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Drogas Parte1, Notas de estudo de Biologia

Apostilas de Biologia sobre Drogas, Conceito de droga e tóxico segundo a OMS, Histórico das drogas, As drogas na sociedade atual, As drogas mais usadas, Drogas psicotrópicas, Drogas psicolépticas, Benzodiazepínicos.

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 18/11/2013

Jorginho86
Jorginho86 🇧🇷

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DROGAS !
ÍNDICE
1. Introdução pág.
2. Conceito de droga e tóxico segundo a OMS pág.
3. Agradecimento pág.
4. Histórico das drogas pág.
5. As drogas na sociedade atual pág.
6. As drogas mais usadas pág.
6.1. Drogas psicotrópicas pág.
6.2. Drogas psicolépticas pág.
6.2.1. Benzodiazepínicos pág.
6.2.2. Barbitúricos pág.
6.3. Drogas psiconalépticas pág.
6.4. Drogas psicodislépticas pág.
6.4.1. Álcool pág.
6.4.2. Tetra-hidro-carbinal (THC) pág.
6.4.2.1. Cannabis Sativa - Maconha pág.
6.4.2.2. Cannabis Indica - Haxixe pág.
6.4.2.3. Erytroxylon cocal - Cocaína pág.
6.4.2.4. Crack (Cocaína + outra substância) pág.
6.4.2.5. Papaver Somniferum - Opináceas pág.
6.4.3. Alucinógenos pág.
6.4.3.1. LSD - Ácido Lisérgico pág.
6.4.3.2. Mescalina - Cacto pág.
6.4.3.3. Psicoabina - Cogumelos pág.
6.4.3.4. Cola - Benzeno pág.
6.4.3.5. Lança-Perfume pág.
6.4.3.6. Chá de Saia Branca pág.
6.4.3.7. Ecstasy (Alucinógeno + Anfetamina) pág.
7. Outros tipos de drogas pág.
7.1. Tabaco pág.
7.2. Santo Daime pág.
7.3. Esteróides anabolizantes pág.
8. A dependência para com os tóxicos pág.
9. As causa para o uso dos tóxicos pág.
10. Conseqüências do uso dos tóxicos pág.
11. Métodos usadas para a cura do viciado pág.
12. Curiosidades pág.
13. Entrevista pág.
14. Conclusão pág.
15. Bibliografia pág.
1. Introdução
As drogas são produtos químicos que se usam no tratamento ou prevenção de doenças ou
deficiências dos seres vivos. Os remédios são feitos com drogas. Podem ser administradas
por
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DROGAS!

ÍNDICE

  1. Introdução pág.
  2. Conceito de droga e tóxico segundo a OMS pág.
  3. Agradecimento pág.
  4. Histórico das drogas pág.
  5. As drogas na sociedade atual pág.
  6. As drogas mais usadas pág. 6.1. Drogas psicotrópicas pág. 6.2. Drogas psicolépticas pág. 6.2.1. Benzodiazepínicos pág. 6.2.2. Barbitúricos pág. 6.3. Drogas psiconalépticas pág. 6.4. Drogas psicodislépticas pág. 6.4.1. Álcool pág. 6.4.2. Tetra-hidro-carbinal (THC) pág. 6.4.2.1. Cannabis Sativa - Maconha pág. 6.4.2.2. Cannabis Indica - Haxixe pág. 6.4.2.3. Erytroxylon cocal - Cocaína pág. 6.4.2.4. Crack (Cocaína + outra substância) pág. 6.4.2.5. Papaver Somniferum - Opináceas pág. 6.4.3. Alucinógenos pág. 6.4.3.1. LSD - Ácido Lisérgico pág. 6.4.3.2. Mescalina - Cacto pág. 6.4.3.3. Psicoabina - Cogumelos pág. 6.4.3.4. Cola - Benzeno pág. 6.4.3.5. Lança-Perfume pág. 6.4.3.6. Chá de Saia Branca pág. 6.4.3.7. Ecstasy (Alucinógeno + Anfetamina) pág.
  7. Outros tipos de drogas pág. 7.1. Tabaco pág. 7.2. Santo Daime pág. 7.3. Esteróides anabolizantes pág.
  8. A dependência para com os tóxicos pág.
  9. As causa para o uso dos tóxicos pág.
  10. Conseqüências do uso dos tóxicos pág.
  11. Métodos usadas para a cura do viciado pág.
  12. Curiosidades pág.
  13. Entrevista pág.
  14. Conclusão pág.
  15. Bibliografia pág. 1. Introdução As drogas são produtos químicos que se usam no tratamento ou prevenção de doenças ou deficiências dos seres vivos. Os remédios são feitos com drogas. Podem ser administradas por

