hmatriz extracelularH HsolidificadaH pela presença do depósito de HcálcioH em suas estruturas. Os ossos sustentam o corpo, protegem alguns HórgãosH internos e servem de apoio para

Os oTsteoclastos, sTão células gigantes, intensamente ramificadas. Elas secretam para dentro da matriz óssea íons de HThidrogênioT H , HTcolagenasesT H e hidrolases, digerindo a matriz óssea e dissolvendo os cristais de sais de cálcio.A ativiade desta célula é comandada pela HTcalcitoninaT H e HTparatormônioT H.

Cartilagem

O tecido cartilaginoso é uma forma especializada de tecido conjuntivo de consistência rígida. Desempenha a função de suporte de tecidos moles, reveste superfícies articulares onde absorve choques, facilita os deslizamentos e é essencial para a formação e crescimento dos ossos longos. A cartilagem é um tipo de tecido conjuntivo composto exclusivamente de células chamadas condrócitos e de uma matriz extracelular altamente especializada. É um tecido avascular, não possui vasos sanguíneos, sendo nutrido pelos capilares do conjuntivo envolvente (pericôndrio) ou através do líquido sinovial das cavidades articulares. Em alguns casos, vasos sanguíneos atravessam as cartilagens, indo nutrir outros tecidos. O tecido cartilaginoso também é desprovido de vasos linfáticos e de nervos. Dessa forma, a matriz extracelular serve de trajeto para a difusão de substâncias entre os vasos sangüíneos do tecido conjuntivo circundante e os condrócitos. As cavidades da matriz, ocupadas pelos condrócitos, são chamadas lacunas; uma lacuna pode conter um ou mais condrócitos. A matriz extracelular da cartilagem é sólida e firme, embora com alguma flexibilidade, sendo responsável pelas suas propriedades elásticas. As propriedades do tecido cartilaginoso, relacionadas ao seu papel fisiológico, dependem da estrutura da matriz, que é constituída por colágeno ou colágeno mais elastina, em associação com macromoléculas de proteoglicanas (proteína + glicosaminoglicanas). Como o colágeno e a elastina são flexíveis, a consistência firme das cartilagens se deve às ligações eletrostáticas entre as glicosaminoglicanas das proteoglicanas e o colágeno, e à grande quantidade de moléculas de água presas a estas glicosaminoglicanas (água de solvatação) que conferem turgidez à matriz. As cartilagens (exceto as articulares e as peças de cartilagem fibrosa) são envolvidas por uma bainha conjuntiva que recebe o nome de pericôndrio, o qual

continua gradualmente com a cartilagem por uma face e com o conjuntivo adjacente pela outra. As cartilagens basicamente se dividem em três tipos distintos:

  1. cartilagem hialina; 2) fibrocartilagem ou cartilagem fibrosa; 3) cartilagem elástica.

Articulações

O sistema articular é formado por articulações, ou seja, por um ponto de contato entre os HTossosT H. Antigamente este contato era conhecido como juntura, daí a expressão “dor nas juntas”. Em algumas articulações, os ossos são mantidos por fixações imóveis, como as suturas ou as articulações entre praticamente todos os ossos do crânio. Nas articulações sinoviais, as células que revestem o interior da cápsula fibrosa formam uma membrana incompleta – a membrana sinovial – que secreta um líquido lubrificante. Existem ainda resistentes feixes fibrosos, chamados ligamentos, que reforçam a união entre os ossos na juntura.

Classificação: As articulações ou junturas são separadas nos três seguintes grupos, tendo como base em sua classificação, sua estrutura e mobilidade: A) Fibrosas (sinartroses) ou imóveis; B) Cartilaginosas (anfiartroses) ou com movimentos limitados; C) Sinoviais (diartroses) ou junturas de movimentos amplos. O critério utilizado para tal classificação é o material que se interpõe às estruturas ósseas articuladas.

Articulação fibrosa: É composta por tecido conjuntivo fibroso. A grande maioria é encontrada no crânio. Obviamente a mobilidade dessa juntura é extremamente reduzida, embora o tecido fibroso conceda certa elasticidade ao crânio (antes da maturação óssea). Existem três variedades de articulações fibrosas:

  • Sindesmoses: Nestas articulações, o tecido interposto é fibroso, mas não ocorre entre os ossos do crânio. Na anatomia, o único exemplo descrito de sindesmose é a tíbio-fibular(extremidades distais da tíbia e da fíbula).

