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Funções numéricas - Apostilas - Matemática, Notas de estudo de Matemática

Apostilas e exercicios de Matemática sobre o estudo das funções numericas.

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 06/03/2013

Carnaval2000
Carnaval2000 🇧🇷

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FUNÇÕES
Função é uma relação. Se tivermos dois conjuntos, a relação entre eles será uma função se todo
elemento do primeiro conjunto estiver relacionado (ligado) apenas com um elemento do
segundo conjunto.
Com essa definição podemos dizer que função é um tipo de dependência, um valor depende do
outro, matematicamente podemos dizer que função é uma relação de dois valores, por
exemplo: f(x) = y, sendo que x e y são valores, onde x é o domínio da função (a função está
dependendo dele) e y é um valor que depende do valor de x sendo a imagem da função.
Um exemplo prático de função é: o valor que iremos pagar no final do mês na conta de água e
energia de nossas casas está em função (está dependendo) de quanto iremos gastar de m3 de
água e quantos KW de energia foram consumidos durante o mês. Essa relação é uma função.
Exemplo 1
F(X)= 12x
F(2)=12 . 2
F(2)= 24
Exemplo 2
F(X)= 4 x
F(4)=4 .4
F(4)= 16
FUNÇÃO DO 1º GRAU
Consideremos x e y duas variáveis, sendo uma dependente da outra, isto é, para cada valor
atribuído a x corresponde um valor para y. Definimos essa dependência como função, nesse
caso, y está em função de x. O conjunto de valores conferidos a x deve ser chamado de domínio
da função e os valores de y são a imagem da função.
Toda função é definida por uma lei de formação, no caso de uma função do 1º grau a lei de
formação será a seguinte: y = ax + b, onde a e b são números reais e a ≠ 0.
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FUNÇÕES

Função é uma relação. Se tivermos dois conjuntos, a relação entre eles será uma função se todo elemento do primeiro conjunto estiver relacionado (ligado) apenas com um elemento do segundo conjunto.

Com essa definição podemos dizer que função é um tipo de dependência, um valor depende do outro, matematicamente podemos dizer que função é uma relação de dois valores, por exemplo: f(x) = y, sendo que x e y são valores, onde x é o domínio da função (a função está dependendo dele) e y é um valor que depende do valor de x sendo a imagem da função.

Um exemplo prático de função é: o valor que iremos pagar no final do mês na conta de água e energia de nossas casas está em função (está dependendo) de quanto iremos gastar de m3 de água e quantos KW de energia foram consumidos durante o mês. Essa relação é uma função.

Exemplo 1

F(X)= 12x

F(2)=12. 2

F(2)= 24

Exemplo 2

F(X)= 4 x

F(4)=4.

F(4)= 16

FUNÇÃO DO 1º GRAU

Consideremos x e y duas variáveis, sendo uma dependente da outra, isto é, para cada valor atribuído a x corresponde um valor para y. Definimos essa dependência como função, nesse caso, y está em função de x. O conjunto de valores conferidos a x deve ser chamado de domínio da função e os valores de y são a imagem da função.

Toda função é definida por uma lei de formação, no caso de uma função do 1º grau a lei de formação será a seguinte: y = ax + b, onde a e b são números reais e a ≠ 0.

Esse tipo de função deve ser dos Reais para os Reais.

A representação gráfica de uma função do 1º grau é uma reta. Analisando a lei de formação y = ax + b, notamos a dependência entre x e y, e identificamos dois números: a e b. Eles são os coeficientes da função, o valor de a indica se a função é crescente ou decrescente e o valor de b indica o ponto de intersecção da função com o eixo y no plano cartesiano. Observe:

Função crescente Função decrescente

Função crescente: à medida que os valores de x aumentam, os valores correspondentes em y também aumentam.

Função decrescente: à medida que os valores de x aumentam, os valores correspondentes de y diminuem.

Exemplos de funções do 1º grau

y = 4x + 2, a = 4 e b = 2

y = 5x – 9, a = 5 e b = –

FUNÇÃO DO 2º GRAU

Uma função para ser do 2º grau precisa assumir algumas características, pois ela deve ser dos reais para os reais, definida pela fórmula f(x) = ax2 + bx + c, sendo que a, b e c são números reais com a diferente de zero. Concluímos que a condição para que uma função seja do 2º grau é que o valor de a, da forma geral, não pode ser igual a zero.

Exemplo 2

O movimento de um projétil, lançado para cima verticalmente, é descrito pela equação. Onde y é a altura, em metros, atingida pelo projétil x segundos após o lançamento. A altura máxima atingida e o tempo que esse projétil permanece no ar corresponde, respectivamente, a:

primeiro devemos fazer o esboço do gráfico. Veja como é:

  • sabendo que o eixo X representa o tempo e o eixo Y representa a altura, então calculando o Yv teremos a altura máxima atingida, e a outra raiz será o tempo que o projétil permanece no ar.

FUNÇÃO EXPONENCIAL

A função exponencial natural é a função exp:R R+, definida como a inversa da função logarítmo natural, isto é:

Ln[exp(x)]=x, exp[Ln(x)]=x

O gráfico da função exponencial é obtido pela reflexão do gráfico da função Logaritmo natural em relação à identidade dada pela reta y=x.

