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Metafisica Geral, estudo da essencia e existencia
Tipologia: Resumos
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Disciplina: Filosofia
12 aClasse, Turma “D” Curso Diurno
Tema: Essência e Existência
Discente:
Aires Julio no 2
Alexandre João n o 3
Amisse Bartolomeu no 4
Isac Severino Abdala no 12
Docente:
dr. Nwela
Marrupa aos 12 de Agosto de 2019
Índice
Essência e existência......................................................................................................... 3
O essencialismo.................................................................................................................
A cadeia Aristotélica de causas: Tomás de Aquino e as Cinco Vias................................. 4
A existência é a actualização da essência; é a realidade, a substancia em acto. Por isso, para Aristóteles, o filosofo grego, a substancia pode ser entendida como a existência, porquanto nela residem todas as propriedades que determinam um ente (tudo o que é de maneira concreta, factica ou actual).
A essência e a existência constituem dois princípios necessários e, ao mesmo tempo, complementares para a afirmação ou a constituição de qualquer ser, de tal forma é inconcebível um ser sem essência ou um ser sem existência. Consequentemente, pensar num caderno não é o mesmo que ver um caderno. O caderno como pensamento não passa de uma ideia ou essência. Ja o caderno onde escrevo os meus apontamentos é algo existente, em acto. Portanto, existir significa “sair”, ”manifestar-se“, ”mostrar-se” e “ revelar-se“, e sai, manifesta-se e mostra-se somente aquilo que possui uma determinada essência. Por isso, era frequente ouvir, entre os filósofos clássicos, que a essência nada é sem a existência e a existência não é sema essência. Daqui, emergem duas correntes filosóficas modernas: o essencialismo e o existencialismo.
O essencialismo defende a primazia da essência sobre a existência – o ser define-se primeiramente e só depois se torna isto ou aquilo - , enquanto o existencialismo defende a primazia da existência sobre a essência, ou seja, uma pessoa não tem qualquer natureza ou conjunto de escolhas predeterminadas, pois é sempre livre para fazer novas escolhas e constituir-se como uma pessoa diferente. O existencialismo, embora seja um tema antigo, teve seu desenvolvimento, como corrente filosófica, na Europa, no período entre as duas grandes guerras mundiais, e as suas características fundamentais são as seguintes: A valorização do individuo como algo irredutível , e não como algo insignificante e reduzido a sua totalidade. O que existe verdadeiramente é o individuo na sua singularidade, é o individuo singular, uno e irrepetível (“existir” significa ser diferente). Por isso, no que diz respeito ao ser humano, ”o homem primeiramente existe e só mais tarde se torna isto ou aquilo“, ou seja, a existência precede a essência, como afirma Jean-Paul Sartre na sua obra O Ser e o Nada. A valorização da liberdade do homem enquanto ser situado no universo. Se a essência é o pensamento, a existência é a manifestação do ser, ou seja, a liberdade que se afirma no ser contra todas as limitações impostas pela natureza. Portanto, o exercício da liberdade, enquanto manifestação do ser, não deve ser limitado pela natureza humana. Como afirma Sartre: “O homem está condenado a ser livre”, isto é, o homem, enquanto manifestação do ser substanciado, ou seja, corpóreo, é livre de se tornar o que quiser, uma vez que a sua construção é algo permanente e constante enquanto ser situado no mundo. Neste sentido, ser homem significa ser capaz de construir a sua personalidade á medida que se vai buscando valores por si mesmo escolhidos e tomados como paradigmáticos.
Se o ser é tudo quanto é, ou seja, tudo quanto existe e pode passar da potencia ao acto e do imperfeito ao perfeito, há que procurar compreender esta forca ou razão transformadora das coisas que confere um determinado modo de ser: a causa. A causa pode ser entendida como a condição da existência de qualquer coisa, ou seja, é tudo o que concorre para a produção de qualquer coisa. No entender de Aristóteles, os seres criados não tem a razão de ser em si mesmos e distingue quatro causas que concorrem para a produção de qualquer coisa:
Na idade Média, o tema da causa voltou a ser actual e foi extensamente estudado, em especial por Tomás de Aquino, que retoma a doutrina aristotélica da causa, enquadrada agora no âmbito do pensamento escolástico. A Escolástica foi a corrente filosófica dominante na Idade Média, ensinadas nas escolas da Igreja, e que combinava doutrinas religiosas e assuntos teológicos com filosofia. Tomás de Aquino apresentou na sua mais famosa obra, Summa Theologiae (Suma Teologica), e enquadrado na temática da causa, que, para este pensador, é aquilo ao qual se segue necessariamente, as Cinco Vias, que também ficaram conhecidas como as provas da existência de Deus. São elas:
Estas Cinco Vias forma consideradas bastantes importantes na sua época, no contexto da reflexão filosófica- teológica, mas posteriormente foram consideradas teses falaciosas.