






























Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Religião e teologia
Tipologia: Notas de estudo
1 / 38
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!































FOLHA 01 - INTRODUÇÃO - 9 de novembro de 2000 Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho
INTRODUÇÃO Geralmente estudos espetaculosos. Águia voando pelos céus são os EUA, gafanhotos são helicópteros, etc. Sobriedade nunca matou alguém. Só se entende um livro à luz de sua época e contexto. Quando e para quem foi escrito? Não há nenhum “código da Bíblia” nem segredo ocultos que um especialista bem treinado ou escolhido por deus revele aos homens. Uma boa regra de interpretação da Bíblia se chama bom senso. Deus é claro é fala claro. Tempo de crise, para ajudar os cristãos. De 81 a 96, parecia que o reino de Deus estava sendo destruído, no reinado de Domiciano. Momento de terror: a Igreja estava sendo destruída. Este é o pano de fundo do livro. Que traz consolo e não terror nem sensacionalismo. Há perseguição, mas cânticos e louvor permeiam o livro. Estudaremos o livro, pouco a pouco. Alguns trechos (as sete igrejas, por exemplo) serão abordados aos domingos. Mas, em linhas gerais, trataremos do livro às quintas-feiras.
COMO ANDAREMOS – Na percepção de que o livro já se cumpriu, pelo menos até o capítulo 20. Veremos a ação de Deus na história passada. Os capítulos 21 e 22 tratam do futuro por vir. Os textos de 1.3 e 1.19 ajudam a entender esta posição. Mas acima de tudo: há lições para nossa vida, mais do que sensacionalismo. É Palavra de Deus e não Notícias Populares ou um programa do Ratinho.
FOLHA 02 - Texto de 1.1- Pr. Isaltino G. C. Filho
INTRODUÇÃO Tivemos um panorama geral do livro e vimos nossa linha de interpretação: o método da formação histórica. Nesta linha, o livro se cumpriu nos dias Império Romano, pois foi escrito para consolar a Igreja da época, sob perseguição que ameaçava sua existência. No entanto, traz princípios que são válidos hoje. Há situações que deixam princípios pelos quais devemos nos pautar
COMENTÁRIO TEXTUAL
“Revelação” - No grego, apokalypsis ("tirar o véu"). Desvelar algo. Em inglês, o nome do livro é Revelação. Mostra-se algo desvelado a João.
“De Jesus Cristo” - É o apocalipse de Jesus e não de João. Deus deu a Jesus para que mostrasse aos seus servos. "Notificou" é esémanen , de sema , que significa "sinal, símbolo". De sema vem "semáforo" (sinal de luz, “foros”)). Foi mostrado por sinais ou símbolos a João.
Que se mostrou? - "As coisas que brevemente devem acontecer". "Brevemente" é táxei , de onde vem "táxi", que significa "rápido". Era algo que aconteceria rapidamente.
O portador - É um anjo. Quer se mostrar que não foi algo imaginado ou sonhado, mas trazido a João por um mensageiro de Deus. A palavra angêlou (anjo) significa "mensageiro". João testifica da palavra de Deus e do testemunho de Jesus. O Apocalipse dá um testemunho sobre Jesus. Não é um zodíaco bíblico que produzirá um horóscopo evangélico. Em vez de procurar Saddam Hussein, o papa, Hitler, etc., procuremos por Jesus.