Como o domínio da função Logaritmo natural é o conjunto dos números reais positivos, então a imagem da função exp é o conjunto dos números reais positivos e como a imagem de Ln é o conjunto R de todos os números reais, então o domínio de exp também é o conjunto R de todos os números reais.

A Constante e de Euler

Existe uma importantíssima constante matemática definida por

e = exp(1)

O número e é um número irracional e positivo e em função da definição da função exponencial, temos que:

Ln(e)=

Este número é denotado por e em homenagem ao matemático suíço Leonhard Euler (1707- 1783), um dos primeiros a estudar as propriedades desse número.

O valor deste número expresso com 40 dígitos decimais, é:

e=2,

Conexão entre o número e e a função exponencial

Se x é um número real, a função exponencial exp(.) pode ser escrita como a potência de base e com expoente x, isto é:

ex = exp(x)

Significado geométrico de e

Tomando um ponto v do eixo OX, com v>1 tal que a área da região do primeiro quadrante localizada sob a curva y=1/x e entre as retas x=1 e x=v seja unitária, então o valor de v será igual a e.

Propriedades básicas da função exponencial

Se x e y são números reais e k é um número racional, então:

  1. y=exp(x) se, e somente se, x=Ln(y).
  2. exp[Ln(y)]=y para todo y>0.
  3. Ln[exp(x)]=x para todo x real.
  4. exp(x+y)=exp(x) exp(y)
  5. exp(x-y)=exp(x)/exp(y)
  6. exp(x.k)=[exp(x)]k

Exemplo 1

Crescimento populacional: Em 1798, Thomas Malthus, no trabalho "An Essay on the Principle of Population" formulou um modelo para descrever a população presente em um ambiente em função do tempo. Considerou N=N(t) o número de indivíduos em certa população no instante t. Tomou as hipóteses que os nascimentos e mortes naquele ambiente eram proporcionais à população presente e a variação do tempo conhecida entre os dois períodos. Chegou à seguinte equação para descrever a população presente em um instante t:

N(t)=No ert

Então, após 36 horas da última contagem ou seja, 48 horas do início da contagem, haverá 16200 bactérias.

Exemplo 2

LOGARITMOS

O logaritmo natural (ou neperiano) de u, muitas vezes, denotado por Ln(u), pode ser definido do ponto de vista geométrico, como a área da região plana localizada sob o gráfico da curva y=1/x, acima do eixo y=0, entre as retas x=1 e x=u, que está no desenho colorido de vermelho.

A área em vermelho representa o logaritmo natural de u, denotado por Ln(u). Em função do gráfico, em anexo, usaremos a definição:

Ln(u)=área(1,u)

Se u>1, a região possuirá uma área bem definida, mas tomando u=1, a região se reduzirá a uma linha vertical (que não posssui área ou seja, possui área nula) e neste caso tomaremos Ln(1)=área(1,1). Assim:

Ln(1)=

Quando aumentamos os valores de u, esta função também aumenta os seus valores, o que significa que esta função é crescente para valores de u>0.

O conceito de Integral de uma função real, normalmente estudado na disciplina Cálculo Diferencial e Integral, justifica a forma como apresentamos o Logaritmo natural de um número real.

Propriedades gerais dos logaritmos

Com o uso deste conceito fundamental da Matemática, é possível demonstrar várias propriedades dos Logaritmos naturais (o que não será feito aqui), para números reais positivos x e y e para qualquer número real k, desde que tenham sentido as expressões matemáticas:

Propriedades básicas dos logaritmos naturais

Ln(1)=

Ln(x.y)=Ln(x)+Ln(y)

Ln(xk)=k.Ln(x)

Ln(x/y)=Ln(x)-Ln(y)

Exemplo 1

  1. Resolver a equação 3x = 7

Aplicando o logaritmo na base 10 aos dois membros da equação temos:

log 3x = log 7

Pela propriedade L3:

x.log 3 = log 7 => x = log 7/log 3 = 0,845/0,477 = 1,

Exemplo 2

  1. Um capital de R$50.000,00 foi aplicado a uma taxa de juros compostos de 5% ao ano, e o capital de R$45.000,00 a 6% ao ano. Em quanto tempo os montantes estarão iguais?

Um uso muito comum das propriedades de logaritmo para resolver equações exponencias é no cálculo de juros compostos cuja fórmula é:

onde M é o montante, C o capital, i a taxa de juros e t o tempo.

Solução:

Sejam M1 e M2 os montantes correspondentes aos capitais aplicados. Usando a fórmula, temos que:

M1 = 50000(1 + 0,05)t e M2 = 45000(1 + 0,06)t

Temos que determinar o tempo para que M1 = M2. Assim:

FUNÇÃO POTENCIA

Toda função do tipo y = x n, onde "n" é um número natural, é chamada Função Potência. São exemplos de funções potências:

  • y = x
  • y = x
  • y = x

e assim por diante.

Exemplo 1

A equação exponencial (2x)x = 16 X 8x2.

