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Exercícios de matemática com soluções, Exercícios de Matemática

Exercícios sobre geometria analítica

Tipologia: Exercícios

2021

Compartilhado em 10/03/2021

Juhhh1
Juhhh1 🇵🇹

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bg1
Geometria
Exercícios
1. Considere, num referencial ortonormado do plano, os pontos A(3 , –2) e B(–1 , 1).
1.1. Represente os pontos A e B e trace as retas paralelas aos eixos coordenados que contêm A ou B, por
forma a construir um retângulo do qual [AB] é uma diagonal.
1.2. Determine a distância entre os pontos A e B utilizando o Teorema de Pitágoras.
Resolução
1.1.
1.2. Pelo Teorema de Pitágoras temos que
22 2
3 1 1 2 25AB
. Como
0AB
, então
5AB
, ou seja, a distância entre os pontos A e B é 5.
2. *Considere, num plano munido de um referencial ortonormado, os pontos A(a1, a2) e B(b1, b2).
2.1. Designe por A1 e B1 as projeções ortogonais no eixo das abcissas respetivamente dos pontos A e B.
Exprima, em função de a1 e de b1, a medida d1 da distância entre A1 e B1.
2.2. Designe por A2 e B2 as projeções ortogonais no eixo das ordenadas, respetivamente, dos pontos A e B.
Exprima, em função de a2 e de b2, a medida d2 da distância entre A2 e B2.
2.3. Exprima a medida da distância entre A e B em função de d1 e de d2 e justifique que é igual a
2 2
1 1 2 2
b a b a
.
Resolução
2.1. d1 = |a1b1|
2.2. d2 = |a2b2|
2.3. Pelo Teorema de Pitágoras,
22 2 2 2
1 1 2 2 1 1 2 1
AB a b b a b a b a
. Como
0AB
, temos
que
2 2
1 1 2 1
AB b a b a
. Logo,
.
3. **Demonstre, dado um plano munido de um referencial ortonormado e pontos A(a1, a2) e B(b1, b2)
pertencentes a esse plano, que a medida da distância entre A e B, d(A, B) é igual a
2 2
1 1 2 2
b a b a
, tomando por unidade de comprimento a unidade comum dos eixos
coordenados.
Resolução
Sejam A(a1, a2) e B(b1, b2) pontos pertencentes a um plano munido de um
referencial ortonormado. Designando por A1 e B1 as projeções ortogonais no
Descritor: 1.2 (Página 21 do caderno de apoio)
Reconhecer, fixada uma unidade de comprimento, dado um plano munido de um referencial
ortonormado e pontos A(a1, a2) e B(b1, b2) pertencentes a esse plano, que a medida da distância entre
A e B é igual a e representá-la por «d(A, B) ».
pf3
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pfa
pfd
pfe
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pf3a
pf3b
pf3c
pf3d

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Exercícios

1. Considere, num referencial ortonormado do plano, os pontos A (3 , –2) e B (–1 , 1).

1.1. Represente os pontos A e B e trace as retas paralelas aos eixos coordenados que contêm A ou B , por

forma a construir um retângulo do qual [ AB ] é uma diagonal.

1.2. Determine a distância entre os pontos A e B utilizando o Teorema de Pitágoras.

Resolução

1.2. Pelo Teorema de Pitágoras temos que      

2 2 2

AB  3   1  1   2  25

. Como

AB  0

, então

AB  5 , ou seja, a distância entre os pontos A e B é 5.

2. *Considere, num plano munido de um referencial ortonormado, os pontos A ( a 1

, a 2

) e B ( b 1

, b 2

2.1. Designe por A 1

e B 1

as projeções ortogonais no eixo das abcissas respetivamente dos pontos A e B.

Exprima, em função de a 1

e de b 1

, a medida d 1

da distância entre A 1

e B 1

2.2. Designe por A 2

e B 2

as projeções ortogonais no eixo das ordenadas, respetivamente, dos pontos A e B.

Exprima, em função de a 2

e de b 2

, a medida d 2

da distância entre A 2

e B 2

2.3. Exprima a medida da distância entre A e B em função de d 1

e de d 2

e justifique que é igual a

   

2 2

1 1 2 2

baba.

Resolução

2.1. d 1

= | a 1

  • b 1

2.2. d 2

= | a 2

  • b 2

2.3. Pelo Teorema de Pitágoras,    

2 2 2 2 2

1 1 2 2 1 1 2 1

ABabbababa. Como

AB  0

, temos

que    

2 2

1 1 2 1

ABbaba

. Logo,      

2 2

1 1 2 1

d A , Bbaba .

