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Dor Orofacial, Temporomandibular
Tipologia: Exercícios
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1- No tocante ao ajuste oclusal, analise os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta: I – A manutenção da dimensão vertical de oclusão não se relaciona com a ausência de dentes posteriores. II – O trauma oclusal em um único dente não tem relação com a pericementite, abrasão e mobilidade dentária. III – O lado de trabalho é a direção para a qual a mandíbula se desloca durante o repouso, e o lado contralateral é chamado lado de balanceio ou não trabalho. Alternativas A Apenas o item I é verdadeiro. B Apenas o item II é verdadeiro. C Apenas o item III é verdadeiro. D Apenas os itens I e II são verdadeiros. E Nenhum dos itens é verdadeiro. I- Uma condição comum que resulta em perda da dimensão vertical é quando um número significativo de dentes posteriores é perdido e os anteriores tomam-se o limite funcional do fechamento mandibular. OKESON, 2013, p.199; II- A mobilidade dentária pode resultar de dois fatores perda do suporte ósseo (doença periodontal) e fortes forças oclusais anormais (oclusão traumática). Sempre que a mobilidade é observada, os dois fatores devem ser considerados. A mobilidade é identificada pela aplicação de uma força intermitente vestibular e lingual em cada dente. OKESON, 2013, p.188; III- Lado de trabalho é o lado para o qual a mandíbula se movimenta, onde as cúspides de mesmo nome se relacionam. Lado de balanceio é o lado oposto ao lado de trabalho, onde as cúspides de nomes diferentes
A Relação Cêntrica. B Máxima Intercuspidação Habitual. C Espaço Livre Funcional. D Dimensão Vertical em Repouso. E Dimensão Vertical em Oclusão. Relacionamento maxilomandibular independente do contato dentário, em que os côndilos se articulam na posição ânterosuperior contra as inclinações posteriores das eminências articulares. Nessa posição a mandíbula realiza um movimento puramente rotativo. Clinicamente é uma posição de referência útil e repetível. Bataglion, Prof. Dr. César, Fundamnetos e Conceitos Básicos de Oclusão Dental, 2020, p. 20. Disponível em:https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5618104/mod_resource/content/1/Apostila%20de%20Oclus %C3%A3o%202020.pdf
Esse deslize de RC a MIH é encontrado em aproximadamente 90% da população. Como a posição de RC é posterior a posição de MIH. Bataglion, Prof. Dr. César, Fundamnetos e Conceitos Básicos de Oclusão Dental, 2020, p. 23. Disponível:https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5618104/mod_resource/content/1/Apostila%20de %20Oclus%C3%A3o%202020.pdf III – A dimensão vertical de oclusão pode ser estabelecida através do método que subtrai 3-4mm do valor da dimensão vertical de repouso, obtido através do compasso de Willis. Inicialmente remove-se 2 mm, posteriormente, para obter as curvas de compensação, será suprimido mais 1 mm da DV (ao amassar a cera), perfazendo um total de 3 mm. Turano, 2010, p. 283. Alternativas A Apenas I e II são verdadeiras. B Apenas I é verdadeira. C Apenas I e III são verdadeiras. D Todas são verdadeiras.
