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Equipamentos de Logística, Manuais, Projetos, Pesquisas de Princípios de Design de Máquinas-Ferramenta

Documento sobre maquinas de utilizadas na logísticas

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2020

Compartilhado em 16/10/2020

aco19
aco19 🇧🇷

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6 documentos

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A g o / S e t

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Publicação, especializada em logística, da Logweb Editora Ltda. Parte integrante do portal www.logweb.com.br

Redação, Publicidade, Circulação e Administração Rua Engenheiro Roberto Mange, 353 13208-200 - Anhangabaú - Jundiaí – SP Fone: 11 4087.

Diretor de Redação Wanderley Gonelli Gonçalves Cel.: 11 94390. (MTB/SP 12068) [email protected] Redação Carol Gonçalves (MTB/SP 59413) [email protected]

Diretora Executiva Valéria Lima de Azevedo Nammur [email protected] Diretor de Marketing José Luíz Nammur [email protected] Diretor Administrativo-Financeiro Luís Cláudio R. Ferreira [email protected] Administração Wellington Christian Borsarini [email protected] Caroline Fonseca (Auxiliar Administrativa) [email protected] Diretora Comercial Maria Zimmermann Garcia Cel.: 11 99618.0107 e 94382. [email protected] Gerência de Negócios Nivaldo Manzano - Cel.: 11 99701. [email protected] José Oliveira - Cel.: 11 96675- [email protected] Assistente Comercial Camila Meloni [email protected] Diagramação Alexandre Gomes

Os artigos assinados e os anúncios não expressam, necessariamente, a opinião da revista.@grupologweb^ Portal.e.Revista.Logweb^ @logweb_editora^ logweb_editora^ Canal Logweb

Novos contextos na logística

De forma inédita, a revista Logweb publica nesta edição um estudo, denominado “Modelo SENAI de Prospectiva”, realizado pelo Observató- rio Nacional SESI/SENAI/IEL, que tem como uma das linhas de atuação prever a necessidade fu- tura de mão de obra qualificada na indústria. Os resultados do Modelo possibilitam uma melhor preparação das instituições de formação profis- sional na oferta de mão de obra especializada, bem como uma orientação às empresas em seus processos de contratação. Foram estudadas as seguintes ocupações: Téc- nico em Logística, Controlador e Programador de Produção e Operador de Logística Portuária. Além dessas ocupações, o Modelo identificou o Técnico Especializado em Logística 4.0, como um (novo) profissional que será demandado nos pró- ximos anos pelas empresas do setor. Sem dúvida nenhuma, um material de grande valia para os profissionais e as empresas de logís- tica como um todo. Já a capa da nossa edição é dedicada ao ras- treamento e monitoramento, destacando a sua importância nestes tempos de pandemia, o roubo de cargas, as tendências em termos de tecnologias e de aplicação no que se refere a rastreamento e monitoramento de cargas, entre outros assuntos. Informações preciosas para tempos incertos.

A nossa seção “Logística Setorial” enfoca o segmento de calçados. Em discussão: as carac- terísticas da logística no segmento, o papel do e-commerce no setor e os diferenciais da logísti- ca para as lojas virtuais e as físicas e as mudanças trazidas pela Covid-19 na logística do segmento, entre outros assuntos. Complementando esta matéria, uma análise da logística feita pelo presi- dente da Abicalçados – Associação Brasileira das Indústrias de Calçados. Ainda o leitor vai encontrar mais assuntos interessantes nesta edição de Logweb , cujo fechamento se dá com a seção “Modal Marí- timo”, apresentando as novidades e os desta- ques no que se refere à logística no segmen- to: e-Navigation, projeto “BR do Mar”, que muda as regras de navegação de cabotagem, movimentação de cargas no setor portuário no primeiro semestre do ano e outras infor- mações. Lembramos que a Logweb , destaque entre as revistas da área, e uma das únicas em ver- são impressa, continua investigando e procu- rando sempre as notícias de interesse de seu público leitor, além de desenvolver matérias específicas que analisam o mercado em to- dos os seus segmentos e em todos os seus momentos.

Editorial

3

A g o / S e t / 2 0

Os editores

referência em logística ISSN 2317- Edição nº 210 | Agosto/Setembro 2020

A g o / S e t / 2 0

Estudo SENAI

A

o longo das últimas déca- das, as mudanças estru- turais, tecnológicas, pro- dutivas e organizacionais têm afetado o mundo do trabalho e provocado uma reestruturação significativa dos fluxos produtivos. Este fenômeno tem como pano de fundo o acelerado desenvolvimento tecnológico visando ao aumento da produtividade e da competitividade e à constituição de um mercado de trabalho cada vez mais competitivo e seletivo. Isso pode ser observado pelas mudanças verificadas desde o modelo fordista até os atuais siste- mas flexíveis de produção. Para tratar das questões relaciona- das às possíveis mudanças em per- fis ocupacionais e educacionais, o Observatório Nacional SESI/SENAI/ IEL aplica o Modelo SENAI de Pros- pectiva, que tem como uma das linhas de atuação prever a necessi- dade futura de mão de obra qualifi- cada na indústria. Os resultados do Modelo possibi- litam uma melhor preparação das instituições de formação profissional na oferta de mão de obra especiali- zada, bem como uma orientação às empresas em seus processos de con- tratação, reduzindo os efeitos negati- vos trazidos por sua ausência, espe- cialmente nas fases de crescimento econômico, no qual sua intensidade é maior. No Modelo, a necessidade de mão de obra qualificada é consi- derada nas seguintes dimensões:

  • Identificação de mudanças prová- veis no perfil da ocupação;
  • Identificação de mudanças pro- váveis na oferta de educação pro-

fissional (cursos regulares e de requalificação). No presente artigo apresentam-se os resultados do Modelo para o se- tor de logística, o qual se deu por meio da realização de um painel de especialistas, que reuniu represen- tantes do meio produtivo (empre- sas) e acadêmico (universidades e professores do SENAI).

2. Modelo SENAI de

Prospectiva

2.1) Introdução Para as instituições de formação profissional, o uso de metodolo- gias prospectivas permite que elas tenham uma considerável vanta- gem competitiva, visto que tais metodologias permitem que seus tomadores de decisão conheçam, antecipadamente, a demanda por mão de obra qualificada. Isso pos- sibilita uma melhor preparação das instituições na oferta de tal mão de obra, reduzindo os efeitos negati- vos trazidos por sua ausência, espe- cialmente nas fases de crescimento econômico, no qual sua intensidade é maior. Além disso, a antecipação

de possíveis mudanças nos setores estudados pode vir a gerar uma sé- rie de serviços tecnológicos a serem ofertados pela instituição. Para identificação das futuras mu- danças ocupacionais, o Modelo é estruturado por um conjunto inter- -relacionado de atividades metodo- lógicas de caráter prospectivo, as quais estão baseadas em conheci- das ferramentas prospectivas. As informações geradas pelo Mode- lo podem servir de orientação para o desenvolvimento de atividades futuras nos campos da moderniza- ção tecnológica e organizacional, de educação profissional e atualização de recursos humanos. Deste modo, o Modelo SENAI de Prospectiva possibilita analisar, de forma inte- grada, a dinâmica dos setores pro- dutivos e as diversas formas para melhor atuação das instituições de formação profissional. A figura 1, a seguir, mostra esque- maticamente o fluxo de atividades do processo prospectivo do Mo- delo voltado para identificação das demandas futuras por formação profissional.

Novos contextos tecnológicos

e organizacionais no setor

de logística no Brasil e seus

impactos ocupacionais

Figura 1 – Esquema geral do Modelo de Prospectiva e Projeção para identificação das demandas futuras por formação profissional

Informações Setoriais (^) OrganizacionalProspectiva

Demandas Futuras por Novos profissionais

Prospectiva Tecnológica

Mudanças em Perfis Profissionais

Análise de Impactos Ocupacionais

RECOMENDAÇÕES

MONITORAMENTO MONITORAMENTO

MONITORAMENTO

3.3) Impactos Ocupacionais Matriz de impactos ocupacionais Após a identificação do possível con- texto tecnológico e organizacional fu- turo para o setor de logística, os espe- cialistas analisaram os impactos que cada tendência tecnológica e organi- zacional teria sobre um determina- do grupo de ocupações, as quais fo- ram determinadas pelo SENAI como aquelas prioritárias para atualização de seus perfis profissionais. Nesta etapa, os especialistas preencheram a denominada matriz de impactos ocupacionais. Nesta matriz busca-se identificar o grau de impacto de cada uma das principais tendências tecno- lógicas e organizacionais em um gru- po pré-estabelecido de ocupações. As concepções de alto e baixo impac- to foram assim estabelecidas: Baixo impacto – Quando o uso da tec- nologia ou o estabelecimento da es- tratégia ou ferramenta organizacional não afeta fortemente as atividades, conhecimentos, habilidades e capa- cidades da ocupação. Normalmente a ocupação se adéqua facilmente à nova tecnologia ou mudança organi- zacional. Alto impacto – Quando o uso da tec- nologia ou o estabelecimento da es- tratégia ou ferramenta organizacional afeta fortemente as atividades, conhe- cimentos, habilidades e capacidades da ocupação. Normalmente a ocupa- ção necessita passar por um processo de atualização de perfil e formação.

Habilidades, Capacidades (aptidões) e Conhecimentos Após a identificação de quais tendên- cias terão maior impacto sobre as ocupações estudadas, os especialistas consultados detalharam as possíveis mudanças em seus respectivos perfis profissionais. A seguir são apresenta- das as principais tendências de maior impacto das ocupações estudadas, bem como as habilidades, capacidades (aptidões) e conhecimentos que ga- nharão mais importância nos próximos anos para cada ocupação estudada pe- rante as tendências de maior impacto.

