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Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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1 Alexandre, o Macedônio, filho de Filipe, já reinava na Grécia, quando saiu da terra dos ceteus e derrotou a Dario, rei dos persas e dos medos. 2 Travou numerosas batalhas, conquistou muitas fortalezas e matou os reis da terra. 3 Chegou até os confins do mundo e apoderou-se dos despojos de uma multidão de nações. A terra emudeceu diante dele. Seu coração se exaltou e ele se ensoberbeceu. 4 Mobilizou um exército poderosíssimo e subjugou os territórios e os soberanos das nações, obrigando-os a lhe pagarem tributo. 5 Certo dia, ficou doente e percebeu que ia morrer. 6 Chamou seus altos oficiais, que tinham sido seus companheiros desde a juventude, e, ainda em vida, repartiu entre eles o reino. 7 Alexandre reinou durante doze anos, e morreu. 8 Seus oficiais assumiram o poder, cada um no seu lugar. 9 Após a morte dele, todos cingiram o diadema, e depois deles os seus filhos, por muitos anos. E os males se multiplicaram na terra. 10 Deles saiu aquela raiz de pecado, Antíoco Epífanes, filho do rei Antíoco, que estivera em Roma como refém e que tornou-se rei no ano cento e trinta e sete do reino dos gregos. 11 Por aqueles dias, saíram de Israel homens iníquos, que persuadiam a muitos, dizendo: “Vamos fazer aliança com as nações que estão ao nosso redor, por- que, desde que nos isolamos, muitos males nos aconteceram”. 12 Essa proposta parecia boa. 13 Alguns do povo resolveram ir ter com o rei, e este deu-lhes permissão para adotarem os costumes das nações pagãs. 14 Construíram em Jerusalém um ginásio ao modo dos pagãos. 15 Disfarçaram a circuncisão e renegaram a aliança sagrada, ajuntando-se às nações e vendendo-se para praticarem o mal.
16 Quando a seus olhos o reinado estava consolidado, Antíoco se propôs reinar também na terra do Egito, pretendendo dominar nos dois reinos. 17 Invadiu o Egito com um exército imponente, com carros e elefantes, cavalaria e muitos navios. 18 Travou combate contra Ptolomeu, rei do Egito, o qual ficou com medo de enfrentá-lo e fugiu, deixando pelo chão muitos feridos. 19 Antíoco tomou as cidades fortificadas e saqueou as riquezas da terra do Egito. 20 Voltou então, depois de ter submetido o Egito no ano cento e quarenta e três, e subiu contra Israel e Jerusalém com um possante exército. 21 Entrou no Santuário com arrogância e apoderou-se do altar de ouro e do candelabro com os seus acessórios. 22 Também levou a mesa da apresentação dos pães, as vasilhas para as libações, os copos e taças de ouro, o véu e as coroas, e toda a decoração de ouro que estava na fachada do templo. Tudo ele saqueou. 23 Levou a prata e o ouro, os objetos de valor e mesmo os tesouros escondidos que pôde encontrar. 24 Roubando tudo, voltou para a sua terra, depois de uma grande carnificina, e tendo proferido palavras de extrema arrogância. 25 Houve grande luto em Israel, em todo o seu território. 26 Gemeram príncipes e anciãos, moças e jovens perderam o vigor, alterou-se a beleza das mulheres. 27 Todo esposo entoou lamentações, ficou de luto a que estava no leito nupcial. 28 A terra tremeu por causa dos seus habitantes e toda a casa de Jacó se cobriu de vergonha.
29 Dois anos depois, o rei enviou às cidades de Judá o chefe dos impostos, o qual entrou em Jerusalém com um grande exército. 30 Dirigiu aos habitantes falsas palavras de paz, e acreditaram nele. Foi quando caiu sobre a cidade de repente, aplicando-lhe violento golpe e fazendo perecer muita gente em Israel. 31Tomou os despojos da cidade, incendiou-a e destruiu suas casas e as muralhas ao redor. 32 Levaram prisioneiras mulheres e crianças, e apoderaram-se do gado. 33 Em seguida, reconstruíram a cidade de Davi com alta e sólida muralha e torres possantes, tornando-a sua cidadela. 34 Nela instalaram uma gente perversa, homens iníquos, que aí se fortificaram. 35 Acumularam armas e víveres e, reunindo os despojos de Jerusalém, aí os depositaram. Desse modo tornaram-se uma grande armadilha contra nós. 36 Tornou-se aquilo uma emboscada para o Santuário, e um adversário maléfico para Israel em todo o tempo.
seus filhos eram punidas de morte, segundo o decreto, 61 sendo seus filhinhos estrangulados, as casas destruídas, e mortos também os que haviam praticado a circuncisão. 62 Todavia, muitos em Israel permaneceram firmes, decididos intimamente a não comerem nada impuro. 63 Preferiam morrer a se contaminar com esses alimentos, profanando a Aliança sagrada. De fato, muitos morreram. 64 Assim, desencadeou-se uma ira terrível sobre Israel.