3. **Demonstre, dado um plano munido de um referencial ortonormado e pontos A ( a 1

, a 2

) e B ( b 1

, b 2

pertencentes a esse plano, que a medida da distância entre A e B , d ( A , B ) é igual a

   

2 2

1 1 2 2

baba , tomando por unidade de comprimento a unidade comum dos eixos

coordenados.

Resolução

Sejam A ( a 1

, a 2

) e B ( b 1

, b 2

) pontos pertencentes a um plano munido de um

referencial ortonormado. Designando por A 1

e B 1

as projeções ortogonais no

Descritor: 1.2 (Página 21 do caderno de apoio)

▪ Reconhecer, fixada uma unidade de comprimento, dado um plano munido de um referencial

ortonormado e pontos A ( a

1

, a

2

) e B ( b

1

, b

2

) pertencentes a esse plano, que a medida da distância entre

A e B é igual a e representá-la por « d ( A , B ) ».

eixo das abcissas dos pontos A e B , respetivamente, temos que 1 1 1 1

A Bba .

Podendo-se concluir que a abcissa de M é

ab

Exercícios

1. Considere, num plano munido de um referencial cartesiano, os pontos de coordenadas A (1, 1), B (4, 6)

e C (4, 1).

1.1. Determine as coordenadas do ponto médio D do segmento de reta [ AC ].

1.2. Considere a reta paralela ao eixo das ordenadas que passa pelo ponto D e a respetiva interseção M

com o segmento de reta [ AB ]. Justifique, utilizando o Teorema de Tales, que M é o ponto médio de

[ AB ] e indique a abcissa de M.

1.3. Calcule a ordenada de M.

Resolução

D D D

1.2. Dado que a reta MD é paralela a BC e interseta [ AC ] no ponto

médio D , então pelo Teorema de Tales MD interseta [ AB ] no seu

ponto médio. Ou seja,

AC AB 2 AD

AD AM

AD

AB

AM AB

AM

Portanto, M é o ponto médio de [ AB ].

1.3. Pelo Teorema de Tales, temos que BC  2 DM.

Supondo que M tem ordenada y , então

 

   y    y   y

Logo, a ordenada de M é

2. *Considere um referencial ortonormado em dado plano e três pontos A, B e M desse plano, bem como as

respetivas projeções ortogonais, respetivamente, A ’, B ’, M ’, no eixo

dos xx , e A ”, B ”, M ”, no eixo dos yy.

2.1. Sabe-se que M é o ponto médio de [ AB ]. Prove que os pontos M ’ e

M ” são, respetivamente, os pontos médios dos segmentos de reta

[ AB ’] e [ AB ”].

2.2. Sabendo que A ( a 1

, a 2

) e B ( b 1

, b 2

), determine as coordenadas de M.

Resolução

2.1. Considere a reta paralela ao eixo das abcissas que passa pelo ponto A , a reta paralela ao eixo das

ordenadas que passa pelo ponto B e o ponto C , ponto de interseção das retas consideradas. Pelo

Teorema de Tales, o ponto de interseção de

M M 

com [ AC ] é o ponto médio de [ AC ], pois M é o

ponto médio de [ AB ].

Dado que A ’ tem a mesma abcissa que A e B ’ tem a mesma abcissa que C , concluímos que M ’ é o

ponto médio do segmento de reta [ AB ’]. Também pelo Teorema de Tales, o ponto de interseção de

M”M com [ BC ] é o ponto médio de [ BC ]. Uma vez que a ordenada de A ” é igual à de C e B ” é igual

Descritor: 1.4 (Página 21 do caderno de apoio)

▪ Reconhecer, utilizando argumentos geométricos baseados no Teorema de Tales ou em

consequências conhecidas deste teorema, que, dado um plano munido de um referencial

ortonormado e dois pontos A ( a

1

, a

2

) e B ( b

1

, b

2

) pertencentes a esse plano, as coordenadas do ponto

médio do segmento de reta [ AB ] são.

2.2. Prove que tomando

bCD se tem

2 2

bac

, onde

AB

c .

Resolução

2.1. Comecemos por mostrar que a mediatriz de [ AB ] interseta a elipse exatamente em dois pontos

situados no semiplano oposto da fronteira AB.

