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EXAMES A SER REALIZADO DURANTE O PERÍODO DE PRE-NATAL
Tipologia: Provas
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Não perca as partes importantes!







Os exames básicos do pré-natal
1º mês Quanto antes a gravidez for detectada, melhor. A recomendação médica é de que os exames pré-natais tenham início ainda no primeiro trimestre. (conheça seus direitos não ponha sua saúde em risco por medo de perder o emprego) Sabendo que o bebê vem aí, sua primeira bateria de exames inclui:
Tipagem de sangue ABO e Rh Hemograma Pesquisa de Diabetes, Sífilis, Toxoplasmose, Rubéola, Hepatite, HIV 1 e 2 Cultura de urina Protoparasitológico de fezes; 2º mês Ultra-som transvaginal verifica se o embrião está bem implantado no útero, define com mais precisão o tempo de gestação e se ela é múltipla (de gêmeos)
3º mês Ultra-som o de alta resolução, que é capaz de detectar a anencefalia aproximadamente na 10ª semana ou excluída por um exame de ultra-som até a 16ª semana de gravidez.
4º mês Amniocentese e biópsia de Vilocorial este exame é indicado para gestantes acima dos 35 anos ou para quem está abaixo desta idade; mas tem histórico familiar de doenças cromossômicas (como Síndrome de Down).
Normalmente, é feito entre a 10ª e a 20ª semana de gestação. Para avaliar disfunções nos cromossomos do feto é preciso coletar líquido amniótico (a Amniocentese) e examinar de fragmentos da placenta (a biópsia de Vilocorial).
Translucência nucal este exame é mais indicado para gestantes abaixo de 35 anos, sem histórico familiar de doenças cromossômicas. Um ultra-som transvaginal ou abdominal mede a espessura da nuca do feto e identifica o risco deste tipo de problema.
5º mês Ultra-som morfológico tem por objetivo mostrar o feto em detalhes
Ecocardiografia fetal indicado para portadoras de doença cardíacas congênitas ou com histórico familiar de doenças cardiovasculares, este exame procura sinais de má-formação cardíaca e é feito através de um ultra-som pélvico
6º mês Exame de sobrecarga de glicose - também conhecido como teste de O Sullivan (GPD), ele avalia a incidência de diabetes gestacional e é realizado através da mensuração da glicemia após a ingestão de líquido com grande quantidade calórica
Ultra-som morfológico com Doppler - analisa ossos, órgãos e fluxo de sangue no bebê no cordão umbilical e nas artérias uterinas detectando cerca de 90% das más-formações existentes, além de verificar se o feto está do tamanho correto.
7º e 8º mês Ultra-som exame rotineiro para checar peso do bebê, a quantidade de líquido amniótico e funcionamento da placenta
9º mês Ultra-som o último acontece normalmente entre a 36ª e a 39ª semana (nesta fase é essencial acompanhar a movimentação do bebê no útero, pois está chegando a hora do parto). Importante: Em cada consulta pré- natal devem ser avaliados: o seu peso, a sua pressão arterial e altura do útero (não deixe a escolha do parto para última hora, considere todas as opções)
Por Rachel Campello Esses são os exames que toda mulher, ao saber que está grávida, precisa fazer e que todo médico solicita. “Recentemente, acrescentamos também sorologia para as hepatites B e C. Assim, conseguimos evitar que o bebê seja infectado pela mãe”, explica o ginecologista e obstetra Luiz Roberto Milano Silva, membro da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo. A lista é grande, mas todos, com exceção do de urina e fezes, são analisados com base em exames de sangue e podem ser feitos no mesmo dia.
Hemograma completo Detecta anemia e infecções. A mulher precisa estar em jejum de três horas. “Esse exame dever realizado mensalmente durante a gestação”, afirma o ginecologista e obstetra Marco Antônio Lenci, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.
Glicemia Útil para detectar intolerância à glicose e diabete. Será repetido na 26ª semana de gravidez, quando o corpo apresenta mais dificuldade para assimilar o açúcar. Realizado em jejum de oito horas.