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1 Naqueles dias surgiu Matatias, filho de João, filho de Simeão, sacerdote da descendência de Joarib, o qual saiu de Jerusalém para estabelecer-se em Modin. 2 Ele tinha cinco filhos: João, cognominado Gadi; 3 Simão, chamado Tasi; 4 Judas, conhecido como o Macabeu; 5 Eleazar, chamado Auarã, e Jônatas, chamado Afus. 6 Vendo as blasfêmias que se cometiam em Judá e em Jerusalém, 7 Matatias disse: “Ai de mim! Para quê fui nascer, para ver a ruína do meu povo e a destruição da cidade santa? Todos ficaram sem ação, enquanto ela era entregue às mãos dos inimigos e o Santuário, às mãos dos estrangeiros! 8 Seu templo tornou-se como um homem desonrado; 9 os adornos da sua glória foram levados como presa de guerra; seus jovens, mortos pela espada dos inimigos! 10 Que nação não herdou parte do seu reino e não se apoderou dos seus despojos? 11 Todos os seus enfeites foram roubados; aquela que era livre, tornou-se escrava. 12 Vede: o nosso Santuário, nossa beleza e nosso orgulho. está devastado, profanado pelas nações!13 Para quê ainda viver?” 14 Matatias rasgou suas vestes, e seus filhos com ele. Cobriram-se com panos de saco e choraram amargamente.
15 Os funcionários do rei, que vinham da parte dele para obrigar à apostasia, chegaram a Modin para os sacrifícios, 16 e muitos de Israel aderiram a eles. Matatias e seus filhos também compareceram. 17 Os que vieram da parte do rei disseram a Matatias: “Tu és um
chefe ilustre e grande nesta cidade, apoiado por filhos e parentes. 18 Toma, pois, a dianteira e cumpre a ordem do rei, como fizeram todas as nações e os cidadãos de Judá e os que permaneceram em Jerusalém. Assim sereis contados, tu e teus filhos, entre os amigos do rei, e sereis recompensados, tu e teus filhos, com ouro e prata e numerosos presentes. 19 Matatias replicou, em voz alta: “Mesmo que todas as nações que moram nos domínios do rei obedeçam à sua ordem, afastando-se cada uma da tradição de seus antepassados para se conformarem às determinações do rei, 20 eu, meus filhos e parentes continuaremos fiéis à aliança dos nossos pais. 21 Que o Senhor nos seja propício, para que não abandonemos a Lei e nossas tradições. 22 Não obedeceremos às ordens do rei, desviando-nos da nossa religião nem para a direita nem para a esquerda. 23 Mal acabara ele de dizer essas palavras, um judeu adiantou-se, à vista de todos, para sacrificar sobre o altar de Modin, segundo a ordem do rei. 24 Vendo isso, Matatias inflamou-se de zelo e tremeu de raiva: num impulso de ira santa, avançou sobre o apóstata e trucidou-o sobre o altar. 25 Matou também o funcionário do rei, que obrigava a sacrificar, e destruiu o altar. 26 Agiu assim pelo zelo da Lei, como fez Finéias a Zambri, o filho de Salom. 27 Imediatamente Matatias saiu gritando pela cidade: “Todo aquele que tem o zelo da Lei e quer permanecer na Aliança, saia daqui e me siga!” 28 Fugiu, então, ele e seus filhos, para as montanhas, deixando na cidade tudo o que possuíam.
29 Muitos, que buscavam a justiça e o direito, desceram para o deserto e aí se estabeleceram, 30 eles, seus filhos, suas mulheres e seus rebanhos. Agravou-se o sofrimento deles. 31 Foi denunciado, aos oficiais do rei e à guarnição que estava em Jerusalém, na cidade de Davi, que alguns tinham rejeitado o decreto real e haviam descido para esconderijos no deserto. 32 Muitos desses homens do rei correram atrás deles e os alcançaram. Acamparam junto deles e prepararam-se para atacá-los em dia de sábado. 33 Disseram, pois, a eles: “Agora, basta! Saí, obedecei à ordem do rei, e tereis a vida salva!” 34 Os judeus responderam: “Não sairemos, nem tampouco obedeceremos à ordem do rei, profanando o dia de sábado!” 35 Começou então o ataque. 36 Eles, porém, não reagiram, não atiraram uma única pedra, nem mesmo fecharam a entrada dos seus esconderijos. 37 Disseram apenas: “Morramos todos em nossa integridade. O céu e a terra são testemunhas de que nos matais injustamente!” 38 Assim mesmo, os homens do rei os atacaram naquele sábado. E eles morreram, com suas mulheres, seus filhos e seus rebanhos, cerca de mil pessoas. 39 Quando souberam do que acontecera, Matatias e seus amigos choraram amargamente por eles. 40 Comentaram, porém, entre si: “Se
povo. 67 Atraí, para vós, todos os cumpridores da Lei e assegurai a desforra do vosso povo. 68 Retribuí aos gentios aquilo que vos fizeram, observando sempre os preceitos da Lei”. 69 Depois de os ter abençoado, Matatias reuniu-se aos seus antepassados. 70 Morreu no ano cento e quarenta e seis e foi sepultado no sepulcro da família, em Modin. Todo Israel o pranteou com grande lamentação.