Classificação Morfológica das articulações sinoviais:

  1. Plana: As superfícies articulares são planas ou ligeiramente curvas, permitindo um suave deslizamento entre elas. Um exemplo característico é a articulação sacroilíaca. Outros exemplos são as articulações dos ossos do carpo e do tarso (que em conjunto, permitem uma mobilidade considerável).
  2. Gínglimo(dobradiça): Movimentos de flexão e extensão(cotovelo). São monoaxiais (permitem apenas um grau de movimento).
  3. Trocóide: Neste tipo uma das superfícies articulares é cilíndrica, permitindo a rotação em um eixo único de movimento longitudinal ou vertical. Um exemplo clássico é a articulação rádio-ulnar proximal, responsável pelo movimento de pronação e supinação do antebraço.
  4. Condilar: Umas das superfícies articulares são elípticas; estas estruturas permitem flexão, extensão, adução, abdução, mas não a rotação. São biaxiais (permitem dois graus de movimento), e um exemplo é a articulação rádio-cárpica e a ATM.
  5. Em sela: A estrutura de a superfície articular apresenta uma concavidade num sentido e convexidade em outro. A articulação carpometacárpica do 1º dedo é um exemplo disto. É considerada biaxial, pois apesar de realizar a circundação, não realiza a rotação isoladamente.
  6. Esferóide: Apresentam segmentos esferóides que se encaixam em receptáculos ocos. Este tipo de articulação permite os movimentos triaxiais (três graus de movimento) e, portanto, os de maior variação. O ombro e o quadril permitem movimentos de rotação, circundação, flexão, extensão, adução e abdução.

Bursas Uma bursa ou bolsa sinovial é uma pequena bolsa cheia de líquido (sinóvia) localizada no ponto em que um HmúsculoH ou HtendãoH roça num HossoH. As bursas reduzem o atrito entre as duas superfícies em movimento. Existem centenas delas em todo o corpo. As bursas assemelham-se a bolsas, de onde o seu nome em latim. A infecção ou irritação de uma bursa dá origem à HbursiteH (inflamação da bursa). O termo genérico para doenças das bursas é "bursopatia".

OBTENÇÃO DO HISTÓRICO DE SAÚDE

A avaliação músculo esquelética normalmente representa uma pequena parte da avaliação física geral, especialmente quando a queixa principal do cliente envolve um sistema orgânico diferente. Entretanto, quando o histórico ou o exame físico do cliente sugere o envolvimento músculo esquelético, torna-se necessário a realização de uma avaliação completa do sistema. Durante a entrevista, faça perguntas abertas para avaliar rapidamente amplas áreas e identificar problemas específicos que exigem mais atenção, aborde os principais aspectos: queixa principal, saúde atual, saúde pregressa e história familiar.

Queixa principal Pergunte ao cliente o que o levou a procurar o seviço médico. O cliente com problema músculo esquelético geralmente se queixa de dor e edema articular, rigidez, deformidade, imobilidade, dores musculares e problemas sistêmicos gerais, como febre e mal-estar. Analise a queixa principal do cliente. Peça para descrever:

  • Início: quando ocorreu pela primeira vez, se começou de forma súbita e gradual, se teve quedas ou acidentes.
  • Localização: se é capaz de apontar o local exato, qual o local que apresenta o sintoma? No caso de dor articular, se envolve apenas uma articulação, ou se múltiplas articulações.
  • Duração: há quanto tempo apresenta o sintoma? Se dor articular, se teve duração de 1 a 2 dias, ou semanas?
  • Horários de ocorrência: quando o sintoma piora.
  • Qualidade: se a dor é profunda, pulsátil, contínua ou a dor é aguda, intermitente.
  • Fatores de exarcebação e alívio: o que faz piorar o sintoma, o que faz melhorar, quais medicações causam melhora.
  • Sintomas associados: Há algum sintoma juntamente com o problema primário?

coluna e pélvis. Deve-se verificar a simetria dos MMII e dos MMSS, da coluna e da pélvis, tanto na posição ventral como na dorsal, em pé, sentado e deitado. Deve seguir o sentido céfalo-podálico e observar as seguintes características:

  • Postura adotada
  • Intumescências (aumento do volume do órgão ou parte do corpo)
  • Abaulamentos e edemas
  • Função do membro (simetria e ritmo dos movimentos)
  • Lesões: úlceras de decúbito, queimaduras, bolhas, cicatrizes, hematomas.
  • Coloração da pele: manchas, equimoses, cianose, palidez;
  • Sustentação e marcha;
  • Deformidades de membros inferiores (valgo e varo);
  • Deformidades da coluna cervical: cifose, lordose, escoliose;
  • Movimentos involuntários (oscilações rítmicas, tremores e mioclonias, contrações espontâneas e fasciculação);
  • Massa muscular (inflamação ou trauma);
  • Atrofia, hipertrofia, hipotrofia muscular;
  • Encurtamento e retração muscular.

