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Entende-se como droga as substâncias ou produtos que, quando aplicados ou administrados no organismo, podem modificar o seu funcionamento, a maneira como está trabalhando.
Tipologia: Trabalhos
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Entende-se como droga as substâncias ou produtos que, quando aplicados ou administrados no organismo, podem modificar o seu funcionamento, a maneira como está trabalhando. Algumas destas substâncias podem ser úteis em situações em que o corpo não funciona bem. Nestas situações, drogas corretamente receitadas por médicos, os chamados medicamentos ou remédios, ajudam a aliviar dores ou a curar doenças.
No entanto há também as drogas popularmente conhecidas como "tóxicos". Estas também modificam o funcionamento do organismo, porém de forma descontrolada e imprevisível, o que causa danos e alterações a todo o corpo, em especial ao cérebro. As drogas psicotrópicas são as que provocam dependência, ou seja, quem faz uso deste tipo de substância sente necessidade psíquica e/ou física de usá-la novamente, o que caracteriza o vício.
Contudo, há um uso corrente mais restritivo do termo, remetendo a qualquer produto alucinógeno que leve à dependência química e, por extensão, a qualquer substância ou produto tóxico de uso excessivo, sendo um sinônimo assim para entorpecentes.
As drogas naturais são obtidas através de determinadas plantas, de animais e de alguns minerais. Exemplo a cafeína (do café), a nicotina (presente no tabaco), o ópio (na papoula) e o THC tetrahidrocanabiol (da cannabis). As drogas sintéticas são fabricadas em laboratório, exigindo para isso técnicas especiais. O termo droga, presta-se a várias interpretações, mas ao senso comum é uma substância proibida, de uso ilegal e nocivo ao indivíduo, modificando-lhe as funções, as sensações, o humor e o comportamento. Do ponto de vista jurídico, segundo prescreve o parágrafo único do art. 1.º da Lei n.º 11.343, de 23 de agosto de 2006 (Lei de Drogas): "Para fins desta Lei, consideram-se como drogas as substâncias ou produtos capazes de causar dependência, assim especificados em lei ou relacionados em listas atualizadas periodicamente pelo Poder Executivo da União". Isto significa dizer que as normas penais que tratam do usuário, do dependente e do traficante são consideradas normas penais em branco. Atualmente, no Brasil, são consideradas drogas todos os produtos e substâncias listados na Portaria n.º SVS/MS 344/98.
As drogas estão classificadas em três categorias: as estimulantes , os depressores e os perturbadores das atividades mentais. O termo droga envolve os analgésicos , estimulantes, alucinógenos , tranquilizantes e barbitúricos , além do álcool e substâncias voláteis. As psicotrópicas , são as drogas que tem tropismo e afetam o Sistema Nervoso Central , modificando as atividades psíquicas e o comportamento. Essas drogas podem ser absorvidas de várias formas: por injecção, por inalação, via oral ou injeção intravenosa.
Narcóticos ou entorpecentes
São drogas que causam principalmente diminuição da dor (efeito analgésico) e sono (efeito hipnótico). São usados na medicina, sempre com muito cuidado e cautela, pois, apesar de combaterem a dor, levam risco ao paciente. Neste grupo de drogas estão os mais poderosos analgésicos conhecidos. Neste grupo estão:
· Ópio (é um suco espesso extraído dos frutos imaturos de várias espécies de papoulas soníferas, utilizado como narcótico): Heroína, Morfina, Codeína.
· Xaropes
· Hipnóticos ou Soníferos
· Tranqüilizantes ou sedativos
· Estimulantes ou excitantes do cérebro (Anfetaminas, Moderadores de apetite ou anorexígenos, Cocaína, Crack).
Drogas alucinógenas
São drogas que fazem com que o cérebro funcione desordenadamente. Agem não só sobre os neuro-transmissores químicos, que transmitem as mensagens nervosas, como também sobre os neurônios ou células cerebrais. Portanto, provocam anomalias, desvios, distúrbios da atividade mental, principalmente alucinações e desvios. As principais drogas do grupo são:
· Maconha
· LSD
· Cogumelos alucinógenos
· Solvente volátil
Cocaína e Crack
A cocaína e o crack são drogas estimulantes do SNC (Sistema Nervoso Central) extraídas da folha de coca, de nome científico Erythroxylon coca e que cresce principalmente no Peru e na Bolívia. A cocaína é geralmente aspirada pelo nariz ou dissolvida e injetada na veia, enquanto que o crack é fumado. O crack é uma forma impura de cocaína, contendo cerca de 40% de cocaína pura.
Os usuários experimentam excitação, aumento de atividade, agressividade, idéias delirantes com suspeita de tudo e todos, palidez acentuada e dilatação da pupila. Em doses elevadas, ambos podem provocar
Êxtase A droga Êxtase (Ecstasy) foi sintetizada há alguns anos atrás e seu nome químico é metilendioximetanfetamina. Quimicamente se aproxima da feniletilamina, cuja concentração aumenta no cérebro quando o indivíduo se apaixona, portanto, pensou-se que estaria descoberta a "molécula do amor". Daí o nome de Êxtase. Na verdade, aproxima-se muito mais da metanfetamina, uma amina estimulante do SNC (Sistema Nervoso Central) que, na década de 70, era conhecida com o nome comercial de Pervitin. Provocou tantos problemas de abuso e dependência, que foi proibida e retirada do mercado farmacêutico no início da década de 70.
