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Estudo - apocalipse, Notas de estudo de Geodésia e Cartografia

Religião e teologia

Tipologia: Notas de estudo

2012

Compartilhado em 13/12/2012

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antonio-jorge-furquim-8 🇧🇷

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ESTUDO BÍBLICO NO APOCALIPSE
FOLHA 01 - INTRODUÇÃO - 9 de novembro de 2000
Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho
INTRODUÇÃO
Geralmente estudos espetaculosos. Águia voando pelos céus são os EUA, gafanhotos são
helicópteros, etc. Sobriedade nunca matou alguém. Só se entende um livro à luz de sua época
e contexto. Quando e para quem foi escrito? Não há nenhum “código da Bíblia” nem segredo
ocultos que um especialista bem treinado ou escolhido por deus revele aos homens. Uma boa
regra de interpretação da Bíblia se chama bom senso. Deus é claro é fala claro. Tempo de
crise, para ajudar os cristãos. De 81 a 96, parecia que o reino de Deus estava sendo destruído,
no reinado de Domiciano. Momento de terror: a Igreja estava sendo destruída. Este é o pano
de fundo do livro. Que traz consolo e não terror nem sensacionalismo. Há perseguição, mas
cânticos e louvor permeiam o livro. Estudaremos o livro, pouco a pouco. Alguns trechos (as
sete igrejas, por exemplo) serão abordados aos domingos. Mas, em linhas gerais, trataremos
do livro às quintas-feiras.
1. MÉTODOS DE INTERPRETAÇÃO - Tornou-se sinônimo de desgraças no futuro. Não é,
necessariamente, o futuro por vir. Pode ser um futuro já acontecido (o futuro para os
destinatários da época). Há várias escolas de interpretação, mas alistamos aqui as cinco
principais: futurista, continuidade-histórica, filosofia da história, preterista e formação
histórica.
2. O MÉTODO FUTURISTA - O livro narra os acontecimentos do fim do mundo numa linguagem
oculta. Do capítulo 4 até ao fim, as coisas que acontecerão no futuro, quando Cristo retornar.
Tudo em 7 anos, a semana que falta em Daniel. Neste sentido, o livro se torna cheio de
segredo. Uma espécie de folhetim.
3. O MÉTODO DA CONTINUIDADE HISTÓRICA - Um prenúncio da história por meio de
símbolos. Toda a história foi expressa aqui por meio de símbolos. Exemplo: Summers, pp. 48-
49.
4. O MÉTODO PRETERISTA - O livro se cumpriu nos dias do Império Romano. Dizia respeito
àqueles cristãos e nada tem para nós, a não ser lições de fé. Há duas correntes. Uma o vê
assim. Outra nem o considera como inspirado.
5. O MÉTODO DA FILOSOFIA DA HISTÓRIA - Nada é histórico. Tudo é simbólico. O livro mostra
os princípios que formam a história, daí o seu nome. Exemplo: a Besta do capítulo 13
representa o mundo contra a Igreja. Pode ser em qualquer época, passada, presente ou futura.
Discute as forças por trás dos eventos históricos.
6. O MÉTODO DA FORMAÇÃO HISTÓRICA - O livro se cumpriu nos dias Império Romano, mas
traz princípios que são válidos hoje. Há situações que deixam princípios pelos quais devemos
nos pautar. Mistura a filosofia da história com o preterista. Summers, 57 e 58.
COMO ANDAREMOS – Na percepção de que o livro já se cumpriu, pelo menos até o capítulo 20.
Veremos a ação de Deus na história passada. Os capítulos 21 e 22 tratam do futuro por vir.
Os textos de 1.3 e 1.19 ajudam a entender esta posição. Mas acima de tudo: há lições para
nossa vida, mais do que sensacionalismo. É Palavra de Deus e não Notícias Populares ou um
programa do Ratinho.
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FOLHA 01 - INTRODUÇÃO - 9 de novembro de 2000 Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

INTRODUÇÃO Geralmente estudos espetaculosos. Águia voando pelos céus são os EUA, gafanhotos são helicópteros, etc. Sobriedade nunca matou alguém. Só se entende um livro à luz de sua época e contexto. Quando e para quem foi escrito? Não há nenhum “código da Bíblia” nem segredo ocultos que um especialista bem treinado ou escolhido por deus revele aos homens. Uma boa regra de interpretação da Bíblia se chama bom senso. Deus é claro é fala claro. Tempo de crise, para ajudar os cristãos. De 81 a 96, parecia que o reino de Deus estava sendo destruído, no reinado de Domiciano. Momento de terror: a Igreja estava sendo destruída. Este é o pano de fundo do livro. Que traz consolo e não terror nem sensacionalismo. Há perseguição, mas cânticos e louvor permeiam o livro. Estudaremos o livro, pouco a pouco. Alguns trechos (as sete igrejas, por exemplo) serão abordados aos domingos. Mas, em linhas gerais, trataremos do livro às quintas-feiras.

  1. MÉTODOS DE INTERPRETAÇÃO - Tornou-se sinônimo de desgraças no futuro. Não é, necessariamente, o futuro por vir. Pode ser um futuro já acontecido (o futuro para os destinatários da época). Há várias escolas de interpretação, mas alistamos aqui as cinco principais: futurista, continuidade-histórica, filosofia da história, preterista e formação histórica.
  2. O MÉTODO FUTURISTA - O livro narra os acontecimentos do fim do mundo numa linguagem oculta. Do capítulo 4 até ao fim, as coisas que acontecerão no futuro, quando Cristo retornar. Tudo em 7 anos, a semana que falta em Daniel. Neste sentido, o livro se torna cheio de segredo. Uma espécie de folhetim.
  3. O MÉTODO DA CONTINUIDADE HISTÓRICA - Um prenúncio da história por meio de símbolos. Toda a história foi expressa aqui por meio de símbolos. Exemplo: Summers , pp. 48-
  4. O MÉTODO PRETERISTA - O livro se cumpriu nos dias do Império Romano. Dizia respeito àqueles cristãos e nada tem para nós, a não ser lições de fé. Há duas correntes. Uma o vê assim. Outra nem o considera como inspirado.
  5. O MÉTODO DA FILOSOFIA DA HISTÓRIA - Nada é histórico. Tudo é simbólico. O livro mostra os princípios que formam a história, daí o seu nome. Exemplo: a Besta do capítulo 13 representa o mundo contra a Igreja. Pode ser em qualquer época, passada, presente ou futura. Discute as forças por trás dos eventos históricos.
  6. O MÉTODO DA FORMAÇÃO HISTÓRICA - O livro se cumpriu nos dias Império Romano, mas traz princípios que são válidos hoje. Há situações que deixam princípios pelos quais devemos nos pautar. Mistura a filosofia da história com o preterista. Summers, 57 e 58.