via oral, pela respiração, por meio de injeções intradérmicas, intramusculares ou venosas, por absorção através da pele ou das mucosas, por enemas. O estudo científico da ação das drogas começou há muitos anos; chama-se Farmacologia. Cada droga deve ser bem conhecida e experimentada, antes de ser usada com propósitos medicinais. Algumas drogas agem sobre certo órgãos do corpo, enquanto outras agem sobre organismos causadores de doenças. Se uma pessoa adicionasse bicarbonato de sódio a uma solução de ácido clorídrico, contida num copo, obteria uma solução neutra. Esta é a mesma reação que provoca o bicarbonato de sódio, em presença do ácido clorídrico que existe no estômago. A ação de algumas drogas é o resultado de efeitos físicos ou químicos. Esta ação depende da absorção das drogas e sua passagem para a corrente sangüínea. O sangue as transporta para os diferentes tecidos do corpo, onde se produz a reação. É difícil determinar a ação de algumas destas drogas. O médico e o cientista devem saber de quanto tempo a droga precisa para agir, qual a quantidade necessária para produzir o resultado desejado. Também, deve saber como o corpo elimina a droga. Há drogas que mudam a cor das fezes ou da urina. São poucas as que se eliminam pela saliva, através da pele, ou por meio do aparelho respiratório. As drogas se obtêm das plantas, dos microrganismos, de outros animais e de produtos químicos naturais ou artificialmente fabricados. A digitalina, droga usada no tratamento da insuficiência cardíaca, é retirada da folha seca da dedaleira ( Digitalis purpurea ). A vacina para a varíola é obtida do vitelo inoculado com o vírus vacínico, ou a partir do cultivo do vírus em ovo embrionado de galinha. As drogas que se obtêm de processo metabólico dos microrganismo e que são eficientes na destruição de outros organismo, chamam-se antibióticos. Os antibióticos podem classificar-se como de espectro amplo ou espectro estreito. As drogas de espectro amplo são eficazes contra grande número de organismo, como as tetraciclinas. A penicilina é uma droga de espectro estreito, já que só atua sobre os agentes causadores de algumas doenças. As drogas podem agir localmente ou em forma generalizada. Quando aplicamos creme para suavizar a pele das mãos irritadas, a ação se processa localmente. A aspirina é uma droga que

