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Documento que apresenta a análise financeira da trio equipamentos, incluindo a descrição dos tópicos abordados, como apresentação e objetivo, desenvolvimento, considerações finais e recomendações, anexos e referências bibliográficas. O documento inclui a comparação da trio com outra empresa, a análise vertical e horizontal, avaliação de índices de liquidez, endividamento e rentabilidade. O texto oferece informações sobre a evolução das contas da trio ao longo do tempo, os percentuais de representatividade de cada conta em relação ao total do ativo, passivo e patrimônio líquido, e as conclusões sobre a capacidade financeira da empresa em satisfazer seus compromissos.
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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Julho/ Elaborado por: Elis Carlot Agostini Disciplina: Gestão Contábil Financeira Turma: Passo Fundo
Imobilizado 15% 16% Lucros Acum. 58% 59% DIMED: Conta dez/13 dez/14 Passivo e PL dez/13 dez/ Estoques 39% 42% Fornecedores 27% 30% Contas a receber de clientes 24% 21% Empréstimos e financiamentos 11% 7% Imobilizado 24% 23% Capital social 38% 39% Análise horizontal “A análise horizontal é uma metodologia que mostra a evolução dos saldos das contas de determinada demonstração ao longo do tempo. ” (FGV, 2017) TRIO: Na análise horizontal da TRIO percebe-se que embora a conta de clientes tenha diminuindo sinalizando o recebimento de vendas, o caixa também diminuiu, provavelmente pelo pagamento a fornecedores, pelo aumento no quadro de colaboradores que eleva o valor da folha de pagamento ou pelo pagamento do aluguel de mais peças comerciais por conta da expansão. Não houve variação nas contas de patrimônio líquido. Pela análise da DRE verificamos que a receita de vendas diminuiu e por consequência o custo também, no entanto a maior parte das despesas aumentaram. DIMED: Verifica-se que o saldo de clientes diminuiu, indicando o recebimento das vendas além do valor de caixa e equivalentes que aumentou. Saldo de estoques aumentou bem como o saldo de fornecedores. No Passivo, além de fornecedores, houve aumento nos empréstimos de curto prazo e redução no longo prazo. Também houve aumento no mútuo entre partes relacionadas e adiantamento de clientes. Destacam-se ainda no longo prazo a redução das obrigações de leasing e parcelamento de tributos. No Patrimônio Líquido houve aumento no capital social e reservas de lucros provavelmente provenientes de distribuição dos resultados do ano anterior e redução das ações em tesouraria. Na DRE identificamos aumento na receita de vendas e consequentemente do custo e as demais despesas, com exceção das despesas financeiras que provavelmente tiveram seu saldo reduzido pela liquidação de algum empréstimo. Índices de liquidez “Os índices de liquidez são as medidas de avaliação da capacidade financeira da empresa em satisfazer os compromissos com terceiros. ” (FGV, 2017) Liquidez corrente: TRIO: Em 2013 para cada R$ 1,00 de dívidas de curto prazo, a TRIO dispõe de ativos no montante de R$ 2,20 e em 2014 para cada R$ 1,00 de dívidas de curto prazo, dispõe de ativos no montante de R$ 2,23. Com isso, concluímos que conseguirá pagar todo seu Passivo Circulante utilizando apenas recursos do seu ativo circulante.