COMO ANDAREMOS – Na percepção de que o livro já se cumpriu, pelo menos até o capítulo 20. Veremos a ação de Deus na história passada. Os capítulos 21 e 22 tratam do futuro por vir. Os textos de 1.3 e 1.19 ajudam a entender esta posição. Mas acima de tudo: há lições para nossa vida, mais do que sensacionalismo. É Palavra de Deus e não Notícias Populares ou um programa do Ratinho.

FOLHA 02 - Texto de 1.1- Pr. Isaltino G. C. Filho

INTRODUÇÃO Tivemos um panorama geral do livro e vimos nossa linha de interpretação: o método da formação histórica. Nesta linha, o livro se cumpriu nos dias Império Romano, pois foi escrito para consolar a Igreja da época, sob perseguição que ameaçava sua existência. No entanto, traz princípios que são válidos hoje. Há situações que deixam princípios pelos quais devemos nos pautar

COMENTÁRIO TEXTUAL

  1. “Revelação” - No grego, apokalypsis ("tirar o véu"). Desvelar algo. Em inglês, o nome do livro é Revelação. Mostra-se algo desvelado a João.

  2. “De Jesus Cristo” - É o apocalipse de Jesus e não de João. Deus deu a Jesus para que mostrasse aos seus servos. "Notificou" é esémanen , de sema , que significa "sinal, símbolo". De sema vem "semáforo" (sinal de luz, “foros”)). Foi mostrado por sinais ou símbolos a João.

  3. Que se mostrou? - "As coisas que brevemente devem acontecer". "Brevemente" é táxei , de onde vem "táxi", que significa "rápido". Era algo que aconteceria rapidamente.

  4. O portador - É um anjo. Quer se mostrar que não foi algo imaginado ou sonhado, mas trazido a João por um mensageiro de Deus. A palavra angêlou (anjo) significa "mensageiro". João testifica da palavra de Deus e do testemunho de Jesus. O Apocalipse dá um testemunho sobre Jesus. Não é um zodíaco bíblico que produzirá um horóscopo evangélico. Em vez de procurar Saddam Hussein, o papa, Hitler, etc., procuremos por Jesus.

  5. “Bem-aventurado” - Há sete bem-aventuranças no livro (1.3, 14.13, 16.15, 19.9, 20.6, 22. e 22.14). O termo, makários , é mais que "felizes". É a idéia de ser digno de felicitações e inveja, possuído do verdadeiro bem-estar. “Aquele que lê” - É o grego anagnôsei. Significa "ler em voz alta". Era uma função na igreja primitiva (e da sinagoga). Alguém lia a Escritura em voz alta. Havia poucas cópias e de difícil acesso ao povo. Havia também muitos analfabetos. Bem-aventurado aquele que faz o povo ouvir a Palavra de Deus! E quem lê para si, também. “Os que ouvem” - Mais que captar sons. "Ouço, atendo, compreendo, obedeço" (Taylor). É o ouvir com coração e não apenas com ouvidos. Não basta a audição. É necessário a obediência. Por isso, a expressão "e guardam as coisas que nelas estão escritas". “As palavras desta profecia” - Do livro que agora se inicia. “Porque o tempo está próximo” - "Tempo" pode ser cronós , de onde vem "cronômetro", ou kairós , "época determinada". É este o termo aqui. A época determinada estava para acontecer: a batalha decisiva entre o Reino de Cristo e as forças do Império Romano. Este momento está próximo ( éngys , "perto") de João. Deus achou que estava na hora de acertar as contas. A Igreja deveria prestar atenção no que Deus estava fazendo na história. Olhamos muito para o futuro. E para o que Deus está fazendo agora?

LIÇÕES DO TEXTO PARA NÓS

  1. O mal pode oprimir a Igreja de Cristo, mas há um momento em que o próprio Senhor diz "basta!" e acerta as contas.
  2. É bem-aventurado aquele que põe a Palavra acessível aos outros. Quando testemunhamos, quando fazemos a Palavra de Deus conhecida, somos bem-aventurados.
  3. São bem-aventurados os que a ela obedecem. Podemos ter muitas informações, mas estas serem inúteis.
  4. Deus nunca perdeu o controle da situação. Ele a vê e age a seu tempo. A história é dele e segue para o rumo que ele estabeleceu.

ESTUDO BÍBLICO NO APOCALIPSE - FOLHA 04

TEXTO DE 1.9-20 – 7.12.

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

INTRODUÇÃO

O texto nos mostra o Cristo glorificado, numa linguagem simbólica. Três das palavras-chaves do livro aparecem aqui: aflição, reino e perseverança. Elas são conceitos que regem o livro. A visão do Cristo glorificado prepara para o livro. O livro trata da glória de Cristo e de seu triunfo. As catástrofes são secundárias. A visão também mostra quem vai falar. E, no início de cada carta às sete igrejas , uma das características desta visão aparece.

COMENTÁRIO TEXTUAL V. 9 - João se identifica. É um dos doze, mas igual aos demais. Em Patmos, exilado por sua fé. Seguir a Cristo não dá imunidade contra o sofrimento. A Bíblia nos fala de heróis da fé, sendo que muitos foram mártires. Mas não fala de “saqueadores dos bens dos ímpios pela fé”, nem dos “enriquecedores pela fé”. V. 10 - Exilado dos irmãos, mas não de Deus. Na dor, pode se descobrir mais de Deus. "Dia do Senhor", o domingo, quando Cristo ressuscitou. Lembra a João: está ressuscitado. Domingo, o dia do Cristo ressurreto. "Voz de trombeta", sinal de autoridade. Por isso, o v. 11 - Ordem para escrever às sete igrejas.