suspensão da droga dá lugar ao que se chama em medicina síndrome de abstinência (tremores, vômitos, diarréia, dores várias, excitação, delírio, colapso). Na intensidade desses fenômenos e no fato de nem todas as drogas implicarem na necessidade do aumento crescente das doses reside a diferença entre o uso dos opiáceos de um lado e do álcool e barbitúricos de outro. Além dos estupefacientes mais conhecidos e capazes de causar dependência - ópio, heroína, os alucinógenos, as anfetaminas - mais de duzentos produtos farmacêuticos correntes são utilizados com fins idênticos, o que dificulta uma conceituação exata do que seja droga. 4. Histórico das drogas A ação das drogas sobre o organismo é estudada pela Farmacologia, ciência bastante antiga, que entre os primitivos se misturava com a magia. Conhecia-se a ação curativa ou anestésica de certos extratos vegetais e os alteradores da consciência tinham as vezes funções mágicoreligiosas. Há mais de 4000 anos a.C. os Sumerianos (atual Irã), utilizavam a papoula de ópio como a "planta da alegria", que traduzia o contato com os Deuses. Há 500 anos a.C. o povo Cita (habitantes do Rio Danúbio / Rio Volga - Europa Oriental), queimavam a maconha (cânhamo) em pedras aquecidas e inalvam os vapores dentro de suas barracas ou tendas. Na Antiguidade, o álcool ou mais comumente o vinho, era conhecido como a dádiva de todos os deuses, sendo Baco o Deus do Vinho. Aproximadamente no ano de 1500, o Cactus Peyote era utilizado em cerimônias religiosas (no descobrimento da América). O ópio foi por muito tempo cultivado livremente por camponeses, por volta do século XVI, como fonte de alívio de sua triste realidade sofredora. Na mesma época, os espanhóis utilizavam as drogas alucinógenas como uma forme de auto-castigo, pois para este povo, Droga significa "Demônios". Ainda no século XVI, junto com drogas realmente eficazes, como digitalina e beladona, os médicos receitavam pó de asa de morcego, ou pedras preciosas trituradas, que feriam a mucosa do intestino e devem ter matado muitos pacientes. Nos séculos XVIII e XIX, a Farmacologia tornou-se mais científica, comprovando o efeito de vária drogas tradicionais como a cânfora, quina ou coca, e descartando as ineficazes. A descoberta de medicamentos naturais prosseguiu com os antibióticos, extraídos de fungos, e os tranqüilizantes, extraídos de plantas.

O ópio (morfina / anestésico) incentivado na guerra civil americana (1776) era utilizado para fornecer alívio à dolorosa vida dos soldados. A primeira droga sintética utilizada pela medicina foi o hidrato de cloral, em 1869. A partir daí os remédios, antes extraídos de ervas pelo boticário, começaram a ser fabricados por grandes indústrias. Em 1890, iniciou-se a livre comercialização de vinho, elaborado com extratos de coca e xaropes, com as mesmas composições. Em 1914, deu-se a proibição da livre negociação, com isto iniciou-se o Mercado Negro - ilícito (EUA faturou cerca de 100 a 200 bilhões de dólares). Por volta de 1920, os EUA instauraram a "LEI SECA" - Proibição do comércio de álcool - lei esta que prorrogou-se por 13 anos. Durante a 2a Grande Guerra, receitas de anfetaminas (estimulantes) eram utilizadas para combater a fadiga. Barbitúricos / Hipnóticos teve seu auge em 1950 "VIVA MELHOR COM A QUÍMICA" (Lema utilizado pelos laboratórios). 1960 foi o auge do LSD (a era dos ácidos), muitos psiquiatras receitavam impiedosamente o consumo deste tipo de droga. Em 1970 proliferação da cocaína e seus derivados, entre eles o "crack", e mais recentemente aparecendo o ecstasy, mais popular entre as classes média e alta. A atuação desses medicamentos no organismo varia conforme o indivíduo e a dose aplicada. Uma substância capaz de livrar o homem de uma doença mortal pode tornar-se extremamente perigosa se o seu emprego for incorreto. 5. As drogas na sociedade atual As pessoas que usam drogas, são discriminados por outras, pois estas não se encontram em seu estado normal, não acompanham um diálogo, comportam-se inadequada e inconvenientemente e, às vezes, até de modo perigoso. Se é uma ou outra vez que se drogam, podemos até agüentar, mas se é toda hora, não há "santo" que agüente. Além disso o critério de valores de um drogado passa a ser vem diferente do nosso. Caso não tenha dinheiro para comprar a droga, ele não se incomodará em roubar, seja da própria família, seja de amigos. As mulheres podem se prostituir quando pressionadas por essas situações. As conversas, as atitudes, os interesse dos drogados também não interessam àqueles que querem