A Síndrome de Eagle foi relatada pelo otorrinolaringologista americano Watt Weems Eagle em
A neuralgia do trigêmio, é uma condição de dor crônica que afeta o trigêmio ou quinto nervo craniano, um dos nervos mais denso e ramificados de todo o corpo e inerva a região da face. A forma típica ou “clássica” do distúrbio causa dor extrema, esporádica, queimação repentina ou dor facial semelhante a choque que dura de alguns segundos a até dois minutos por episódio. Esses ataques podem ocorrer em rápida sucessão, em surtos que duram até duas horas. Existe também a chamada a forma “atípica”, bem menos comum, caracterizada por dor constante, queimação e pontadas de intensidade um pouco mais baixa do que a forma clássica. A dor por ser de forte intensidade, causa extremo desconforto, sofrimento e medo de haver a dor, sendo assim motivo frequente de restrição de atividades e drástica perda na qualidade de vida. A neuralgia do trigêmio ocorre com mais frequência em pessoas com mais de 50 anos e aumenta sua incidência em idades mais avançadas, embora possa ocorrer em qualquer idade, muito raramente
na infância. A incidência de novos casos é de aproximadamente 12 por 100.000 pessoas por ano; o distúrbio é mais comum em mulheres do que em homens. O diagnóstico da neuralgia do trigêmio é baseada em sintomas e consequentemente em critérios clínicos sendo os três critérios principais: ⦁ Dor restrita ao território de uma ou mais divisões do nervo trigêmio; ⦁ Surtos súbitos de dor, muito intensos e de curta duração (entre 1 segundo e 2 minutos, mas geralmente alguns poucos segundos) e descritos como um “choque” ou uma “sensação elétrica”; ⦁ Dor desencadeada por estímulos ou toques na face ou na boca e dentes; estímulos que normalmente não causam dor. A dor da neuralgia do trigêmeo afeta mais frequentemente a região maxilar ou mandibular na face correspondente a 2a e 3a divisões do nervo trigêmeo, sendo o lado direito da face mais frequentemente. A dor da neuralgia do trigêmeo pode ser desencadeada por pequenos gestos do dia a dia, como: falar, lavar o rosto, mastigação, escovar os dentes, enxugar o rosto com uma toalha, comer ou engolir, tomar líquidos principalmente gelados, barbear-se, aplicar maquiagem, pentear o cabelo ou lavar o cabelo, assoar o nariz, tocar suavemente o rosto, abrir ou fecha a boca, mover a cabeça, bocejar, pronuncia letras labiais ou elevar a voz, rir e até movimentos dos olhos e da língua ou mais raramente flexionar o tronco para frente. Em geral as pessoas relatam algum gatilho como os citados acima e isso chama a atenção para o diagnóstico. O exame de neuralgia do trigêmeo inclui a observação da face enquanto o paciente está sentado e completamente imóvel. Com um paroxismo espontâneo de neuralgia do trigêmeo, o médico pode notar um piscamento ou um pequeno movimento da boca do qual o paciente não percebe. A neuralgia do trigêmio é uma doença causada por uma disfunção neurológica baseada em alterações na mielina (bainha) do nervo trigêmeo que tende a se desfazer ou a adquirir falhas motivadas pela compressão neurovascular de artérias sobre o nervo. A cura para uma doença como essa, seria necessário modificar a genética e retirar a compressão neurovascular para reduzir a probabilidade de haver essa confluência de fatores considerada a origem da doença. Por hora a cura significa apenas o alívio da dor, removendo a compressão vascular por meio de microcirurgia ou reduzir a sensibilidade da face para retirar a zona gatilho que desencadeia os choques. Em geral, para o tratamento, os medicamentos mais utilizados e mais eficazes para o tratamento da dor em choque na neuralgia do trigêmeo são os anticonvulsivantes. Principalmente aqueles que bloqueiam os canais de sódio, usados para bloquear os disparos anômalos do nervo que causam a dor. São os mais eficazes no tratamento da neuralgia trigeminal paroxística do tipo choque, mas geralmente menos eficazes nas dores contínuas e queimação. Os mais utilizados são: carbamazepina, oxcarbazepina, topiramato, gabapentina, pregabalina, clonazepam, fenitoína, lamotrigina e ácido valérico. Sendo os dois primeiros os mais eficazes e assim os mais frequentemente utilizados. Também temos os tratamentos por procedimentos cirúrgicos, como por exemplo: Descompressão Microvascular – A descompressão microvascular tornou-se o procedimento cirúrgico preferido para a maioria dos casos de neuralgia do trigêmio que não respondem à medicação. Por meio de microcirurgia o cirurgião experiente identifica o vaso que está comprimindo a raiz do nervo trigêmio, afastando-o do nervo, sendo interposto uma pequena esponja almofadada para manter a pulsação da artéria separada da raiz do nervo. Concluindo que, a neuralgia do trigêmeo é uma condição extremamente dolorosa mais comum com o avançar da idade, que por vezes tem-se dificuldade em diagnosticar motivando que o paciente peregrine em diversos médicos e dentistas antes de chegar ao especialista. o tratamento clínico de melhor eficácia e considerado de primeira linha. Contudo, muitos pacientes apresentam efeitos colaterais, e aqueles que apresentam dor contínua concomitante têm menor probabilidade de ter uma boa resposta ao tratamento. Os testes diagnósticos, principalmente de neuroimagem, são úteis para identificar a causa e identificar pacientes com neuralgia do trigêmeo devido a doenças neurológicas importantes e pacientes nos quais pequenos ramos da artéria basilar comprimem o nervo trigêmeo junto a sua emergência no tronco cerebral. A aplicação de critérios