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EDUCAÇÃO VIRTUAL APRENDER E ENSINAR, Manuais, Projetos, Pesquisas de Tecnologia de Informação

A obra Psicologia da Educação Virtual, dos estudiosos Coll; Monereo (2010) e Colaboradores, é o resultado de uma compilação de pesquisas contemporâneas a respeito do impacto das tecnologias e da comunicação no meio educacional.

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2019

Compartilhado em 04/11/2019

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Revista Aprendizagem em EAD – Ano 2012 – Volume 1 – Taguatinga – DF outubro /2012 - http://portalrevistas.ucb.br/index.php/raead
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http://portalrevistas.ucb.br/index.php/raead
ISSN: 00000000
Uma análise sobre a Psicologia da Educação Virtual
Autor
1
: Bianca Regina de Castro Pereira
COLL, César; MONEREO, Carles (Orgs.). Psicologia da educação virtual – Aprender e
Ensinar com as Tecnologias da Informação e da Comunicação. Porto Alegre: Artmed,
2010.
A obra Psicologia da Educação Virtual, dos estudiosos Coll; Monereo (2010) e
Colaboradores, é o resultado de uma compilação de pesquisas contemporâneas a
respeito do impacto das tecnologias e da comunicação no meio educacional.
Dividida em quatro partes e 17 capítulos, a obra apresenta de forma clara e
didática a influência das tecnologias da informação e comunicação (TIC) não apenas
nos atores da esfera educacional estudantes, docentes como também nos meios
que tornam a aprendizagem possível, isto é, os ambientes virtuais de ensino e
aprendizagem.
Além disso, pautados em uma visão construtivista, os autores buscam analisar
fatores históricos, tecnológicos, socioeconômicos e, principalmente, socioevolutivos e
psicológicos (psicologia da educação) como o próprio título sugere que as TIC
provocaram na última década. Ressalta-se, portanto, que esta obra apresenta uma visão
demasiadamente atual e interessante, por também abordar questões psicológicas sobre
a tecnologia e seu impacto no ser humano.
O livro segue um raciocínio lógico-linear. A primeira parte apresenta as TIC
como um novo paradigma que modifica as práticas sociais e educacionais” (2010,
1
Assistente de Cursos Virtuais da Universidade Católica de Brasília. Formada em Letras - Português - pela Universidade
Católica de Brasília. Especialista em Docência Superior pela Universidade Gama Filho. Tem experiência na área de Letras
(docência na Educação Básica e Revisão de Texto) e em Educação a Distância (Tutoria/monitoria).
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http://portalrevistas.ucb.br/index.php/raead ISSN: 00000000

Uma análise sobre a Psicologia da Educação Virtual

Autor^1 : Bianca Regina de Castro Pereira

COLL, César; MONEREO, Carles (Orgs.). Psicologia da educação virtual – Aprender e Ensinar com as Tecnologias da Informação e da Comunicação. Porto Alegre: Artmed,

A obra Psicologia da Educação Virtual, dos estudiosos Coll; Monereo (2010) e Colaboradores, é o resultado de uma compilação de pesquisas contemporâneas a respeito do impacto das tecnologias e da comunicação no meio educacional.

Dividida em quatro partes e 17 capítulos, a obra apresenta de forma clara e didática a influência das tecnologias da informação e comunicação (TIC) não apenas nos atores da esfera educacional – estudantes, docentes – como também nos meios que tornam a aprendizagem possível, isto é, os ambientes virtuais de ensino e aprendizagem.

Além disso, pautados em uma visão construtivista, os autores buscam analisar fatores históricos, tecnológicos, socioeconômicos e, principalmente, socioevolutivos e psicológicos (psicologia da educação) – como o próprio título sugere – que as TIC provocaram na última década. Ressalta-se, portanto, que esta obra apresenta uma visão demasiadamente atual e interessante, por também abordar questões psicológicas sobre a tecnologia e seu impacto no ser humano.