tipos de agitação e ansiedade, mesmo nos casos de convulsão psicótica, embora não possuam efeitos antipsicóticos específicos. Os hipnosedativos, utilizados para produzir sonolência, constituíram, juntamente com o álcool, os opináceos e a beladona, os únicos medicamentes conhecidos com propriedades de sedação, isto é, de acalmar pacientes ansiosos e agitados. Seu papel como sedativo ainda é importante, apesar do arsenal terapêutico contar com grande número de agentes tranqüilizantes, que se distinguem pôr produzirem menos sonolência. entretanto, alguns desses medicamentos, preponderamente ansiolíticos na ação (sedativos), são utilizados também como hipnóticos. A maioria dos hipnosedativos constitui-se de depressores gerias, atacando o sistema nervoso central e uma série de atividades celulares vitais. Pôr isso é indispensável um profundo conhecimento da ação e dos riscos propiciados pôr esses medicamentos, para que sua utilização reverta em benefício e não em prejuízo do paciente. Estes tipos de drogas podem atuar sobre o estado de vigília (noolépticos), onde ficam incluídos os hipnóticos (soníferos), barbitúricos ou não; ou sobre o humor (timolépticos), subgrupo em que se incluem os neurolépticos (fenotiazina, reserpínicos e butirofenonas) e os tranquilizantes (meprobamato, diazepínicos).São: Álcool Hipnóticos: combatem a insônia barbitúricos (Ex: Gardenal) não-barbitúricos (Ex: Mogadon, Dalmadorm, Dormonid, Sonebon) Ansiolíticos: calmantes que diminuem a ansiedade Narcóticos ou hipnoanalgésicos: apresentam três propriedades farmacológicas fundamentais, como aliviar a dor, produzir hipnose e induzir à dependência opiáceos naturais (Ex: morfina e codeína) opiáceos semi-sintéticos (Ex; heroína) opiáceos sintéticos (Ex: Metadona) Solventes (cola de sapateiro, benzina, acetona) 6.2.1. Benzodiazepínicos São medicamentos usados para controlar a ansiedade e o nervosismo das pessoas, causando dependência física e psicológica. Efeitos psíquicos: Tranqüilidade, relaxamento, indução ao sono, redução do estado de alerta. Efeitos Físicos: Hipotonia muscular (a pessoa fica "mole"), dificuldade para andar, diminuição da pressão sangüínea e dos reflexos psicomotores. 6.2.2. Barbitúricos O grupo mais importante de sedativos e hipnóticos deriva do ácido barbitúrico, cujos medicamentos são, pôr isso, reunidos sob o nome genérico de Barbitúricos. O ácido barbitúrico