Exame da força muscular Deve-se pedir ao paciente para apertar a sua mão, que indicará a capacidade depreensão. O bíceps pode ser testado pedindo ao paciente que estenda o braço e depois flexione, enquanto isso se aplica resistência; para os MMII, aplica-se resistência na altura do tornozelo e solicita ao paciente que eleve a perna. Também deve palpar o músculo com a extremidade relaxada.

Escala para avaliar força muscular:

  • Grau 5: movimento articular completo, possui força para vencer a gravidade e grande resistência aplicada;
  • Grau 4: movimento completo e com força suficiente para vencer a gravidade e alguma resistência aplicada
  • Grau 3: movimento é completo, porém sua força só vence a gravidade;
  • Grau 2 movimento é completo, mas só produz movimento se não houver ação da gravidade;
  • Grau 1: há pequenas contrações, contudo não acionando articulações;
  • Grau 0: não há evidência de contração muscular.

Grau de mobilidade O movimento anormal é unilateral ou distorcido. Podem ocorrer movimentos involuntários como tremores do parkinsoniano, senil, emotivo, espástico ou as mioclonias. Deve ser realizada a observação ativa e passiva. Na coluna cervical deve avaliar postura, deformidades e palpar os processos espinhosos, flexionar e estender a coluna cervical. Realizar a rotação lateral e inclinação No ombro deve realizar rotação externa e abdução, rotação interna, adução e a extensão. Mão e punho devem realizar a flexão, e extensão do punho; avaliar o desvio ulnar e radial; realizar a flexão e extensão digital, abdução e adução digital, flexão, extensão e tensão do polegar e a oponência. Quadril e pelve devem realizar abdução, adução, flexão, extensão e rotação externa. O joelho deve realizar flexão, extensão e rotação interna e externa. O tornozelo e pé devem realizar a flexão plantar e movimentação dos dedos, a dorsiflexão, a inversão e a eversão. E na coluna lombar realizar a flexão, extensão, inclinação lateral e a rotação lateral.

Marcha Tem função de locomover o corpo de um ponto para o outro (fase de apoio e fase de balanço). A marcha normal inicia com o contato do calcanhar com o solo. Pedir ao cliente para levantar e caminhar. Observar se precisa de auxílio para levantar, se usa prótese, órtese, bengala ou andador. Durante toda a marcha,

Juntamente com as substâncias de rejeição, o aparelho urinário filtra e elimina também água. A eliminação de água é necessária seja porque as substâncias de rejeição estão dissolvidas no plasma, que é constituído, na sua maior parte, de água, seja porque também a quantidade de água presente no sangue e nos tecidos deve ser mantida constante.

Fonte: www.sbu.org.br

Rins Os rins situam-se na parte dorsal do abdome, logo abaixo do diafragma, um de cada lado da coluna vertebral, nessa posição estão protegidos pelas últimas costelas e também por uma camada de gordura. Cada rim tem cerca de 11,25 cm de comprimento, 5 a 7,5 cm de largura e um pouco mais de 2,5 cm de espessura. A massa do rim no homem adulto varia entre 125 e 170 g; na mulher adulta, entre 115 e 155 g. Tem cor vermelho-escuro e a forma de um grão de feijão enorme. São órgãos excretores. Possui uma cápsula fibrosa, que protege o córtex (cor amarelada) mais externo, e a medula (avermelhada) mais interna. O ureter é um tubo que conduz a urina até a bexiga. Cada rim é formado de tecido conjuntivo, que sustenta e dá forma ao órgão, e por milhares ou milhões de unidades filtradoras, os néfrons, localizados na região renal.

A função dos rins é filtrar o sangue, removendo os resíduos nitrogenados produzidos pelas células, sais e outras substâncias em excesso. Além dessa função excretora, os rins também são responsáveis pela osmorregulação em nosso organismo. Controlando a eliminação de água e sais da urina, esses órgãos mantêm a tonicidade do sangue adequada às necessidades de nossas células.

Ureteres Os ureteres têm, cada um, 25 a 30cm de comprimento e três milímetros de diâmetro. Eles se originam da confluência dos vários HTcálicesT H renais, reunindo-se enquanto pelve renal. Os ureteres descem então do abdômen superior (onde estão os rins) até à pelve por detrás dos orgãos do trato gastrointestinal, retroperitonealmente. A sua passagem junto de outras estruturas condiciona estruturas onde é mais freqüente um HTcálculo renalTH (pedra dos rins) ficar retido gerando obstrução: estas estruturas incluem, a artéria ilíaca e o rebordo ósseo da pelve. Os ureteres entram na Bexiga posteriormente, e fazem de forma oblíqua, envolvida pelas diversas camadas musculares da bexiga, de modo a prevenir o HT refluxoT H da urina. A função dos ureteres é a propulsão da urina. O método é a contração por HT peristalseTH (em ondas) da sua camada de músculo liso. Esta contração é completamente inconsciente.

