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eletrotécnica, Notas de aula de Direito

Curso básico de eletrotécnica, da epoca em q eu fiz CEFET, no Ceará, integrado de eletrotécnica, ajudou me bastante esse curso em arquivo pdf.

Tipologia: Notas de aula

Antes de 2010

Compartilhado em 14/03/2010

jose-rodrigo-mirand-de-sousa-4
jose-rodrigo-mirand-de-sousa-4 🇧🇷

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III TEOREMAS DE CIRCUITOS
III.1 Teorema da Superposição
Em um circuito linear contendo várias fontes independentes, a corrente ou tensão de um
elemento do circuito é igual a soma algébrica das correntes ou tensões dos componentes
produzidas por cada fonte independente operando isoladamente.
Este teorema só se aplica no cálculo de correntes ou tensões e não pode ser utilizado no
cálculo da potência.
Para que se possa operar cada fonte isoladamente, as outras devem ser eliminadas. O
procedimento que deve ser adotado nesta eliminação, das fontes de tensão e fontes de corrente, é
apresentado seguir.
A
B
B
A
-
+
B
A
E = 0
B
I = 0
A
Curto-Circuito
EAB = 0
RAB = 0
Circuito-Aberto
I = 0
RAB =
Exemplo 1: Determinar para o circuito abaixo os valores E1, I1, P2, E2, I2 e I3.
1
-
+
6
5
20
E
I1I2I3
18 A
140 V 2
E
Passo 1: Devido à fonte de 140V, abrindo a fonte de corrente tem-se:
-
+´
´
´
´
´
1
6
5
20
E
I1I2I3
140 V 2
E
E1 = 20 I1
E2 = 6 I2= 5 I3
LTK ! 140 = E1 + E2
LCK ! I1 = I2 + I3
Fazendo as substituições tem-se: E
20
E
6
E
5
1
'2
'2
'
=+
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd

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III TEOREMAS DE CIRCUITOS

III.1 Teorema da Superposição

Em um circuito linear contendo várias fontes independentes, a corrente ou tensão de um elemento do circuito é igual a soma algébrica das correntes ou tensões dos componentes produzidas por cada fonte independente operando isoladamente. Este teorema só se aplica no cálculo de correntes ou tensões e não pode ser utilizado no cálculo da potência.

Para que se possa operar cada fonte isoladamente, as outras devem ser eliminadas. O procedimento que deve ser adotado nesta eliminação, das fontes de tensão e fontes de corrente, é apresentado seguir.

A

B

B

A

B

A

E = 0

B

I = 0

A

Curto-Circuito EAB = 0 R (^) AB = 0

Circuito-Aberto I = 0 R (^) AB = ∞

Exemplo 1 : Determinar para o circuito abaixo os valores E 1 , I1, P (^) 2, E 2 , I 2 e I3.

1

6 ΩΩΩΩ 5 ΩΩΩΩ

20 ΩΩΩΩ

E

I 1 I 2 I 3

140 V E 2 18 A

Passo 1 : Devido à fonte de 140V, abrindo a fonte de corrente tem-se:

´

´

´ ´

´ 1

6 ΩΩΩΩ 5 ΩΩΩΩ

20 ΩΩΩΩ

E

I 1 I 2 I 3

140 V E 2

E 1 ’^ = 20 I 1 ’

E 2 ’^ = 6 I 2 ’= 5 I 3 ’

LTK! 140 = E 1 ’^ + E 2 ’

LCK! I 1 ’^ = I 2 ’^ + I 3 ’

Fazendo as substituições tem-se:

E

E

E

1

' 2

' 2

' = +

3E 1 ' = 10E 2 ' +12E 2 '

3E 1 ' = 22 E 2 '! 1 ´. 2 ´

E = E

LKT! 1. ´ 2

140  E

Tem-se então:

E 2 ’^ = 16,8V

E 1 ’^ = 123,2V

I 1 ’^ = 6,16A

I 2 ’^ = 2,8A

I 3 ’^ = 3,36A

Passo 2 : Devido à fonte de 18A, curto-circuitando a fonte de tensão tem-se:

´´

´´

´´

´´ ´´

1

6 ΩΩΩΩ 5 ΩΩΩΩ

20 ΩΩΩΩ

E

I 1^ I 2 I 3 E 2 18 A

E 1 ”^ = 20 I 1 ”

E 2 ”^ = 6 I 2 ”^ = 5 I 3 ”

LTK! -E 1 ”^ - E 2 ”^ = 0

LCK! I 1 ”^ + 18 = I 2 ”^ + I 3 ”

Fazendo as substituições tem-se:

E

E

E

1

" 2

" 2

"

  • = +

3E 1 ”^ + 1080 = - 10E 1 ”^ - 12E 1 ”

E 1 ”^ = - 43,2V

E 2 ”^ = 43,2V

I 1 ”^ = − = −

2,16A

I 2 ”^ =

=7,20A

I 3 ”^ = 8,64A

Passo 3 : Devido à superposição tem-se:

E 1 = E 1 ’^ + E 1 ”^ = 112,2 - 43,2 = 80V

E 2 = E 2 ’^ + E 2 ’’^ = 60V

I 1 = I 1 ’^ + I 1 ”^ = 4,0A

I 2 = 10A

I 3 = 12A

P 2 = 6 (2,8)^2 + 6 (7,2)^2 = 358W

Levando em consideração este valor de P 2 , pode-se observar que o Teorema da Superposição não é válido em relação a potência. Para tanto se deve calcular a potência dissipada utilizando as fórmulas usuais. Tem-se então:

O conceito de Equivalência de Fontes , apresentado abaixo pode ser utilizado na resolução de circuitos utilizando-se os teoremas de Thévenin e Norton.