(maloniluréia) resulta da combinação do éter dietílico do ácido malônico com a uréia e foi obtido pela primeira vez pôr Adolph von Bayer, em 1864. Entretanto, a propriedade de depressor do sistema nervoso central não se relaciona com o próprio ácido barbitúrico, mas sim com a substituição de dois átomos de hidrogênio do carbono em posição 5, pôr grupos alcoíla ou arila. O primeiro barbitúrico hipnótico, o barbital foi suplantado pôr inúmeros barbitúricos de ação mais curta. Assim, em 1912, surgiu o fenobarbital (comercialmente, Luminal) que, além de bom hipnótico, possui propriedades que o tornam útil como anticonvulsivo e sedativo. Posteriormente, foram sintetizados mais de 2500 barbitúricos, dos quais cerca de cinqüenta chegaram a ser comercializados. Os barbitúricos são depressores gerias, que atuam sobre as atividades dos nervos, músculos esqueléticos lisos e músculos cardíacos, diminuindo o consumo de oxigênio em vários tecidos de mamíferos., Devido à grande suscetibilidade do sistema nervoso central aos barbitúricos, ele pode ser deprimido pôr um pequena dose do medicamento, sem que outros sistemas sejam afetados. Embora a ação dos barbitúricos na condução e transmissão dos impulsos nos nervos periféricos seja conhecida ainda há controvérsia em atribuir-se a esse mecanismo a ação hipnótica do medicamento. O grau de depressão produzido pelos barbitúricos no sistema nervoso central varia da leve depressão ao estado de coma. Tal variação depende não só da dose e do tipo de barbitúricos empregados, como também na suscetibilidade do sistema nervosos central no momento da administração. Essa suscetibilidade pode esta diminuída devido à tolerância decorrente de repetidas administrações do medicamento, com a conseqüente resistência do indivíduo. Em muitos aspectos, o sono induzido pelos barbitúricos é semelhante ao sono normal (fisiológico). A diferença principal está na diminuição da fase fundamental do sono fisiológico, conhecida pôr sono paradoxal, cuja privação acarreta a vários efeitos nocivos. Nessa fase, há aumento da atividade eletroencefalográfica, acompanhada de movimentos oculares rápidos, movimentos das extremidades e diminuição da tensão muscular. Com o uso contínuo de barbitúricos, diminui a ação do medicamento sobre a fase paradoxal e, com a retirada do mesmo, há um aumento ressaltado dessa fase, com irregularidades do ciclo do sono, ocorrendo pesadelos e sensação de ter dormido mal. Os barbitúricos acarretam uma série de efeitos secundários, que vão desde alterações sutis do

mental. Analépticos: Os estimulantes analépticos são indicados no tratamento da depressão produzida pôr doses excessivas de barbitúricos ou morfina. Quando são usados em grandes doses, estimulam também as áreas motoras cerebrais, causando convulsões acompanhadas de inconsciência. Diferem entre si na maneira de dosar e na potência e duração de efeito. O leptazol é administrado em dose única, de ação rápida e efeito breve. Menos potentes, mas efeitos mais prolongados, a niquetamida e a bemegrida são administradas em doses fracionadas. Medulares: A estricnina é o mais importantes dos estimulantes medulares. Em grande quantidade, ela pode causar a morte pôr depressão do centro respiratório, sem produzir nem mesmo convulsões. Em doses menores, aguça os sentidos da audição, olfato e tato. os efeitos de sua intoxicação são semelhantes aos da toxina tetânica. Nesse caso provoca convulsões que podem ser controladas pela menesina ou pôr barbitúricos. Também com ação sobre a medula espinhal, a brucina e tebaína , alcalóides obtidos da Strychonos nux vomica , são menos potentes do que a estricnina. 6.4. Drogas psicodislépticas Também conhecida como alucinógenos, são drogas perturbadoras da atividade do SNC. São os chamados despersonalizantes, porque desestruturam a personalidade, também conhecidos por psicomiméticos, porque mimetizam uma psicose. Alucinógenos primários (principal efeito: alucinação) sintéticos (Ex: LSD) naturais derivados da maconha (haxixe, THC) derivados indólicos (de plantas e cogumelos) derivados do peiote Alucinógenos secundários (Alucinação: efeito secundário) anticolinérgicos outras substância em doses elevadas A nicotina foi incluída nas drogas psicoestimulantes pelo Dr. Augusto Jorge Cury. Segundo o Prof. Dr. José Rosemberg, ela pode afetar todos os órgão através da ação estimuladora, em pequenas doses, e ser depressiva, em doses maiores, sobre todos os nervos que são ativados pela acetilcolina. 6.4.1 Álcoo l Imagine-se voltando no tempo até a época em que nossos antepassados ainda habitavam as cavernas; há alguns dias o tempo está bom, o sol iluminando e aquecendo a terra depois de vários dias de chuva. Frutas maduras estão caindo das árvores; por mais algum tempo seus problemas de alimentação estarão resolvidos. Colhendo algumas destas frutas, repentinamente você sente