Tabela 1 – Habilidades demandadas ao técnico em logística que aumentarão de importância nos próximos anos Habilidades 2 Descrição da Habilidade Ciências Empregar regras e métodos científicos na estruturação, análise e resolução de problemas. Monitoramento de operações

Monitorar medidores, mostradores ou outros indicadores para assegurar o funcionamento de máquinas e processos em conformidade com parâmetros de produção. Orientação a serviços Buscar, ativamente, formas de atender a demandas de serviços. Operação e controle Controlar a operação de equipamentos ou sistemas, segundo normas e especificações. Aprendizagem ativa Compreender as implicações de novas informações para resolução de problemas e tomadas dedecisões atuais e futuras de forma proativa e autônoma. Gestão de recursos de pessoal

Desenvolver, motivar e liderar pessoas em seu trabalho, identificando as que são mais apropriadas para a realização de um determinado trabalho. Gestão de recursos financeiros Determinar como os recursos financeiros serão empregados no trabalho a ser realizado e contabilizar gastos. Aprendizagem ativa Compreender as implicações de novas informações para resolução de problemas e tomadas dedecisões atuais e futuras de forma proativa e autônoma. Gestão de recursos financeiros

Determinar como os recursos financeiros serão empregados no trabalho a ser realizado e contabilizar gastos. Gestão de recursos de pessoal Desenvolver, motivar e liderar pessoas em seu trabalho, identificando as que são mais apropriadas para a realização de um determinado trabalho. Resolução de problemas complexos

Estruturar problemas complexos e analisar informações relacionadas a fim de desenvolver e avaliar opções com o objetivo de implementar soluções. 2 - O conceito de habilidade está relacionado com a forma de execução de tarefas, com a aplicação de conhecimentos e com a maneira de agir, de pensar (Lazzarotto, 2001).

Quadro 02 - Tendências de difusão organizacional para o setor de logística Percentual de empresas que compõem a cadeia de valor do setor que utilizarão os seguintes fatores organizacionais

Nos próximos 5 anos

Nos próximos 10 anos

Nos próximos 15 anos Estabelecimento de indicadores de desempenho que são utilizados para novas ações estratégicas, táticas ou operacionais

Até 10% das empresas da cadeia produtiva irão implementar

De 11 a 30% das empresas da cadeia produtiva irão implementar

De 31 a 50% das empresas da cadeia produtiva irão implementar Estabelecimento de ações e programas de responsabilidade empresarial que minimizem os riscos à saúde e segurança do consumidor ou cliente de seus produtos ou serviços

Até 10% das empresas da cadeia produtiva irão implementar

De 11 a 30% das empresas da cadeia produtiva irão implementar

De 31 a 50% das empresas da cadeia produtiva irão implementar Estabelecimento de ações e programas de responsabilidade empresarial que racionalizem e otimizem o uso de utilidades e a reciclagem de seus produtos após o uso

Até 10% das empresas da cadeia produtiva irão implementar

De 11 a 30% das empresas da cadeia produtiva irão implementar

De 31 a 50% das empresas da cadeia produtiva irão implementar Estabelecimento de ações e programas de responsabilidade empresarial que incentivem e remunerem, por meio de processos sistemáticos, seus funcionários a inovar

Nenhuma empresa da cadeia produtiva irá implementar

Até 10% das empresas da cadeia produtiva irão implementar

Até 10% das empresas da cadeia produtiva irão implementar

Técnico em logística

Tendências de difusão tecnológica e organizacional que mais impactarão a ocupação

1. Uso, pelas empresas industriais e suas áreas de logística, da in- ternet industrial das coisas (IIot) para controle da produção e para a área de logística. 2. Uso, pelas áreas de logística das empresas industriais e empresas de logística, do gerenciamento “in- teligente” durante a adoção e im- plementação dos Sistemas de Ge- renciamento dos Armazéns (WMS). 3. Uso, pelas áreas de logística das empresas industriais e empre- sas de logística, de “Sistemas de Transporte Inteligente” (ITS). 4. Uso, pelas áreas de logística das empresas industriais e empre- sas de logística, da tecnologia Blockchain. 5. Oferecimento, pelas empresas de logística, de serviços fifth- -party logistics (5PL). 6. Adoção, pelas empresas de logís- tica, de Data Analytics e Big Data Logistics. 7. Implantação, pelas empresas de logística, do conceito de Logística Elástica. 8. Uso, pelas empresas de logística, de Chatbots e Robôs Colaborati- vos (Cobots). 9. Implantação, pelas empresas de logística, do conceito de Logística Compartilhada. 10. Implantação, pelas empresas de logística, do conceito de Lo- gística Verde. 12. Estratégias de comercialização baseadas no oferecimento de serviços inovadores. 13. Estratégias de posicionamento no mercado baseadas em lide- rança por diferenciação.

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Estudo

(Continuação)

Conhecimentos^4 demandados ao téc- nico em logística que aumentarão de importância nos próximos anos

- Gestão de Custos; Gestão Estraté- gica; Gestão de Pessoas; Gestão de Qualidade e Processos; Gestão de Projetos. - Organização de Arquivos; Teoria Geral da Informação; Classifica- ção de Documentos; Processo de Aquisição de Materiais; Técnicas de Recuperação de Informação; Processos de Disseminação da In- formação; Organização e Métodos. - Aplicação prática da ciência da en- genharia e de tecnologias. Envolve os princípios técnicos, procedimen- tos e equipamentos para o projeto e a produção de bens e serviços. - Normas Técnicas; Administração Pública; Organizações Internacio- nais; Instituições Governamentais Específicas; Direito Ambiental. - Estrutura e conteúdo de uma lín- gua inglesa, incluindo o significa- do e a grafia de palavras, regras de composição e gramática. - Planejamento, Projeto e Controle de Sistemas de Produção; Planeja- mento de Instalações Industriais; Gerência de Produção; Processos de Fabricação. - Marketing de Serviços; Quali-

dade em Serviços; Negociação; Gestão de Serviços.