“Bem-aventurado” - Há sete bem-aventuranças no livro (1.3, 14.13, 16.15, 19.9, 20.6, 22. e 22.14). O termo, makários , é mais que "felizes". É a idéia de ser digno de felicitações e inveja, possuído do verdadeiro bem-estar. “Aquele que lê” - É o grego anagnôsei. Significa "ler em voz alta". Era uma função na igreja primitiva (e da sinagoga). Alguém lia a Escritura em voz alta. Havia poucas cópias e de difícil acesso ao povo. Havia também muitos analfabetos. Bem-aventurado aquele que faz o povo ouvir a Palavra de Deus! E quem lê para si, também. “Os que ouvem” - Mais que captar sons. "Ouço, atendo, compreendo, obedeço" (Taylor). É o ouvir com coração e não apenas com ouvidos. Não basta a audição. É necessário a obediência. Por isso, a expressão "e guardam as coisas que nelas estão escritas". “As palavras desta profecia” - Do livro que agora se inicia. “Porque o tempo está próximo” - "Tempo" pode ser cronós , de onde vem "cronômetro", ou kairós , "época determinada". É este o termo aqui. A época determinada estava para acontecer: a batalha decisiva entre o Reino de Cristo e as forças do Império Romano. Este momento está próximo ( éngys , "perto") de João. Deus achou que estava na hora de acertar as contas. A Igreja deveria prestar atenção no que Deus estava fazendo na história. Olhamos muito para o futuro. E para o que Deus está fazendo agora?
LIÇÕES DO TEXTO PARA NÓS
Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho
O texto nos mostra o Cristo glorificado, numa linguagem simbólica. Três das palavras-chaves do livro aparecem aqui: aflição, reino e perseverança. Elas são conceitos que regem o livro. A visão do Cristo glorificado prepara para o livro. O livro trata da glória de Cristo e de seu triunfo. As catástrofes são secundárias. A visão também mostra quem vai falar. E, no início de cada carta às sete igrejas , uma das características desta visão aparece.
COMENTÁRIO TEXTUAL V. 9 - João se identifica. É um dos doze, mas igual aos demais. Em Patmos, exilado por sua fé. Seguir a Cristo não dá imunidade contra o sofrimento. A Bíblia nos fala de heróis da fé, sendo que muitos foram mártires. Mas não fala de “saqueadores dos bens dos ímpios pela fé”, nem dos “enriquecedores pela fé”. V. 10 - Exilado dos irmãos, mas não de Deus. Na dor, pode se descobrir mais de Deus. "Dia do Senhor", o domingo, quando Cristo ressuscitou. Lembra a João: está ressuscitado. Domingo, o dia do Cristo ressurreto. "Voz de trombeta", sinal de autoridade. Por isso, o v. 11 - Ordem para escrever às sete igrejas.
Vv. 12 a 20 - Uma descrição de Jesus Cristo V. 12 - Dn 7.13. "Sete candeeiros de ouro". Candeeiro ou castiçal de sete braços: Israel, como luz do mundo. Que significam? V. 20: as igrejas. V. 13 - Entre os candeeiros. No meio das igrejas. "Roupa talar", a do sacerdote (Êx 28.4), e "cinta de ouro", como rei. É o messias de Daniel, é sacerdote e é rei. V. 14 - Cabeça e cabelos como lã branca: eternidade (Dn 7.9) e dignidade (Pv 16.31). Olhos "como chama de fogo", penetrantes. Ele sonda: 2.23. V. 15 - Pés de bronze polido. Firmeza (a estátua de Daniel 2 tinha pés de ferro e barro). "Voz de muitas águas" é autoridade. Uma voz que se afirma sobre tudo. V. 16 - Sete estrelas na mão direita. Que são elas? V. 20. Alguns: pastores. Mas não no resto do livro. Outros: anjos como guardadores da comunidade. Da boca: espada de dois gumes. Ver 19.15. O brilho do rosto: sol ao meio dia. Moisés: Êx 34.35. O de Jesus: sol a pino. Vv. 17-18 - A atitude de João. Qual seria a nossa? Impressiona hoje: shows gospel (por que a vergonha de falar “evangélico”?) em que os cantores jogam camisas suadas para o auditório, etc. a presená de Cristo deveria produzir um impacto mais sério. "Não temas", o mandamento mais repetido de Jesus.. Primeiro e último, "e o que vivo". BJ: "Vivente", RAB: "Aquele que vive". Ênfase no estado atual de vivo. Tem chaves (autoridade) da morte e do hades (mundo dos mortos). V. 19 - Tens visto: a visão do Cristo glorificado. Que são: os capítulos 2 e 3. Que hão de suceder: 4 ao 22. V. 20 - Já explicado.