Um ponto P é o ponto de interseção entre a elipse de focos A e B e semieixo maior a

a AB

e a

mediatriz de [ AB ], se e somente se, satisfaz as condições d ( A , P ) + d ( P , B ) = 2 a e d ( A , P ) = d ( P , B ).

Daqui resulta que d ( A , P ) = d ( P , B ) = a e, portanto, P está na circunferência de centro em A e raio a ,

assim como na circunferência de centro B e raio a. Reciprocamente, se P está na interseção das duas

circunferências, então pertence à elipse de focos A e B e semieixo maior a e na mediatriz [ AB ]. Dado

que a soma dos raios das circunferências, 2 a , é maior do que as distâncias entre os centros

a AB a AB

, podemos concluir que as circunferências são secantes e intersetam-se

exatamente em dois pontos, C e D , situados em semiplanos opostos da fronteira AB. Vejamos agora

que a mediatriz [ AB ] interseta a reta AB no ponto médio do segmento de reta [ CD ], que coincide com

o centro da elipse. Como C e D são pontos secantes das circunferências de centros A e B e raio a ,

d ( A , C ) = d ( B , C ) e d ( A , D ) = d ( B , D ) são pontos da mediatriz de [ AB ]. Assim, os triângulos [ ABC ] e

[ ABD ] são isósceles e iguais. Considerando M o ponto médio do segmento [ AB ], que também

pertence à mediatriz [ AB ], e a altura de ambos os triângulos relativamente ao lado [ AB ], temos que

CM  MD.

Portanto, M é também ponto médio do segmento [ CD ], centro da elipse de focos A e B e semieixo

maior a.

2.2. Seja O o centro da elipse. Como C pertence à mediatriz de [ AC ], então ACBC e as arestas AO e

OC são perpendiculares.

Assim,

bCDCO e

cABAO

. Como

ACBC  2 a

e

ACBC , ACBCa

Finalmente, como o triângulo [ AOC ] é retângulo em O , pelo Teorema de Pitágoras temos

2 2 2

AC  AO  CO

. Como b é positivo,

2 2

2 2

bCOACAOac

Exercícios

1. Considere, num plano munido de um referencial ortonormado, os pontos F 1

(– 4, 0) e F 2

1.1. Qual o valor que deve tomar o número real d por forma que um ponto P ( x, y ) pertença à elipse de

focos F 1

e F 2

e semieixo maior a , ( a > 4) quando e apenas quando

   

2 2

2 2

dx  4  yx  4  y?

1.2. *Considere a = 5.

Mostre que um ponto P ( x, y ) pertence à elipse referida na alínea anterior quando e apenas quando

Descritor: 1.10 (Página 22 do caderno de apoio)

▪ Reconhecer, fixada uma unidade de comprimento, dado um plano munido de um referencial

ortonormado e 0 < b < a , a equação é uma equação cartesiana da elipse de semieixo maior a e

semieixo menor b que tem focos A (– c , 0) e B ( c , 0), onde , e designá-la por «equação (cartesiana)

reduzida da elipse».

2 2

x y

1.3. Tendo em conta a alínea 1.2. , calcule as coordenadas dos pontos A 1

e A 2

em que a elipse interseta o

eixo das abcissas, as coordenadas dos pontos B 1

e B 2

, em que a elipse interseta o eixo das ordenadas e

o eixo menor 1 2

bB B .

1.4. Verifique, neste exemplo, que 2 2

bac

, onde

1 2

cF F é a semidistância focal.

satisfizerem a equação

   

2 2

2

xcyxcy  2 a

, com

acac  .

Deste modo, obtemos a equação cartesiana de uma tal elipse.

   

2 2

2 2

xcyxcy  2 a    

2 2

2 2

xcy  2 axcy

 

   

2 2 2 2

xcy  2 axcy

       

2 2 2 2 2 2 2

xcy  2 a  2  2 a xcyxcy

 

2

2 2 2 2 2 2 2 2

x  2 cxcy  4 a  4 a xcyx  2 cxcy

 

2 2 2

 4 a xcy  4 a  2 cx  2 cx

 

2

2 2

a cx

x c y

a

 

2 2

2 2 2 2

** 2

acx c x

x cx c y a

a a

2

2 2 2 2 2

2

c

x x y a c

a

2 2 2 2

2 2 2

2

a x c x

y a c

a

2 2 2

2 2 2

2

x a c

y a c

a

2 2

2 2 2

x y

a a c

Em () e em (*) as implicações da direita para a esquerda são justificadas pelo facto de ambos os

membros serem não negativos. Em ambos, os primeiros membros ficam justificados por serem

somas de quadrados. Em (**) o segundo membro é não negativo, porque a

2

cx. Sabemos, por

hipótese, que a > c > 0 e da última equação que

2

2

x

a

. Então, x

2

a

2

, o que implica que | x | ≤ | a | = a

e, portanto, cxc | x | ≤ ca < a

2

. Em (*) o segundo membro é não negativo se  

2 2

2 axcy .