Vv. 12 a 20 - Uma descrição de Jesus Cristo V. 12 - Dn 7.13. "Sete candeeiros de ouro". Candeeiro ou castiçal de sete braços: Israel, como luz do mundo. Que significam? V. 20: as igrejas. V. 13 - Entre os candeeiros. No meio das igrejas. "Roupa talar", a do sacerdote (Êx 28.4), e "cinta de ouro", como rei. É o messias de Daniel, é sacerdote e é rei. V. 14 - Cabeça e cabelos como lã branca: eternidade (Dn 7.9) e dignidade (Pv 16.31). Olhos "como chama de fogo", penetrantes. Ele sonda: 2.23. V. 15 - Pés de bronze polido. Firmeza (a estátua de Daniel 2 tinha pés de ferro e barro). "Voz de muitas águas" é autoridade. Uma voz que se afirma sobre tudo. V. 16 - Sete estrelas na mão direita. Que são elas? V. 20. Alguns: pastores. Mas não no resto do livro. Outros: anjos como guardadores da comunidade. Da boca: espada de dois gumes. Ver 19.15. O brilho do rosto: sol ao meio dia. Moisés: Êx 34.35. O de Jesus: sol a pino. Vv. 17-18 - A atitude de João. Qual seria a nossa? Impressiona hoje: shows gospel (por que a vergonha de falar “evangélico”?) em que os cantores jogam camisas suadas para o auditório, etc. a presená de Cristo deveria produzir um impacto mais sério. "Não temas", o mandamento mais repetido de Jesus.. Primeiro e último, "e o que vivo". BJ: "Vivente", RAB: "Aquele que vive". Ênfase no estado atual de vivo. Tem chaves (autoridade) da morte e do hades (mundo dos mortos). V. 19 - Tens visto: a visão do Cristo glorificado. Que são: os capítulos 2 e 3. Que hão de suceder: 4 ao 22. V. 20 - Já explicado.

LIÇÕES VIVENCIAIS

  1. As grandes visões vêm no sofrimento. A dor pode ser didática. Tozer: "É duvidoso que Deus use grandemente um homem sem primeiro feri-lo antes". As pessoas que sofrem, muitas

vezes, são mais sensíveis para Deus e para com os outros.

  1. O Senhor não é coitadinho, sofredor. É o Cristo glorificado. O adesivo Dê uma chance a Jesus. Dê uma chance a você mesmo.
  2. Cristo está no meio de suas igrejas. Elas não estão sós em seus problemas.
  3. Cristo tem poder sobre o mundo dos vivos e dos mortos. A quem temeremos? Pelo que vimos (quem ele é), podemos encarar o que é e o que virá.

ESTUDO BÍBLICO NO APOCALIPSE – FOLHA 05 - Apocalipse 2.1- A IGREJA QUE DEIXOU DE AMAR A DEUS

INTRODUÇÃO Éfeso, a cidade mais rica da Ásia menor. As outras seis, satélites. Fundada pelos gregos no ano 100 A. C. Culto a Artemis, deusa grega, a Diana romana (At 19.28). Paulo fundou a igreja. Lá escreveu 1 Coríntios (e o capítulo 13). Amoroso e amado pela igreja (At 20.37-38). Depois, João, o apóstolo do amor. O v. 4 é triste. Cristo usa a primeira pessoa: EU. Éfeso, a igreja que perdeu o primeiro amor. Deixou de amar a Deus.

  1. COMO CRISTO SE APRESENTA À IGREJA - V. 1

"Ao anjo". Um anjo? O pastor? A comunidade? É o Cristo que segura a igreja e anda no meio das igrejas.

Nada lhe é despercebido. Está no meio das igrejas.

  1. COMO CRISTO ELOGIA A IGREJA - Vv. 2,3 e 6 Primeiro elogia. Depois critica. E nós? Conhece: obras (conduta), trabalho (o serviço) e perseverança. Enfrentou nicolaítas. Grupo gnóstico (um ocultismo cristão). Ensinava que se podia ser idólatra e imoral. O pecado não afetava a alma. Bem doutrinada. E perseverante. Sofreu pelo Nome. Kyrios Cristós e não Kyrios Kaisarós. Não desanimou. Há gente que desanima.
  2. COMO CRISTO CRITICA A IGREJA - V. 4, BLH Deixou o primeiro amor. A Deus? Aos homens? Amava os homens: Ef 1.15. O primeiro é Deus. À luz do v. 5, a totalidade da vida cristã. Vida rotineira. Tinha religiosidade, mas não amava a Cristo. É possível servir e cultuar sem amar. Costume, aculturamento, necessidade de reconhecimento. Ele não aceita.
  3. COMO CRISTO ADVERTE A IGREJA - V. 5 Com ternura. Não apedreja. Há apedrejadores da igreja. Lembrar, arrepender e praticar as primeiras obras. Voltar ao ardor. Se não: "virei". Em cada carta, menos Esmirna, está vindo. Por fim, veio à Laodicéia, mas ficou do lado de fora. Remover o candeeiro: juízo aniquilativo (1.20). Tirar o direito de ser igreja. A igreja só é igreja se ama a Cristo. Se não, é um clube, qualquer coisa, menos igreja.
  4. COMO CRISTO SE DESPEDE DA IGREJA - V. 7 "Quem tem ouvidos". Ressalta o relacionamento com o E. Santo. Está em todas as cartas. É algo sério. Promessa a quem vencer: comer da árvore da vida. Éfeso: adoração a uma árvore sagrada. A árvore da vida está com Cristo. Gn 3.22 e Ap 22.2.

CONCLUSÃO Que lições Éfeso nos ensina?