R A

E

B

A

0 E^ ≡≡≡≡ I^0 G E

I

circuito a circuito b

I

B

A seguir se apresenta os cálculos que revelam as relações que devem existir para que as fontes acima sejam equivalentes.

Se E (^) AB = 0 (curto-circuito) Circuito a:

I

E

R

=^0

Circuito b: I = I 0 ⇒ E 0 = R. I 0

Se I = 0 (circuito aberto) Circuito a: E = E 0

Circuito b:

E

I

G

= 0 ⇒ E I

0 G

=^0

Então : R

G

= e I

E

R

=^0

Exemplo 2 : Calcular a fonte equivalente à fonte de tensão apresentada.

10 ΩΩΩΩ A

B (^) B

30 V ≡≡ ≡≡ 3 A 0,1 S

A

Como o circuito de Norton e o de Thévenin são representações para a mesma fonte física, para que suas características terminais sejam as mesmas, deve-se ter:

E (^) Th = R (^) Th. IN R 1 Th GN

Exemplo 3 : Determinar a corrente I no circuito abaixo usando o Teorema de Thévenin.

6 ΩΩΩΩ 5 ΩΩΩΩ

20 ΩΩΩΩ

140 V (^) I 18 A

Para este exemplo considera-se a resistência de 6 Ω como sendo o circuito Y. Para calcular o circuito equivalente de Thévenin segundo a metodologia apresentada deve-se retirar o circuito Y (a resistência de 6Ω).

140 V

X

5 ΩΩΩΩ

20 ΩΩΩΩ

18 A (^) (^6) ΩΩΩΩ

A

B B

A

Y

Cálculo do Equivalente de Thévenin:

R Th

Th

B

A

E

Por superposição calcula-se ETh :

ETh = E’^ + E”

E

' = .140 =28V

I 1 ”^ =

= A

E”^ =

.20 =72V

ETh = 100 V

Solução alternativa por Kirchoff :

LTK! 140 - 20I 1 - 5I 2 = 0 LCK! I 1 - I 2 + 18 = 0

ETh = 140 - 20I 1 140 - 20 I 1 - 5 (I 1 + 18) = 0 140 - 25 I 1 - 90 = 0 I 1 = 2A ETh = 140 - 40 = 100 V Calculando agora RTh :

R (^) Th = 20//5! = 4 Ω 25

20x

Após ter-se calculado VTh e RTh pode-se finalmente calcular a corrente no resistor de 6 Ω :

B

A

E (^) Th= 100V 6 ΩΩΩΩ

R (^) Th= 4 ΩΩΩΩ

I

= −! I = −10A

III.3 Análise por Correntes de Malha

Este tipo de análise resulta da aplicação das leis de Kirchhoff a circuitos com várias malhas. As leis de Kirchhoff são aplicadas às correntes das diversas malhas respeitando sentidos arbitrados (preferencialmente o sentido horário).

Exemplo 4 : Determinar as correntes de malha para o circuito abaixo:

1 Ω

I (^) 1 I 2

56 V 8 V

10 Ω

2 Ω

I (^) 3

2 Ω (^4) Ω

5 Ω

Utilizando-se as regras apresentadas acima, se obtém a seguinte equação matricial:

56 8 0

I

I

I

1 2 3

Calculando o determinante tem-se: ∆ = det

Para o cálculo de I 1 , deve-se substituir a primeira coluna da matriz ∆ pelo vetor das tensões (analogamente para o cálculo de I 2 e I 3 ). Desta maneira tem-se:

∆ 1 = det 7760 0 1 13

Considerando calculadas ∆ 1 e ∆ 2 , pode-se calcular as correntes utilizando a Regra de Cramer:

I 1 =^1

I 2 =^2

I 3 =^3

I 1 = 10A I 2 = 6A I 3 = 2A

Casos Particulares :

  • Existência de fontes de corrente em paralelo com uma condutância (resistência)! efetuar a conversão de fontes -

1 Ω

5 Ω 4 Ω 2 A

1 Ω

5 Ω

4 Ω

≡≡≡≡ 8 V

  • Corrente arbitradas em qualquer sentido! aplica-se as mesmas regras só que na montagem de R , os elementos fora da diagonal principal terão sinais positivos se as correntes nestes elementos estiverem no mesmo sentido.