LIÇÕES VIVENCIAIS
ESTUDO BÍBLICO NO APOCALIPSE – FOLHA 05 - Apocalipse 2.1- A IGREJA QUE DEIXOU DE AMAR A DEUS
INTRODUÇÃO Éfeso, a cidade mais rica da Ásia menor. As outras seis, satélites. Fundada pelos gregos no ano 100 A. C. Culto a Artemis, deusa grega, a Diana romana (At 19.28). Paulo fundou a igreja. Lá escreveu 1 Coríntios (e o capítulo 13). Amoroso e amado pela igreja (At 20.37-38). Depois, João, o apóstolo do amor. O v. 4 é triste. Cristo usa a primeira pessoa: EU. Éfeso, a igreja que perdeu o primeiro amor. Deixou de amar a Deus.
CONCLUSÃO Que lições Éfeso nos ensina?
folha 07 – Apocalipse 2.12- A IGREJA QUE ENFRENTAVA O INFERNO Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho
INTRODUÇÃO - Pérgamo, capital da Ásia Menor. Sede do culto a Augusto, o maior centro de adoração pagã, desde o ano 29. Templos a Zeus e a Esculápio, deus da medicina, simbolizado por uma cobra. Trezentos templos pagãos e uma pequena igreja. Dura perseguição. "A igreja no quartel general do inferno". Ele tem "a espada de dois gumes". Defende e julga o seu povo. A igreja precisava das duas atitudes.
APLICANDO O ESTUDO À NOSSA VIDA Cinco perguntas para reflexão: 1a) Morreríamos por nossa fé? Nós a levamos a sério a tal ponto? 2a) Retemos o Nome sobre todo o nome em qualquer circunstância? 3a) Na nossa fidelidade há algum comprometimento com o mal? 4a) Somos amigos ou adversários da igreja? Há quem a desmoralize com a vida e há crentes que a combatem tanto que não se sabe de que lado estão. 5a) "Eis que venho sem demora...”. O que estas palavras nos causariam se nos fossem dirigidas?”.
FOLHA 08 - Apocalipse 2.18- A IGREJA QUE TOLERAVA JEZABEL
Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho
INTRODUÇÃO A menor igreja, a menor cidade, a maior carta. Comércio intenso. Produzia púrpura. Lídia era de lá (At 16.14). Talvez a fundadora. "A igreja que buscava coisas profundas". O evangelho era pouco. Acrescentavam. Muitos fazem assim. Igrejas e crentes em busca de coisas profundas. O evangelho é profundo, simples e suficiente.
PARA REFLEXÃO FINAL Ler e pensar sobre 2 Co 11.3, 1 Co 2.2. Coisas novas? Hb 1.1-2.
Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho
INTRODUÇÃO Filadélfia. Fundada em 59 a.C.. Nome devido a Atalo II, que foi fiel ao irmão Eumene. "Filadelfo", "amigo do irmão". Cidade missionária: difundir a cultura grega. Capital da cultura. Dela nos surge a melhor igreja. Exemplar e imbatível. Como? Por quê? Veremos. O tema da carta: "Fidelidade à Palavra".
CONCLUSÃO Uma igreja perfeita! Só se fala bem dela. "Igreja perfeita, só no céu!". Depende do que se entende por perfeita. Mas é possível ser uma igreja excelente. É possível ser vitorioso. É possível vencer as lutas, as fraquezas, as tribulações. O testemunho de Filadélfia atravessou o tempo: é a Igreja Triunfante do Cristo Triunfante. É possível ser assim!
Cambuí, 21.1.
ESTUDO BÍBLICO NO APOCALIPSE – folha 11 – Apocalipse 3.14- A IGREJA ONDE CRISTO NÃO ESTAVA
Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho
INTRODUÇÃO Laodicéia, rica cidade. Reconstruiu-se sozinha, no ano 60. Produzia lã negra e colírio. Centro bancário, explorava a mineração aurífera. Três estradas conduzindo para Roma. Chamava-se "a cidade das portas abertas". Águas termais, mornas, buscadas para repouso. Cada uma dessas características da cidade aparecem na carta. A igreja tinha diante de si um grande campo missionário. Mas era a pior de todas. O pecado da auto-suficiência.