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1 Em lugar de Matatias, surgiu Judas, chamado o Macabeu. 2 Deram-lhe apoio todos os seus irmãos e todos os que tinham ficado do lado de seu pai, e que combatiam com entusiasmo por Israel. 3 Ele expandiu a glória do seu povo, revestiu a couraça como um gigante, empunhou suas armas de guerra e travou combates, protegendo o acampamento com a sua espada. 4 Por suas façanhas parecia um leão, um filhote de leão rugindo sobre a presa. 5 Perseguia os ímpios que rastreava, e metia fogo nos que perturbavam o seu povo. 6 Escondiam-se os ímpios com medo dele, e todos os malfeitores foram tomados de pânico. Por seu intermédio, a salvação foi levada a bom termo. 7 Causou dissabores a muitos reis; a Jacó, porém, alegrou com suas façanhas, e sua memória será para sempre abençoada. 8 Ele passou pelas cidades de Judá, daí exterminando os injustos e afastando de Israel a ira. 9 Sua fama chegou até os confins da terra, porque ele reuniu os que estavam perecendo.
10 Apolônio mobilizou os gentios e um forte contingente da Samaria, para lutar contra Israel. 11 Informado disso, Judas saiu ao seu encontro, derrotou-o e o matou. Muitos caíram feridos, e os sobreviventes fugiram. 12 Apoderando-se dos seus despojos, Judas ficou com a espada de Apolônio, e daí em diante passou a lutar sempre com ela. 13 Entretanto, Seron, o chefe do exército da Síria, soube que Judas tinha reunido em torno de si um grande número de homens fiéis, dispostos a sair para o combate, 14 e disse: “Vou ficar famoso e ganhar prestígio no reino, vencendo Judas e seus companheiros, que desprezam a palavra do rei!” 15 Veio, pois, e
com ele subiu um exército poderoso de ímpios, para ajudá-lo a tirar desforra dos filhos de Israel. 16 Ele avançou até a subida de Bet-Horon, onde Judas foi enfrentá-lo com pouca gente. 17 À vista da multidão que vinha contra eles, disseram os homens de Judas: “Como poderemos nós, tão poucos, lutar contra tamanha e tão aguerrida multidão? Ainda mais que estamos hoje extenuados e em jejum!” 18 Respondeu Judas: “Não é difícil que muitos caiam nas mãos de poucos, pois não faz diferença para o céu salvar com poucos ou salvar com muitos. 19 Pois a vitória na guerra não depende do tamanho do exército mas da força que vem do céu. 20 Eles vêm contra nós transbordando de insolência e impiedade, para exterminar a nós, nossas mulheres e nossos filhos, e levar tudo o que temos! 21 Nós, porém, lutamos para defender nossas vidas e nossas leis. 22 O próprio Senhor os esmagará diante de nós; não tenhais medo deles!” 23 Tendo terminado de falar, Judas atirou-se de improviso contra os inimigos. E Seron e seu exército foram esmagados. 24 Os homens de Judas perseguiram-nos pela descida de Bet-Horon até a planície. Cerca de oitocentos inimigos pereceram; os sobreviventes escaparam para a terra dos filisteus. 25 Então, Judas e seus irmãos começaram a ser temidos, e os gentios ao redor passaram a ter medo deles. 26 Sua fama chegou até o rei, pois todas as nações comentavam as batalhas de Judas.
