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Eletronica Digital
Tipologia: Notas de estudo
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Grandezas Analógicas e Digitais
Grandezas analógicas são aquelas que podem variar em um intervalo contínuo de valores. Por exemplo, a velocidade de um veículo pode assumir qualquer valor de 0 a 100 Km/h. Grandezas digitais, por sua vez, são aquelas que variam em passos discretos. Por exemplo, o tempo varia continuamente, mas a sua apresentação através de um relógio digital é feita em passos discretos, a cada minuto. Um sistema analógico contém dispositivos que podem manipular quantidades físicas analógicas. Por exemplo, a saída de um amplificador pode variar continuamente dentro de um certo intervalo. Um sistema digital contém dispositivos capazes de manipular informações lógicas (representadas na forma digital). Um exemplo seria um computador. Algumas das vantagens das técnicas digitais estão listadas a seguir:
Em sistemas digitais, a informação geralmente apresenta a forma binária. Essas quantidades binárias podem ser representadas por qualquer dispositivo que apresente dois estados de operação. Uma chave, por exemplo, pode estar aberta ou fechada. Podemos dizer que a chave aberta corresponde ao dígito binário “0” e a chave fechada corresponde ao dígito binário “1”. Em sistemas digitais eletrônicos, a informação binária é representada por níveis de tensão (ou correntes). Por exemplo, zero volt poderia representar o valor binário “0” e +5 volts poderiam representar o valor binário “1”. Mas, devido a variações nos circuitos, os valores binários são representados por intervalos de tensões: o “0” digital corresponde a uma tensão entre 0 e 0,8 volts enquanto o “1” digital corresponde a uma tensão entre 2 e 5 volts. Com isso percebemos uma diferença significativa entre um sistema analógico e um sistema digital. Nos sistemas digitais, o valor exato da tensão não é tão importante.
O sistema binário de numeração é o mais importante em sistemas digitais. O sistema decimal também é importante porque é usado por nós para representar quantidades.
A tabela abaixo apresenta uma relação entre alguns números na base decimal e sua respectiva representação na base binária
Decimal Binário 0 0 1 1 2 10 3 11 4 100 5 101 6 110 7 111 8 1000 9 1001 10 1010 11 1011 12 1100 13 1101 14 1110 15 1111
Portas Lógicas Em qualquer sistema digital, a unidade básica construtiva é a porta lógica. Portas lógicas são encontradas tanto circuitos com grande nível de integração (como em processadores de computadores, por exemplo) como circuitos mais simples com apenas algumas portas lógicas. O objetivo delas é trabalhar com sinais de tensão em sua entrada e produzir na saída um sinal que obedece a lógica para a qual ela foi concebida Os níveis de tensão com as quais as portas podem trabalhar dependem da tecnologia usada. A tecnologia TTL (lógica de transistor a transistor) foi projetada para trabalhar com tensões entre 0 e 5 V, enquanto que a tecnologia CMOS (junção Metal- Óxido-Semicondutor Complementar) trabalha com tensões entre 0 e 12 V. A primeira é também a mais antiga e que consome mais energia sendo substituída em muitos projetos por circuitos MOS, mais rápidos, confiáveis e de menor consumo de energia. O nível alto de tensão corresponde ao número binário 1 e o nível baixo ao número binário 0. Na prática os circuitos aceitam como 0 ou 1 níveis próximos a zero ou o valor máximo de tensão, mas deve-se ter claro que níveis intermediários podem ser tratados tanto como 0 ou 1 e o resultado final pode não corresponder à lógica para o qual ele foi construído.
Entradas Saídas A B NAND NOR 0 0 1 1 0 1 1 0 1 0 1 0 1 1 0 0
Figura 3 – Representação esquemática das portas NOR e NAND com as respectivas tabelas verdade.
Entradas Saídas A B XOR XNOR 0 0 0 1 0 1 1 0 1 0 1 0 1 1 0 1
Figura 4 – Portas lógicas OR Exclusivo e NOR Exclusivo com suas tabelas verdade.
Circuitos Combinacionais Os circuitos combinacionais são aqueles onde as saídas dependem apenas dos níveis lógicos colocados nas entradas. São formados pela associação de portas lógicas para atingir um objetivo bem determinado. Nesse tipo de circuitos a mesma combinação de entrada sempre produzirá o mesmo resultado na saída. Talvez circuito mais utilizado seja o somador, conforme o diagrama abaixo.
Figura 5 – Representação esquemática de um circuito somador
Nesse circuito a saída (Soma) é a soma binária do conteúdo das entradas A e B. A saída “Vai-um” é o análogo a soma decimal quando o resultado da soma é maior do que 10.
Parâmetros de Circuitos Integrados Digitais Os fabricantes de circuitos integrados digitais seguem praticamente o mesmo padrão de nomenclatura e terminologia quanto a especificação das propriedades dos seus componentes
a) Propriedades de Tensão e Corrente:
b) Fan-Out O Fan-Out corresponde ao número máximo de entradas lógicas que uma saída de um circuito lógico pode acionar. Se esse número for excedido, os níveis de tensão e corrente não serão garantidos.
c) Atrasos de Propagação Um sinal lógico, ao atravessar um circuito, sofre um atraso. Existem dois tipos de atraso:
Figura 6 - Circuito lógico do flip-flop R-S e a sua tabela verdade.
O circuito acima mostra que o estado futuro das saídas Q e Q dependem do estado de R e S e também do estado atual dessas saídas.
Figura 7 – Tabela verdade do Flip-Flop apenas com os casos válidos e seu diagrama esquemático.
Álgebra de Boole A álgebra Booleana trabalha somente com os valores 0 e 1 ( verdadeiro ou falso). O estudo da álgebra de Boole é muito importante para a compreensão dos circuitos lógicos, muito utilizados nos computadores digitais. A tabela abaixo representa um resumo das portas lógicas estudadas acima e a “aritmética” de Boole associada a cada uma delas
As funções Booleanas trabalham com variáveis Booleanas e operadores lógicos que podem ser transformados através de todas as possibilidades de 0 e 1, atribuídos as variáveis, em tabelas verdades e circuitos lógicos.
Exemplo: Dada a função Booleana F = A. B + B temos a seguinte tabela veradade:
Já o circuito lógico associado a essa operação é
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