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Estudo panorâmico no livro de apocalipse, da bíblia.
Tipologia: Notas de estudo
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Deus está no comando!
A maioria das pessoas nunca lêem o Apocalipse: ou elas têm medo, ou pensam que não conseguirão entender o livro. Desde os primórdios da Igreja, esse livro era lido como fonte de força e coragem em tempos de perseguição. De todos os livros da Bíblia, ele tem a maior visão panorâmica da História da humanidade e do controle total que Deus tem sobre ela. As coisas podem ficar difíceis, mas Deus sabe o que está fazendo e está conduzindo a Igreja para uma Nova Jerusalém, onde enxugará toda lágrima e onde a Igreja habitará para sempre.
Sim, é um livro difícil de ler, mas não podemos deixar de tentar entendê-lo. É preciso algum esforço, mas, algumas diretrizes podem ser úteis para começar:
O livro possui uma série longa e complexa de visões (mais de 60). Elas se fundem umas às outras, às vezes são sobrepostas, voltam no tempo e recomeçam, expandem em detalhes a visão anterior, dão uma visão geral de eventos colossais e muito mais. São relatos visionários da realidade, dados por Deus para ilustrar verdades profundas: teológicas e espirituais. As imagens utilizadas por João eram conhecidas das pessoas da época, embora não o sejam por nós. A maior parte dessas imagens são tiradas do VT (cerca de 350 referências), e o resto vem de outros livros que eram comuns naquele tempo.
O estilo apocalíptico era comum à época. As pessoas eram capazes de ver o que João dizia porque estavam acostumadas a esse tipo de literatura. Um estilo extremamente simbólico, cheio de figuras fantásticas e de quadros que representavam profundas realidades históricas e teológicas.
Temos que nos lembrar que a teologia cristã básica está presente em todo o livro. Isso lhe dá uma coerência e unidade internas que o amarra por inteiro. Não podemos nos deixar dominar pelos símbolos; devemos procurar a verdade teológica e espiritual que está sendo apresentada.
João, que estava na ilha de PATMOS. Apocalipse 1:1 e 1:9. A pequena ilha de PATMOS estava situada na costa da Ásia Menor, no mar Egeu. Há hipóteses que dizem que na época de João havia uma prisão na Ilha onde seus encarcerados eram submetidos a trabalhos forçados em minas de pedra, é uma hipótese interessante, mas sem evidências mais detalhadas. Ao que parece a ilha de Patmos era uma prisão totalmente isolada, onde de tempos em tempos é que os soldados romanos viam deixar comida para os prisioneiros.
A data provável do livro está entre 81 e 96 d.C., a época das perseguições do imperador Domiciano.
Capítulos 1 a 3 Jesus Cristo é: 1.5 a Fiel Testemunha, o Primogênito dos mortos e o Soberano dos reis da terra. Àquele que nos ama, e, pelo seu sangue, nos libertou dos nossos pecados, 6 e nos constituiu reino, sacerdotes para o seu Deus e Pai, a ele a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém!
Cartas às igrejas da época:
- Ao vencedor, que guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei autoridade sobre as nações, e com cetro de ferro as regerá e as reduzirá a pedaços como se fossem objetos de _barro; assim como também eu recebi de meu Pai, dar-lhe-ei ainda a estrela da manhã.
QUEM TEM OUVIDOS, OUÇA O QUE O ESPÍRITO DIZ ÀS IGREJAS Essas palavras só farão sentido para aqueles que reconhecem a Palavra do Espírito de Deus:
João 16:13 quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir.
Romanos 8: 14 Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. 15 Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai. 16 O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.
Capítulos 4 a 19 Uma visão magnífica de Deus triunfante em Seu Trono, cap. 4-5. Seguem-se três conjuntos de sete visões (selos, trombetas e taças) entremeadas por vários interlúdios, retrospectivas e transições. Essas três séries de visões correm em paralelo, e cada uma delas termina com a visão da segunda vinda: Os selos terminam em 6:12-17; As trombetas terminam em 11:15-18; As taças terminam em 16:17-21.
Capítulos 20 a 22 Novo céu e nova terra; Nova Jerusalém.
O fato central é que Deus existe, criou o universo, está guiando o curso da História, venceu o mal e chegará a uma conclusão triunfante no momento em que ELE achar apropriado.
Deus é o ser supremo de todo o universo e em particular do curso dos acontecimentos humanos.
A visão de comando dos capítulos 4 e 5 mostra Deus em seu trono, governando o mundo, com todas as hostes celestiais e os redimidos da terra se curvando diante DELE. Ap 4:11 Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas tu criaste, sim, por causa da tua vontade vieram a existir e foram criadas.
Ap 5:13 Então, ouvi que toda criatura que há no céu e sobre a terra, debaixo da terra e sobre o mar, e tudo o que neles há, estava dizendo: Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos.
Deus é apresentado na forma da Trindade em 1:4-5: aquele que é, que era e que há de vir (Deus Pai); e os sete espíritos que se acham diante do seu trono, as sete formas de servir do Espírito Santo mostradas em Isaías 11:2-3 (Deus Espírito Santo); e Jesus Cristo, a fiel testemunha, o primogênito dos mortos e o soberano dos reis da terra (Deus Filho). A ênfase do livro é maior para o Filho.