27 Ao ouvir esses comentários, Antíoco ficou furioso. Mandou reunir todas as forças do seu reino, um exército poderosíssimo. 28 Abriu o seu tesouro, distribuiu um ano de soldo às tropas e ordenou-lhes que ficassem de prontidão. 29 Percebeu, porém, que as reservas do tesouro terminavam e que os tributos da região diminuíam, devido às dissensões e ruínas que ele mesmo provocara no país, ao querer acabar com as leis antigas. 30 E ficou com medo de não ter mais recursos para seus gastos e doações, como acontecera outras vezes, as doações que fazia antes com liberalidade, avantajando-se aos reis que o haviam precedido. 31 Consternado profundamente, resolveu ir até a Pérsia, para recolher os tributos daquelas províncias e reunir muito dinheiro. 32 Antes, porém, deixou Lísias, membro distinto da família real, à frente dos negócios do rei, desde o rio Eufrates até a fronteira com o Egito. 33 Encarregou-o também de cuidar de seu filho Antíoco, até sua volta. 34 Confiou-lhe a metade das tropas e os elefantes, e deu-lhe instruções a respeito de tudo o que havia decidido, especialmente quanto aos habitantes da Judéia e de Jerusalém. 35 Devia mandar um exército contra eles para esmagar e destruir as forças de Israel e o que restava de Jerusalém, apagando do lugar a lembrança deles. 36 Devia também instalar estrangeiros como colonos em todo o
contra elas, se não vieres em nossa ajuda?” 54 Em seguida, fizeram ressoar as trombetas e levantaram um grande clamor. 55 Então Judas designou os chefes do povo: os comandantes de mil, de cem, de cinqüenta e de dez. 56 E disse aos que estavam construindo suas casas, ou que tinham casado recentemente ou haviam plantado vinhas, e aos que estavam com medo, que voltassem para casa, segundo o que permite a Lei. 57 Feito isto, levantaram o acampamento e se posicionaram ao sul de Emaús. 58 Disse então Judas: “Preparai-vos e sede corajosos. Estai prontos amanhã de manhã para lutar contra essas nações que se reuniram contra nós para nos destruir, a nós e ao nosso lugar santo. 59 É melhor para nós morrer na guerra do que ficar olhando a desgraça do nosso povo e do nosso Santuário! 60 Como for a vontade divina no céu, assim será.”
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1 Górgias tomou consigo cinco mil soldados de infantaria e mil cavaleiros escolhidos, e se movimentaram à noite. 2 Queriam irromper no acampamento dos judeus e cair sobre eles de improviso. Os homens da cidadela serviam-lhes de guias. 3 Judas o soube e partiu com seus valentes para atacar o exército do rei em Emaús, 4 enquanto os batalhões reais estavam ainda distantes do acampamento. 5 Quando Górgias chegou ao acampamento de Judas, de noite, não encontrou ninguém. Começou a procurá-los pelas colinas, dizendo: “Estão fugindo de nós!” 6 Ao raiar do dia, Judas surgiu na planície com três mil homens, só que sem tantas armaduras e espadas quantas gostaria de ter. 7 E divisaram o acampamento das nações, imponente, com soldados armados e a cavalaria ao redor, e todos treinados para a guerra. 8 Mas Judas disse aos seus homens: “Não temais a sua multidão nem vos apavoreis com o seu ataque! 9 Lembrai-vos como foram salvos os nossos pais no mar Vermelho, quando o Faraó os perseguia com o seu exército. 10 Vamos gritar ao céu, para que Deus tenha compaixão de nós e se lembre da Aliança dos nossos antepassados e esmague hoje este exército à nossa frente. 11 E todas as nações saberão que existe Alguém que resgata e liberta Israel!” 12 Levantando os olhos, os estrangeiros viram os judeus que vinham contra eles, 13 e saíram do acampamento para dar-lhes combate. As tropas de Judas fizeram soar a trombeta 14 e atacaram. Os estrangeiros foram derrotados e fugiram para o campo, 15 mas os que atrasaram caíram sob a espada. E perseguiram-nos até Gazara e a planície da Iduméia, de Azoto e de Jâmnia. E pereceram, dos inimigos, cerca de três mil. 16 Ao voltar, com seu exército, da
perseguição aos inimigos, 17 Judas disse ao povo: “Não fiqueis cobiçando os despojos, pois outro combate nos espera: 18 Górgias e seu exército estão nas colinas, perto de nós! Ficai firmes contra estes nossos inimigos e derrotai-os. Depois, recolhereis os despojos com segurança”. 19 Ele ainda falava, quando apareceu uma patrulha deles, espionando do alto da montanha. 20 E viram que seus companheiros tinham sido postos em fuga e haviam queimado o acampamento: a fumaça, que ainda se via, dava a entender o que tinha acontecido. 21 Vendo isso, encheram-se de pavor. E quando viram o exército de Judas na planície, preparado para o confronto, 22 fugiram todos para a região dos filisteus. 23 Então Judas voltou para saquear o acampamento: encontraram muito ouro e prata, tecidos de púrpura roxa e de púrpura marinha, e outras grandes riquezas. 24 Voltando, cantavam hinos e bendiziam ao céu: “Porque Ele é bom, pois eterno é seu amor!” 25 Foi grande a vitória que se alcançou em Israel naquele dia. 26 Os estrangeiros que conseguiram escapar vieram contar a Lísias tudo o que acontecera. 27 Ao ouvir isso, ele ficou consternado e abatido, porque as coisas em Israel não tinham ocorrido como esperava, e o resultado era o contrário do que lhe havia mandado o rei.