CONCLUSÃO Cristo do lado de fora. Muitas vezes, do lado de fora em sessões de igrejas e de convenções. Crentes maledicentes, rancorosos, mesquinhos, com mau testemunho. Cristo está do lado de dentro ou do lado de fora de sua vida? Fora? Deixe-o entrar. Dentro? Mostre. "Pelos seus frutos os conhecereis".
Cambuí, 28.1.
Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho
INTRODUÇÃO Nos capítulos 2 e 3: uma análise das igrejas. Capítulo 4: o Deus Criador. Agora, o Deus Redentor. A questão, a partir de agora, gira ao redor de um livro e se estenderá até o capítulo 9, num desdobramento. Há muitas opiniões, mas registramos aqui a com mais aderentes e que parece ser a mais sensata.
COMENTÁRIO TEXTUAL V. 1 - "Um livro". Conteúdo: os decretos divinos concernentes aos acontecimentos dos últimos dias. De 6 a 9, os selos são rompidos, desdobrando este assunto. Os decretos, até então ocultos, serão revelados. Aparece uma visão da história. O livro está selado "por dentro e por fora": há muito assunto e assunto mantido fora do conhecimento dos homens. Está lacrado.
V. 2 - O desafio do anjo: quem é digno? Quem pode explicar a história? Ninguém (v. 3). João chora (v. 4): a história da humanidade não pode ser explicada. Como saber o destino da Igreja?
V. 5 - Resposta consoladora. Quem é digno? Vv. 9 e 12. Jesus venceu e pode explicar a história e o futuro da Igreja. Dois títulos messiânicos aplicados a Jesus: Leão da tribo de Judá (Gn 49.9-10) e Raiz de Davi (Is 11.1). O messias prometido que venceu Satanás: 1Jo 3.8.
V. 6 - Olha e não vê leão. Vê cordeiro ("cordeirinho", como em Jo 21.25 ). Havendo sido morto. Um cordeirinho morto! O caráter vicário de Cristo. É a primeira vez que Cristo é chamado de Cordeiro no Apocalipse (depois, mais 30 vezes). Ver João 1.29. Mas, mesmo tendo sido morto, é Vencedor. Sete chifres significa força absoluta. Sete olhos significa onisciência (Zc 4.10). Ele tem todo poder e todo conhecimento.
V. 7 - Recebe o livro do Pai. A história nas suas mãos. Vai cumpri-la. Pai lhe deu todo o poder.
Vv. 8-14 - Louvores e aclamações de todos ao Cordeiro Vencedor. 1o) dos quatro seres - a criação (v. 8). 2o) dos vinte e quatro anciãos -o povo de Deus (v. 8). 3o) dos anjos - a corte celestial (v. 11) 3o) toda a criação (v. 13). Cessa o choro. O capítulo termina com adoração. MacDowell, in A Soberania de Deus na História, p. 74.
LIÇÕES VIVENCIAIS
Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho
INTRODUÇÃO Após receber o livro selado, o Cordeiro o abre. Os capítulos 6-9 formam um todo: o tema é este livro. De 6.1 a 8.1, o tema são os sete selos. Ao se abrir cada um dos quatro primeiros, sai um cavalo. BJ : "Os quatro cavaleiros desta primeira visão são inspirados em Zc 1.8-10 e 6.1-3; contudo eles simbolizam também as quatro pragas com que os profetas ameaçavam Israel infiel: feras, guerra, fome, peste (cf. Lv 26.21-26, Dt 32.34, Ez 5.17, 14.13-21, e também Ez 6.11-12, 7.14-14, 12.16, 33.27)". Os quatro primeiros selos: a história do homem é dominada pelo mal.
O PRIMEIRO CAVALO - Vv. 1- Branco significa conquista. Quem é? 1o) Cristo (19.11); 2o) o Anticristo; 3o) o espírito de conquista humano. Talvez este. A primeira fonte do mal: ambição por poder e conquista. "Arco", arma dos persas, terror dos romanos. Pano de fundo: Roma cairá. O inimigo do povo de Deus sempre tomba. Summers, 136.
