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Eletroquimica, Notas de aula de Farmácia

Aula eletroquimica

Tipologia: Notas de aula

Antes de 2010

Compartilhado em 06/07/2010

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samanta-nobrega-3 🇧🇷

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14/06/2010
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B) Potenciais PadrõesB) Potenciais Padrões
Unidade IV
Potenciais Padrão de Eletrodo
A série eletroquímica
Relação com a constante de equilíbrio
A equação de Nernst
Células Galvânicas
Uma célula galvânica consiste de dois eletrodos (ou
condutores metálicos) que fazem o contato elétrico
com o conteúdo da célula, e um eletrólito (um meio
condutor iônico) dentro da célula.
No anodo ocorre a
oxidação:
Zn(s) Zn2+(aq) + 2e-
No catodo ocorre a
redução:
Cu2+(aq) + 2e-Cu(s)
Potencial de Célula e Energia
Livre de Reação
O potencial da célula, E, é a medida da capacidade
que a reação da célula tem de forçar elétrons através
de um circuito.
Eé medido em volts (V):
onde C é a unidade de carga coulomb e Jé joule.
Sabemos que ∆G fornece a quantidade máxima de
trabalho de não-expansão que pode ser obtido de um
processo a temperatura e pressão constantes.
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B) Potenciais PadrõesB) Potenciais Padrões

Unidade IV

  • Potenciais Padrão de Eletrodo
  • A série eletroquímica
  • Relação com a constante de equilíbrio
  • A equação de Nernst

Células Galvânicas

  • Uma célula galvânica consiste de dois eletrodos (ou condutores metálicos) que fazem o contato elétrico com o conteúdo da célula, e um eletrólito (um meio condutor iônico) dentro da célula. - No anodo ocorre a oxidação: Zn(s) → Zn2+(aq) + 2e- - No catodo ocorre a redução: Cu2+(aq) + 2e-^ → Cu(s)

Potencial de Célula e Energia

Livre de Reação

  • O potencial da célula, E, é a medida da capacidade que a reação da célula tem de forçar elétrons através de um circuito.
  • E é medido em volts (V):

onde C é a unidade de carga coulomb e J é joule.

  • Sabemos que ∆G fornece a quantidade máxima de trabalho de não-expansão que pode ser obtido de um processo a temperatura e pressão constantes.

Potencial de Célula e Energia

Livre de Reação

  • A relação entre essa propriedade termodinâmica do sistema (∆G) e a propriedade eletroquímica que acabamos de conhecer (E) é dada por:

onde F é a constante de Faraday:

  • Essa equação só se aplica quando a célula é operada reversivelmente.
  • O potencial da célula nessas condições é chamado de força eletromotriz, fem, da célula.

ᠲ = ᡗᡀᠧ = 䙦 1 , 602 × 10 −^19 ᠩ䙧 × 䙦 6 , 0221 × 1023 ᡥᡧᡤ−^1 䙧 = 9 , 6485 × 104 ᠩᡥᡧᡤ−^1

Potencial de Célula e Energia

Livre de Reação

  • Frequentemente, usa-se essa relação para a energia livre padrão, ∆rGo, de modo que:

onde Eo^ é a fem padrão da célula, medida quando todas as espécies estão em seu estado padrão (gases a 1 bar de pressão e íons a concentração de 1 mol.L-1).

∆ᡰ ᠳᡧ^ = −ᡦᠲᠱᡧ

Notação das Células

  • Um Diagrama de Célula descreve simbolicamente a estrutura da célula. Zn(s) + Cu+2(aq)  Zn+2(aq) + Cu(s)

Zn(s) Z n +^2 (aq) Cu+^2 ( aq) Cu(s)

anodo (oxidação)

catodo (redução) ponte salina

Cu +^2 ( aq) Cu(s) Zn(s) Zn +^2 (aq)

  • O diagrama corresponde à reação particular que ocorre na célula e não à forma como a célula é montada no laboratório.

Potenciais Padrão de Eletrodo

  • O eletrodo de hidrogênio foi escolhido como esta referência, e a ele foi atribuído um potencial padrão igual a zero em todas as temperaturas:

2H+(aq) + 2e-^ → H 2 (g) Eo^ = 0

  • Esse eletrodo consiste de um eletrodo de platina em contato com gás H 2 e íons H+^ em solução aquosa nas condições padrão.
  • Assim, o eletrodo padrão de hidrogênio (E.P.H.) pode ser usado para definir o potencial padrão de qualquer eletrodo.