- Noções de Psicologia do Trabalho e Organizacional; Relações Inter- pessoais; Processos Grupais e de Comunicação. - Construções (foco planejamento de novos armazéns/layout). - Probabilidade e Estatística; Cálcu- lo e Análise; Lógica Matemática. - Noções de Ciências Contábeis; Microeconomia; Macroeconomia; Estudo de Viabilidade de Projetos. 4 - Neste estudo, considerou-se o conhecimento explícito, que é definido por Nonaka& Takeuchi (1997) como sendo “o conhecimento transmitido por vias formais e sistemáticas, facilmente codificado por fórmulas, símbolos, normas e especificações. Sãofacilmente difundidos pelos sistemas atuais de comunicação”.

Controlador e Programador

da Produção

Tendências de difusão tecnológica e organizacional que mais impac- tarão a ocupação

1. Uso, pelas empresas industriais e suas áreas de logística, da internet industrial das coisas (IIoT) para controle da produ- ção e para a área de logística. 2. Uso, pelas áreas de logística das empresas industriais e empre- sas de logística, do gerencia- mento “inteligente” durante a adoção e implementação dos Sistemas de Gerenciamento dos Armazéns (WMS).

Tabela 2 - Capacidades (aptidões) demandadas ao técnico em logística que aumentarão de importância nos próximos anos Capacidades 3 Descrição da Capacidade Adaptabilidade/ Flexibilidade Se adequar às mudanças positivas ou negativas, bem como à diversidade no ambiente de trabalho Criatividade Capacidade de gerar ideias inovadoras sobre um determinado assunto ou situação, ou desenvolverformas criativas para resolver um problema.

Flexibilidade Cognitiva Capacidade de adaptar, de forma contínua, sua configuração mental (mindset) a novas einesperadas situações Fluência de ideias Capacidade de gerar várias ideias sobre um tópico (não importam a quantidade e qualidade das ideias). Inovação Ter criatividade e pensar em formas alternativas de desenvolver novas ideias e dar respostas aproblemas relacionados ao trabalho.

Liderança Capacidade de motivar um grupo de pessoas a atuar na busca de um objetivo comum. Exercer influência sobre outras pessoas, conquistar sua lealdade e direcionar seus esforços à consecução dos objetivos da organização. Multitarefa Capacidade de direcionar a atenção entre duas ou mais atividades ou fontes de informações (comovoz, som, toque, entre outras fontes). Orientação a resultados Capacidade de estabelecer e manter metas cujo cumprimento implica desafios e demanda esforçospara a realização das ações.

Percepção de problemas Capacidade de perceber quando algo está errado ou poderá dar errado. Não envolve resolver oproblema, mas somente reconhecer que há um problema. Raciocínio dedutivo Capacidade de aplicar regras gerais a problemas específicos para gerar resultados que fazem sentido. Velocidade de organização e resposta

Capacidade de rapidamente dar sentido, combinar e organizar informações em padrões significativos. 3 - O conceito de capacidade está relacionado ao posicionamento prévio e estabelecido de uma pessoa, na forma comportamental de reação e atuação frente a um produto, organização,pessoa, fato ou situação. Normalmente não são alteradas com o passar do tempo.

3. Uso, pelas áreas de logística das empresas industriais e empre- sas de logística, de “Sistemas de Transporte Inteligente” (ITS). 4. Implantação, pelas empresas de logística, do conceito de Lo- gística Elástica. 5. Implantação, pelas empresas de logística, do conceito de En- trega antecipada. 6. Estratégias de posicionamento no mercado baseadas em lide- rança por custos. 7. Estratégias de posicionamento no mercado baseadas em lide- rança por diferenciação. 8. Estratégias de comercialização baseadas no oferecimento de produtos inovadores. 9. Estratégias para atração, iden- tificação, desenvolvimento e retenção de talentos baseadas na existência de programas de desenvolvimento de carreira e programas de capacitação e aprendizagem. 10. Estabelecimento de ações e programas de responsabilidade empresarial que racionalizem e otimizem o uso de utilidades e a reciclagem de seus produtos após o uso. 11. Estratégias de comercialização baseadas no oferecimento de serviços inovadores.