O SEGUNDO CAVALO - Vv. 3- Vermelho, cor de sangue. Conseqüência do primeiro. "Tirasse a paz" e "espada". História humana: guerras e violência. O Império Romano era o símbolo maior disso. Na realidade, todos os impérios mundiais trazem isso. O homem não consegue viver em paz. Desde Caim e Abel.
O TERCEIRO CAVALO - Vv. 5- Preto. É a fome. Conseqüência das guerras. Texto na BLH. A fome é política, ocasionada pelos homens. Autoridades: há comida para 10 bilhões de pessoas. Energia nuclear: uma colheita por dia. Os homens fazem a fome. É a ambição e a maldade humanas.
O QUARTO CAVALO - Vv. 7- Amarelo. Versos modernas: esverdeado. Grego, cloros, de onde vem clorofila. Cor do cavalo em decomposição. "Morte" é o cavaleiro. O hades , o mundo dos mortos, a acompanha (para engolir as vítimas). Mas sua autoridade é limitada.
APLICAÇÃO Eis a história que se revela a João: ambição, guerras, sangue, fome e morte. É a história dos homens. Seu protagonista maior era o Império Romano. O mundo é dominado pelo Maligno (1Jo 5.19). Não melhorará. O juízo de Deus virá. Ele intervirá na história. É o tema dos capítulos vindouros. Para João (e para nós), uma lembrança: os homens nunca conseguirão estabelecer justiça no mundo. Sua pecaminosidade os corrompe e estraga o mundo em que vivem. A resposta, como veremos, é a obra de Cristo.
Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho
INTRODUÇÃO O capítulo 7 é um parêntesis separa a abertura do sexto e a do sétimo selos. Como as trombetas (10.1 a 11.44). Há duas visões no capítulo: a selagem dos 144.000 (vv. 1-18) e a incontável multidão (vv. 9-17). Vejamos o significado.
VV. 1-9 - O tema é a salvação. Doze é o número para a religião organizada. O povo de Deus (12 tribos) é protegido do julgamento (os anjos seguram os quatro ventos). A marca na fronte é sinal de propriedade divina. O povo de Deus é representado como o Israel total e perfeito ( x 12.000 = 144.000). O povo de Deus não é este número, exatamente, mas sim uma multidão incontável. É incontável porque a salvação está aberta para todos (nações, tribos, povos e línguas).
V. 4 - Bíblia de Jerusalém: "Quadrado de 12, multiplicado por mil: a multidão dos fiéis de Cristo, o povo de Deus, o novo Israel (Gl 6.16, Tg 1.1). Marcados com selo divino (Rm 4.11) eles escaparão às pragas (Êx 12.7-14)".
VV. 9-12 - O povo de Deus reconhece que a salvação vem de Deus e do Cordeiro, não de homens. Unidos aos anjos e à criação, os salvos adoram a Deus e proclamam que só ele deve ser louvado.
V. 9 - A multidão dos mártires cristãos já de posse da felicidade celeste.
VV. 13-17 - O texto enfatiza a salvação do povo de Deus. A grande tribulação são as perseguições e a vestes brancas são a participação, a identificação com Cristo. Os vv. 15- lembram a festa dos tabernáculos, que era um sinal da aliança. A salvação é o cumprimento da aliança: Deus e os homens moram juntos.
V. 14 - "A grande tribulação": perseguições. A que enfrentaram sob Nero era o modelo de muitas outras e de uma mais cruel, no fim dos tempos. Houve, há e haverá tribulações.
V. 14 - "O sangue do Cordeiro". Cordeiro é o título mais aplicado a Cristo no livro (30 vezes). O termo alude à eficácia do seu sacrifício. A vitória dele e de sua Igreja se deve a ele ter morrido na cruz. Com isso, ele se tornou o nome sobre todo o nome: Filipenses 2.5-11.
V. 15 – “Estenderá seu tabernáculo”. Tabernáculo pode ser o lugar de culto e lugar de morada. Deus estende sua comunhão e sua morada ao seu povo.