sede. Vê no chão um abacaxi com um pequeno buraco no meio, cheio de água. Sem pensar duas vezes, apanha-o, bebendo sofregamente. A partir deste instante, sentimentos estranhos e agradáveis tomam conta de você, fazendo-o sentir-se eufórico (apesar de que este conceito ainda não foi inventado, pois a própria comunicação ainda é muito primitiva). Passam algumas horas e este efeito se desvanece. Muito tempo depois, ao beber a água contida em outra fruta nas mesmas condições, a sensação volta a tomar conta de você, que chega a conclusão que é esta água dentro da fruta que produz estes efeitos. A partir de então, você passa a procurar frutas caídas no chão com o único objetivo de beber a água dentro delas. Pronto, você se tornou o primeiro alcoolista da história. O álcool é a droga mais antiga utilizada pelo homem. A pequena estória acima ilustra como esta droga pode ter surgido, através da fermentação da água da chuva em uma fruta sob os efeitos do sol e do tempo. O vinho e a cerveja desenvolveram-se praticamente junto com a agricultura. No antigo Egito, a embriaguez fazia parte dos ritos e cerimônias religiosas em louvor à Osiris, deus protetor da agricultura. Na tumba de um faraó que morreu aproximadamente há 5.000 anos constava o seguinte epitáfio: "Sua estada terrestre foi devastada pelo vinho e pela cerveja, e o espírito lhe escapou antes que fosse chamado". As referências bíblicas sobre bebidas alcoólicas são inúmeras. Filósofos da antigüidade como Hipócrates, Sócrates e Platão já alertavam para os malefícios do álcool. Com o aperfeiçoamento das técnicas de destilação e fermentação, espalharam-se pelo mundo diversas qualidades de bebidas alcoólicas, disseminando seu uso. Os tipos de álcool existentes são os seguintes: Etílico: Obtido por fermentação de substâncias açucaradas ou amiláceas (que contém amido), ou mediante processos sintéticos. Este é o álcool encontrado em bebidas alcoólicas. Cetílico: Álcool saturado, sólido e incolor. Isoamílico: Com odor pouco agradável, presente no resíduo de algumas fermentações, usado como solvente e em sínteses orgânicas. Isopropílico: Líquido incolor, volátil, com odor característico, usado como solvente ou antisséptico. Metílico (metanol): Líquido incolor com cheiro etílico, formado na destilação da madeira, usado como solvente ou combustível. Mais tóxico. Pirúvico: Líquido incolor com cheiro agradável. Portanto, para o que se propõe este texto, quando a palavra álcool for utilizada estará subentendido que é uma referência ao álcool etílico.