O livro mostra as duas realidades em que vivemos: a ordem sobrenatural ou espiritual, em que Deus está em tudo; e o mundo da História, em que Deus está trabalhando seus propósitos terrenos. O livro muda constantemente de uma dimensão para outra, desafiando o leitor a ver a obra de Deus no mundo à sua volta.
Deus é a realidade suprema, e esse mundo é subordinado a ELE e passageiro. Está se movendo rumo ao seu fim programado, independente de como as coisas parecem estar agora.
Jesus Cristo é exaltado como o Filho de Deus. Da visão dominante de 1:12-18 até a volta de Jesus como Rei dos reis e Senhor dos senhores (19:16), ele é visto como nada menos que o ser divino em pessoa. Deus chama a si mesmo “o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim” (1:8; 21:5,6) e Jesus se refere a si mesmo da mesma maneira (22:12-13).
A expressão favorita de João para Jesus é “o Cordeiro”, relembrando a obra redentora de Deus em Cristo (João 1:29).
Os dois elementos do ministério messiânico de Jesus são simbolicamente demonstrados: o servo sofredor (o Cordeiro) e o Rei soberano (o Leão). O AT falava do Messias por vir dessas duas maneiras. O livro mostra que nossa vida aqui será de serviço e muita provação. Mas, assim como Jesus triunfou, também nós triunfaremos com ele.
Apocalipse 20 1 Então, vi descer do céu um anjo; tinha na mão a chave do abismo e uma grande corrente. 2 Ele segurou o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, Satanás, e o prendeu por mil anos; 3 lançou-o no abismo, fechou-o e pôs selo sobre ele, para que não mais enganasse as nações até se completarem os mil anos. Depois disto, é necessário que ele seja solto pouco tempo.
A Era da Igreja gradativamente leva ao período da Grande Tribulação, então, Jesus arrebata secretamente os crentes vivos e ressurretos e desce com eles para reinar na terra literalmente por mil anos. No final dos mil anos, satanás é solto e seduz as nações. Vem a batalha do armagedom, a ressurreição dos incrédulos e o julgamento final. O lago de fogo e a Nova Jerusalém.
No final da era da Igreja, Jesus arrebata secretamente os crentes vivos e ressurretos. Segue-se o período da Grande Tribulação (literal de 7 anos). Ao final desse período, Jesus desce com os crentes para reinar na terra literalmente por mil anos. No final dos mil anos, satanás é solto e seduz as nações. Vem a batalha do armagedom, a ressurreição dos incrédulos e o julgamento final. O lago de fogo e a Nova Jerusalém.
O avanço do evangelho e o crescimento da igreja se acentuarão de forma gradativa, de tal modo que em uma proporção cada vez maior da população mundial se tornará cristã, de modo que o mundo todo acabará cristianizado e a volta de Cristo deverá ocorrer no final de um período de justiça e de paz normalmente chamado de “Milênio”. O evangelho dará ao mundo uma transformação social,econômica e de bem estar espiritual na Terra que será resultado do avanço do evangelho desde a era apostólica. A segunda vinda de Cristo será seguida, imediatamente, pela ressurreição generalizada, o juízo geral e a introdução do céu e do inferno em sua plenitude.
A antiga serpente, manhosa e enganadora. A fim de mais bem descrevê-la, o apóstolo chama-a de “o diabo”, isto é, “o acusador”; e Satanás, que é “o adversário” ou “falso acusador”. João, então, nota que o anjo domina Satanás. Rende-o, absolutamente indefeso, e prende-o segura e firmemente. O diabo é mantido preso por mil anos. O anjo lança o diabo no abismo e tranca sua saída. Desse modo, Satanás permanece “preso” por mil anos, após o que ele deve ser solto por um pouco de tempo. Que significado e valor tem essa passagem para os cristãos perseguidos nos dias de João?
● o número de ídolos que degradam as ruas e os santuários da Roma imperial. As abominações, a imundícia e a corrupção na celebração dos festivais pagãos, as superstições, os vícios e muito mais, são realmente surpreendentes. ● Templos e relicários pelo mundo afora estão repletos de adoradores ignorantes e meio desesperados. ● Todas as nações — com exceção dos judeus — estão sob o domínio de Satanás. Atos 14.16: “o qual (Deus) nas gerações passadas permitiu que todos os povos andassem nos seus próprios caminhos...” ● Se, durante esta presente era, o diabo “cegou os entendimentos dos incrédulos” (2 Co 4.4), isso é muito mais marcantemente verdadeiro durante a antiga dispensação. Com um olhar de horror nós exclamamos: Será que essa condição não irá mudar? Porventura continuará essa situação do velho testamento? Manterá, o diabo, esse domínio sobre os povos da terra? A luz do evangelho glorioso não penetrará jamais nos palácios e casas da Ásia e da Europa? Continuará para sempre essa escuridão moral? Esqueceu-se um Deus irado de sua misericórdia?”
A resposta é: “Regozije-se!”, pois Cristo está dizendo: “Proclamarei o decreto do Senhor: Ele me disse: “Tu és meu Filho, eu hoje te gerei. Pede-me, e eu te darei as nações por herança, e as extremidades da terra por tua possessão” (Sl 2.7, 8).