V. 17 - Figura que será retomada em 21.4. Não há mais lágrimas com a vitória de Cristo.
LIÇÕES PESSOAIS
Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho
INTRODUÇÃO É a continuação de 6.17. Como dito, o capítulo 7 é parentético. O sétimo selo será aberto. Haverá sete trombetas. A trombeta soava em momentos dramáticos. Paralelo aos sete selos. Nos selos, o desígnio de Deus visto dos céus. As trombetas: o desígnio de Deus visto da terra.
VERSO 1 - Silêncio. Ver Zc 2.13 e Hc 2.20. os judeus haviam até criado a “teologia do silêncio”. Expectativa e juízo. Algo grandioso vai acontecer. Aqui, o fim da história se avizinha.
VERSO 2 - Sete trombetas dão noção de um juízo perfeito e vindo de Deus. Ele anuncia o fim da história.
VERSO 3 - "Incensário". Chama-se: turíbulo. Uma espécie de cuia com corrente contendo o incenso e que o sacerdote balança. O sacerdote judeu levava as brasas acesas do altar dos holocaustos para o altar dos perfumes (este aparece em Êxodo 30.1 e 1Rs 6.20-21). Este se mistura às orações dos santos (os mártires). Lição maior: as orações são levadas até Deus no culto. A Igreja Católica, mistura o cristianismo com judaísmo, e torna o oficiante da missa um sacerdote judeu, carregando o turíbulo.
VERSO 4 - Subiram a presença de Deus. Ensino aqui: Deus recebe as orações. Por algum tempo clamaram e elas não foram atendidas (6.10), mas agora serão. Deus tem seu tempo.
VERSO 5 - As orações dos santos são lançadas sobre a terra. Ou seja: elas estão sendo respondidas. Cataclimas indicam que Deus convulsionará as forças da natureza para o julgamento (como no dilúvio). Deus vai julgar o mundo por causa dos seus santos perseguidos. Ai dos que perseguem a igreja!
VERSO 6 - Um momento solene. O mais solene da história como história. O tom é dramático. Os anjos se preparam para anunciar o juízo de Deus. O julgamento está por vir.
LIÇÕES VIVENCIAIS 1a) Há um fim. A história dos homens vai ter um fim. Mas a vida continua fora da história, em outra dimensão. O homem vive fora do seu corpo. Tanta luta pela vida material. E pela espiritual, que é perene? 2a) O sofrimento dos justos será vingado. O mal feito ao povo de Deus é mal feito contra Deus. Podemos pensar que o mal passa despercebido aos olhos de Deus, mas é engano. 3a) Deus ouve as orações pedindo juízo. É justo orar pedindo que Deus faça sua justiça triunfar.
Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho
INTRODUÇÃO O julgamento universal começou no capítulo passado. Agora é mais dramático. A quinta trombeta introduz um estranho personagem e um julgamento muito duro sobre os homens. Aparece em cena o Maligno. Ele não beneficia ninguém. Só traz desgraças. Ele é o agente agora. O mundo sob a ação do Diabo.
COMENTÁRIO TEXTUAL V. 1 - "Uma estrela". Um anjo caído. Talvez Satanás, porque tem o poder das chaves. Veja o v. 11 e Lucas 10.18. Parece um fato passado: Deus enviou seu Filho e Satanás veio para defender seu domínio (lembre-se de 1João 5.19). A batalha se acelera agora. "Poço do abismo". Onde ficavam os anjos caídos, esperando seu julgamento final: 11.7, 17.8 e 20.1-2.
V. 2 - Ele abre o poço e libera os poderes infernais. Parece com a palavra de Paulo em 2Ts 2.6-
V. 3 - Bíblia de Jerusalém, rodapé da p. 2311. Gafanhotos, oitava praga sobre o Egito (Êx 10.11-15)). Também em Joel, um praga sobre Judá: Joel 1.2 a 2.11. Uns: gafanhotos, literalmente. Outros: poderes infernais. Outros mais: grandes potências em guerra. Outros ainda: o desgosto de Deus. Tudo indica: algo usado por Satanás.