28 No ano seguinte, Lísias recrutou sessenta mil soldados escolhidos e cinco mil cavaleiros, para subjugar os judeus. 29 Eles foram para a Iduméia e acamparam em Betsur. Judas saiu para enfrentá-los com dez mil homens. 30 Ao ver o exército inimigo tão poderoso, pôs-se a orar: “Tu és bendito, ó Salvador de Israel, que derrotaste a força de um gigante pela mão do teu servo Davi, e entregaste o acampamento dos filisteus nas mãos de Jônatas, filho de Saul, e a seu escudeiro. 31 Entrega, pois, este exército nas mãos de Israel, o teu povo, e que eles, com seus soldados e cavaleiros, fiquem envergonhados. 32 Amedronta-os, e quebra a audácia da sua força, para que sejam abalados pela sua derrota. 33 Derruba-os pela espada dos que te amam, para que te louvem, com hinos, todos os que conhecem o teu Nome!” 34 Travaram, pois, a batalha, e cerca de cinco mil homens do exército de Lísias tombaram, morrendo diante deles. 35 Quando Lísias viu a derrocada do seu exército e a intrepidez de Judas, cujos homens estavam dispostos a viver ou morrer corajosamente, voltou para Antioquia e começou a recrutar estrangeiros, com a intenção de voltar à Judéia com um exército ainda mais numeroso.
voltassem, como antes, a calcar aos pés esses lugares. 61 Judas postou ali uma guarnição para defendê-lo, dando-lhe meios para guardar também Betsur. Assim, o povo teria uma defesa diante da Iduméia.
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1 Quando as nações circunvizinhas souberam que o altar tinha sido reconstruído e que o Santuário tinha sido consagrado como antes, ficaram muito irritadas. 2 E resolveram acabar com os descendentes de Jacó que viviam entre elas, começando a persegui-los e matá-los no meio da sua população. 3 Nesse meio tempo, Judas atacou os filhos de Esaú, na Iduméia e na Acrabatene, pois estavam cercando Israel. Derrotou-os fragorosamente, humilhou-os e tomou seus despojos. 4 Depois, lembrou-se da perversidade dos habitantes de Beã, que eram permanente armadilha e obstáculo para o povo, por causa das emboscadas que armavam nos caminhos. 5 Ele os obrigou a se refugiarem nas suas torres, atacou-os e votou-os ao anátema: pôs fogo às torres, com todos os que estavam dentro. 6 Passou depois para os amonitas, onde se deparou com um exército numeroso e bem armado, comandado por Timóteo. 7 Travou contra eles muitos combates, mas afinal foram esmagados à sua vista: ele os derrotou. 8 Tomou também Jazer com as aldeias vizinhas, e voltou para a Judéia.
9 Os gentios que moravam em Galaad se aliaram contra os israelitas que moravam em seu território, com a intenção de expulsá-los. Os israelitas refugiaram-se então na fortaleza de Datema 10 e mandaram a Judas e seus irmãos esta mensagem: “As nações ao nosso redor se reuniram contra nós para nos tirar daqui, 11 e se preparam para tomar a fortaleza onde nos refugiamos. O comandante de suas forças é Timóteo. 12 Vem imediatamente livrar-nos de suas mãos, pois muitos dos nossos já caíram. 13 Todos os nossos irmãos que moravam nas aldeias de Tobin foram mortos: os inimigos levaram cativas suas mulheres e filhos, bem como seus bens, e mataram cerca de mil homens”. 14 A carta ainda estava sendo lida, quando chegaram outros mensageiros, vindos da Galiléia. Estavam com as vestes rasgadas, e traziam esta notícia: 15 “A população de Ptolemaida, de Tiro e de Sídon, com toda a Galiléia dos estrangeiros, todos se uniram contra nós, para nos aniquilar!” 16 Logo que Judas e o povo
ouviram estas palavras, reuniu-se uma grande assembléia para deliberar sobre o que fazer em favor de seus irmãos que estavam em perigo e sendo atacados. 17 Disse Judas a seu irmão Simão: “Escolhe os homens necessários e vai libertar os teus irmãos que estão na Galiléia. Eu e nosso irmão Jônatas, iremos para o Galaad”. 18 Na Judéia ele deixou José, filho de Zacarias, e Azarias, chefes do povo, com o restante do exército, para assegurarem a guarda da região. 19 E recomendou-lhes: “Comandai o povo, mas não entreis em combate contra os gentios, até a nossa volta!” 20 A Simão foram designados três mil homens, para a expedição à Galiléia. A Judas, oito mil, para irem ao Galaad. 21 De fato, Simão foi para a Galiléia, onde travou muitos combates contra os gentios, que foram destroçados diante dele. 22 Simão perseguiu-os até a porta de Ptolemaida, matando quase três mil dentre eles, e apoderando-se de seus despojos. 23 Tomou consigo os judeus que eram da Galiléia e os que estavam em Arbates, com suas mulheres e filhos e todos os seus pertences, e conduziu-os com grande alegria para a Judéia.