Bexiga Bexiga é o órgão humano no qual é armazenada a HTurinaTH, que é produzida pelos HTrinsT H. É uma HTvísceraTH oca caracterizada por sua distensibilidade. Na bexiga é encontrada a uretra, o ducto que exterioriza a HTurinaTH produzida pelo organismo. A bexiga humana é dividida anatomicamente em: ápice (anterior), corpo, fundo (posterior)e colo. Sua HTtúnica muscularT H é composta por músculo liso, possuindo fibras musculares entrelaçadas em todas as direções, originando o músculo HT detrussorT H. A túnica mucosa da maior parte da bexiga vazia é pregueada, mas estas pregas desaparecem quando a bexiga está cheia. A área da túnica mucosa que reveste a face interna da base da bexiga é chamada de HTtrígono da bexigaTH.

A função da uretra é propelir a urina desde a bexiga até ao exterior. O seu esfincter permite o controle consciente por parte do indivíduo do esvaziamento da bexiga. No homem a uretra é também a porção terminal do tracto reprodutor. Ela recebe na sua porção média os espermatozóides dos canais seminíferos e atravessa a próstata, da qual recebe o líquido viscoso produzido por esta glândula, que juntamente com os espermatozóides constitui o esperma. O esperma é propelido pelas contrações peristálticas da camada muscular da uretra no momento da HTejaculaçãoT H. Na mulher a uretra não tem funções reprodutivas. A existência do esfíncter externo voluntário da uretra permite que entre os HT mamíferosTH o ato da HTmicçãoTH passe a ser voluntário, para marcar territórios, ou para evitar descuidos anti-sociais, por exemplo.

Formação da Urina

A formação da urina inicia-se no glomérulo, onde cerca de 20% do plasma que entra no rim através da artéria renal são filtrados. Após sua formação, o filtrado glomerular caminha pelos túbulos renais e sua composição e volume vão sendo modificados através da reabsorção e secreção tubular existente ao longo do néfron. Reabsorção tubular renal é o processo de transporte de uma substância do interior do túbulo para o sangue que envolve o túbulo. Graças à reabsorção tubular, muitas substâncias depois de filtradas voltam ao sangue que percorre os capilares peritubulares entrando de novo na circulação sistêmica pela veia renal que sai do órgão. Já o mecanismo inverso é denominado secreção tubular, os solutos que passaram pelos glomérulos e não foram filtrados, vão atravessar uma segunda rede capilar, peritubular, formada a partir das arteríolas eferentes e/ou serão transportadas do interior celular para a luz tubular. Durante o processo de filtração glomerular, o plasma atravessa três camadas: endotélio capilar, membrana basal e parede interna da cápsula de Bowman.

Solutos com tamanhos até 14 passam livremente através da membrana filtrante, acima desse valor, para as moléculas atravessarem essa barreira dependerá de sua forma, tamanho e carga iônica. Tanto os capilares renais como os extra-renais permitem a passagem de moléculas pequenas como às da água (2 de diâmetro), uréia (3, 2,) sódio (4 ), cloreto (3,5 ) e glicose (7 ). Porém, não permitem a passagem de partículas grandes como os eritrócitos (80000 ) e/ou a maioria das proteínas plasmáticas. As macromoléculas que atravessam a parede capilar e não conseguem atravessar a membrana basal são fagocitadas por macrófagos circulantes. O fluido que atravessa a membrana glomerular e entra no espaço de Bowman é um filtrado do plasma e contêm todas as substâncias que existem no plasma exceto a maioria das proteínas e substâncias que se encontra ligado as proteínas, como no caso do cálcio circulante (cerca de 40%). Quando o sangue entra nos rins, através das artérias renais, ele é filtrado pelos néfrons. Boa parte do líquido, após passar pela cápsula de Bowman e de desembocar nos túbulos renais, é reabsorvida para corrente sangüínea. O fluido filtrado retorna pelas veias renais e a urina formada flui para os ductos coletores das pirâmides renais. Daí a urina flui para os cálices renais, para a pélvis renal e, finalmente, por meio dos ureteres, chega à bexiga onde fica armazenada até ser excretada pela uretra.

Hormônios A permeabilidade à água do segmento final do túbulo distal e do ducto coletor é regulada pelo hormônio antidiurético (ADH). O hormônio antidiurético (ADH) é um hormônio protéico produzido no hipotálamo e armazenado na hipófise. A partir da neuro-hipófise o ADH é liberado para o sangue. A principal ação do ADH é regular a tonicidade do fluido extracelular, aumentando a permeabilidade do ducto coletor cortical e medular à água.