"Com relação ao álcool, é preciso que se denuncie a hipocrisia das sociedades que toleram ou mesmo encorajam seu uso. Sabemos que ele provoca os mesmos problemas de dependência física, dependência psíquica e tolerância que as drogas ilícitas. A mortalidade devida à cirrose hepática de origem alcoólica é altíssima. A maior parte das internações em hospitais psiquiátricos são causadas pelo alcoolismo." É preciso destacar que, apesar de ser mais comum entre os adultos pelo tempo que leva para aparecer os primeiros problemas, o alcoolismo também surge entre crianças e adolescentes. Mas afinal de contas, o que é alcoolismo? O que separa o chamado "bebedor social" do alcoolista? Eis algumas das respostas: J. Bertolote: "Intoxicação crônica repetida de que resultam conseqüências físicas, psíquicas e sociais." Mário Tannhauser, Semíramis Tannhauser, Helena Maria T. Barros e Cláudia Ramos Rhoden, autores de Conversando sobre drogas: "O alcoolismo (etilismo) ocorre quando o uso de bebidas alcoólicas ocasiona prejuízos ao indivíduo, à sociedade ou a ambos. Ou seja, quando a pessoa, por ficar alcoolizada, apresenta problemas com a saúde, com os relacionamentos ou com a sociedade." Jandira Masur: "Alcoolismo é a perda da liberdade de beber." Podemos sintetizar os ensinamentos adquiridos acima com a afirmação de que alcoolismo é quando o ato de ingerir bebidas alcoólicas deixa de ser um prazer e passa a ser um problema. É importante saber ainda que o alcoolismo é uma doença, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Considerar que uma pessoa bebe porque quer, porque é sem-vergonha ou porque não presta (como ainda é praxe em nossa sociedade), não é apenas discriminação, mas também caminhar na contramão dos conhecimentos adquiridos nos últimos anos. Bebedores sociais que eventualmente tenham se excedido em uma festa ou num final de semana não se enquadram na definição de alcoolista, mas se isto tornar-se freqüente pode indicar uma tendência ao alcoolismo. Quando a bebida passa a ter demasiada importância na vida da pessoa e esta não consegue mais controlar o ato de beber, desenvolvendo tolerância a quantidades cada vez maiores de bebida alcoólica, estamos diante dos sintomas iniciais da doença. A ingestão de álcool ocasiona vasodilatação (aumento do diâmetro dos vasos) e perda de calor pela pele, diminuindo a temperatura corporal. Uma pessoa alcoolizada não deve ser exposta ao

frio (banhos frios, ficar 'pegando ar fresco'). Pelo contrário, deve ser aquecida com agasalhos. O nível alcoólico máximo permitido para motoristas é de 80mg% que é atingido em uma hora, quando um adulto bebe o correspondente a 2 copos de cerveja. É preciso salientar ainda que, por causa da tolerância, o organismo das pessoas que bebem regularmente acaba acostumando- se com o álcool, demorando mais para surtir os mesmos efeitos. Portanto, as pessoas que se consideram "fortes para a bebida" correm maiores riscos do que aquelas que ficam alteradas com uma ou duas doses. Os danos causados pelo álcool são inúmeros. Podemos catalogá-los em três categorias, sejam elas: Problemas sociais: desajustes no lar e separação conjugal, perda de emprego, incapacidade de desempenhar papéis sociais, endividamento, acidentes de trânsito e demandas legais. Distúrbios psíquicos: empobrecimento da auto-imagem, perda de memória, problemas de orientação temporal e espacial, delírio alcoólico, desestruturação da personalidade, ciúme patológico, alienação e demência. Doenças físicas: hepatite, cirrose hepática, inflamação dos nervos dos braços e pernas (polineurite), problemas do coração, disfunções do pâncreas, gastrites e úlceras estomacais, deficiências vitamínicas, traumatismos, redução da coordenação motora, impotência sexual e lesões cerebrais. Durante a gravidez, o álcool não deve ser consumido em qualquer quantidade. Os problemas decorrentes da ingestão de bebidas alcoólicas podem ser inúmeros no recém-nascido: retardamento mental, deformidades da face ou da cabeça, doenças cardíacas, retardo do crescimento e problemas de coordenação motora são alguns efeitos que podem surgir nestes casos. São freqüentes ainda as ocorrências de dificuldades do aprendizado e problemas psicológicos à medida que a criança cresce. Se a mãe é alcoolista, existe a possibilidade de que a criança apresente síndrome de abstinência alcoólica e convulsões. A natimortalidade também ocorre com maior freqüência nas gestantes que bebem demais. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, cerca de 9,8% da população brasileira bebe em excesso. Isto significa que aproximadamente 16 milhões de pessoas tem problemas com a bebida no país. As perdas daí resultantes são assustadoras. Não existem muitas pesquisas confiáveis no Brasil, mas estima-se que um quinto dos acidentes de trabalho são provocados pelo álcool, e geralmente acontecem no início dos turnos ou após o almoço, ocasiões em que o trabalhador está sob o efeito de bebida alcoólica. Isto sem falar na impontualidade, faltas