Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Fluídos de Corte, Notas de estudo de Engenharia Mecânica

Este arquivo contém informações técnicas e objetivas sobre fluídos de corte utilizados na usinagem

Tipologia: Notas de estudo

2012

Compartilhado em 15/08/2012

Maracana85
Maracana85 🇧🇷

4.2

(62)

223 documentos

1 / 3

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
Capítulo 04
FLUIDOS DE CORTE
4. Fluidos de corte [11]
Com exceção do ferro fundido, que pode ser cortado “a seco”, a maioria dos metais e
ligas é usinada com o emprego de fluidos de corte. Estes permitem uma usinagem mais
eficiente, mais rápida e de melhor acabamento, pois a presença desses fluidos promove não
o resfriamento (Θ) das ferramentas e da superfície das peças, como igualmente a
lubrificação das mesmas. Além disso, forma uma película protetora sobre a superfície da
ferramenta, atuando como agente que impede a soldagem da ferramenta com o cavaco e a
corrosão da ferramenta, da peça e da própria máquina.
(Θ) Durante as operações de usinagem gera-se grande quantidade de calor:
energia para deformação do cavaco;
atrito peça-ferramenta, cavaco-ferramenta.
Calor este que precisa ser extraído para:
minimizar o desgaste da ferramenta;
reduzir a dilatação da peça;
evitar alterações microestruturais.
4.1. Fluidos de corte – histórico e aspectos gerais
F.W. Taylor primeiro a utilizar fluidos de corte na usinagem dos metais (1890).
Inicialmente, foi utilizada água pura e, posteriormente, água + sabão (soda) para
minimizar a ação de oxidação da peça/ferramenta durante o processo.
Principais desvantagens do emprego da água possibilidade de oxidação e baixo poder
lubrificante.
Os óleos possuem melhor poder lubrificante reduzem o atrito entre ferramenta e peça
e, consequentemente, a quantidade de calor gerado.
Há ainda os óleos emulsionáveis (contendo de 1 a 20% de óleo homogeneamente
disperso em água) e os óleos de extrema pressão, utilizados em severas condições de
usinagem.
4.2. Funções do fluido de corte
Lubrificação: redução do atrito (diminuindo também a quantidade de calor gerado)
consegue-se, igualmente, reduzir os esforços e a potência de corte.
Refrigeração: extração do calor gerado da região de operação.
Prevenção contra a soldagem cavaco-ferramenta.
Remoção do cavaco da região de corte: especialmente importante em operações como
furação profunda, onde o fluido deve ter baixa viscosidade e suportar altas pressões.
Proteção contra a corrosão.
Redução da dilatação térmica.
Obtenção de tolerâncias apertadas.
pf3

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Fluídos de Corte e outras Notas de estudo em PDF para Engenharia Mecânica, somente na Docsity!

Capítulo 04

FLUIDOS DE CORTE

4. Fluidos de corte [11]

Com exceção do ferro fundido, que pode ser cortado “a seco”, a maioria dos metais e

ligas é usinada com o emprego de fluidos de corte. Estes permitem uma usinagem mais

eficiente, mais rápida e de melhor acabamento, pois a presença desses fluidos promove não

só o resfriamento (Θ) das ferramentas e da superfície das peças, como igualmente a

lubrificação das mesmas. Além disso, forma uma película protetora sobre a superfície da

ferramenta, atuando como agente que impede a soldagem da ferramenta com o cavaco e a

corrosão da ferramenta, da peça e da própria máquina.

(Θ) Durante as operações de usinagem gera-se grande quantidade de calor:

• energia para deformação do cavaco;

• atrito peça-ferramenta, cavaco-ferramenta.

Calor este que precisa ser extraído para:

• minimizar o desgaste da ferramenta;

• reduzir a dilatação da peça;

• evitar alterações microestruturais.

4.1. Fluidos de corte – histórico e aspectos gerais

• F.W. Taylor  primeiro a utilizar fluidos de corte na usinagem dos metais (1890).

• Inicialmente, foi utilizada água pura e, posteriormente, água + sabão (soda) para

minimizar a ação de oxidação da peça/ferramenta durante o processo.