  1. Cristo sempre vê nossa lealdade, antes dos nossos defeitos. Isto é um consolo,.
  2. Devemos resistir aos ensinos estranhos: At 17.11. Há os novidadeiros. Para eles: 2Tm 4.3-
  1. Não devemos cair na rotina espiritual. Renovemos nosso amor. Não apenas à igrejas, mas a Cristo.
  2. Cristo não quer apenas ortodoxia. Doutrina correta sem vida é inútil. Mais que uma instituição, a igreja é a esposa de Cristo. Não é sua atividade nem seu programa que a tornam igreja. É seu amor a Cristo.
  3. Nunca devemos desanimar diante das perseguições por causa do Nome. Ele vê. Alegra-se com a perseverança na fé. Mas, acima de tudo, nunca percamos o amor à pessoa de Cristo.

folha 07 – Apocalipse 2.12- A IGREJA QUE ENFRENTAVA O INFERNO Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

INTRODUÇÃO - Pérgamo, capital da Ásia Menor. Sede do culto a Augusto, o maior centro de adoração pagã, desde o ano 29. Templos a Zeus e a Esculápio, deus da medicina, simbolizado por uma cobra. Trezentos templos pagãos e uma pequena igreja. Dura perseguição. "A igreja no quartel general do inferno". Ele tem "a espada de dois gumes". Defende e julga o seu povo. A igreja precisava das duas atitudes.

  1. O SENHOR ELOGIA A IGREJA - 2. "Trono de Satanás". O imperador no lugar de Deus. Temática do livro: o homem querendo ser deus. Uma ação de Satanás. "Não negaste, tempo verbal perfeito: algo recente e específico. "Antipas", morto por sua fé. Uma fé em meio à dura perseguiçao. Ele vê as virtudes da igreja. Por certo que vê as nossas.
  2. O SENHOR CRITICA A IGREJA - 2.14- Vê o erro. Balaão (Nm 22-25), já que não podia amaldiçoar induziu à imoralidade e à prostituição. Conhecia a vontade de Deus e não a cumpria. Alguém, na igreja, estava levando o povo à conduta errada. "Coisas sacrificadas aos ídolos". No grego, uma só palavra. Comer ou não comer carne era indiferente: 1 Co 8.7-13. Parece que participavam das festas pagãs, imorais e idolátricas. A igreja não pode se desviar para o mal. O pior adversário: não o ateu, o comunismo, ou a perseguição. O de dentro. Nicolaítas: ou outro nome para este grupo ou, como o nome indica, uma tendência à hierarquização, subordinando a igreja a alguém.
  3. O SENHOR ADVERTE A IGREJA - 1.2. Chama ao arrependimento. A mesma palavra para conversão. Precisamos de conversão constante. Não somos impecáveis e precisamos aprender a pedir perdão. "Sem demora". Em cada carta está chegando. Sempre com ameaça. Isto é triste.
  4. O SENHOR PROMETE À IGREJA - .2. Maná: alimento preservador. Deus preserva os fiéis. De maneira inexplicável. "Pedra branca" tem quatro sentidos: 1o) o réu absolvido; 2o) o escravo libertado; 3o) o vencedor de corridas; 4o) guerreiro vitorioso. Os quatro se aplicam ao fiel e vencedor.

APLICANDO O ESTUDO À NOSSA VIDA Cinco perguntas para reflexão: 1a) Morreríamos por nossa fé? Nós a levamos a sério a tal ponto? 2a) Retemos o Nome sobre todo o nome em qualquer circunstância? 3a) Na nossa fidelidade há algum comprometimento com o mal? 4a) Somos amigos ou adversários da igreja? Há quem a desmoralize com a vida e há crentes que a combatem tanto que não se sabe de que lado estão. 5a) "Eis que venho sem demora...”. O que estas palavras nos causariam se nos fossem dirigidas?”.

FOLHA 08 - Apocalipse 2.18- A IGREJA QUE TOLERAVA JEZABEL

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

INTRODUÇÃO A menor igreja, a menor cidade, a maior carta. Comércio intenso. Produzia púrpura. Lídia era de lá (At 16.14). Talvez a fundadora. "A igreja que buscava coisas profundas". O evangelho era pouco. Acrescentavam. Muitos fazem assim. Igrejas e crentes em busca de coisas profundas. O evangelho é profundo, simples e suficiente.

  1. O SENHOR SE APRESENTA À IGREJA - 2. A carta mais incisiva na apresentação: "Filho de Deus", "olhos de fogo", "pés de bronze". Infalível e divino, perscrutador e invencível (o contraste com a estátua de Dn 2).
  2. O SENHOR ELOGIA A IGREJA - 2. Alista cinco virtudes: boas obras, amor, fé, serviço e perseverança. Crescendo nelas. Uma igreja cada dia melhor.
  3. O SENHOR SE QUEIXA E AMEAÇA A IGREJA - 2.20- "Toleras". Não praticava, mas tolerava. Uma mulher que se dizia profetisa. É fácil dizer algo a seu próprio respeito. "Jezabel". Em 1 Rs 16.31 e depois, 1 Rs 19. Mulher de Acabe, fenícia, introdutora do baalismo em Israel. Símbolo da idolatria. Já começava no cristianismo. Figuras para ajudar na adoração. Catacumba: pastor carregando ovelha nos ombros. Em 842, a imperatriz Teodora convocou um concílio que oficializou a idolatria. O culto pagão terminava em orgia. A igreja tolerava. "Coisas profundas": revelações suplementares e esoterismo. Cristo diz que são de Satanás. "Lançada no leito" é tornada incapaz. Ele aniquilará. Deus não aceita o desvio da sua palavra.
  4. O SENHOR FAZ PROMESSAS À IGREJA - 2.24-= V. 25: exortação à fidelidade. "O que tendes". Profetisa acrescentava. Cristo: o que tendes. Basta. Cetro de ferro" (Sl 2.9) é reinar com Cristo. Veja 22.5. "Estrela da manhã". Ver Nm 24.17. Planeta Vênus. Nome latino: "Lúcifer", "portador da luz". Cristo é o verdadeiro: 22.16. Satanás falsifica até os títulos divinos. Cristo promete sua direção. A maior necessidade da igreja não é algo além do evangelho. É Cristo.