3 Ω

I (^) 1 I 2

4 Ω

2 Ω

+^2 Ω

1 Ω 2 Ω

-^ +

I (^) 3

R

  • Fontes de corrente sem possibilidade de conversão : considera-se que existe uma tensão a ser determinada nas extremidades das fontes.

I 3

I (^1) I 2

4 Ω^ 10 V

2 Ω 3 Ω

4 Ω^2 Ω

20 V^3 Ω

E (^) 2 A

2 I

I

E

  • Fontes controladas! monta-se as equações diretamente:

2

I 1

E

3 Ω

4 Ω (^) I 10 Ω

2.I (^1)

30 V

E

I

-2I

1 − 1

 =^

30 = 7I 1 + 8I 1! I 1 = 2A

logo! I 2 = -4A -E = -4I 1 - 28I 1! E = 64V

III.4 Análise pelas Tensões nos Nós (Nodal)

Este método permite que se determine a tensão em 2 ou mais nós, em relação a um nó de referência. Para tanto, as equações decorrentes da LCK são escritas implicitamente, de tal modo que somente as equações LTK precisem ser resolvidas.

O circuito da figura abaixo é utilizado para demonstrar a análise de um circuito utilizando-se o método das tensões nos nós.

Tem-se que: I = G.E, e desta maneira:

B

A E

E

Resolvendo a equação matricial tem-se: EA = 11,2 V e E (^) B = 4V.

Casos Particulares :

  • Existência de fontes de tensão em série com uma resistência : efetuar a conversão de fontes. Exemplo: calcular as correntes IA e IB da figura a seguir.

1/2 S

EA

0

4 ΩΩΩΩ I (^) A

A B I (^) B 2 A

8 V (^4) ΩΩΩΩ (^4) ΩΩΩΩ

2 ΩΩΩΩ

A B

2 A (^4) ΩΩΩΩ (^4) ΩΩΩΩ 2 A

Nó de referência

Nó de referência

I (^) A 1/4 S

I (^) B

4 ΩΩΩΩ

2 A (^) 1/2 S 2 A

E

E (^) B

2 ΩΩΩΩ

Matrizes I = G.E :

 =^

E

E

A B

Resolvendo para as tensões tem-se: 2 = EA – 1/2 EB -2 = -1/2 EA +0,75 EB

EA = 1V EB = -2V Calculando agora as correntes tem-se:

IA =

x 1 =

A

IB = − 2

x = -

A

  • Fontes de tensão sem possibilidade de conversão : considera-se que existe uma corrente a ser determinada para cada fonte. -

2 A I

EA EB

4 Ω

E (^0)

10 V^5 Ω^2 Ω 4 A

A B

Matrizes I = G.E :

E B

I 2

Resolvendo para o segundo elemento da matriz I tem-se: 2 = -0,25. 10 + 0,75 E (^) B 0,75 EB = 2 + 2,

E (^) B = = V

EA = 10V (dado) Para o primeiro elemento tem-se: I + 2 = 0,45. 10 - 0,25 E (^) B I = 4,5 - 1,5 - 2! I = 1A

III.5 Teorema de Millman

O Teorema de Millman apresenta um método usado para reduzir um número qualquer de fontes de tensão em paralelo a apenas uma. Este teorema constitui um caso especial da aplicação do teorema de Thévenin. A seguir, a partir de um exemplo este método é apresentado.

B

A

B

A

E (^1)

E 2 E (^3)

R (^1) R 2 R (^3)

E (^) M

RM

O primeiro passo é transformar os ramos “fonte de tensão/resistência em série” em “fontes de corrente/condutâncias em paralelo”. Estes cálculos são feitos da seguinte maneira:

i i i

i

i

I EG

R

G

A

B

I (^1) G 1 I (^2) G 2 I (^3) G 3

A seguir, deve-se calcular o circuito equivalente com uma única fonte de corrente e uma única condutância. Para tanto os seguintes cálculos devem ser realizados:

I = I 1 + I 2 - I 3

G = G 1 + G 2 + G 3

A seguir apresenta-se este circuito assim como o equivalente de Millman.

A

B

A

E (^) M

R (^) M

I (^) G

B

A transformação do circuito fonte de corrente/condutância em fonte de tensão/resistência deve ser realizada da seguinte maneira:

E E

I

G

I I I

M AB G G G

1 2 3 1 2 3

1 2 3

M G G G

G

R = =

A tensão entre os pontos AB pode também ser dada da seguinte maneira:

E

E G E G E G

AB G G G

1 1 2 2 3 3 1 2 3

RTh

E (^) Th

B

A

R (^) L I

I

E

R R

Th Th L

A potência absorvida pela carga será:

P R I

R E

R R

E

4 R

R R

L L R R

2 L Th

2

Th L

2

Th

2

Th

Th L Th L

A potência transferida P (^) L será máxima quando R (^) L = R (^) Th , ou seja, quando a carga for igual ao valor da resistência equivalente de Thévenin do circuito. Neste caso a potência em RTh será

Th

2 Th 4 R

E

e assim pode-se afirmar que quando a potência transferida é a máxima, a eficiência do

circuito é de 50%.