Conhecimentos demandados ao controlador e programador da pro- dução que aumentarão de impor- tância nos próximos anos

- Linguagem de programação/algo- ritmo - Modelagem e Simulação Compu- tacional - Machine Learning - Automação e Robotização - Programação e reprogramação do fluxo produtivo - Sistemas de Cibersegurança - Lean Manufacturing - Manufacturing analytics - I nternet Industrial das Coisas - Realidade Virtual e Realidade Au- mentada 9

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Tabela 7 - Habilidades demandadas ao técnico especializado em logística 4.0 que aumentarão de importância nos próximos anos Habilidades Descrição da Habilidade Orientação a serviços Buscar, ativamente, formas de atender a demandas de serviços. Percepção social Compreender ações e reações no âmbito interpessoal. Matemática Utilizar a matemática e suas ferramentas na estruturação, análise e resolução de problemas. Projeto de tecnologias Gerar ou adaptar equipamentos e tecnologias para atender as necessidades de usuários. Resolução de problemas complexos

Estruturar problemas complexos e analisar informações relacionadas, a fim de desenvolver e avaliar opções com o objetivo de implementar soluções. Fluência digital Encontrar, avaliar e utilizar informações digitais de maneira eficiente, eficiente e ética. Gerar ecompartilhar informações, bem como desenvolver ações e projetos por meio de redes

Programação

Escrever e modificar programas de computadores, máquinas e equipamentos para diversos fins. Reconhecimento de paradigmas de programação. Escrever e modificar algoritmos para várias finalidades. Análise de sistemas Analisar como um sistema deve trabalhar e como mudanças em condições, operações e noambiente poderão causar impactos nos resultados. Inovação Ter criatividade e pensar em formas alternativas de desenvolver novas ideias e dar respostas aproblemas relacionados ao trabalho. Pensamento crítico Utilizar a lógica e o raciocínio para o desenvolvimento de atividades e para identificar os pontosfortes e fracos de soluções alternativas, conclusões ou formas de abordagem de problemas. Gestão de tempo Gerenciar o próprio tempo e o tempo dos outros, considerando os objetivos do trabalho a ser realizado. Tabela 8 - Capacidades (aptidões) demandadas ao técnico especializado em logística 4.0 que aumentarão de importância nos próximos anos Capacidades Descrição da Capacidade Adaptabilidade/Flexibilidade Se adequar às mudanças positivas ou negativas, bem como à diversidade no ambientede trabalho Cooperação Capacidade de atuar em grupo para alcançar um objetivo comum ou agir em favor dosinteresses da empresa ou de sua equipe de trabalho. Criatividade Capacidade de gerar ideias inovadoras sobre um determinado assunto ou situação, oudesenvolver formas criativas para resolver um problema. Flexibilidade Cognitiva Capacidade de adaptar, de forma contínua, sua configuração mental (mindset) a novase inesperadas situações. Fluência de ideias Capacidade de gerar várias ideias sobre um tópico (não importam a quantidade equalidade das ideias). Multitarefa Capacidade de direcionar a atenção entre duas ou mais atividades ou fontes deinformações (como voz, som, toque, entre outras fontes).

Ordenação de informações

Capacidade de organizar elementos ou ações em uma certa ordem ou padrão, de acordo com um conjunto de regras específico (por exemplo, padrões de números, letras, palavras, figuras, operações matemáticas). Orientação a resultados Capacidade de estabelecer e manter metas cujo cumprimento implica desafios edemanda esforços para a realização das ações. Raciocínio dedutivo Capacidade de aplicar regras gerais a problemas específicos para gerar resultados quefazem sentido. Velocidade de organização e resposta

Capacidade de rapidamente dar sentido, combinar e organizar informações em padrões significativos. Percepção de profundidade Capacidade de determinar qual objeto, entre vários objetos, encontra-se mais perto ou mais longe, ou de determinar a distância entre um objeto e sua própria localização.

Tabela 6 - Capacidades (aptidões) demandadas ao operador de logística portuária que aumentarão de importância nos próximos anos Capacidades Descrição da Capacidade Categorização Capacidade de gerar ou utilizar diferentes conjuntos de regras para combinar ou agruparelementos de diversos modos. Raciocínio indutivo Capacidade de combinar partes de informações para formar regras ou conclusões gerais (inclusivede relacionar eventos que parecem não estar relacionados). Ordenação de informações Capacidade de organizar elementos ou ações em certa ordem ou padrão, de acordo com um conjunto de regras específico. Criatividade Capacidade de gerar ideias inovadoras sobre um determinado assunto ou situação, ou desenvolverformas criativas para resolver um problema. Velocidade de organização e resposta

Capacidade de comparar rapidamente, e de forma correta, similaridades e diferenças entre conjuntos de letras, números, objetos, figuras ou padrões. Os elementos comparados podem ser apresentados ao mesmo tempo ou um após ou outro. Multitarefa Capacidade de direcionar a atenção entre duas ou mais atividades ou fontes de informações(como voz, som, toque, entre outras fontes). Adaptabilidade/ Flexibilidade Se adequar às mudanças positivas ou negativas, bem como à diversidade no ambiente de trabalho. Flexibilidade Cognitiva Adaptar, de forma contínua, sua configuração mental (mindset) a novas e inesperadas situações Orientação a resultados Estabelecer e manter metas cujo cumprimento implica desafios e demanda esforços para arealização das ações. Velocidade de organização e resposta

Capacidade de rapidamente dar sentido, combinar e organizar informações em padrões significativos. Velocidade de organização e resposta Capacidade de rapidamente dar sentido, combinar e organizar informações em padrões significativos. Velocidade Perceptiva

Capacidade de comparar rapidamente, e de forma correta, similaridades e diferenças entre conjuntos de letras, números, objetos, figuras ou padrões. Os elementos comparados podem ser apresentados ao mesmo tempo ou um após o outro.