PARA REFLEXÃO FINAL Ler e pensar sobre 2 Co 11.3, 1 Co 2.2. Coisas novas? Hb 1.1-2.

ESTUDO BÍBLICO NO APOCALIPSE - FOLHA 10

TEXTO DE 3.7-13 - A IGREJA MODELO

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

INTRODUÇÃO Filadélfia. Fundada em 59 a.C.. Nome devido a Atalo II, que foi fiel ao irmão Eumene. "Filadelfo", "amigo do irmão". Cidade missionária: difundir a cultura grega. Capital da cultura. Dela nos surge a melhor igreja. Exemplar e imbatível. Como? Por quê? Veremos. O tema da carta: "Fidelidade à Palavra".

  1. A IDENTIFICAÇÃO DO SENHOR (v. 7) "Santo e Verdadeiro". Também em 6.10. Em 19.11, é o "Verdadeiro". É Santo e é a Verdade. "Chave de Davi". Is 22.22: Eliaquim, administrador do Rei. Figura messiânica. O messias teria a chave de Davi. Jesus tem. É o Messias. "Abre, fecha" a porta do reino. Poder absoluto. O reino não está mais com os judeus, mas com a Igreja: Mt 21.43. É a mais solene apresentação. Nenhuma Igreja ouviu tanto.
  2. O ELOGIO DO SENHOR À IGREJA (v. 8) Só fala bem. É fraca, o próprio Jesus diz. Guardou a Palavra. Há forças em guardar a Palavra. Ela capacita: Sl 119.11. "Não negaste o meu nome". Mérito: fidelidade à Palavra e ao Nome. Hoje nos preocupamos mais com estruturas e com programas. Atividades valem muito hoje. Para Jesus: fidelidade à Palavra e a ele.
  3. AS PROMESSAS DO SENHOR À IGREJA (vv. 9-12) V. 9: perseguição dos judeus. São de Satanás e reconhecerão que é a Igreja que é de Deus. BJ: "vou entregar-te"; BLH: "vou fazer que caiam de joelhos diante de vocês". Sentido messiânico. Quando o Messias chegasse, os judeus cairiam de joelhos. Que caiam diante da Igreja: o Messias está nela! Fora do cristianismo, tudo é mentira, tudo é de Satanás. V. 10: guardará a Igreja. "Terra" é os incrédulos. Eles serão provados, mas os filhos de Deus serão guardados. V. 11: "venho sem demora". Mais uma vez promete isso. Chegará na próxima carta. A Igreja deve guardar a fé. V. 12: "coluna". Cidade em ruínas, mas a coluna de um templo cristão ainda de pé, testemunho silencioso. "Nome de meu Deus", declaração de possessão. "Cidade de meu Deus", direito à vida eterna. "Meu novo nome", o Cristo agora Triunfante e não mais Vítima. Quanta riqueza prometida a fracos que guardam a Palavra!

CONCLUSÃO Uma igreja perfeita! Só se fala bem dela. "Igreja perfeita, só no céu!". Depende do que se entende por perfeita. Mas é possível ser uma igreja excelente. É possível ser vitorioso. É possível vencer as lutas, as fraquezas, as tribulações. O testemunho de Filadélfia atravessou o tempo: é a Igreja Triunfante do Cristo Triunfante. É possível ser assim!

Cambuí, 21.1.

ESTUDO BÍBLICO NO APOCALIPSE – folha 11 – Apocalipse 3.14- A IGREJA ONDE CRISTO NÃO ESTAVA

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

INTRODUÇÃO Laodicéia, rica cidade. Reconstruiu-se sozinha, no ano 60. Produzia lã negra e colírio. Centro bancário, explorava a mineração aurífera. Três estradas conduzindo para Roma. Chamava-se "a cidade das portas abertas". Águas termais, mornas, buscadas para repouso. Cada uma dessas características da cidade aparecem na carta. A igreja tinha diante de si um grande campo missionário. Mas era a pior de todas. O pecado da auto-suficiência.

  1. COMO O SENHOR SE IDENTIFICA À IGREJA - V. 14 "Amém" (verdade, confirmação). "Fiel e Verdadeiro" (19.11) denota o seu caráter. "O Princípio da Criação" não significa que tenha sido o primeiro criado. É o princípio gerador: Cl 1.15-18. Gloriosa apresentação.
  2. AS QUEIXAS E CONSELHOS DO SENHOR À IGREJA - Vv. 15- Nenhum elogio. Dois grandes pecados: indiferença e arrogância. Orgulhosa de sua riqueza. Perigo: identificar o progresso da Igreja com bens materiais. Oposto de Esmirna: 2.9. São mornos. Vv. 15-16: cidade com águas mornas que causam ânsia de vômito. Laodicéia é "imbebível". Os conselhos do Senhor: 1) Comprar ouro. Eram pobres (grego, mendigos ). Deviam comprar de Deus, não do mundo. A riqueza da Igreja vem de Deus. 2) Vestes brancas. Produzia lã negra, mas tinha que ser diferente do mundo. Há crente que é xerox. 3) Colírio. Produziam bálsamo, mas eram cegos. Tinham águas termais, mas estavam doentes. Tais queixas se aplicam a nós?
  3. A POSIÇÃO DE CRISTO DIANTE DAS FALHAS DA IGREJA - Vv. 19- Mesmo assim, ama a Igreja (v. 19)! Nota de esperança. Chama ao arrependimento. Crente precisa. V. 20: Jesus de fora. O Senhor do universo mais uma vez sem lugar (Lc 2.7). Fez a Igreja, mas não há lugar nela para ele. "Entrarei em sua casa". Jo 14.23. Há crentes e igrejas que têm deixado Jesus do lado de fora. Jo 1.11 não se repete hoje?

CONCLUSÃO Cristo do lado de fora. Muitas vezes, do lado de fora em sessões de igrejas e de convenções. Crentes maledicentes, rancorosos, mesquinhos, com mau testemunho. Cristo está do lado de dentro ou do lado de fora de sua vida? Fora? Deixe-o entrar. Dentro? Mostre. "Pelos seus frutos os conhecereis".

