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As Sete Ferramentas da Qualidade: Aplicação Prática e Estudo de Caso, Exercícios de Atualidades

gestão da qualidade, sete ferramentas

Tipologia: Exercícios

2024

Compartilhado em 31/08/2024

vagner-alessi
vagner-alessi 🇧🇷

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Atividade sete ferramentas
APLICAÇÃO PRÁTICA DAS SETE FERRAMENTAS DA QUALIDADE
Adaptado de Alex Donizeti do Rosário1
1INTRODUÇÃO
A gestão da qualidade, ao longo da sua existência, tem se tornando cada vez mais evoluída e necessária
à melhoria continua dos processos o que justifica, em parte, a miríade desse tipo de programa disponível no
mercado para auxiliar aos que buscam aprimorar seus produtos e serviços em prol dos seus clientes.
Partindo-se do princípio de que um programa de qualidade, dentre outros atributos, precisa contemplar
a simplicidade no seu cerne vamos usar de forma prática, a implantação das “Sete Ferramentas da Qualidade”,
desenvolvidas por Kaoru Ishikawa2, as quais, segundo seu criador, são conceitualmente simples, porém,
poderosas nas mãos de quem sabe usá-las, tais como eram as armas dos samurais. (Banas, 2015)
2FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1 As Sete Ferramentas da Qualidade
O princípio básico dessa metodologia consiste em utilizar técnicas básicas, com pouca exigência de
conhecimento estatístico, para investigar, analisar, corrigir e melhorar, continuamente, um produto, processo e
serviço tendo por foco a satisfação do cliente. Essas técnicas são compostas pelas seguintes ferramentas:
Fluxograma, Folha de Verificação (Coleta de Dados), Histograma, Diagrama de Pareto, Carta de Controle,
Diagrama de Dispersão e o Diagrama de Ishikawa (muitas das vezes consorciado com o Brainstorming3).
(Campos, 1992 e Selene & Stadler, 2008)
2.1.1 Fluxograma
O “Fluxograma” utiliza símbolos padronizados através dos quais se pode demonstrar o fluxo de uma
atividade e organizá-la logicamente, quando aplicável. (Campos, 1992)
2.1.2 Folha de Verificação
A “Folha de Verificação” é usada para coletar dados destinados à análise pelas demais ferramentas que
compõem a metodologia em estudo.
Não há um padrão específico de formulário para colher dado. Apesar da simplicidade que o título deixa
transparecer, essa é uma etapa muito relevante para o processo, pois informações consistentes contribuem para
uma investigação mais profícua. (Campos, 1992)
1 Professor de Gestão da Qualidade e de Melhoria de Processos do Centro Universitário do Sul de Minas, UNIS
MG. Gestor da Qualidade, Meio Ambiente e de Segurança Alimentar de indústria do ramo alimentício
2 Kaoru Ishikawa, japonês (1915-1989), engenheiro de controle da qualidade, criador das Sete Ferramentas da
Qualidade. (Ishikawa, 2015)
3 Brainstorming, dinâmica de grupo multidisciplinar que visa otimizar o potencial criativo da equipe acerca de
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APLICAÇÃO PRÁTICA DAS SETE FERRAMENTAS DA QUALIDADE

Adaptado de Alex Donizeti do Rosário

1

1 INTRODUÇÃO

A gestão da qualidade, ao longo da sua existência, tem se tornando cada vez mais evoluída e necessária

à melhoria continua dos processos o que justifica, em parte, a miríade desse tipo de programa disponível no

mercado para auxiliar aos que buscam aprimorar seus produtos e serviços em prol dos seus clientes.

Partindo-se do princípio de que um programa de qualidade, dentre outros atributos, precisa contemplar

a simplicidade no seu cerne vamos usar de forma prática, a implantação das “Sete Ferramentas da Qualidade”,

desenvolvidas por Kaoru Ishikawa

2 , as quais, segundo seu criador, são conceitualmente simples, porém,

poderosas nas mãos de quem sabe usá-las, tais como eram as armas dos samurais. (Banas, 2015)

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1 As Sete Ferramentas da Qualidade

O princípio básico dessa metodologia consiste em utilizar técnicas básicas, com pouca exigência de

conhecimento estatístico, para investigar, analisar, corrigir e melhorar, continuamente, um produto, processo e

serviço tendo por foco a satisfação do cliente. Essas técnicas são compostas pelas seguintes ferramentas:

Fluxograma, Folha de Verificação (Coleta de Dados), Histograma, Diagrama de Pareto, Carta de Controle,

Diagrama de Dispersão e o Diagrama de Ishikawa (muitas das vezes consorciado com o Brainstorming

(Campos, 1992 e Selene & Stadler, 2008)

2.1.1 Fluxograma

O “Fluxograma” utiliza símbolos padronizados através dos quais se pode demonstrar o fluxo de uma

atividade e organizá-la logicamente, quando aplicável. (Campos, 1992)

2.1.2 Folha de Verificação

A “Folha de Verificação” é usada para coletar dados destinados à análise pelas demais ferramentas que

compõem a metodologia em estudo.

Não há um padrão específico de formulário para colher dado. Apesar da simplicidade que o título deixa

transparecer, essa é uma etapa muito relevante para o processo, pois informações consistentes contribuem para

uma investigação mais profícua. (Campos, 1992)

1 Professor de Gestão da Qualidade e de Melhoria de Processos do Centro Universitário do Sul de Minas, UNIS

MG. Gestor da Qualidade, Meio Ambiente e de Segurança Alimentar de indústria do ramo alimentício

Kaoru Ishikawa, japonês (1915-1989), engenheiro de controle da qualidade, criador das Sete Ferramentas da

Qualidade. (Ishikawa, 2015)

Brainstorming, dinâmica de grupo multidisciplinar que visa otimizar o potencial criativo da equipe acerca de

um determinado assunto. (Seleme & Stadler, 2008)

Diretoria

Gestão da

Produção

Gestão da

Qualidade

Gestão

Adminstrativa

Gestão de TIC

PCP

Garantia da Qualidade RH TIC

Recepção

Laboratório Contabilidade e Fiscal Manutenção

Armazenamento

Financeiro

Preparação

Vendas

Armazenamento

Compras

Envase

Expedição

Manutenção Industrial

Figura 1: Organograma da Fábrica de Xampu “Dog Clean”

Implantação das Sete Ferramentas da Qualidade

O Fluxograma do Setor do Envase de Xampu

O fluxograma é uma ferramenta com a qual se pode acompanhar o fluxo de um processo e

organizá-lo logicamente, se aplicável. É uma das primeiras ações a ser realizada numa análise, pois há

que se entender a operação do setor para estudá-lo. (Selene & Stadler, 2008)

Início

A cada 2 horas o

operador verifica

se o peso do frasco

está correto.

Peso dentro

do limite?

Revisar Produção

Não das últimas 2 horas

e regular máquina

empacotadora

Sim

Frascos são 1

agrupados em

fardos.

Fardo é enviado para estoque.

Fim

Frasco é fechado.

Xampu é dosado pela Máquina envasadora

Operador Libera o líquido para o envase

Operador coloca os

frascos na

máquina para

receber o xampu

Figura 2: Fluxograma Operacional do Setor de Envase

dentro dos parâmetros estabelecidos.

Ao definir limites de controles é relevante que se avalie as legislações aplicáveis ao produto que se

industrializa, pois, para certas mercadorias, os limites de controle (limites) são definidos pelo Instituto

Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO).

Faça um histograma dos dados coletados acima.

Usar para o grafico –

Classe de peso

Figura 3: Histograma do Processo de Envase

Diagrama de Pareto

A implantação das sete ferramentas da qualidade ocorre no setor de envase do pacote de 1kg

de xampu. Para investigar essa área é plausível que se visite o setor da “Garantia da Qualidade” para

averiguar quais são as não conformidades registradas e se há alguma delas relacionadas com o peso do

frasco. Nessa investigação apurou-se as informações, descritas na tabela 2, com as quais se elaborou o

“Diagrama de Pareto” o qual revelou que, aproximadamente, 50% dos problemas da empresa derivam

da variação do peso do produto.

A investigação vem comprovando o que se observou na “Folha de Verificação” (Tabela 1), ou

seja, o peso do produto está fora dos limites especificados.

Faça um gráfico de Pareto Com os dados da tabela 2. Use dados e frequencia acumulada.