Sistema ABO e fator Rh Verifica o tipo de sangue e se o fator Rh é positivo ou negativo. Caso a mulher seja Rh negativo e o homem Rh positivo, há o risco de o corpo dela produzir anticorpos contra o sangue do bebê. Com esse exame, é possível impedir a produção dos anticorpos com medicação específica.
HIV (vírus da imunodeficiência humana) Mostra a presença do vírus que causa a aids. A gestante precisa autorizar sua realização.
Sorologia para rubéola Avalia se a mulher tem imunidade contra o vírus da rubéola (extremamente grave para o feto), seja por vacina, seja por ter tido contato com a doença. Realizado em jejum de três horas.
Reação para toxoplasmose Acusa se a grávida já teve alguma infecção causada pelo protozoário Toxoplasma gondii. Esse microorganismo pode provocar danos nos nervos e na visão do feto. Realizado em jejum de oito horas.
Essa é a sigla em inglês para venereal disease research laboratory , que, em tradução livre, significa algo como pesquisa laboratorial de doença venérea. Como o nome denuncia, é útil para detectar problemas como a sífilis. A bactéria por trás desse mal, a Treponema pallidum , pode provocar aborto, parto prematuro e más-formações caso a mãe seja portadora do microorganismo.
Sorologia para hepatite B e C Mostra a presença dos dois tipos de vírus.
Sorologia para citomegalovírus Indica se a paciente já foi infectada ou não pelo vírus.
Urina Revela a presença de uma eventual infecção urinária e, segundo o obstetra Marco Antônio Lenci, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, também pode ser útil na detecção de proteínas em gestantes hipertensas – o que indica a presença de pré- eclampsia. Também é válido para o acompanhamento de grávidas diabéticas. Deve ser realizado com a primeira urina da manhã ou após três horas sem urinar. Isso para que o líquido esteja com concentração adequada para ser examinada.
Fezes Verifica se há parasitas no intestino. Não há uma razão específica, mas deve ser realizado no início da gravidez, em três dias diferentes.
Temos aqui no blog a seção de teste de gravidez, onde esclareço sobre os reagentes utilizados para detectar o hormônio Beta HCG na suspeita de gravidez, com kits adquiridos na farmácia ou aqueles de laboratório. As dúvidas quanto a época de realização, como fazer o teste de gravidez de farmácia e a segurança da realização dos mesmos. Muitas perguntas podem ser esclarecidas nos vários artigos etiquetados nesta categoria. Depois da realização do teste de gravidez , seja ele de farmácia ou de laboratório e a confirmação pelo médico por meio de outros exames complementares é importante iniciar o pré-natal o mais rápido possível.
Durante as consultas de pré-natal também são repassadas informações orientando sobre as regras para uma alimentação saudável , de preparação para o aleitamento materno, bem como de comportamentos que devem ser evitados, tais como o fumo, o álcool e as drogas.
Quando deverá ser realizada a primeira consulta de pré-natal?
Deve ser feita logo que a mulher souber que está grávida. Pode ser com seu médico particular ou diretamente no posto de saúde, sendo que não pode ser apenas uma consulta, os profissionais de saúde irão marcar as próximas consultas.
Quantas consultas devem ser realizadas no decorrer da gestação?
Ao longo de toda gestação devem ser realizadas pelo menos seis consultas de pré-natal, e também exames laboratoriais.
Pré natal de mães adolescentes
Atualmente vem se dando uma maior divulgação sobre a importância da realização dos exames pré-natal nas gestantes de um modo geral, mas principalmente nas adolescentes. Estes exames são realizados por uma equipe multidisciplinar, em que abrange: obstetra, psicólogo, enfermeira, nutricionista, pediatra, assistente social, entre outros. Nesta equipe multidisciplinar o pediatra seria de preferência o que já acompanhava a mãe desde bebê, pois assim ficaria mais fácil o diálogo entre o médico e a paciente, o que favoreceria as condições para a obtenção de melhores resultados para a mãe e seu filho recém-nascido. O contato com o pediatra, durante o pré-natal, permite também à adolescente e seus familiares não só conhecerem quem acompanhará o recém-nascido, como deixarão estes mais à vontade para indagarem sobre o crescimento e o desenvolvimento da criança. Esta confiança e identidade ensejarão na facilidade para as perguntas sobre as vantagens da amamentação, o intervalo entre as mamadas, os cuidados com o coto umbilical, o tempo que levará para cair, eliminação do mecônio, número de evacuações, tempo do sono, entre outras dúvidas.