9. Estratégias de posicionamento no mercado baseadas em lide- rança por diferenciação. 10. Estratégias de comercialização baseadas no oferecimento de soluções (produtos + serviços). 11. Estratégias de comercialização baseadas no oferecimento de serviços inovadores. 12. Ferramentas para o processo de tomada de decisão basea- das na identificação de tendên- cias tecnológicas (prospectiva tecnológica). 13. Estabelecimento de ações e programas de responsabilidade empresarial que minimizem os riscos à saúde e segurança do consumidor ou cliente de seus produtos e serviços.

Conhecimentos demandados ao operador de logística portuária que aumentarão de importância nos próximos anos

- Linguagem de programação/algo- ritmo - Modelagem e Simulação Compu- tacional - Machine Learning - Automação e Robotização - Programação e reprogramação do fluxo produtivo - Sistemas de Cibersegurança - Lean Manufacturing - Manufacturing analytics - Internet Industrial das Coisas - Realidade Virtual e Realidade Au- mentada - Princípios e métodos da utilização de Tecnologia Wearable. - Conceitos de smart cities. - Operações utilizando veículos aé- reos não tripulados - Big Data

Técnico especializado

em logística 4.

De acordo com os especialistas con- sultados, a difusão das tecnologias associadas à logística 4.0 demanda- rá um profissional especializado nes- te tema, que terá as seguintes atri- buições em seu perfil profissional: 11

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Principais Atividades

- Analisar grandes bases de dados - Estabelecer a intraelasticidade das logísticas - Configurar Dashboards ou Andons específicos - Padronizar embalagens e trans- portes - Roteirizar mesas de fretes - Escrever inventários cíclicos - Identificar tendências tecnológicas - Analisar dados para definir priori- dades - Interpretar CFOPs - Interpretar e aplicar a teoria de filas e eventos consecutivos

Principais conhecimentos que serão demandas ao novo pro- fissional

- Softwares de modelagem 3D ou visualização de desenhos - Teoria de filas e eventos conse- cutivos - Geometria básica e de sólidos - Excel, Access e Minitab - Gestão de risco (matriz impacto vs. probabilidade) - Legislação tributária e adua- neira e políticas comerciais de âmbito internacional, nacional e regional - Composições com estruturas e embalagens autoamarráveis e autotravantes - Médias, desvios padrão, proba- bilidades, análises gráficas, equa- ções de correlação, CEP, DOE e análise de séries históricas. - Flutuações de demanda ao lon- go do tempo, efeito chicote e conceitos de MURA do lean pro- duction - Desdobramentos de metas e pa- retos de causas - Business modeling process (BMP) - Fluxogramas em raias - Leitura e interpretação de dese- nhos técnicos e modelos 3D - Embalagens padronizadas - Sistemas de Simulações e mode- lagem operacional - Curva ABC, GUT, matriz de prio- rização

4. Considerações

finais

Os resultados obtidos pelo Mode- lo SENAI de Prospectiva reforçam algumas tendências apresentadas para o setor de logística para os próximos anos. A difusão das tec- nologias de automação e digitaliza- ção, auxiliando a consolidação dos conceitos de logística 4.0, trará ao setor brasileiro de logística um con- siderável aumento de produtivida- de e eficiência. Contudo, para que de fato o setor consiga utilizar de forma plena as novas tecnologias e se adequar aos desafios organi- zacionais postos, é necessário um processo cuidadoso de adequação e formação profissional. Os impactos ocupacionais, resul- tado da análise da influência das tendências nas rotinas dos profis- sionais de logística, mostram, por exemplo, um técnico em logística que deverá desenvolver habilida- des relacionadas à aplicação, isto é, o uso de conceitos matemáticos e científicos em uma nova situação, bem como de avaliação (fazer julga- mentos) e criação. Assim como o técnico em logística, as adequações de perfis profissio- nais em setores altamente dinâmi- cos, tanto do ponto de vista tecno- lógico como organizacional, serão uma constante. A aplicação de fer- ramentas de prospectiva que obje- tivam identificar tais mudanças de forma proativa é fundamental para

que a mão de obra não seja um obstáculo ao uso adequado das novas tecnologias.

5. Especialistas

Consultados

A aplicação do Modelo SENAI de Prospectiva contou com a partici- pação de 12 especialistas, os quais participaram nas diferentes etapas do processo, oferecendo a este estudo seus diferentes pontos de vista sobre o futuro do setor e as possíveis mudanças ocupacionais. É importante ressaltar que o Mo- delo SENAI de Prospectiva, como metodologia prospectiva, parte do pressuposto de que o futuro é incer- to e imprevisível, mas que pode ser explorado a partir de um horizonte aberto de múltiplas possibilidades e percepções. Logo, o que se buscou não foi prever o futuro, mas esta- belecer um possível futuro tecno- lógico, organizacional e ocupacional para o setor baseado na percepção de um grupo de especialistas. Marcello José Pio Especialista de Desenvolvimento Industrial responsável pelos estudos de prospectiva do Observatório Nacional SESI/SENAI/IEL Referências Bibliográficas LAZZAROTTO, Elizabeth Maria. Competên- cias essenciais requeridas para o gerencia- mento de unidades básicas de saúde. 2001. 140f. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis. NONAKA, Ikujiro; TAKEUCHI, Hirotaka; Cria- ção de Conhecimento na Empresa; tradução de Ana Beatriz Rodrigues, Priscila Martins Celeste; Rio de Janeiro: Campus, 1997. 12