Da sexta equação a contar de baixo e das desigualdades já provadas, temos que:

 

 

2 2

2 2

c x a cx c x a

x c y a a a a

a a a a

2.3. Sabemos que 2 2

bac

. Daqui resulta que b

2

= a

2

  • c

2

e, portanto,

2 2

2 2

x y

a b

Exercícios

1. Seja r a reta de equação y = 2 x + 1 num dado plano munido de um referencial ortonormado. Considere

os conjuntos A = { X ( x , y ): y > 2 x + 1} e B = { X ( x , y ): y < 2 x + 1}.

1.1. Seja P (1, 7) e Q (2, 6). Verifique que P ∈ A e que Q ∈ A. Calcule as coordenadas do ponto de

interseção das retas r e PQ e conclua que o segmento de reta [ PQ ] não interseta r.

1.2. Seja R (3, 1). Verifique que RB e que o segmento de reta [ PR ] interseta r.

1.3. Considere dois pontos P 1

( a , y 1

) e P 2

( a , y 2

). Mostre que se pertencerem ambos a A e o outro a B , então

Descritores: 1.11 e 1.12 (Página 23 do caderno de apoio)

▪ Reconhecer, dado um plano munido de um referencial ortonormado e uma reta r do plano de

equação reduzida y = ax + b ( a , b ∈), que os dois semiplanos abertos (respetivamente fechados)

determinados por r têm por inequações cartesianas y > ax + b e y < ax + b (respetivamente

yax + b e yax + b ) e designá-los respetivamente por «semiplano superior» e «semiplano

inferior» em relação à reta r.

▪ Reconhecer, dado um plano munido de um referencial ortonormado e uma reta r do plano de

equação cartesiana x = c ( x ∈), que os dois semiplanos abertos (respetivamente fechados)

determinados por r têm por inequações cartesianas x > c e x < c e (respetivamente, xc e xc ) e

designá-los, respetivamente, por «semiplano à direita» e «semiplano à esquerda» da reta r.

o segmento de reta [ P 1

P

2

] não interseta r , mas que se um deles pertencer a A e o outro a B , então o

segmento de reta [ P 1

P

2

] interseta r e determine as coordenadas do ponto de interseção.

1.4. Considere dois pontos P 1

( x 1

, y 1

) e P 2

( x 2

, y 2

) tais que x 1

x 2

e seja P ( x, y ) um ponto de [ P 1

P

2

].

a) Utilizando a equação da reta P 1

P

2

ou, diretamente, o Teorema de Tales, mostre que

x = x 1

  • s ( x 2
  • x 1

) e y = y 1

  • s ( y 2
  • y 1

) para determinado s ∈ [0, 1].

b) Deduza da alínea anterior que x = (1 – t ) x 1

  • tx 2

e y = (1 – t ) y 1

  • ty 2

para determinado t ∈ [0, 1] e

conclua que se P 1

e P 2

pertencerem ambos a A (respetivamente a B ), então PA (respetivamente,

PB ) e, portanto, o segmento de reta [ P 1

P

2

] está contido em A (respetivamente em B ), logo não

interseta r.

c) Utilizando a alínea a) conclua que se P 1

A e P 2

B , então o segmento de reta [ P 1

P

2

] interseta r ,

determinando o valor de s correspondente ao ponto de interseção.

1.5. Conclua das alíneas anteriores que A e B são exatamente os semiplanos abertos de fronteira r do plano

dado.

Resolução

1.1. Se PA e QA satisfizer a inequação y > 2 x + 1.

P (1 , 7) 7 > 2 × 1 + 1 ⇔ 7 > 2 + 1 ⇔ 7 > 3

Logo,

P  A

Q (2 , 6) 6 > 2 × 2 + 1 ⇔ 6 > 4 + 1 ⇔ 6 > 5

Logo,

Q  A

Equação reduzida da reta PQ

PQ

m

Temos que a equação é do tipo y = – x + b.