Primeiro escrevemos toda a equação como potências de base2obtendo:

2x2 = 24 X (23)x

até chegar a

2x2 = 24+3x

ou então,

x2 = – 2

Exemplo 2

A equação exponencial 2 X 3x – 9x + 3 = 0.

Podemos escrevê-la como: 2 X 3x – (32)x + 3 = 0, ou, o que é o mesmo, como:

2 X 3x (3x)2 + 3 = 0.

Mudamos (32)x por (3x)2, pois o resultado do cálculo desta potência não varia com esta modificação.

Ordenando os termos da última expressão, obteremos:

(3x)2 – 2 X 3x – 3 = 0.

Se tratarmos esta expressão como se fosse uma equação de segundo grau, podemos considerar 3x como incógnita, 3x = y, e isolando-a, obteremos:

y2 – 2y – 3 = 0

Agora comprovamos se alguma das soluções é válida:

Para y = 3, teremos 3x = 3

onde deduzimos que: x = 1.

Se y = – 1, teremos 3x = – 1

o que implica que não teremos solução para este valor, porque as funções exponenciais são sempre positivas.

POLINOMIAL

Um polinômio (função polinomial) com coeficientes reais na variável x é uma função matemática f:R R definida por:

p(x) = ao + a1x + a2x² + a3x³ +...+ anxn

onde ao, a1, a2, ..., an são números reais, denominados coeficientes do polinômio. O coeficiente ao é o termo constante.

Se os coeficientes são números inteiros, o polinômio é denominado polinômio inteiro em x.

Uma das funções polinomiais mais importantes é f:R R definida por:

f(x) = a x² + b x + c

O gráfico desta função é a curva plana denominada parábola, que tem algumas características utilizadas em estudos de Cinemática, radares, antenas parabólicas e faróis de carros

Exemplo

O valor numérico de p(x)=2x²+7x-12 para x=3 é dado por:

p(3) = 2×(3)²+7×3-12 = 2×9+21-12 = 18+9 = 27

FUNÇÃO RACIONAL

Toda função do tipo y = 1/x n, com x diferente de zero, é um caso particular de Função Racional. São exemplos dessas funções:

  • y = 1/x
  • y = 1/x
  • y = 1/x

e assim por diante.

O domínio de y = 1/x n é o conjunto dos reais, menos o zero, pois 1/ 0 não está definido.

A função y = 1/x estudada no capítulo de proporcionalidade inversa também é um caso particular de Função Racional, onde "n" é um número ímpar. Vamos analizá-la:

  • para a função y = 1/x4:

se x = 1/2 => y = 16

se x = 2 => y = 1/

FUNÇÃO INVERSA

Seja R uma relação de A em B. A relação inversa de R, denotada por R-1, é definida de B em A por:

R-1 = { (y,x) BxA: (x,y) R }

Exemplo: Sejam A={a,b,c}, B={d,e,f} e R uma relação em AxB, definida por

R = {(a,d),(a,e),(a,f),(b,d),(b,e),(b,f),(c,d),(c.e),(c,f)}

Então:

R-1 = {(d,a),(e,a),(f,a),(d,b),(e,b),(f,b),(d,c),(e,c),(f,c)}

Observação: O gráfico da relação inversa R-1 é simétrico ao gráfico da relação R, em relação à reta y=x (identidade).

Exemplo

Encontre a função inversa de f(x) = x3 + 2.

Escreva y = f(x);

Y = x3 + 2

Resolva essa equação para x em termos de y (se possível);

x3 = y – 2

Para expressar f-1 como uma função de x, troque x por y. A equação resultante é y = f-1(x).

DERIVADAS

Derivada de uma função do 1.º grau

A derivada de uma função do 1.° grau é igual ao coeficiente de x.

f(x) = ax + b →f’(x) = a

Derivada da função potência

A derivada de uma função potência de x, de expoente genérico “n", é verificada pela definição de derivadas e pelo binômio de Newton.

f(x) = xn→ f’(x) = n. xn-

Derivada do produto de função por uma constante

A derivada do produto de uma constante por uma função é igual ao produto da constante pela derivada da função.

g(x) = K. f(x) →g(x) = K. f (x)

Derivada da soma de funções

A derivada de uma soma de unções é igual à soma das derivadas dessas funções.

f(x) = u(x) + v(x)→ f(x) = u(x) + v(x)

Derivada da função potência

Importante:

Como conseqüência desta relação, obtém-se a seguinte fórmula: y = eu →y’ = eu. u’

Derivada da função logarítmica

A derivada de uma função logarítmica é dada pela fórmula:

Derivada da função seno

A derivada da função seno de um arco u, onde u é a função de x, é:

y = sen u→ y’ = u’. cos u

Derivada da função co-seno

A derivada da função co-seno de um arco u, onde u é uma função de x, é:

y = cos u→ y’ = – u’. sen u

Derivada da função tangente

A derivada da função tangente de um arco u, onde u é uma função de x, é:

y = tg u →y’ = u’. sec2 u

Importante:

y = sen x →y’ = cos x

y = cos x →y’ = – sen x

Exemplo 1

Exemplo