As adolescentes, pela sua natureza, são psicologicamente muito mais imaturas que as mulheres adultas, que já possuem caráter e personalidade definidas, daí serem elas mais passíveis de instabilidade emocional. Pesquisas vêm indicando que o número de gravidez na adolescência vem aumentando de forma preocupante. Este fenômeno já é considerado um grande problema de saúde pública, que somente poderá ser controlado através de políticas sociais e de planejamento familiar.
Preocupante também são as comprovações através de pesquisas, de que os filhos de adolescentes apresentam mais frequentemente problemas físicos, sociais e psicológicos do que os de mães adultas. Não podemos deixar de enfatizar a grande importância que representa o alojamento-conjunto da mãe adolescente e seu filho recém-nascido, durante o período de internamento pós-parto, pois isto irá permitir que os profissionais de saúde envolvidos no processo, avaliem o relacionamento entre mãe e filho e orientem sobre todas as suas dúvidas quanto ao aspecto físico e suas reações; sem considerar também o benefício do relacionamento do binômio mãe x recém-nascido.
O acompanhamento ambulatorial dos filhos de mães adolescentes, sob o ponto de vista pôndero-estatural, desenvolvimento neuropsicomotor, orientação alimentar, imunizações, em nada difere do acompanhamento de filhos de mães adultas, no entanto, os filhos de mães adolescentes devem ter prioridade de ser acompanhados em ambulatórios especializados para adolescentes, tendo em vista às necessidades específicas dessa população. Existem serviços de saúde que já dispõem de programas específicos para esses filhos de mães adolescentes. Esses programas que são conduzidos pela equipe multidisciplinar, objetivam a diminuição da probabilidade de outra gravidez, bem como ajuda no retorno dessas adolescentes às suas atividades escolares, diminuindo a evasão escolar entre outros benefícios.
Será muito importante que o acompanhamento ambulatorial dos filhos de mães adolescentes seja efetuado no mesmo dia do atendimento pré-natal, permitindo que tanto o filho como a mãe, possam ser avaliados ao mesmo tempo por diferentes membros da equipe multidisciplinar.
novamente, as aplicações do ultra-som na detecção de alterações anatômicas em fetos oriundos de casamentos consangüíneos, uma vez que tais casais deverão ser considerados como de risco de gerar filhos com alterações anatômicas.
Estudo do sangue materno Antes de abordarmos a metodologia invasiva de diagnóstico pré-natal de alterações fetais, teceremos algumas considerações a respeito do diagnóstico pré-natal com o uso do sangue materno.As vantagens que advirão do desenvolvimento de técnicas que sirvam para o diagnóstico de alterações fetais a partir do estudo do sangue materno são indiscutíveis, pois propiciarão a triagem em massa de muitas doenças genéticas. Sabe-se que células fetais atravessam a placenta e podem ser encontradas na circulação materna (Schröder & De La Chapelle, 1972) e que tais células poderão ser concentradas ou separadas por métodos imunológicos, com o uso, por exemplo, de anti-I fetal (Kan et al. , 1974). A aplicação dos cicladores de temperatura para a multiplicação de genes com o uso da reação em cadeia da polimerase (PCR) é capaz de multiplicar genes ou regiões específicas de genes milhões de vezes no intervalo de algumas horas. Com isso, é de se esperar que em futuro bem próximo será possível o diagnóstico bioquímico de alterações de várias doenças genéticas e mesmo de doenças infecto-contagiosas com o uso de células fetais obtidas por simples punção venosa da gestante (Simpson & Elias, 1993). Cremos, também, que o maior obstáculo para a obtenção de células fetais será a incompatibilidade materno-fetal no sistema ABO, uma vez que os antígenos desse sistema são encontrados não apenas nas hemácias, mas também nas células de outros tecidos incluindo os leucócitos. Mesmo assim, será considerável o número de fetos compatíveis com sua mãe no sistema ABO e que permitirão a existência de células fetais na circulação sangüínea materna. Diga-se de passagem, que