Cambuí, 28.1.

FOLHA 13 - TEXTO: CAPÍTULO 5

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

INTRODUÇÃO Nos capítulos 2 e 3: uma análise das igrejas. Capítulo 4: o Deus Criador. Agora, o Deus Redentor. A questão, a partir de agora, gira ao redor de um livro e se estenderá até o capítulo 9, num desdobramento. Há muitas opiniões, mas registramos aqui a com mais aderentes e que parece ser a mais sensata.

COMENTÁRIO TEXTUAL V. 1 - "Um livro". Conteúdo: os decretos divinos concernentes aos acontecimentos dos últimos dias. De 6 a 9, os selos são rompidos, desdobrando este assunto. Os decretos, até então ocultos, serão revelados. Aparece uma visão da história. O livro está selado "por dentro e por fora": há muito assunto e assunto mantido fora do conhecimento dos homens. Está lacrado.

V. 2 - O desafio do anjo: quem é digno? Quem pode explicar a história? Ninguém (v. 3). João chora (v. 4): a história da humanidade não pode ser explicada. Como saber o destino da Igreja?

V. 5 - Resposta consoladora. Quem é digno? Vv. 9 e 12. Jesus venceu e pode explicar a história e o futuro da Igreja. Dois títulos messiânicos aplicados a Jesus: Leão da tribo de Judá (Gn 49.9-10) e Raiz de Davi (Is 11.1). O messias prometido que venceu Satanás: 1Jo 3.8.

V. 6 - Olha e não vê leão. Vê cordeiro ("cordeirinho", como em Jo 21.25 ). Havendo sido morto. Um cordeirinho morto! O caráter vicário de Cristo. É a primeira vez que Cristo é chamado de Cordeiro no Apocalipse (depois, mais 30 vezes). Ver João 1.29. Mas, mesmo tendo sido morto, é Vencedor. Sete chifres significa força absoluta. Sete olhos significa onisciência (Zc 4.10). Ele tem todo poder e todo conhecimento.

V. 7 - Recebe o livro do Pai. A história nas suas mãos. Vai cumpri-la. Pai lhe deu todo o poder.

Vv. 8-14 - Louvores e aclamações de todos ao Cordeiro Vencedor. 1o) dos quatro seres - a criação (v. 8). 2o) dos vinte e quatro anciãos -o povo de Deus (v. 8). 3o) dos anjos - a corte celestial (v. 11) 3o) toda a criação (v. 13). Cessa o choro. O capítulo termina com adoração. MacDowell, in A Soberania de Deus na História, p. 74.

LIÇÕES VIVENCIAIS

  1. O cristão não vê a história como uma sucessão de fatos sem nexo. Tudo caminha para um ponto determinado por Deus. Ela segue o rumo ditado por ele.
  2. Cristo é digno de comandar a história e o universo. Tem mérito. Venceu.
  3. Por isso, não nos apavoramos. Nada terminará sem que o querer de Deus triunfe. Rm 8.28.
  4. O crente, mesmo quando tudo parece confuso, só tem uma atitude a manter: adoração. Cristo está no controle. Parece difícil? Lembremos Jo 13.7.

FOLHA 14 - TEXTO: CAPÍTULO 6.1-

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

INTRODUÇÃO Após receber o livro selado, o Cordeiro o abre. Os capítulos 6-9 formam um todo: o tema é este livro. De 6.1 a 8.1, o tema são os sete selos. Ao se abrir cada um dos quatro primeiros, sai um cavalo. BJ : "Os quatro cavaleiros desta primeira visão são inspirados em Zc 1.8-10 e 6.1-3; contudo eles simbolizam também as quatro pragas com que os profetas ameaçavam Israel infiel: feras, guerra, fome, peste (cf. Lv 26.21-26, Dt 32.34, Ez 5.17, 14.13-21, e também Ez 6.11-12, 7.14-14, 12.16, 33.27)". Os quatro primeiros selos: a história do homem é dominada pelo mal.

O PRIMEIRO CAVALO - Vv. 1- Branco significa conquista. Quem é? 1o) Cristo (19.11); 2o) o Anticristo; 3o) o espírito de conquista humano. Talvez este. A primeira fonte do mal: ambição por poder e conquista. "Arco", arma dos persas, terror dos romanos. Pano de fundo: Roma cairá. O inimigo do povo de Deus sempre tomba. Summers, 136.

O SEGUNDO CAVALO - Vv. 3- Vermelho, cor de sangue. Conseqüência do primeiro. "Tirasse a paz" e "espada". História humana: guerras e violência. O Império Romano era o símbolo maior disso. Na realidade, todos os impérios mundiais trazem isso. O homem não consegue viver em paz. Desde Caim e Abel.

O TERCEIRO CAVALO - Vv. 5- Preto. É a fome. Conseqüência das guerras. Texto na BLH. A fome é política, ocasionada pelos homens. Autoridades: há comida para 10 bilhões de pessoas. Energia nuclear: uma colheita por dia. Os homens fazem a fome. É a ambição e a maldade humanas.

O QUARTO CAVALO - Vv. 7- Amarelo. Versos modernas: esverdeado. Grego, cloros, de onde vem clorofila. Cor do cavalo em decomposição. "Morte" é o cavaleiro. O hades , o mundo dos mortos, a acompanha (para engolir as vítimas). Mas sua autoridade é limitada.

APLICAÇÃO Eis a história que se revela a João: ambição, guerras, sangue, fome e morte. É a história dos homens. Seu protagonista maior era o Império Romano. O mundo é dominado pelo Maligno (1Jo 5.19). Não melhorará. O juízo de Deus virá. Ele intervirá na história. É o tema dos capítulos vindouros. Para João (e para nós), uma lembrança: os homens nunca conseguirão estabelecer justiça no mundo. Sua pecaminosidade os corrompe e estraga o mundo em que vivem. A resposta, como veremos, é a obra de Cristo.

FOLHA 16 - TEXTO: CAPÍTULO 7 – 11.1.