Tabela 2: Relatório de não conformidades em ordem decrescente

Tipo de Reclamação

Quantidades

de

Reclamações

recebidas

% das

Reclamações

Acumuladas

Frasco com peso abaixo da

quantidade indicada na embalagem

Fardo com produto danificado 24 76,2%

Prazo de validade ilegível 10 88,1%

Atraso na entrega do produto 8 97,6%

Demora no atendimento ao cliente 2 100,0%

2

LIC= 1,01kg LMC= 1,03kg LSC= 1,04kg

Total Geral das Reclamações 84

Figura 4 – Diagrama de Pareto das Reclamações

Frasco abaixo

da quantidade

indicada na

embalagem

Fardo

com

produto

danificad

Prazo de

validade

ilegível

Atraso na

entrega

Demora no

atendimento

ao cliente

Quantidades de Reclamações % das Reclamações Acumuladas

Figura 6: Diagrama de Dispersão do Processo de Envase.

Peso do Frasco (kg)

Diagrama de Ishikawa

Concluída a investigação na área de envase pode-se iniciar a busca pelas causas provável do

problema revelado pela investigação: peso do frasco de 1kg de xampu preponderantemente abaixo do

limite mínimo.

Faça um Diagrama de Ishikawa para levarntar as possíveis causas para o problema em questão.

Nesta etapa, uma equipe multidisciplinar (colaboradores de setores diferentes) deve ser formada para

avaliar os dados obtidos na verificação do setor em pauta e sugerir, possíveis causas para o problema

em questão para ser tratada e eficazmente corrigida.

Figura 7: Diagrama de Ishikawa a respeito do peso irregular do frasco de 1 kg (pode ser usado um

Brainstorming)

RESULTADO DA IMPLANTAÇÃO DAS SETE FERRAMENTAS DA QUALIDADE

Pouco adianta encontrar a causa de um problema se ela não for corrigida e também não

resolve sugerir qualquer adequação sem que haja um bom planejamento que dê sustentação à proposta

de ajuste. Proponha um plano de ação para resolver a causa mais provável encontrada no diagrama de

Ishikawa.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Como se pode observar ao longo deste texto, cada ferramenta da qualidade apresentada por

Ishikawa (Campos, 1992) tem uma função na busca pela melhoria contínua dos processos. Algumas

ferramentas são mais voltadas à investigação, outras, à correção de desvios, entretanto, todas

apresentam uma característica em comum: a praticidade.

Frascos / Minuto

Não se quer dizer com isso que não há trabalho para implementá-las, há, mas é algo factível e

funcional.

Enfim, com base neste estudo de caso hipotético, infere-se que “As Sete Ferramentas da

Qualidade” de Ishikawa são práticas - tanto em termos de implantação quanto de manutenção -

funcionais e cumprem o ciclo PDCA (Planejar, Executar, Verificar e Agir), portanto, sugere-se o uso delas

como metodologia de gestão da qualidade.

REFERÊNCIAS

ABNT NBR ISO 9001:2008 , Sistema de Gestão da Qualidade – Requisitos, 2ª Ed. Rio de Janeiro, 2008. 28

p.

Banas. As Armas dos Samurais da Qualidade. Disponível em:

<http://www.banasqualidade.com.br/2012/portal/conteudo.asp?codigo=4369&secao=Re vista> Acesso em

CAMPOS , Vicente Falconi. TQC-Controle da Qualidade Total. 8ª ed. Belo Horizonte: Desenvolvimento Gerencial, 1992.

230 p.

Código de Defesa do Consumidor. Disponível em

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8078.html acesso em 03/01/

DENTON, D. Keith. Qualidade em serviços. O atendimento ao cliente como fator de vantagem

competitiva. São Paulo. Ed. McGraw-Hill, 1991. 222 p.

GARVIN, DAVID A. Gerenciando a qualidade: a visão estratégica e competitiva. Rio de Janeiro:

Qualitymark Ed., 2002.

REGULAMENTO TÉCNICO MERCOSUL sobre controle metrológico de produtos pré-medidos

comercializados em unidades de massa de conteúdo nominal desigual. Disponível em

http://www.inmetro.gov.br/barreirastecnicas/PDF/GMC_RES_2010- 016.pdf acesso em 03/01/

ISHIKAWA, Kaoru. Disponível em http://www.toolshero.com/kaoru-ishikawa/ acesso em 03/01/

SELEME, Robson, STADLER, Humberto. Controle da Qualidade. 1 ed. São Paulo:

IBPEX, 2008. 181p.