os grupos sangüíneos constituem o primeiro exemplo, no qual a dosagem de anticorpos séricos no sangue materno permitiu o diagnóstico da constituição genética do grupo sanguíneo fetal, tanto no sistema ABO, quanto no sistema Rh ou Kell. Ao lado disso, vários marcadores protéicos e enzimáticos podem ser constatados no soro materno em micro-quantidades, mas suficientes para serem detectados por métodos bioquímicos. A dosagem da alfa-fetoproteína no soro materno (AFPSM) para a detecção dos defeitos de fusão do tubo neural constitui o melhor exemplo dessa situação (Band et al. , 1977). O fechamento do tubo neural ocorre nas primeiras semanas de gestação, mais precisamente até a terceira e quarta semanas. Fatores do meio ambiente associados a uma predisposição genética são capazes de alterar o seu desenvolvimento podendo originar uma série de malformações denominadas, genericamente, como defeitos de fusão do tubo neural. De acordo com a época, a intensidade e as características de tais fatores, essas malformações poderão ser traduzidas em anomalias compatíveis com a vida como as meningo e mielomeningoceles, ou mais graves como as encefaloceles e até anomalias
invariavelmente letais, como a nencefalia. Aquelas compatíveis com a vida poderão condicionar debilidade e incapacidade física e/ou mental para a criança e um grande dispêndio emocional, social e econômico para a família. Em nosso meio o conjunto de defeitos de fusão do tubo neural apresenta-se numa freqüência de 1 em cada 700 nascidos vivos (Brunoni,1986), sendo importante assinalar que os casais que já tiveram uma criança com defeito de fusão do tubo neural têm um risco de recorrência de 3 a 5% em uma nova gravidez. Caso tenham duas crianças afetadas, o risco de uma nova ocorrência atinge 15%. Apesar de o ácido fólico ministrado a partir da concepção reduzir em três quartos o risco de recorrência dessa alteração (Wald et al. , 1991), tais casais devem ser submetidos a dosagem da AFPSM para o diagnóstico de eventual recorrência. O mesmo é verdadeiro para casais de isolados genéticos ou de populações com alto índice dessa doença, como ocorre na Irlanda do Norte (1%), na Alexandria (0,55%) e em Bombay (0,55%) (Crandall , 1978). Como a AFPSM aumenta progressivamente no sangue materno a partir da sétima semana de gestação, os valores obtidos devem ser relacionado sao tempo de gestação. A época ideal para a realização da dosagem de AFPSM situa-se entre a 16a e 18a semanas de gestação e antes de realizá-la não pode ter havido manipulação uterina por punção ou qualquer procedimento invasivo. Se a dosagem da AFPSM for alta, esse casal deve ter a indicação da realização de ultra-sonografia fetal dirigida à coluna vertebral fetal (vértebra por vértebra) e, mesmo que normal ou duvidosa dependendo da precisão do aparelho empregado), se submeter à dosagem de alfafetoproteína no líquido amniótico (AFPLA).Várias situações podem causar um aumento do valor da AFPSM, tais como sub-estimativa da idade gestacional, gestação múltipla, onfalocele,pré-eclampsia, infecções maternas etc., mas não devem excluir a pesquisa de alterações de fusão do tubo neural ou a dosagem da AFPLA (Burton , 1988). Outra associação interessante diz respeito a baixos valores de AFPSM assinalados na síndrome de Down (Knight et al. , 1988). Punção de vilosidades coriônicas biópsia das vilosidades coriônicas, BVC Como é realizado o exame: A amostra é obtida pela inserção de um cateter no útero através do colo uterino. Realiza-se um ultra-som abdominal para determinar a posição do útero (e da placenta dentro dele) e o tamanho do saco gestacional. A seguir, coloca-se a paciente em posição para uma litotomia (de costas, com as pernas e joelhos dobrados e encostados no peito). A vulva, a vagina e o colo uterino são esterilizados com Betadine a fim evitar a contaminação. Finalmente, um cateter ou endoscópio é inserido no colo uterino e uma amostra é retirada do saco gestacional por meio de sucção. A amostra é colocada em um recipiente para amostras e analisada em laboratório. Como se preparar para o exame: O médico