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Fenomenologia, Trabalhos de Terapia ocupacional

Trabalho de Fenomenologia

Tipologia: Trabalhos

2013

Compartilhado em 02/03/2013

Ubirata78
Ubirata78 🇧🇷

4.3

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Ironilde brito Pires
Paula Natásssia Raiol
Ana Lídia
Cristhiane Ribeiro
Marco Gaus
Fenomenologia
UNAMA - UNIVERSIDADE DA AMAZÔNIA
Belém
2013
Ironilde brito Pires
Paula Natásssia Raiol
Ana Lídia
Cristhiane Ribeiro
Marco Gaus
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Ironilde brito Pires

Paula Natásssia Raiol

Ana Lídia

Cristhiane Ribeiro

Marco Gaus

Fenomenologia

UNAMA - UNIVERSIDADE DA AMAZÔNIA

Belém

Ironilde brito Pires

Paula Natásssia Raiol

Ana Lídia

Cristhiane Ribeiro

Marco Gaus

Fenomenologia

Trabalho referente a disciplina de Metodologia e Pesquisa Cientifica do 1° período do Curso de Terapia Ocupacional da "x" Orientado professor(a) X Realizado pelo(s) aluno(s) X....

Belém-PA 2013 O método fenomenológico consiste em mostrar o que é apresentado e esclarecer este fenômeno. Para a fenomenologia um objeto é como o sujeito o percebe, e tudo tem que ser estudado tal como é para o sujeito e sem interferência de qualquer regra de observação cabendo a abstração da realidade e perda de parte do que é real, pois tendo como objeto de estudo o fenômeno em si, estuda-se, literalmente, o que aparece. Para a fenomenologia um objeto, uma sensação, uma recordação, enfim, tudo tem que ser estudado tal como é para o espectador.

A apresentaremos a construção da fenomenologia em torno de uma teoria do

universidades alemãs, foi, em 1884, para Viena, onde, sob a influência de Franz Brentano, descobriu sua vocação filosófica. Em 1887, Husserl, que fora judeu, converteu-se à Igreja Luterana. Ensinou filosofia, como livre docente, em Halle, de 1887 a 1901; em Göttingen, de 1901 a 1918; e, em Freiburg, de 1918 a 1928, quando se aposentou. É uma ciência subjetiva, estuda o próprio fenômeno, o termo “Fenomenologia” provém do grego “phainesthai” que é tudo aquilo que se revela, e “logos” que significa estudo. Visa reconhecer e esclarecer o fenômeno sob estudos que consideram a visão de um determinado sujeito espectador. Essa filosofia surgiu no século XIX, a partir dos estudo de Franz Brentano e teve em sua corrente de estudos os filósofos Edmund Husserl, Martin Heidegger, Jean-Paul Sartre e Merleau-Ponty.

O objetivo do método fenomenológico é alcançar a intuição das essências. Busca interpretar o mundo através da consciência de um determinado sujeito, segundo as suas experiências. Existem 3 tipos de Femenologia para Husserl:

  1. (^) Fenomenologia Transcendental
  2. Fenomenologia Social;
  3. Fenomenologia Psicológica.

A fenomenologia visa mostrar e descrever com rigor. Segundo a concepção clássica da filosofia racionalista, a exemplo de Spinoza ou Descartes, o dado era reconstruído a partir de uma dedução sistemática de alguns princípios básicos, que funcionavam como axiomas. A fenomenologia irá se colocar em outra perspectiva. Ela terá a preocupação em mostrar, e não demonstrar, em explicitar as estruturas em que a experiência se verifica, em deixar transparecer na descrição da experiência as suas estruturas universais.

O projeto de Husserl não consiste em erguer uma ciência exata da fenomenologia. As ciências exatas têm o seu exemplo na matemática que é uma ciência eidética dedutiva. A fenomenologia será uma ciência rigorosa, mas não exata, uma ciência eidética que procede por descrição e não por dedução. Ela se ocupa de fenômenos, mas como uma atitude diferente das ciências exatas e empíricas. Os seus fenômenos são os vividos da consciência, os atos e os correlatos dessa consciência. Intencional idade da consciência. Uma das ideais principais da fenomenologia é a de que "toda consciência é consciência de alguma coisa". Este tema era ensinado por Brentano, cujos cursos foram frequentados por Husserl; entretanto esta intencionalidade da consciência era compreendida por ele como todo ato de pensamento através deste ato.

consciência, eidos dos objetos materiais, culturais, etc.

As reduções da fenomenologia. Pela descrição e variação imaginária Husserl chega à intuição das essências. Não se trata compreender tal teoria no sentido do platonismo. O que ele que quer é mostrar- nos qual é a fonte universal, de toda significação, quais são as estruturas universais da vida intencional. O ato filosófico que inaugura esta possibilidade é a redução. Ela desloca a consciência natural, imediata, colocando-a entre parênteses. Esta redução se faz em níveis diversos, na medida em que aquilo que é colocado entre parênteses, em suspensão, pela Epoche, é de maneira diversa. Temos assim a redução eidética que nos permite distinguir fatos e essências. Eu coloco entre parênteses o fato, deixando surgir a ideia, o sentido. O eidos do fato, a sua essência, a sua significação, se revela em situação.

  1. Fenomenologia Transcendental Nessa visada, a tarefa da Fenomenologia Transcendental seria justamente a de preparar o terreno para o aparecimento de uma compreensão mais apurada (e menos turbulenta) dos atos intencionais que constituem a consciência, e isto de tal modo a se poder instituir um conhecimento filosófico independente do

conhecimento produzido pelas ciências da natureza. Trata-se, no caso, de um projeto transcendental capaz de validar uma autêntica ciência filosófica, ciência ocupada com a “crítica da própria consciência”, que se impõe a tarefa de esclarecer cada vez mais e melhor a própria consciência dos objetos na sua constituição fenomenal.