O livro segue um raciocínio lógico-linear. A primeira parte apresenta as TIC como um “novo paradigma que modifica as práticas sociais e educacionais” (2010, (^1) Assistente de Cursos Virtuais da Universidade Católica de Brasília. Formada em Letras - Português - pela Universidade Católica de Brasília. Especialista em Docência Superior pela Universidade Gama Filho. Tem experiência na área de Letras (docência na Educação Básica e Revisão de Texto) e em Educação a Distância (Tutoria/monitoria).

p.13); pondera o impacto que elas causam no desenvolvimento do homem por meio do uso constante de suas ferramentas, bem como a potencialidade destas, quando utilizadas, em especial, nas escolas. É interessante verificar que, ao longo do capítulo, os autores comentam as possibilidades e as consequências que as TIC acarretam, quais sejam: com o surgimento das TIC, houve rapidez nos processos – transmissão, caducidade e renovação –, redução de espaço e tempo, difusão da cultura. Em contrapartida, a abundância de informação que as TIC oferecem não garante que as pessoas estejam mais bem informadas devido aos riscos de manipulação e à veracidade da informação; as informações muitas vezes são carentes de profundidade, supérfluas; além disso, alguns autores, como Cebrián^2 , asseguram que a velocidade é contrária à reflexão.

Por intermédio das TIC, o ser humano se desenvolve cognitiva e socialmente, por isso o uso dessa tecnologia nas escolas se faz tão importante. Porém, a penetração e o uso das TIC no ambiente escolar ainda são limitados, seja por falta de condições financeiras ou por “incapacidade” do corpo docente de utilizar toda a potencialidade dessa tecnologia; o uso das TIC deve sair da esfera do “consumir” e ascender para o “produzir”.

Já na segunda parte da obra, os autores aprofundam seus estudos no triângulo interativo, ou seja, os atores principais do processo educacional: professores, alunos e conteúdos nos ambientes virtuais. Interativo porque é necessária uma colaboração dos três para que o processo seja completamente explorado. Apresenta-se, então, o perfil e as competências do estudante – o nativo digital –, do professor, e uma revisão dos conteúdos para facilitar o acesso e gestão aos diferentes agentes educacionais.

Conforme apresentado, as TIC exercem total influência sobre as relações dos alunos com o mundo exterior e interior (aprendizado e cognição), acarretando mudanças epistemológicas, nas formas de comunicação, de pensar e de representação pessoal, segundo análise vigotskiana. Os professores, por sua vez, devem procurar fazer uso das TIC utilizando toda a sua potencialidade. Para tanto, esses agentes devem desenvolver algumas habilidades, como valorização da integração das TIC na educação; conhecimento e capacidade para utilizar as ferramentas tecnológicas; competência para ensinar o aluno a informar-se; integrar os materiais no projeto de

(^2) Citado no Capítulo II da obra analisada neste trabalho.

Isto confirma que a prática das TIC gera impacto/melhorias no desenvolvimento cognitivo, social e emocional do indivíduo.

Finalizando o livro, os autores apresentam os desafios da educação no século atual, bem como as competências para se “sobreviver” na SI. Os desafios: nova alfabetização – inclusive digital –, novas estratégias de aprendizagem para lidar com hipermídia, educação a distância, ferramentas tecnológicas e outras metodologias didáticas. Quanto às competências, há que se alcançar capacidade comunicacional digital, de escrita – produção – e competência para buscar e selecionar informações neste ambiente; como já se disse, não basta o usuário (não somente o aluno) utilizar apenas as funções básicas das TIC, é necessário utilizar toda a potencialidade que elas nos oferecem.

A sociedade deve, portanto, buscar adaptar-se e recorrer constantemente ao uso das TIC, pois, como se pode perceber, o mundo está passando por profundas transformações por conta do surgimento e da evolução tecnológica; transformações que tendem a crescer, uma vez que a tecnologia está em constante mutação e aperfeiçoamento. Somente com essa adaptação e, é claro, com o uso das TIC, haverá evolução educacional, social, psicológica na sociedade.