Substituindo x e y pelas coordenadas do ponto P , temos que: 7 = – 1 + bb = 7 + 1 ⇔ b = 8

Assim, a equação reduzida da reta PQ é y = – x + 8.

Ponto de interseção das retas r e PQ

y

y x

y x x x x

x

y

x

y

x

As coordenadas do ponto de interseção das retas r e PQ são

. Como a abcissa deste

ponto é superior às abcissas de Q e P , pode concluir-se que o segmento de reta [ PQ ] não interseta r.

1.2. RB se as suas coordenadas satisfazem a inequação y < 2 x + 1.

1 < 2 × 3 + 1 ⇔ 1 < 6 + 1 ⇔ 1 < 7

Logo, R

B.

Equação reduzida da reta PR

Declive:

PQ

m

A equação da reta PR é da forma y = – 3 x + b.

Substituindo x e y pelas coordenadas de R na equação:

1 – 3 × 3 + bb = 1 + 9 ⇔ b = 10

Logo, a equação reduzida da reta PR é y = – 3 x + 10.

Determina-se o ponto de interseção entre r e PR.

y y

y x

y x x x x

x x

Encontrando o ponto de interseção da reta r e P 1

P

2

x a x a

y x y a

S = {( a , 2 a + 1)}

Concluímos que r não interseta P 1

P

2

, pois as ordenadas de P 1

e P 2

são maiores do que 2 a + 1.

Suponhamos que P 1

e P 2

pertencem a B. Então, y 1

< 2 a + 1 e y 2

< 2 a + 1.

Assim, a equação da reta P 1

P

2

é x = a.

Calculando o ponto de interseção da reta r e P 1

P

2

, obtemos o ponto de coordenadas ( a , 2 a + 1).

Assim, concluímos que r não interseta P 1

P

2

, pois as ordenadas de P 1

e P 2

são menores do que a

ordenada do ponto de interseção entre r e P 1

P

2

Vejamos agora o caso em que um dos pontos pertence a A e o outro a B.

Suponhamos que P 1 ∈

A e P 2 ∈

B. Assim, y 1

2 a + 1 e y 2

< 2 a + 1.

Já sabemos que o ponto de interseção da reta r e da reta P 1

P

2

tem coordendas ( a , 2 a + 1).

Como y 2

< 2 a – 1 < y 1

, o segmento de reta [ P 1

P

2

] interseta a reta r.

De modo análogo se mostra que se P 1

B e P 2

B , o segmento de reta [ P 1

P

2

] interseta r.

Além disso, as coordenadas do ponto de interseção são ( a , 2 a + 1).

1.4. a) P 1

( x 1

, y 1

) e P 2

( x 2

, y 2

Considerando uma redução ou uma igualdade temos, utilizando o Teorema de Tales:

1 1

2 1 2 1

x x y y

s

x x y y

com 0 ≤ s ≤ 1

Assim:

1 1

2 1 2 1

x x y y

s s

x x y y

   

1 2 1 1 2 1

xxs xxyys yy

x = x 1

  • s ( x 2
  • x 1

y = y 1

  • s ( y 2
  • y 1

), s

[0, 1]

b) Pela alínea anterior: x = x 1

  • s ( x 2
  • x 1

) ⇔ x = x 1

  • sx 2
  • sx 1

x = (1 – s ) x 1

  • sx 2

, s ∈ [0, 1]

y = y 1

  • s ( y 2
  • y 1

) ⇔ y = y 1

  • sy 2
  • sy 1

y = (1 – s ) y 1

  • sy 2

, s ∈ [0, 1].

Como P 1 ∈

A e P 2 ∈

A , então y 1

2 x 1

  • 1 e y 2

2 x 2

Pretendemos concluir que PA , ou seja, (1 – t ) y 1

  • ty 2

2[(1 – t ) x 1

  • tx 2

] + 1.

Como P 1 ∈

A , y 1

2 x 1

Multiplicando por (1 – t ), temos que (1 – t ) y 1

(1 – t )(2 x 1

(1)

e, como P 2

A , y 2

2 x 2

Multiplicando por t , ty 2

t (2 x 2

(2)

. Logo, adicionando (1) e (2) :

(1 – t ) y 1

  • ty 2

(1 – t )(2 x 1

      • t (2 x 2

(1 – t ) y 1

  • ty 2

(1 – t ) × 2 x 1

  • 1 – t + t 2 x 2

  • t

⇔ (1 – t ) y 1

  • ty 2

2[(1 – t ) x 1

  • tx 2

]+ 1 ⇔ y > 2 x + 1

Portanto, o segmento de reta [ P 1

P

2

] está contido em A , logo não interseta r.