V. 4 - Primeira etapa: os fiéis selados para não sofrerem (7.3). Satanás: poder limitado no alcance. Nesta segunda etapa: poderes do mal atacam os incrédulos. Só a esses. O mal destrói o mal. Os perseguidores são destruídos pelo seu próprio mal.
V. 5 - "Cinco meses": ciclo de vida do gafanhoto. Como "escorpião", símbolo das forças malignas: Lc 10.19. Poder limitado no tempo.
V. 6 - "Naqueles dias" é naqueles cinco meses. No período determinado. Cornélio Gaio: "pior que a morte é desejá-la e não encontrá-la".
V. 7 - Gafanhotos agem com plano e não com força bruta. "Cabelos de mulher". Talvez os partos, que usavam cabelos compridos. Outros, antenas do gafanhoto. "Dentes de leão" significa ferocidade.
V. 11 - "Abadom" (Destruição, em hebraico, como a palavra foi traduzida em Nm 24.20 e 24) e "Apoliom" (Destruidor, em grego). Típico das duas línguas: o grego tem facilidade de personificar; o hebraico gosta de tornar abstrato, sem personalizar. É o próprio Satanás, solto e provocando desastres.
LIÇÕES PESSOAIS
Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho
Continua o assunto anterior, quando hostes malignas iniciam um processo de devastação na terra. Vemos um mundo impenitente, desinteressado de Deus e comprometido com forças malignas ser assolado pelo próprio Maligno. O mundo sob a ação do Diabo.
COMENTÁRIO TEXTUAL
V. 13 - "Quatro pontas do altar”. Uma de cada lado do altar, voltada para dentro. Símbolo da intercessão. Voz do altar. É de Deus. O texto é sempre cuidadoso ao falar da voz de Deus. Por que vem do altar? Ver 6.9-10 e 8.2. O castigo virá como resposta às oraçoes dos justos.
V. 14 - Quem são os quatro anjos? Guardadores, impedidores da saída de demônios. Por que Eufrates? De lá vinham os inimigos de Israel, como Assíria e Babilônia. Lá estavam os partos, inimigos do Império Romano. O livro é contra o Império Romano e faz sentido: os inimigos vêm sobre Roma. Os partos estão sendo liberados. Roma será julgada pelos males causados aos cristãos.
V. 15 - No momento exato, a seu tempo. "Terça parte" já foi considerado. É uma punição não aniquilativa, mas deixando oportunidade para arrependimento.
V. 16 - BJ e BLH: 200.000.000 no exército. "Ouvi", não contou, porque seria impossível. São demônios soltos. Não é necessário quantificar. Mostra-se que o número de demônios é avassalador.
V. 17 - Uma descrição, evidentemente simbólica, aterradora.
V. 18 - A arma disponível:o poder do inferno. Roma era o inferno na terra perseguindo os cristãos. Todo perseguidor do povo de Deus é instrumento do inferno. O seu senhor se volta contra ela. Realmente, o salário que o pecado paga aos seus servos é a morte.
V. 19 - Como os escorpiões de 9.10. Reveja a apostila anterior. O texto enfatiza a origem demoníaca dos cavaleiros. Isso fica bem claro na descrição.
Vv. 20-21 - Não houve arrependimento. Como no Egito, as pragas deveriam levar à conversão, mas isso não sucedeu. É impressionante a dureza do coração humano. Sem arrependimento, o fim está perto.
LIÇÕES PESSOAIS 1ª) O sofrimento dos justos é visto por Deus e é cobrado no seu tempo devido. Veja Zacarias 2.8. 2ª) A graça de Deus segura o poder demoníaco para evitar a auto-destruição que ele aplica aos seus servos. Mas quando Deus tiver separado seu povo, liberará o mal. 3ª) O poder demoníaco não recompensa seus seguidores. Frustram-se os que fazem pacto com o mal em busca de benefícios. Os males são sempre maiores. 4ª) Deus dá oportunidade às pessoas de se arrependerem. Quanto a nós, já arrependidos, é bom pensar em Hebreus 2.1-4.