explica os procedimentos e os riscos. Na manhã em que será realizado o procedimento, a paciente deverá ingerir líquidos e reter a urina para ENCHER a bexiga. Isso pode ajudar o posicionamento adequado do útero para que a amostra possa ser retirada. É necessário a assinatura de um termo de consentimento pela paciente antes da realização do procedimento. Poderá ser pedido que a paciente use uma roupa fornecida pelo hospital. O que se sente durante o exame: O ultra-som não é desconfortável. É aplicado um gel (que pode ser gelado) no abdome da paciente para ajudar na qualidade da imagem. Então, um instrumento é movimentado em diferentes posições, enquanto o médico observa as imagens em um monitor. Além disso, o médico pode pressionar o abdome para localizar manualmente a posição do útero. A solução de Betadine para a limpeza é fria e pode irritar a pele se não for removida após o procedimento. Algumas pessoas são alérgicas ao Betadine. Avise seu médico se for alérgica ao Betadine ou se sofrer de outros problemas de alergias. Algumas pacientes relatam que ao se tomar a amostra, a sensação é similar ao esfregaço de Papanicolaou, já que há algum desconforto e sensação de pressão. Pode ocorrer um pequeno sangramento após o procedimento. Um obstetra pode realizar este procedimento cerca de 5 minutos após a preparação. Motivos pelos quais o exame é realizado: Este exame é realizado como uma ferramenta de detecção precoce de defeitos congênitos. A amostra é utilizada para o estudo do DNA, dos cromossomos e das enzimas do feto, e pode ser feito antes da amniocentese, entre 9 e 12 semanas após a interrupção do período menstrual. Este exame não detecta defeitos do tubo neural, e nesse sentido não substitui a amniocentese; no entanto, a amniocentese não é realizada até pelo menos 16 semanas de gestação, enquanto a BVC é feita entre a oitava e a décima segunda semanas. Os resultados do exame de BVC são obtidos no período de uma a duas semanas, enquanto os resultados da amniocentese podem demorar até um mês. O diagnóstico precoce de defeitos congênitos pode eliminar algumas preocupações familiares, especialmente se um aborto terapêutico estiver sendo considerado. Se houver preocupação em relação a defeitos nos tubos neurais, incompatibilidade de Rh ou maturidade pulmonar, deve-se realizar uma amniocentese.
Amniocentese A amniocentese realizada a partir da 14a semana é um dos métodos mais difundidos para a obtenção de material fetal com finalidade de diagnóstico pré-natal de alterações genéticas, embora, historicamente, ela tenha surgido na mesma época que se desenvolveram os primeiros trabalhos de coleta de vilosidades coriônicas. Isso se deveu, provavelmente, à má visualização da área para sua obtenção, em uma época em que a resolução dos aparelhos de ultra-sonografia era muito inferior quando comparada à de nossos dias (Nazareth et al. , 1981). Além disso, a segurança e o baixo índice de complicações decorrentes da amniocentese fizeram com que ela se tornasse rotina na maioria dos serviços (PintoJr. et al. , 1987).O risco de sérias complicações, incluindo perda fetal, varia nos diferentes centros de 0,2% a 0,5% (Golbus et al. , 1979). Essa variação deve ser decorrente do método de monitoragem aplicado à punção. Os bons serviços só executam o procedimento de punção se realizado com toda a assepsia de um teatro operatório, incluindo o uso de material esterilizado e o revestimento da sonda de ultra-som com invólucro estéril uma vez que ela acompanhará a introdução da agulha até o lago amniótico escolhido. Parece