24 Judas Macabeu e Jônatas, seu irmão, transpuseram o rio Jordão e caminharam três dias pelo deserto. 25 Encontraram-se com os nabateus, que foram ao seu encontro pacificamente e lhes narraram tudo o que tinha acontecido aos seus irmãos judeus no Galaad. 26 Informaram que muitos dentre eles estavam cercados em Bosora e Bosor, em Alimas, Casfo, Maced e Carnaim, cidades, todas elas, grandes e fortificadas. 27 Disseram ainda que outros deles estavam cercados nas restantes cidades do Galaad, e que seus inimigos haviam marcado o dia seguinte para atacar as fortalezas, e prendê-los e matá-los todos num só dia. 28 Imediatamente Judas e seu exército mudaram de direção e foram para Bosora, pelo deserto. Ocupou a cidade e incendiou-a, depois de passar a fio da espada toda a população masculina e apoderar-se de seus despojos. 29 À noite puseram-se novamente a caminho, dirigindo-se até à fortaleza. 30 Na luz do amanhecer, ao levantarem os olhos, viram um exército numeroso, incalculável, carregando escadas e máquinas de guerra para assaltarem a fortaleza, e já começavam a atacar. 31 Percebendo que já tinha começado o combate, e o clamor da cidade subia ao céu em meio ao toque das trombetas e o alarido geral, 32 Judas disse aos homens do seu exército: “Combatei hoje pelos nossos irmãos!” 33 Dividiu o exército em três alas, por trás dos inimigos, fizeram soar as trombetas e entoaram a oração aos brados. 34 Ao perceber que era o Macabeu, o exército de Timóteo pôs-se em fuga diante dele. Judas infligiu-lhes uma tremenda derrota, e nesse dia cerca de oito mil homens caíram mortos. 35 Dali Judas dirigiu-se para
Galaad, e Simão, o irmão deles, na Galiléia, diante de Ptolemaida, 56 José, filho de Zacarias, e Azarias, chefe do exército, ficaram sabendo das suas façanhas e dos combates que eles tinham travado. 57 E comentaram: “Celebrizemos também o nosso nome, e partamos para combater contra as nações que estão ao nosso redor!” 58 Deram ordens aos que compunham o seu exército, e marcharam contra Jâmnia. 59 Górgias saiu da cidade com seus homens, para os enfrentar, 60 e José e Azarias foram desbaratados e rechaçados até os confins da Judéia. Caíram naquele dia cerca de dois mil do povo de Israel. Foi uma debandada geral do povo, 61 pelo fato de não terem escutado Judas e seus irmãos, e porque imaginaram que também eles – José e Azarias – haviam de agir valentemente. 62 Infelizmente, porém, não eram da têmpera daqueles homens pelos quais a salvação foi dada a Israel. 63 O valente Judas e seus irmãos foram muito engrandecidos aos olhos de todo Israel e de todas as nações, onde quer que se ouvisse o seu nome. 64 As pessoas se aglomeravam em torno deles para aplaudi-los. 65 Entretanto, ele partiu com os seus irmãos e começaram a atacar os filhos de Esaú na região voltada para o sul. Apoderou-se de Hebron e das aldeias vizinhas, destruiu suas fortalezas e incendiou as torres que as rodeavam. 66 Levantou o acampamento rumo à terra dos filisteus e percorreu o território de Maresa. 67 Naquele dia, pereceram em combate alguns sacerdotes, querendo dar mostras de valentia, mas metendo-se em combate de forma temerária. 68 Judas voltou- se em seguida para Azoto, na terra dos filisteus, e aí destruiu os altares, queimou as imagens dos seus deuses e tomou os despojos dessas cidades. Depois, regressou para a terra de Judá.