Como se vê, a tarefa que Husserl se impõe a levar adiante possui uma grandeza extraordinária. Simplesmente ela se põe no caminho da “crítica da razão” capaz de liberar o fluxo do próprio “retorno à consciência”. Deste modo, ao provocar o retorno radical à (consciência pura), a “redução fenomenológica” institui a suspeição de todos os dados da consciência empírica (consciência psicológica, existencial, ôntico (refere ao ser), e isto de tal forma que a própria consciência supere a sua identificação com o conhecimento natural, mostrando-se como consciência de coisas, de fatos, de ideações, de afetos, etc.

Podendo, assim, ser rigorosamente investigada na sua construção, ou melhor, no modo como constitui os objetos e é constituída por eles, segundo uma indissolúvel relação dialética.

2 .Fenomenologia social A fenomenologia, fundada por Edmund Husserl (se bem que este termo venha de

pensamento ao afirmar que a vida concreta “é uma vida de ação e de sentimento, de vontade e de julgamento estético, de interesse e de desinteresse.

Por isso, o mundo correlativo desta vida é, certamente, objeto de contemplação teórica, mas também é mundo desejado, sentido, mundo de ação” (Levinas, 1978). Os preconceitos da esfera subjetiva, combinados com certas situações, são capazes de perturbar a experiência coletiva intersubjetiva. E não podemos esquecer que é esta experiência subjetiva que dá objetividade à realidade. Para tornar inteligível a noção de invisibilidade social, é portanto necessário compreender a reciprocidade do não-ver coletivo como uma intencionalidade significante.

Se considerarmos a ação social de “não ver outrem”, podemos afirmar que o motor desta relação é a intersubjetividade. O “não-ver” aparece sob esta luz como uma prática coletiva, comum, mas no fundo a sua significação social conduz-nos a uma sedimentação de certas tipificações. Defendo, seguindo esta lógica, que o ato de não-ver é uma atividade orientada significativamente. Se agir implica escolher, então o não-reconhecimento de outrem torna-se num ato intencional, sem que se possa dizer, porém, que é voluntário. Para compreender a existência de uma alteridade invisível é necessário analisar a coerência do

sistema de conhecimento quotidiano, ou seja, as sequências e relações típicas que contribuem para a constituição deste fenómeno social.

Deste ponto de vista, o caminho da invisibilidade segue claramente a trajetória das estruturas da consciência. Por exemplo, com o tempo, algumas pessoas que cruzaram a minha vida tornaram-se invisíveis para a minha consciência, e eu esqueci-as, apaguei-as da minha vida pessoal. Da mesma forma, posso não ver um indivíduo, apesar de a sua proximidade no espaço, como ver claramente aqueles que não estão no meu campo perceptivo. Isto explica a presença ainda viva dos mortos, dos seres desaparecidos que continuam, porém, visíveis para a consciência.

Se, como Husserl afirma, a percepção nos dá o ser, então a não-percepção do outro traduz-se pela inexistência do ser. O que conduz a pensar que a alteridade é invisível, é inexistente. Por outras palavras, a percepção, como a memória, é seletiva.

  1. Fenomenologia Psicológica Para se associar Husserl com a psicologia deve-se analisar sua relação com Descartes, como em sua obra "Meditações Cartesianas", em que se elege seu continuador. Descartes se desvencilha das

Suas críticas à psicologia são voltadas à abordagem natural da mesma, ou seja, à busca de uma compreensão do sujeito empírico e intramundano, em uma relação de determinação do sujeito por causa e efeito, não investigando o sentido, o sujeito transcendental. Nas faculdades humanas não há uma relação determinista causal, com leis de obrigatoriedade de resultados, mas sim um nexo relacional de sentido. A título de ilustração dessa divergência, pode-se citar a lei da gravidade, que opera por constâncias de resultado, por causalidade, em contraste com a satisfação que se tem com a vitória de um time esportivo pelo qual se torce, algo que tem seu sentido relacional e independente de obrigatoriedade. Essas ideais da fenomenologia seriam posteriormente usadas no meio terapêutico, principalmente com o advento das contribuições de seu discípulo Heidegger, dando origem à psicologia fenomenológica existencial.

A "redução fenomenológica", na expressão de Husserl, é o processo que consiste em pôr "entre parênteses" a existência dos conteúdos da consciência, ou das vivências, e também do eu, enquanto sujeito psicofísico ou suporte existencial da consciência, assim reduzida ao eu puro, ou transcendental.

Trata-se, portanto de se realizar uma redução "eidética", ou seja, reduzir as

vivências à sua essência ("eidos"), objetos ideais que não se acham na mente (hipótese psicológica), nem no mundo platônico das ideais (hipótese metafísica), nem na inteligência divina (hipótese teológica). Tais objetos são ideais, são "significações", alheias ao tempo e ao espaço, de validade permanente. Enquanto ciência, a fenomenologia é, assim, investigação de essências e de relações entre essências, quer dizer, a determinação de configurações essenciais da consciência e de seus correlatos intencionais, investigados e fixados de modo puramente contemplativo em sua conexão sistemática.

Referências Bibliográficas :

Google Acadêmico Revista do NUFEN- A Fenomenologia em Husserl;

Instituto EuniVerso.com.br; Instituto PsicoEthos. http://www.filoinfo.bem-vindo.net