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Estudo

Quadro 03 – Lista de especialistas consultados e suas respectivas filiações institucionais Nome Instituição Alane Marques Nascimento SENAI/BA Alex da Silva Pereira Itambé Alimentos S/A Antônio Marcelo dos Santos SENAI/PR Elisangela Souza Matos EHSQ Fernando Paixão da Silva Grupo O Boticário Francisca Rangelia Camelo Coelho SENAI/DN Francisco Clayton Rodrigues Moura SENAI/CE João Schaicoski CNH Industrial Jonatas de Araújo Santos Unifacs Melina Binhote Feijó Rodrigues SENAI/AM Renato Toshiro Onnoda Aprovisionar Consultoria Logística Ltda. Victor A. Tavares Firjan/Senai

Sobrecapa

14

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EP EQUIPMENT

a coordenação da SDO

chega ao Brasil sob

Referência em

empilhadeiras

movidas a bateria

de lítio, a maior

fabricante chinesa

de máquinas

elétricas e a

quarta maior do

mundo escolheu

a SDO para

gerenciar a

rede de dealers

no país.

M

arca chinesa referência em máquinas elétricas, a EP Equipment está chegando ao Brasil para se estabelecer no país sob a coordenação da SDO, umas das empresas que mais cresceram no seg- mento de locação de empilhadeiras e equipamentos para movimentação, localizada em Campinas, SP. Especialista em equipamentos movidos a bateria de lítio, a EP tem mais de 100 modelos, desenvolvendo novos produtos a cada ciclo de seis meses. São mais de 10 novos itens lançados por ano. A maioria dos mo- delos tem prazo de entrega de apenas quatro semanas. A marca oferece soluções perso- nalizadas para diversas indústrias: varejista, de logística, comércio eletrônico, armazenagem a frio e bebi-

das, por exemplo. Entre seus clientes mundiais estão Ford, Renault, DHL, DB Schenker, Midea, Amazon, Walmart, Coca-Cola, Pepsi e Carrefour. O trabalho da SDO envolve duas frentes: além de dealer para São Paulo, será a procuradora da EP para organizar e gerenciar a rede.

Diferenciais

Uma das razões para a SDO ter sido escolhida para este trabalho é por ser referência no atendimento pós-venda. Este é o critério mais importante para uma empresa ser aprovada como distribuidora. A EP vem para criar uma marca duradoura no mercado e quer se fixar com um produto de qualidade. Muitas marcas, principalmente as chinesas, funcionam apenas como

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  • A EP Equipment é a maior fa- bricante chinesa de máquinas elétricas e a quarta maior do mundo;
  • Os equipamentos são comer- cializados com um valor muito competitivo;
  • O território do dealer será respeitado;
  • Haverá uma política de pre- ços e de imagem uniforme para todo o país.

Os interessados devem procurar a SDO, que dará todo o suporte à rede. Cada distribuidor nomeado terá uma relação direta com a fábrica. A SDO é um agente facilitador para ultrapassar barreiras de linguagem, fuso e cultural para o contato entre o representante e a fábrica.

Sobre o abastecimento de pe- ças, os distribuidores deverão ter um estoque das mais usadas para atender as demandas da sua região proporcionalmente às vendas. De qualquer forma, eles poderão encontrar facilmente o que preci- sarem. A EP manterá na SDO um estoque regulador à disposição da rede de distribuidores. Um parceiro global no fornecimento de peças da marca já participa do projeto e manterá também estoques no Brasil. A fábrica manterá um estoque para pronta-entrega de equipa- mentos nacionalizados para toda a rede, que crescerá de acordo com a demanda. Sobre importação, por encomenda, o prazo de entrega será entre 90 e 120 dias.

uma loja na China e nomeiam qualquer representante que esteja interessado, sem nenhum critério. Isso pode ser bom para vendas imediatas, mas, em longo prazo, se a rede de distribuição não tiver qualidade, a marca não irá prosperar. Este não é o caminho que a EP pretende. Só será nomeada dis- tribuidora aquela empresa que é reco- nhecida por um serviço de qualidade e estiver comprometida em longo prazo. Segundo a SDO, cada vez mais haverá a busca por máquinas elétricas já com bateria de lítio e, por isso, a EP entra forte nesse segmento. Como o foco é ganhar mercado no Brasil e na América Latina, a marca terá uma política comercial e preços agressivos. O mercado brasileiro é pujante, o maior na América do Sul, e possível ponto de distribuição para esta região. A EP possui sete bases de produção, sendo seis na China e uma nos Estados Unidos.