Potenciais Padrão de Eletrodo

  • O potencial padrão de um par redox é a fem padrão de uma célula na qual o par é formado por um eletrodo à direita do diagrama de célula e o eletrodo de hidrogênio fica à esquerda da célula

2 Pt(s) H (g) H +(aq) Zn +^2 ( aq) Zn(s)

Zn2+(aq) + H 2 (g)  Zn(s) + 2H+(aq)

E^0 Zn +^2 Zn(s) = − 0 , 76V

Zn(s) + 2H+(aq)  Zn2+(aq) + H 2 (g)

A reação espontânea é a inversa:

ᠱᡧ^ = ᠱᠰ^ ᡧ^ − ᠱᠱ^ ᡧ

∆ᡰ ᠳᡧ^ = −ᡦᠲᠱᡧ

Potenciais Padrão de Eletrodo

  • Outro exemplo é a célula:

Pt(s)|H 2 (g)|H+(aq)||Cu2+(aq)|Cu(s) Eo^ = + 0,34 V

Como a contribuição do eletrodo de hidrogênio para o potencial padrão da célula é zero, podemos atribuir esse potencial totalmente ao eletrodo de cobre.

Eo^ = Eo(eletrodo de cobre) – Eo(eletrodo de hidrogênio) Cu2+(aq) + 2e-^ → Cu(s) Eo(Cu2+/Cu) = + 0,34 V

Potenciais Padrão de Eletrodo

  • Como a reação da célula:

Cu2+(aq) + H 2 (g) → Cu(s) + 2H+(aq) Eo^ = 0,34 V

é espontânea, podemos considerar a capacidade de oxidação do Cu2+^ (representada por Cu2+(aq) + 2e-^ → Cu(s)), como sendo maior do que a de H+^ (representada por 2H+(aq) + 2e-^ → H 2 (g)).

  • Em geral, quanto mais positivo for o potencial, maior será o poder de puxar elétrons da semi-reação e, portanto, mais forte o poder de oxidação do par redox.

Potenciais Padrão de Eletrodo

  • Já para a célula: Pt(s)|H 2 (g)|H+(aq)||Zn2+(aq)|Zn(s)

cuja reação é:

Zn2+(aq) + H 2 (g) → Zn(s) + 2H+(aq) Eo^ = -0,76 V

podemos considerar a capacidade de redução do Zn(s) (representado por Zn(s) → Zn2+(aq) + 2e-) como sendo maior do que a de H 2 (g) (representada por H 2 (g) → 2H+(aq) + 2e-).

  • Quanto mais negativo for o potencial, maior será o poder de doação de elétrons da semi-reação de oxidação e, portanto, mais forte é o poder de redução do par redox.

A Série Eletroquímica

Poder de oxidação

Poder de redução

Espécie que provoca a oxidação, ou seja ao reagir “aceita” os elétrons liberados pelas espécies que se oxidaram.

Espécie que provoca a redução, ou seja fornece elétrons para a espécie que está sendo reduzida.

Potenciais Padrão e Constantes de Equilíbrio

EXERCÍCIO. Sabendo que:

2Br-(aq) → Br 2 (l) + 2e-^ Eo^ = -1,09 V Cr 2 O 7 2-(aq) + 14H+(aq) + 6e-^ → 2Cr3+(aq) + 7H 2 O(l) Eo^ = +1,33 V

Calcule a constante de equilíbrio para a reação, a 25^0 C:

6Br-(aq) + Cr 2 O 7 2-(aq) + 14H+(aq) → 3Br 2 (l) + 2Cr3+(aq) + 7H 2 O(l)

A Equação de Nernst

  • Podemos também acompanhar a variação da fem de uma célula com a variação da composição. Sabendo que:
  • Dividindo essas duas equações por -nF, temos:

que é a Equação de Nernst.

∆ G =∆ G °+ RT ln Q

− nFE =− nFE °+ RT ln Q

ᠱ = ᠱᡧ^ −

ln ᡃ

A Equação de Nernst

  • A 298,25 K, RT/F = 0,025693 V. Portanto:
  • Ou usando a relação: ln x = 2,303 log x:

ᠱ = ᠱᡧ^ −

ln ᡃ

ᠱ = ᠱᡧ^ −

log ᡃ = ᠱᡧ^ −

log ᡃ

ᠱ = ᠱᡧ^ −

ln ᡃ

A Equação de Nernst

EXERCÍCIO. Calcule a fem, em 25 0 C, de uma célula de Daniell na qual a concentração de íons Zn2+^ é 0, mol/L e a de íons Cu2+^ é 0,0010 mol/L.

Cu2+(aq) + Zn(s)  Zn2+(aq) + Cu(s) Eo^ = 1,10 V