De modo análogo, se mostra que para P 1 ∈

B e P 2 ∈

B , [ P

1

P

2

] está contido em B , logo não

interseta r.

c) Seja P 0

( x 0

, y 0

) o ponto de interseção de [ P 1

P

2

]

com r.

Por um lado, temos que x 0

= x 1

  • s ( x 2
  • x 1

y 0

= y 1

  • s ( y 2
  • y 1

), para algum s

[0, 1].

Por outro, temos que y 0

= 2 x 0

Daqui resulta que y 1

  • s ( y 2
  • y 1

) = 2( x 1

  • s ( x 2
  • x 1

)) + 1, ou seja,

   

1 1

2 1 2 1

y x

s

y y x x

1.5. Começamos por notar que os conjuntos A , B e r são disjuntos 2 a 2 e a sua reunião é o plano.

Sejam PA e X ( x 0

, y 0

) um ponto do plano. Se XA , então, por b) , o segmento [ PX ] está contido

em A. Se X

r , então o segmento [ PX ] interseta a reta r em X. Se X

B , então, por c) o segmento

[ PX ] interseta a reta r. Portanto, o segmento [ PX ] não interseta a reta r se e só se XA e o

semiplano aberto de fronteira r determinado pelo ponto PA é A. Analogamente, se mostra que o

semiplano aberto de fronteira

r

determinado por um ponto Q ∈ B é B.

2. Seja c

e r a reta de equação x = c. Considere os conjuntos A = { X ( x , y ): x > c } e

B = { X ( x , y ): x < c }.

2.1. Dados dois pontos P e Q de A (ou de B ), justifique que o segmento de reta [ PQ ] não interseta a reta r.

2.2. Dados dois pontos RA e SB , mostre que o segmento de reta [ RS ] interseta r.

2.3. Conclua que A e B são os dois semiplanos definidos pela reta r.

Resolução

2.1. Sejam P ( x 1

, y 1

) e Q ( x 2

, y 2

) dois pontos de A. Então, x 1

c e x 2

c. Se A ( x , y ) é um ponto do segmento

de reta [ PQ ] , então x = x 1

  • s ( x 2
  • x 1

) e y = y 1

  • s ( y 2
  • y 1

) para algum s ∈ [0, 1].

Como x = x 1

  • s ( x 2
  • x 1

) = (1 – s ) x 1

  • sx 2

(1 – s ) c + sc = c , o segmento de reta [ PQ ] não interseta a

reta r. De modo análogo se mostra que se P ( x 1

, y 1

) e Q ( x 2

, y 2

) são dois pontos de B , então o segmento

de reta [ PQ ] não interseta r.

2.2. Seja R ( x 1

, y 1

) e S ( x 2

, y 2

). Como RA e SB , x 1

c e x 2

< c.

Se P ( x , y ) é um ponto do segmento de reta [ RS ], então x = x 1

  • s ( x 2
  • x 1

) e y = y 1

  • s ( y 2
  • y 1

), para

algum s ∈ [0, 1]. Como x 2

< c < x 1

, x 1

  • x 2

Seja

2

1 2

c x

s

x x

. Por um lado,

2

1 2

c x

s

x x

porque x 2

< c. Por outro,

2 1 2

1 2 1 2

c x x x

s

x x x x

porque x 1

c. Daqui resulta que o ponto

2

1 2

c x

c

x x

está na interseção do segmento de reta [ RS ] com

a reta de equação = c.

2.3. Começamos por notar que os conjuntos A , B e r são disjuntos 2 a 2 e a sua reunião é o plano.

Sejam PA e X ( x 0

, y 0

) um ponto do plano. Se XA , então, por 1.4. b) , o segmento [ PX ] está contido

em A. Se Xr , então o segmento [ PX ] interseta a reta r em X. Se XB , então, pelo exercício 1.4. c) ,

o segmento [ PX ] interseta a reta r. Portanto, o segmento [ PX ] não interseta a reta r se e só se XA , e o

semiplano aberto de fronteira r determinado pelo ponto PA é A.

Analogamente se mostra que o semiplano aberto de fronteira r determinado por um ponto QB é B.