Dealers

A missão da SDO é desenvolver a rede de dealers para atender todo o Brasil. Na Região Sul já há dois nomea- dos. Estão em negociação empresas de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. O estado de São Paulo será atendido pela SDO, que está conversando com parceiros para ampliar sua capilarida- de no estado. Para quem deseja ser dealer, as vantagens são:

19 3256. [email protected] www.sdoequipamentos.com.br

Informações:

pois, de uma mudança de mer- cado que vai exigir adaptações do transporte, mas, como sempre, será respondida prontamente. Thiago Menegon, diretor comer- cial da TDB Transporte e Distri- buição de Bens, também aponta que a operação de entrega de pessoa física é totalmente dife- rente, pois há um fracionamento muito maior do pedido, o que aumenta o número de entregas. “Em lojas, descarregamos numa mesma entrega no mínimo 36 a 48 pares de calçados, que serão vendidos posteriormente para 36 a 48 pessoas diferentes. Na operação do e-commerce, esta única entrega é transformada em 36 a 48 entregas. Raramente uma pessoa compra mais de um par de calçado pela internet”, diz Menegon. Max Roberto da Silva, diretor comercial da Transportes Trans- lovato, ao comentar que, com a

pandemia, o setor calçadista au- mentou muito seu volume de ven- das no e-commerce, acrescenta que as indústrias calçadistas, jun- to aos seus transportadores, vêm desenvolvendo excelentes canais de atendimento, principalmente na logística reversa, que até pou-

co tempo atrás, representava um grande “gap” nesse segmento. Na visão de Silva, a logística e o transporte nas entregas dire- tas para pessoa física requerem um atendimento diferenciado. “Operacionalmente é necessá- rio desenvolver uma distribuição mais ágil, com veículos meno- res de entrega, aumentando a produtividade dos carros. Além disso, o canal de comunicação com os clientes deve ser mais integrado. Neste contexto, um dos principais desafios é que nem sempre as pessoas estão em casa para receber o produto. Diante disso, é importante que haja uma forma de agendamen- to com o destinatário, permitin- do que ele consiga se organizar para receber o produto sem que isso atrapalhe sua rotina diária. Desta maneira, a assertividade nas entregas realizadas aumenta muito, reduzindo os custos com

Lumare Jr., da Braspress: O setor de calçados, como outros que se apoiam no consumo incremental, depende muito de “sobras” da renda média populacional

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reentrega para o embarcador e proporcionando melhoria na produtividade operacional.”

Aproximação

Também há uma tendência mun- dial de os OLs se aproximarem do mercado voltado ao consumidor final, como o e-commerce. Será que isto também ocorre no seg- mento de calçados? Como isto acontece? O que muda na rela- ção embarcador/OL? E as trans- portadoras, vão perder espaço? Lumare Jr., da Braspress, desta- ca que a tendência é clara e vem ocorrendo rapidamente. Tanto Operadores Logísticos quanto transportadores estão se voltan- do ao e-commerce. E há uma grande oportunidade nesse mo- vimento. Por quê? Porque as vendas de calçados pelo canal do e-commerce, como em qualquer segmento, se caracterizam pelo fracionamento, que ocorre por consumidor, não havendo (como no B2B) remessas de estoque para acumulações nos pontos de venda física, ou seja, são vendas de um ou dois pares cujos lotes têm pesos e valores bem mais baixos, exigindo operações logís- ticas mais especializadas (fulfil- ment) e fretes sob medida. “Esse fracionamento incrementa as operações de logística e, es- pecialmente, as de transporte, porque, se as remessas médias do B2B são de 100 quilos, as dos

B2C são de 1,5 kg. Na verdade, no caso do transporte, esse in- cremento deve incentivar a en- trada no B2C de transportadores focados exclusivamente no B2B, aumentando muito a oferta, o que deve favorecer os clientes, que terão mais opções de trans- porte”, completa o diretor co- mercial da Braspress. Menegon, da TDB Transporte, também acredita que esta mu- dança de mercado possa real- mente acontecer, uma vez que os OLs tiveram que- da em suas operações tradicionais e irão buscar novos ni- chos de mercado. Hoje se vende e compra de tudo

pela internet, desde um sofá até um parafuso, e com o segmento calçadista não será diferente. “Já

Logística Setorial – Calçados

Nome da Empresa Alfa TransportesEireli

Braspress Transportes Urgentes

Site www.alfatransportes.com.br www.braspress.com

Transportador, Operador Logístico ou Ambos Transportador^ Transportador Principais Clientes no Segmento Viposa, Ferracini, Jota Pe.^ n.i.

Raio de Atuação no Segmento: Armazenagem

Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Espírito Santo e Distrito Federal

n.i.

Raio de Atuação no Segmento: Distribuição

Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Espírito Santo e Distrito Federal

Todo o Brasil

Logística Reversa? Sim (^) Sim Gestão de Transporte? Sim Não

Tecnologias Usadas TMS TMS, Sorter, App. baixa online

Tipo de Rastreamento Usado Online^ Satelital, GPRS, RF, híbrido Frota Própria? Sim (^) Sim: 2.156 veículos

Serviços Oferecidos no Segmento

Transporte, armazenagem Transporte

n.i. = não informado / n.a. = não se aplica

Em B2B, o importante é a assertividade do prazo, pois o calçado, assim como o vestuário, tem coleção por estação do ano, diz Menegon, da TDB Transporte

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Setorial

Logística