um grande sedimento. Quando tal líquido é posto em cultura, as micropartículas do mecônio aderem fortemente ao fundo do tubo e não permitem a adesão de células vivas, que normalmente já são poucas (o líquido amniótico na 16a semana contém cerca de 12.000 células por ml, sendo em média apenas 6 vivas por ml). Se tal líquido apresentar níveis elevados de alfa-fetoproteína, o prognóstico é menos favorável e deve ser explicado à paciente. Por outro lado, a continuidade da gestação não implica para seu nascituro prognóstico diferente de outras gestações, uma vez que essas crianças não apresentarão seqüelas neuropsicomotoras como foi demonstrado por Pinto em 1993.Do ponto de vista laboratorial, os erros diagnósticos são bem mais raros quando comparados ao exame das vilosidades coriônicas. As raras falhas descritas se referem à contaminação com células maternas por laboratórios que não tiveram o cuidado de separar as diferentes seringas, nem de analisar tais células empregando polimorfismos de bandas Q e C. Outra técnica que também deve ser aplicada é a análise in situ que discrimina se um mosaicismo encontrado originou-se in vitro ou se é um mosaicismo que ocorre no feto. Se o mosaicismo tem potencial de viabilidade como ocorre com células trissômicas do cromossomo 21 (ou dos cromossomos 13, 18 e sexuais), a apreensão pode ser tanto maior quanto maior a sua freqüência. Essa situação pode ser contornada pela indicação do uso da técnica do FISH (fluorescence in situ hybridization) ou da cordocentese nos mosaicismos viáveis e de alta freqüência relativa. Uma das situações mais embaraçosas é a presença de translocações aparentemente equilibradas. Se presentes nos pais, geralmente se atribui risco praticamente zero de o feto ser anormal. No caso de cromossomos “marcadores”, presentes ou não nos genitores, a situação pode ser bem mais complicada, necessitando do emprego de citogenética molecular e uma detalhada explanação aos genitores para uma decisão definitiva. Uma ótima revisão pode ser encontrada no artigo de Lillian Hsu (1986). Amniocentese precoce A amniocentese precoce, definida como aquela realizada com quatorze semanas ou menos de gestação, passou a ser desenvolvida nestes últimos anos devido a vários fatores. Entre eles pode- se citar a melhoria técnica e dos aparelhos de ultra- sonografia, a proporção relativamente alta de líquido em relação ao feto nessa fase de gestação, a obtenção de resultado mais precoce e, principalmente, devido a maior fidedignidade que seus resultados apresentam quando comparados à punção de vilosidades coriônicas. Os problemas que ela apresenta são o maior risco de comprometimento fetal, semelhante à punção de vilosidades coriônicas e as dificuldades técnicas de crescimento celular na maioria dos laboratórios, devido à menor quantidade de líquido retirado, com menor quantidade de células. Esse último obstáculo pode ser contornado por uma filtração das células durante a punção, concentrando-as em pequenos volumes. A punção amniótica precoce pode ser realizada a partir da nona semana (Elejalde et al. , 1990), mas, preferencialmente, a partir da 13ª semana e um dos critérios muito importante para que haja sucesso no cultivo celular é que o feto possua a distância cabeça-nádegas superior a 37mm (-Byrne et al. , 1991). Fetoscopia A técnica de fetoscopia consiste na introdução de um endoscópio transabdominal, rígido ou flexível, de 2 a 3mm, com a finalidade de pesquisar a anatomia fetal e de realizar uma biópsia de pele ou a punção do cordão umbilical. Esse procedimento invasivo requer bastante experiência, pois implica risco de perda fetal que oscila de 3 a 5%, além de complicações, como amniorrexis crônica, parto prematuro, infecções e descolamento de placenta. A fetoscopia deve ser utilizada para investigação anatômica em doenças que não podem ser pesquisadas pela ultra-sonografia e cujo sinal anatômico é fundamental para o estabelecimento do diagnóstico sindrômico. A fetoscopia deve ser feita entre 15 e 18 semanas de gestação quando a proporção entre o fluido amniótico e o feto é maior, além do que, nessa fase esse fluido é, ainda, bastante límpido, permitindo melhor visão. Antes da introdução da cordocentese com o auxílio do ultra-som por Daffos, a fetoscopia foi muito utilizada para a obtenção de sangue de cordão, tanto na placa coriônica quanto em outras regiões do cordão umbilical. Nos tempos atuais, essa indicação tem sido abandonada, e a única, que parece pertinente, é aquela que visa ao diagnóstico de alterações dermatológicas ainda impossíveis de detecção por técnicas de biologia molecular. NUTRIÇÃO