Exercício

1. Considere um plano munido de um referencial ortonormado e uma

circunferência de raio r > 0 e de centro C ( a , b ). Considere ainda um ponto

P ( x , y ) do plano.

1.1. Exprima a medida da distância dCP em função de x, y, a e b.

1.2. Justifique que P pertence à parte interna da circunferência quando e apenas

quando ( xa )

2

  • ( yb )

2

r

2

1.3. Justifique que o círculo de centro C ( a , b ) e raio r se define pela condição

( xa )

2

  • ( yb )

2

r

2

Resolução

1.1.    

2 2

dCPxayb

1.2. Como d < r e d

2

< r

2

( d > 0 e r > 0):

   

2 2

xaybr , r  0

   

2 2 2

xaybr

Descritor: 1.13 (Página 26 do caderno de apoio)

▪ Justificar, fixada uma unidade de comprimento, dado um plano munido de um referencial

ortonormado, que a inequação ( xa )

2

  • ( yb )

2

r

2

( a , b ∈, r > 0) é uma inequação do círculo de

centro C ( a , b ) e de raio r.

2. Identifique as figuras geométricas planas definidas pelas condições.

2.1. ( x + 2)

2

  • y

2

= 2 2.2. ( x – 1)

2

  • ( y + 3)

2

≤ 1 2.3. * x

2

  • y

2

  • 5 x + 8 y = 2,

2.4. *4 x

2

  • 4 y

2

  • 12 x + 8 y = 11 2.5.

2 2

x y

2.6. *5 x

2

  • 16 y

2

2.7. *9 x

2

  • 4 y

2

= 36 2.8. 1 ≤ ( x – 3)

2

  • ( y + 1)

2

2.9. ( x + 2)

2

  • y

2

( x + 3)

2

  • y

2

< 4 2.10. ( x + 2)

2

  • y

2

| x | < 3

Resolução

2.1. ( x + 2)

2

  • y

2

= 2: circunferência de centro (–2, 0) e raio 2

2.2. ( x – 1)

2

  • ( y + 3)

2

≤ 1: círculo de centro (1, –3) e raio 1

2.3. x

2

  • y

2

  • 5 x + 8 y = 2,75 ⇔ 4 x

2

  • 4 y

2

  • 20 x + 32 y = 11⇔

4 x

2

  • 20 x + 25 – 25 + 4 y

2

  • 32 y + 64 – 64 = 11 ⇔

(2 x + 5)

2

  • (2 y + 4)

2

 

2

2

2

x y

: Circunferência de centro

e raio 5

2.4. 4 x

2

  • 4 y

2

  • 12 x + 8 y = 11 ⇔ 4 x

2

  • 12 x + 9 – 9 + 4 y

2

+ 8 y + 4 – 4 = 11⇔

     

2

x y x y

Circunferência de centro

e raio

2 2 2 2

2 2

x y x y

: Elipse centrada na origem com semieixo maior 3 e semieixo menor 2

Focos:

2

4  9  cc  5

; coordenadas dos focos:    

 5 , 0 e 5 , 0

 

2 2

2 2

2 2

x y

x y

Elipse centrada na origem com semieixo maior 4 e semieixo menor

Focos:  

2

2 2 2

5  4  c  5  16  c 2

c  11  c  11

 

2

2 2

5  4  cc  11

; coordenadas dos focos:  

e  

2 2

2 2

2 2

x y

xy    

Elipse centrada na origem com semieixo maior 3 e semieixo menor 2

Focos:

2 2 2

2  3  cc  5

; coordenadas dos focos:    

0 ,  5 e 0 , 5

2.8. 1 ≤ ( x – 3)

2

  • ( y + 1)

2

Coroa circular de centro (3 , –1) cujo raio da circunferência externa é 2 e o raio de circunferência

interna é 1

2.9. Perímetro interior círculo de centro em (–3, 0) e raio 2, exceto o círculo de

centro em (–2, 0) e raio 1

 

2

2

3 3

x x

x y x

  

3. Identifique e defina analiticamente, utilizando equações e inequações cartesianas, os seguintes conjuntos

de pontos do plano:

3.1. pontos que distam igualmente dos pontos A (–3, 5) e B (1, 1);

3.2. pontos cuja distância ao ponto C (2, –3) não excede 4 unidades;

Equação da mediatriz:

   

d P , Od P , G        

2 2 2 2

x  0  y  0  x  3  y  3 

2

x

2

y

2

x

2

 6 x  9  y  6 y  9

 6 y  6 x  18  y  x  3

Equação da circunferência: ( x + 3)

2

  • ( y + 3)

2

Interseção entre a mediatriz e a circunferência:

     

2 2 2

2

y x

x y x x x

2 2

x x x

 

2

2 x 6 x 0 2 x x 3 0

 

y y y y

x x x x

O conjunto é {(– 3, 0); (0, – 3)}.