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1 O rei Antíoco estava percorrendo as províncias do planalto, quando ouviu dizer que havia na Pérsia uma cidade famosa pelas riquezas, pelo ouro e pela prata, chamada Elimaida. 2 Diziam que o templo nessa cidade era muito rico, e nela havia cortinas de ouro, armaduras e escudos aí deixados por Alexandre, o Macedônio, filho de Filipe, que havia reinado antes na Grécia. 3 Para lá se dirigiu Antíoco e procurou apoderar-se da cidade para saqueá-la, mas não o conseguiu. Pois os habitantes de Elimaida haviam sabido do seu plano 4 e opuseram-lhe resistência, enfrentando-o em combate. Sendo obrigado a bater em retirada, partiu muito contrariado, pretendendo voltar para Babilônia. 5 Ele estava ainda na Pérsia, quando vieram anunciar-lhe que tinham sido derrotadas as tropas enviadas contra a Judéia. 6 E que Lísias,
tendo logo rumado para lá com um poderoso exército, fora posto em fuga diante dos judeus. E que estes se haviam reforçado com as armas, os recursos e os despojos abundantes tomados dos exércitos que foram destroçando. 7 Eles haviam também derrubado a Abominação que ele erguera sobre o altar de Jerusalém, e ainda haviam cingido de altas muralhas o seu lugar santo, como outrora, fazendo o mesmo em Betsur, cidade do rei. 8 Ao ouvir tais notícias, Antíoco ficou apavorado e transtornado totalmente, caindo sem forças em seu leito. Adoeceu de tristeza, por não terem sucedido as coisas conforme tinha pensado. 9 Ficou aí por muitos dias, aumentando nele a tristeza, cada vez mais, até pensar que ia morrer. 10 Chamou então todos os amigos e disse: “O sono fugiu de meus olhos, e meu coração se acabrunha de tanta aflição. 11 Vivo dizendo para mim mesmo: ‘A que grau de aflição cheguei e em que medonha tempestade me vejo envolvido!’ E no entanto eu era feliz e estimado quando tinha o poder nas mãos! 12 Agora me lembro das maldades que cometi em Jerusalém, de onde roubei todos os objetos de ouro e de prata que nela se encontravam, e mandei exterminar os habitantes de Judá sem motivo. 13 Reconheço que é por isso que estas desgraças me atingiram, e agora morro com tanta tristeza, numa terra estranha!” 14 Chamou então Filipe, um de seus amigos, e colocou-o à frente de todo o seu reino. 15 Entregou-lhe o seu diadema, o manto e o anel, para que fosse buscar o seu filho Antíoco, cuidasse da sua educação e o preparasse para ser rei. 16 E ali, nesse lugar, morreu o rei Antíoco, no ano cento e quarenta e nove. 17 Quando soube da morte do rei, Lísias proclamou como novo rei o jovem Antíoco, a quem havia educado desde a infância, e deu-lhe o nome de Eupátor.
18 A guarnição da cidadela bloqueava a passagem dos israelitas para o lugar santo, procurando sempre fazer-lhes mal, enquanto dava cobertura aos gentios. 19 Então Judas resolveu desalojá-los, e convocou todo o povo para sitiá-los. 20 Eles reuniram-se e começaram o cerco, no ano cento e cinqüenta, construindo catapultas e outras máquinas de assalto. 21 Alguns dos que estavam sendo sitiados conseguiram escapar, e a eles se ajuntaram alguns israelitas ímpios, 22 os quais foram juntos procurar o rei, para dizer-lhe: “Até quando tardarás a fazer justiça e vingar os nossos irmãos? 23 Nós decidimos servir a teu pai, seguindo seus preceitos e obedecendo a seus decretos. 24 Por isso, os nossos compatriotas se afastaram de nós e começaram a matar os nossos que lhes caíssem nas mãos e saquearam nossas propriedades. 25 E se meteram não só contra nós mas também contra todos os teus territórios. 26 Hoje, por exemplo, estão atacando a cidadela de Jerusalém, procurando apoderar-se dessa
Eleazar, que morreu ali, esmagado. 47 Entretanto, ao verem a força do reino e o ímpeto das suas tropas, os judeus retiraram-se do combate.
48 Os soldados do exército do rei subiram para se defrontar com os judeus em Jerusalém. Assim, o rei aproximou-se da Judéia e do monte Sião. 49 Antes, porém, concluiu a paz com os habitantes de Betsur: estes saíram da fortaleza, por não terem mais mantimentos, pois haviam ficado ali cercados e, além disso, era o ano sabático. 50 Assim, o rei tomou Betsur, e deixou ali uma guarnição para defender a cidade. 51 Depois acampou junto ao lugar santo por muitos dias, e ali instalou baterias e máquinas de assédio, lança-chamas e catapultas, escorpiões para o lançamento de flechas e, ainda, muitas fundas. 52 Por sua vez, os judeus também fizeram máquinas contra as dos inimigos e resistiram durante muitos dias. 53 Mas não havia mais provisões nos celeiros, pois era o sétimo ano, e os que tinham vindo das nações para a Judéia haviam consumido as últimas reservas. 54 Assim, permaneceram no santuário só poucos homens, pois a fome os tinha apertado. E se dispersaram, cada um para a sua terra.