DIMED: Em 2015 para cada R$ 1,00 de dívidas de curto prazo, a DIMED dispõe de ativos no montante de R$ 1,60. E em 2016 para cada R$ 1,00 de dívidas de curto prazo, dispõe de ativos no montante de R$ 1,48. Com isso, concluímos que conseguirá pagar todo seu Passivo Circulante utilizando apenas recursos do seu ativo circulante. Liquidez Seca: TRIO: Tanto em 2013 quanto em 2014 percebe-se que a Liquidez Seca é de R$ 1,76 ou seja, a empresa não depende da venda de seus estoques para quitar seus compromissos de curto prazo. DIMED: Já para a Dimed, verifica-se que caso tenha dificuldade de vender seus estoques, será mais difícil pagar suas dívidas que vencem no curto prazo, já que para cada R$ 1, de dívida, possui apenas R$ 0,68 em 2015 e R$ 0,59 em 2016 de disponibilidade. Liquidez Geral: TRIO: No longo prazo, também não há riscos de a TRIO não honrar seus compromissos, visto que para cada R$ 1,00 de dívida de curto e longo prazo, possui R$ 2,20 para pagamento em 2013 e R$ 2,23 em 2014. DIMED: No longo prazo, não há grandes preocupações pois, dispõe de R$ 1,23 entre ativos circulantes para honrar cada R$ 1,00 de dívida de curto e longo prazo no ano de 2015 e R$ 1,26 em 2016. Índices de estrutura patrimonial “Os índices de endividamento avaliam a segurança que a empresa oferece aos capitais alheios e revelam sua política de obtenção de recursos. ” (FGV, 2017) Endividamento Geral: TRIO: Em 2013 38,74% do Ativo da TRIO eram financiados por capital de terceiros e em 2014, 37,92 eram financiados por terceiros. Como o Passivo era menor que o Patrimônio Líquido nos dois anos, conclui-se que há predominância de capitais próprios investidos na empresa. DIMED: Em 2015 55,37% do Ativo total da DIMED eram financiados por capital de terceiros e em 2016 54,60% eram financiados por terceiros. Composição do endividamento: TRIO: Em 2013 e 2014, 100% de suas dívidas venciam no curto prazo. Portanto, "quanto mais curto for o vencimento das parcelas exigíveis, maior será o risco oferecido pela empresa." (FGV,2017) Embora as dívidas sejam de curto prazo, a empresa vem crescendo, não apresenta um passivo muito relevante e ele ainda é menor que o ativo, o risco é reduzido significativamente. A empresa poderia tentar maiores prazos com seus fornecedores para aumentar seu capital de giro no presente e talvez poder aplicar o valor em algum investimento com boa remuneração.
Através da análise vertical percebe-se que praticamente 60% do ativo da empresa concentra-se em contas a receber de clientes. É importante analisar o aging , ou seja a data de vencimento desses recebíveis para identificar possíveis inadimplências. Se identificadas, é necessário avaliar a política de provisionamento dos valores e certificar que a Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa (PCLD) está de acordo. A análise horizontal indica que a receita diminuiu e os estoques aumentaram. Embora não seja uma variação relevante, cabe uma revisão do giro dos estoques a fim de evitar que a mercadoria fique parada por muito tempo até ser vendida, o que também evita obsolescência. Como a empresa está em expansão, é provável que necessite de financiamentos de terceiros. Nesse caso é sempre válido tentar linhas de crédito disponibilizadas pelo BNDES, que geralmente por serem produtos de “prateleira”, entregam taxas mais atrativas. Através da análise de índices, verificamos que não depende da venda de seus estoques para honrar seus compromissos, conseguindo quitar o passivo com os recursos do ativo circulante. Percebe-se também, que há mais recursos próprios do que de terceiros na empresa e que todas as suas dívidas estão no curto prazo. Por serem dívidas pequenas, passíveis de pagamento pelo ativo circulante, não apresentam risco no presente. Sobre rentabilidade, tem remunerado bem os valores nela aplicados mas, mediante crescimento e melhoria no faturamento, pode passar a remunerar melhor seus sócios. Anexos As análises efetuadas, bem como os cálculos podem ser encontrados no Anexo 1. Referências bibliográficas HALFELD, Mauro. O juro é o valor do dinheiro no tempo , 2016. Disponível em: . Acesso em 01 de julho de 2017. FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS. Análise das demonstrações contábeis , 2017. Disponível em: < https://ls.cursos.fgv.br/d2l/le/content/72469/Home>. Acesso em: 01 de julho de 2017. FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS. Situação Problema , 2017. Disponível em: < https://ls.cursos.fgv.br/d2l/le/content/72469/viewContent/1176928/View>. Acesso em: 01 de julho de 2017. CVM. Consulta demonstrações financeiras anuais completas – DIMED S.A. , 2016. Disponível em: . Acesso em: 01 de julho de 2017.