Associa os efeitos alucinógenos do LSD com as ações estimulantes das afetaminas. Pode provocar hipertensão, sudorese, embotamento da visão e bruxismo (ranger involuntário dos dentes e mordida das bochechas). Em doses altas pode provocar reações psicóticas e não de êxtase. Algumas pessoas sob o seu efeito assumem posição fetal por várias horas.
Drogas com efeito misto
Combinam dois ou mais efeitos. A droga mais conhecida desse grupo é o ecstasy, metileno dioxi-metanfetamina (MDMA), que produz uma sensação ao mesmo tempo estimulante e alucinógena.
Drogas e doenças infecciosas
O uso comum de seringas para a injeção de drogas é um dos principais meios de transmissão do HIV e do vírus da hepatite B e C. Muitos países vêm implantando programas de troca ou distribuição de seringas e agulhas para o controle de epidemias. No entanto, esses programas são objeto de crítica dos que acreditam que eles incentivam o uso de drogas.
Uso de drogas
É comum distinguir o abuso do uso de drogas de seu consumo normal. Esta classificação refere-se à quantidade e periodicidade em que ela é usada. Outra classificação, se refere ao uso das drogas em desvio de seu uso habitual, como por exemplo o uso de cola, gasolina, benzina, éter, lóló, dentre outras substâncias químicas. Os usuários podem ser classificados em: experimentador, usuário ocasional, habitual e dependente.
Motivos associados ao uso:
Os motivos que normalmente levam alguém a provar ou a usar ocasionalmente drogas incluem:
Os adolescentes estão entre os principais usuários de drogas. Calcula- se que 13% dos jovens brasileiros entre 16 e 18 anos consomem maconha. Em
No mundo, o relatório encontrou estabilização no uso de cocaína, heroína, cannabis (maconha e haxixe) e anfetaminas. A cocaína, a maconha e as anfetaminas tiveram aumento no consumo na América do Sul e na Europa, e queda na América do Norte.
Um dos fatores que podem contribuir para o aumento do uso de cocaína no Brasil, segundo a UNODC, é a importância do país nas rotas de tráfico da droga vinda da Colômbia, Bolívia e Peru com destino à Europa. As regiões mais afetadas pelo consumo de cocaína são o Sudeste e o Sul, e o Nordeste e o Norte têm o menor uso, segundo o relatório.
Maconha
Mas a cocaína não é a única droga que registrou aumento no consumo entre os brasileiros: a maconha, droga mais consumida no mundo, também cresceu. Apesar de o uso da maconha ter crescido em sete países da América do Sul, o aumento mais importante foi no Brasil.
Para a UNODC, este crescimento "provavelmente reflete a facilidade de se obter maconha vinda do Paraguai". O relatório destaca que o Brasil não tem produção própria suficiente para suprir a demanda pela maconha, o que explica os grandes volumes trazidos do Paraguai.
A ONU estima que 158,8 milhões de pessoas, ou 3,8% da população entre 15 e 64 anos, consuma drogas feitas com cannabis (maconha e haxixe) no mundo. Na América do Sul, há 6,7 milhões de usuários --número bem menor do que na América do Norte, com quase 31 milhões de consumidores.
As drogas de cannabis são produzidas em pelo menos 82 países, e há registros de tráfico de em pelo menos 146 países --praticamente todos os países do mundo, de acordo com a ONU. Tem havido também aumento na plantação em lugares fechados --como dentro de casa em galpões ou estufas.
Heroína
De acordo com o relatório, o Brasil é também o maior mercado de derivados de ópio (como a heroína) na América do Sul. Há cerca de 600 mil pessoas que consomem a droga no país.
Os dados são provenientes de uma pesquisa domiciliar realizada em 2005 por uma parceria Cebrid/Senad.
Em todo o mundo, há cerca de 15,6 milhões de usuários, principalmente na Ásia. Destes, 11,1 milhões são usuários de heroína.
Este tipo de droga, afirma o relatório, é responsável por 60% da demanda por tratamento de saúde na Ásia e na Europa --o que dá idéia de seu potencial destruidor.
Novas rotas
O relatório da ONU também faz um alerta: o tráfico de cocaína que passa pela África para atingir o mercado europeu está cada vez mais evidente.
De acordo com a UNODC, a cocaína é levada para países ao longo do golfo da Guiné, de onde é levada por "mulas" a diversos países da Europa. Há uma rota importante que passa pela África e sai da América do Sul -- especialmente do Brasil, do Peru e da Venezuela.
Autoridades da Guiné citadas no relatório estimam que 60% da cocaína que passa pelo país sai do Brasil.
Para o diretor executivo do UNODC, Antonio Maria Costa, é preciso mudar a forma que o mundo lida com o tráfico de drogas. "Esta é uma responsabilidade compartilhada nacional e internacionalmente --entre países que produzem e consumem, entre países vizinhos e entre todos os setores da sociedade".
Prevenção
Os especialistas afirmam que o melhor modo de combater as drogas é a prevenção. Informação, educação e diálogo são apontados como o melhor caminho para impedir que adolescentes se viciem. Para usuários que ainda não estão viciados, o tratamento recomendado são a psicoterapia e a participação em grupos de apoio. Para combater o vício, além das terapias são usados medicamentos que reduzem os sintomas da abstinência ou que bloqueiam os efeitos das drogas.
O representante regional do UNODC para o Brasil e Cone Sul, Giovanni Quaglia, afirma que as drogas têm que ser tratadas como questão de saúde pública.
"É preciso trabalhar mais na prevenção e oferecer serviços a quem busca tratamento contra a dependência. E funciona. A Suécia, por exemplo, gasta 30% a mais em prevenção e tem 30% menos usuários de drogas que a média européia", disse Quaglia em um comunicado da agência.