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

INTRODUÇÃO O capítulo 7 é um parêntesis separa a abertura do sexto e a do sétimo selos. Como as trombetas (10.1 a 11.44). Há duas visões no capítulo: a selagem dos 144.000 (vv. 1-18) e a incontável multidão (vv. 9-17). Vejamos o significado.

VV. 1-9 - O tema é a salvação. Doze é o número para a religião organizada. O povo de Deus (12 tribos) é protegido do julgamento (os anjos seguram os quatro ventos). A marca na fronte é sinal de propriedade divina. O povo de Deus é representado como o Israel total e perfeito ( x 12.000 = 144.000). O povo de Deus não é este número, exatamente, mas sim uma multidão incontável. É incontável porque a salvação está aberta para todos (nações, tribos, povos e línguas).

V. 4 - Bíblia de Jerusalém: "Quadrado de 12, multiplicado por mil: a multidão dos fiéis de Cristo, o povo de Deus, o novo Israel (Gl 6.16, Tg 1.1). Marcados com selo divino (Rm 4.11) eles escaparão às pragas (Êx 12.7-14)".

VV. 9-12 - O povo de Deus reconhece que a salvação vem de Deus e do Cordeiro, não de homens. Unidos aos anjos e à criação, os salvos adoram a Deus e proclamam que só ele deve ser louvado.

V. 9 - A multidão dos mártires cristãos já de posse da felicidade celeste.

VV. 13-17 - O texto enfatiza a salvação do povo de Deus. A grande tribulação são as perseguições e a vestes brancas são a participação, a identificação com Cristo. Os vv. 15- lembram a festa dos tabernáculos, que era um sinal da aliança. A salvação é o cumprimento da aliança: Deus e os homens moram juntos.

V. 14 - "A grande tribulação": perseguições. A que enfrentaram sob Nero era o modelo de muitas outras e de uma mais cruel, no fim dos tempos. Houve, há e haverá tribulações.

V. 14 - "O sangue do Cordeiro". Cordeiro é o título mais aplicado a Cristo no livro (30 vezes). O termo alude à eficácia do seu sacrifício. A vitória dele e de sua Igreja se deve a ele ter morrido na cruz. Com isso, ele se tornou o nome sobre todo o nome: Filipenses 2.5-11.

V. 15 – “Estenderá seu tabernáculo”. Tabernáculo pode ser o lugar de culto e lugar de morada. Deus estende sua comunhão e sua morada ao seu povo.

V. 17 - Figura que será retomada em 21.4. Não há mais lágrimas com a vitória de Cristo.

LIÇÕES PESSOAIS

  1. Estamos sujeitos a crises e perseguições por causa de nossa fé, mas Deus não nos julga.
  2. O povo de Deus é mais que 144.000. É incontável, de todas as tribos, povos e raças. É universal.
  3. Nossa salvação vem pelo sacrifício substitutivo de Cristo, o Cordeiro de Deus. Seu sangue tem este poder.
  4. A salvação traz uma promessa extraordinária: Deus e seu povo morarão juntos. Já temos uma mostra disso: o Espírito Santo mora em nós. Temos a promessa de João 14.3, mas antes que ela se cumpra, temos a de João 14.16.

FOLHA 17 - TEXTO: CAPÍTULO 8.1-6 – 18.1.

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

INTRODUÇÃO É a continuação de 6.17. Como dito, o capítulo 7 é parentético. O sétimo selo será aberto. Haverá sete trombetas. A trombeta soava em momentos dramáticos. Paralelo aos sete selos. Nos selos, o desígnio de Deus visto dos céus. As trombetas: o desígnio de Deus visto da terra.

VERSO 1 - Silêncio. Ver Zc 2.13 e Hc 2.20. os judeus haviam até criado a “teologia do silêncio”. Expectativa e juízo. Algo grandioso vai acontecer. Aqui, o fim da história se avizinha.

VERSO 2 - Sete trombetas dão noção de um juízo perfeito e vindo de Deus. Ele anuncia o fim da história.

VERSO 3 - "Incensário". Chama-se: turíbulo. Uma espécie de cuia com corrente contendo o incenso e que o sacerdote balança. O sacerdote judeu levava as brasas acesas do altar dos holocaustos para o altar dos perfumes (este aparece em Êxodo 30.1 e 1Rs 6.20-21). Este se mistura às orações dos santos (os mártires). Lição maior: as orações são levadas até Deus no culto. A Igreja Católica, mistura o cristianismo com judaísmo, e torna o oficiante da missa um sacerdote judeu, carregando o turíbulo.

VERSO 4 - Subiram a presença de Deus. Ensino aqui: Deus recebe as orações. Por algum tempo clamaram e elas não foram atendidas (6.10), mas agora serão. Deus tem seu tempo.

VERSO 5 - As orações dos santos são lançadas sobre a terra. Ou seja: elas estão sendo respondidas. Cataclimas indicam que Deus convulsionará as forças da natureza para o julgamento (como no dilúvio). Deus vai julgar o mundo por causa dos seus santos perseguidos. Ai dos que perseguem a igreja!

VERSO 6 - Um momento solene. O mais solene da história como história. O tom é dramático. Os anjos se preparam para anunciar o juízo de Deus. O julgamento está por vir.

LIÇÕES VIVENCIAIS 1a) Há um fim. A história dos homens vai ter um fim. Mas a vida continua fora da história, em outra dimensão. O homem vive fora do seu corpo. Tanta luta pela vida material. E pela espiritual, que é perene? 2a) O sofrimento dos justos será vingado. O mal feito ao povo de Deus é mal feito contra Deus. Podemos pensar que o mal passa despercebido aos olhos de Deus, mas é engano. 3a) Deus ouve as orações pedindo juízo. É justo orar pedindo que Deus faça sua justiça triunfar.

FOLHA 19 - TEXTO: CAPÍTULO 9.1-

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

INTRODUÇÃO O julgamento universal começou no capítulo passado. Agora é mais dramático. A quinta trombeta introduz um estranho personagem e um julgamento muito duro sobre os homens. Aparece em cena o Maligno. Ele não beneficia ninguém. Só traz desgraças. Ele é o agente agora. O mundo sob a ação do Diabo.