3.7.1. Trata-se de todos os pontos cuja distância a O é

do raio da circunferência de centro 2.

Assim, obtemos uma nova circunferência de centro O e raio

, pelo que são todos os pontos

que satisfazem a equação x

2

  • y

2

3.7.2. Seja A um ponto da reta de equação x + y = 5. As coordenadas de A são da forma ( x 1

, – x 1

Considerando M o ponto médio do segmento de reta [ HA ]:

1 1

x x

M

1 1

xx   

1 1

xx   

Os pontos médios são todos os pontos do conjunto:

 

1 1

x x

x y x y

Assim:

 

1

1 1

1

x

x x x x x

x

x y x y

y

Portanto, os pontos médios são todos os pontos da reta

y  x  .

4. *Num referencial ortonormado do plano, os pontos A, B e C são vértices de um triângulo equilátero.

Sabendo que A (–5, 1) e

 

B  3, 1  2 3

, determine a ordenada de C sabendo que a abcissa é – 1.

Resolução

Dado que o triângulo é equilátero, d ( A , C ) = d ( B , C ). Seja y a ordenada de C.

d ((– 5, 1), (– 1, y )) =  

   

d  3 , 1  2 3 ,  1 , y

         

2

2 2 2

  5   1  1  y   3   1  1  2 3  y

2

  • (1 – y )

2

2

  •  

2

2 3  1  y

 

2

 16  1  y

 

   

2

2

 4  2 3  2  2 3 1  y  1  y

 16  4  12  4 3  4 3 y

y = 1

A ordenada de C é 1.

5. Sabe-se que o ponto P (3, y ) é equidistante dos pontos A (–3, 1) e B (1, 2). Determine o valor de y.

Resolução

Dado que o ponto P (3, y ) é equidistante dos pontos A (–3, 1) e B (1, 2), então:

   

d P , Ad P , B

        

2 2 2 2

 3   3  y  1  3  1  y  2 

     

2 2 2

2

 3  3  y  1  2  y  2

2 2

 6  y

2

 2 y  1  4  y  4 y  4 

 36  2 y  2  4 y  8   2 y  4 y   8 36  1  2 y  29

y 

O valor de y é

Exercícios

1. Na figura estão dois segmentos orientados que representam vetores

u

e

v

1.1. Reproduza no seu caderno, dois segmentos orientados com a mesma origem P que

representem, respetivamente, os vetores

u

e

v

e, utilizando a regra do

paralelogramo ou a regra do triângulo, construa o vetor

w

tal que

vwu

1.2. Construa o vetor-soma de

u

com

v

e justifique que é igual a

w

Resolução

 

u   v

e w

tem a mesma direção, sentido e comprimentos.

Logo, são iguais.

2. **Dados os vetores

u

e

v

, prove, recorrendo a uma construção geométrica e utilizando diretamente as

definições de diferença e de soma de vetores, bem como o simétrico de um vetor, que

uvu   v

Resolução

uv

é o vetor

w

e adicionado ao

v

obtém-se

u

, ou seja,

vwu

Utilizando a regra do triângulo:

Descritores: 3.1, 3.2, 3.3 e 3.4 (Página 27 do caderno de apoio)

▪ Identificar, fixada uma unidade de comprimento e dado um vetor , a «norma do vetor » como

a medida do comprimento de um segmento orientado representante de e representá-la por «».

▪ Identificar, dado um vetor e um número real (também designado por «escalar») , o «produto de por

» («») como o vetor de norma (fixada uma mesma unidade de comprimento para o cálculo das

normas), com a direção e sentido de se e com a direção de e sentido contrário ao de se e justificar

que não depende da unidade de comprimento fixada e que , vetor simétrico de.

▪ Justificar, dado um vetor não nulo, que um vetor é colinear ase e apenas se existir um número real

tal que , e que, nesse caso, é único.

▪ Justificar, dados os vetores e , que existe um e somente um vetor tal que , provando que , designar

por «diferença entre e » e representá-lo por «».