• Principais desvantagens do emprego da água  possibilidade de oxidação e baixo poder

lubrificante.

• Os óleos possuem melhor poder lubrificante  reduzem o atrito entre ferramenta e peça

e, consequentemente, a quantidade de calor gerado.

• Há ainda os óleos emulsionáveis (contendo de 1 a 20% de óleo homogeneamente

disperso em água) e os óleos de extrema pressão, utilizados em severas condições de

usinagem.

4.2. Funções do fluido de corte

• Lubrificação : redução do atrito (diminuindo também a quantidade de calor gerado) 

consegue-se, igualmente, reduzir os esforços e a potência de corte.

• Refrigeração: extração do calor gerado da região de operação.

• Prevenção contra a soldagem cavaco-ferramenta.

• Remoção do cavaco da região de corte: especialmente importante em operações como

furação profunda, onde o fluido deve ter baixa viscosidade e suportar altas pressões.

• Proteção contra a corrosão.

• Redução da dilatação térmica.

• Obtenção de tolerâncias apertadas.

Processos de Fabricação I

Departamento de Eng. Mecânica e Mecatrônica Prof. Luiz Fernando Molz Guedes 2

  • Evitar dano à estrutura superficial e crescimento exagerado de tensões residuais na peça (principalmente em operações com grande quantidade de calor gerado – retificação). 4.2.1. Fluido de corte como refrigerante Requisitos para remoção eficiente do calor:
  • Baixa viscosidade  escoar livremente.
  • Boa molhabilidade  proporcionar bom contato térmico.
  • Alto calor específico e alta condutividade térmica.

4.2.2. Fluido de corte como lubrificante Lubrificação: redução do coeficiente de atrito cavaco-ferramenta (principalmente) e ferramenta-peça  redução de força total, potência de corte e temperatura. O atrito cavaco-ferramenta depende de:

  • Rugosidade das superfícies.
  • Afinidade físico-química dos materiais.

4.2.3. Seleção do fluido de corte Considera os seguintes fatores:

  • Material da peça
  • Condições de usinagem (severas ou brandas)
  • Operações de usinagem (retificação, furação profunda, brochamento, etc.)
  • Material da ferramenta

4.2.4. Tendências de desenvolvimento Apesar de amplamente difundido, o uso de fluidos de corte provoca uma série de inconvenientes:

  • Dificuldade e custo na reciclagem dos fluidos e cavacos;
  • Poluição ambiental;
  • Doenças de pele e pulmão nos operadores.

As tendências de desenvolvimento de ferramentas de corte: apontam no sentido de evitar ou minimizar substancialmente a utilização de fluidos de corte nos processos de usinagem. Para isto, é necessário que sejam utilizadas:

  • condições de usinagem adequadas (mínima geração de calor);
  • ferramentas de baixo coeficiente de atrito, alta dureza a quente e estabilidade química.

4.3. Fluidos de corte recomendados para algumas operações de usinagem.

Material Torneamento Fresamento de topo Perfuração Abertura de roscas Aço de baixo C Compostos sintéticos ou óleos solúveis 1:20. Óleos clorinatados ou sulfurizados para aços mais duros. Com ferramentas de metal duro, pode-se se prescindir de fluidos.

Óleo mineral sulfurizado ou óleo solúvel para serviço pesado 1:20. Com metal duro prefere-se compostos sintéticos.

Fluidos sintéticos (químicos). Óleo mineral sulfuclorinatado. Óleo de gordura. Óleo solúvel 1:10 de serviço pesado em corte com metal duro.

Óleos sulfurizados. Óleos minerais sulfuclorinatados. Óleo de gordura. Óleos para serviço leve e pesado.

Ferro fundido Corte seco, quando usinados com metal duro. Óleo solúvel 1:20 para garantir pequena

Corte seco com metal duro. Maior quantidade de

Corte a seco ou óleos solúveis. Óleos de pressão extrema para

Corte seco ou fluidos sintéticos (químicos) para serviço pesado. Óleos