COMENTÁRIO TEXTUAL V. 1 - "Uma estrela". Um anjo caído. Talvez Satanás, porque tem o poder das chaves. Veja o v. 11 e Lucas 10.18. Parece um fato passado: Deus enviou seu Filho e Satanás veio para defender seu domínio (lembre-se de 1João 5.19). A batalha se acelera agora. "Poço do abismo". Onde ficavam os anjos caídos, esperando seu julgamento final: 11.7, 17.8 e 20.1-2.

V. 2 - Ele abre o poço e libera os poderes infernais. Parece com a palavra de Paulo em 2Ts 2.6-

V. 3 - Bíblia de Jerusalém, rodapé da p. 2311. Gafanhotos, oitava praga sobre o Egito (Êx 10.11-15)). Também em Joel, um praga sobre Judá: Joel 1.2 a 2.11. Uns: gafanhotos, literalmente. Outros: poderes infernais. Outros mais: grandes potências em guerra. Outros ainda: o desgosto de Deus. Tudo indica: algo usado por Satanás.

V. 4 - Primeira etapa: os fiéis selados para não sofrerem (7.3). Satanás: poder limitado no alcance. Nesta segunda etapa: poderes do mal atacam os incrédulos. Só a esses. O mal destrói o mal. Os perseguidores são destruídos pelo seu próprio mal.

V. 5 - "Cinco meses": ciclo de vida do gafanhoto. Como "escorpião", símbolo das forças malignas: Lc 10.19. Poder limitado no tempo.

V. 6 - "Naqueles dias" é naqueles cinco meses. No período determinado. Cornélio Gaio: "pior que a morte é desejá-la e não encontrá-la".

V. 7 - Gafanhotos agem com plano e não com força bruta. "Cabelos de mulher". Talvez os partos, que usavam cabelos compridos. Outros, antenas do gafanhoto. "Dentes de leão" significa ferocidade.

V. 11 - "Abadom" (Destruição, em hebraico, como a palavra foi traduzida em Nm 24.20 e 24) e "Apoliom" (Destruidor, em grego). Típico das duas línguas: o grego tem facilidade de personificar; o hebraico gosta de tornar abstrato, sem personalizar. É o próprio Satanás, solto e provocando desastres.

LIÇÕES PESSOAIS

  1. Há um poder diabólico neste mundo. Veja 1Jo 5.19. Campinas não é do Senhor Jesus, como cidade alguma o é. E não adianta repetir como lavagem cerebral. A Bíblia diz que o mundo jaz no Maligno. Sl 24.1: Deus é o senhor de direito. 1Jo 5.19: o Maligno é o senhor de fato. Na consumação, o Senhor de direito retomará o que é seu e ficou sujeito ao mal: Rm 8.19-23.
  2. Este poder maligno é destruidor e destrói o que pode: os seus.
  3. O fiel é protegido por Deus tanto do juízo final quanto do poder do Maligno: Êx 8.22-23, 9.4, 9.26, 10.22-23 e 11.7. No Novo Testamento: 1Jo 4.4 e 5.18.

FOLHA 20 - TEXTO: CAPÍTULO 9.13-

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

INTRODUÇÃO

Continua o assunto anterior, quando hostes malignas iniciam um processo de devastação na terra. Vemos um mundo impenitente, desinteressado de Deus e comprometido com forças malignas ser assolado pelo próprio Maligno. O mundo sob a ação do Diabo.

COMENTÁRIO TEXTUAL

V. 13 - "Quatro pontas do altar”. Uma de cada lado do altar, voltada para dentro. Símbolo da intercessão. Voz do altar. É de Deus. O texto é sempre cuidadoso ao falar da voz de Deus. Por que vem do altar? Ver 6.9-10 e 8.2. O castigo virá como resposta às oraçoes dos justos.

V. 14 - Quem são os quatro anjos? Guardadores, impedidores da saída de demônios. Por que Eufrates? De lá vinham os inimigos de Israel, como Assíria e Babilônia. Lá estavam os partos, inimigos do Império Romano. O livro é contra o Império Romano e faz sentido: os inimigos vêm sobre Roma. Os partos estão sendo liberados. Roma será julgada pelos males causados aos cristãos.

V. 15 - No momento exato, a seu tempo. "Terça parte" já foi considerado. É uma punição não aniquilativa, mas deixando oportunidade para arrependimento.

V. 16 - BJ e BLH: 200.000.000 no exército. "Ouvi", não contou, porque seria impossível. São demônios soltos. Não é necessário quantificar. Mostra-se que o número de demônios é avassalador.

V. 17 - Uma descrição, evidentemente simbólica, aterradora.

V. 18 - A arma disponível:o poder do inferno. Roma era o inferno na terra perseguindo os cristãos. Todo perseguidor do povo de Deus é instrumento do inferno. O seu senhor se volta contra ela. Realmente, o salário que o pecado paga aos seus servos é a morte.

V. 19 - Como os escorpiões de 9.10. Reveja a apostila anterior. O texto enfatiza a origem demoníaca dos cavaleiros. Isso fica bem claro na descrição.

Vv. 20-21 - Não houve arrependimento. Como no Egito, as pragas deveriam levar à conversão, mas isso não sucedeu. É impressionante a dureza do coração humano. Sem arrependimento, o fim está perto.

LIÇÕES PESSOAIS 1ª) O sofrimento dos justos é visto por Deus e é cobrado no seu tempo devido. Veja Zacarias 2.8. 2ª) A graça de Deus segura o poder demoníaco para evitar a auto-destruição que ele aplica aos seus servos. Mas quando Deus tiver separado seu povo, liberará o mal. 3ª) O poder demoníaco não recompensa seus seguidores. Frustram-se os que fazem pacto com o mal em busca de benefícios. Os males são sempre maiores. 4ª) Deus dá oportunidade às pessoas de se arrependerem. Quanto a nós, já arrependidos, é bom pensar em Hebreus 2.1-4.