55-56 Por aquele tempo, Lísias veio a saber que Filipe tinha voltado da Pérsia e da Média, com o exército que partira com o rei, e procurava assumir os negócios do reino. (Filipe era a pessoa a quem o rei Antíoco ainda em vida havia encarregado de educar e de preparar para o trono seu filho do mesmo nome, Antíoco). 57 Então Lísias apressou-se em dar a entender que se devia partir, dizendo ao rei, aos chefes do exército e a seus homens: “Estamos a cada dia mais fracos, o alimento se torna escasso, e o lugar que estamos sitiando é bem fortificado. Além disso, os negócios do reino chamam a nossa atenção. 58 Vamos, pois, estender a mão a esta gente e fazer a paz com eles e com todo o seu povo. 59 Reconheçamos a eles o direito de observarem as suas leis, como antes, pois é por causa de suas leis, que abolimos, que eles se exasperaram e fizeram tudo isto”. 60 A proposta agradou ao rei e aos chefes. Lísias enviou, pois, aos judeus, a proposta de paz, e eles a aceitaram. 61 O rei e os chefes fizeram o juramento, e os judeus, com essas condições, saíram da fortaleza. 62 Ao entrar, porém, no monte Sião, logo que viu as fortificações do lugar, o rei quebrou o juramento que havia feito e
mandou demolir a muralha ao redor. 63 Em seguida, partiu às pressas, de volta para Antioquia, onde encontrou Filipe como senhor da cidade. Entrou em luta contra ele e tomou a cidade à força.
7
1 No ano cento e cinquenta e um, Demétrio, filho de Seleuco, partiu de Roma e desembarcou com poucos homens numa cidade do litoral, onde se proclamou rei. 2 Pouco depois, logo que ele entrou no palácio real de seus pais, o exército prendeu Antíoco e Lísias, para levá-los à sua presença. 3 Sabendo do fato, porém, disse: “Não me façais ver o rosto desses dois!” 4 Então o exército os executou, e Demétrio sentou-se no trono real. 5 Foi quando vieram ter com ele alguns israelitas ímpios e iníqüos, chefiados por Alcimo, que cobiçava o cargo de sumo sacerdote. 6 E começaram a acusar seu próprio povo diante do rei, dizendo: “Judas e seus irmãos fizeram perecer todos os teus amigos e nos expulsaram de nossa terra. 7 Manda, pois, alguém da tua confiança, para que veja todo o estrago que ele fez contra nós e na província do rei, e o castigue, a ele e a todos os que o apoiam!” 8 O rei escolheu Báquides, um de seus amigos, governador das províncias do Além-Eufrates, homem importante no reino e fiel ao rei. Enviou-o 9 junto com o ímpio Alcimo, a quem conferiu o cargo de sumo sacerdote e encarregou de tirar vingança dos filhos de Israel. 10 Eles vieram, pois, com um grande exército, para a terra de Judá, e enviaram mensageiros a Judas e seus irmãos, com falsas propostas de paz. 11 Os judeus, porém, vendo que vinham com um grande exército, não confiaram nas palavras deles. 12 Apesar de tudo, uma delegação de escribas foi ter com Alcimo e Báquides, a fim de lhes proporem o que fosse justo. 13 Eram hassideus esses primeiros israelitas que vieram solicitar a paz, 14 e que assim pensavam: “Quem veio é um sacerdote da descendência de Aarão, e não irá trair-nos!” 15 De fato, Alcimo falou-lhes palavras de paz e assegurou-lhes com juramento: “Não vos faremos mal algum, nem tampouco a vossos amigos!” 16 Então acreditaram nele. Mas Alcimo mandou prender sessenta dentre eles e os trucidou no mesmo dia, segundo o que está escrito: 17 Espalharam ao redor de Jerusalém os cadáveres e derramaram o sangue de teus santos, e não havia quem lhes desse sepultura. 18 Diante disso, o medo e o pavor tomaram conta de todo o povo, que começou a dizer: “Não há verdade nem justiça neles, pois transgrediram o pacto e o juramento que fizeram!” 19 Báquides partiu de Jerusalém e foi acampar em Bet-Zet. Aí