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fundamentos da eletricidade, Notas de estudo de Engenharia Elétrica

fundamentos da eletricidade

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 09/11/2009

cristian-puerari-6
cristian-puerari-6 🇧🇷

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FUNDAMENTOS DE
ELETRICIDADE
21.
INFORMAÇÕES DE SERVIÇO 21-1
CONHECIMENTOS BÁSICOS
DE ELETRÔNICA 21-6
SÍMBOLOS ELÉTRICOS 21-13
MÉTODOS BÁSICOS DE DIAGNÓSTICO
DA PARTE ELÉTRICA 21-13
Este capítulo ilustra as precauções de segurança e os conhecimentos básicos necessários para a manutenção dos
sistemas elétricos. Outros capítulos relacionados com os sistemas elétricos não contêm as informações básicas apre-
sentadas neste capítulo. Leia portanto este capítulo inteiro para compreender bem os procedimentos básicos de segu-
rança e os métodos de diagnóstico antes de realizar qualquer serviço de manutenção.
INFORMAÇÕES DE SERVIÇO
21-1
Conecte os fios somente com fios da mesma cor. Entre-
tanto, em alguns casos em que os fios de cores diferentes
devem ser conectados, sempre haverá uma fita de mes-
ma cor perto do conector.
• Ligue os conectores com os da mesma cor.
• Quando um fio tiver duas cores, haverá uma faixa de cor
diferente da cor principal do fio. Essa cor da faixa estará
indicada depois da cor principal.
Desconecte o cabo negativo da bateria antes de efetuar
serviço em qualquer componente elétrico.
Não permita o contato da ferramenta com o chassi ao
desconectar o cabo.
Ao medir a tensão e a resistência dos terminais dos fios
com multitester, coloque o tester por trás do conector.
Para conectores à prova de água, introduza o tester pela
frente para evitar abertura do terminal do fio.
Conecte primeiro o terminal positivo para ligar os cabos
da bateria.
• Passe graxa limpa nos terminais da bateria após a cone-
xão. Verifique se a capa de proteção está fixada no termi-
nal.
• Terminado o serviço, verifique se todos os protetores dos
terminais estão instalados corretamente.
TUBO VERDE
VERDE
AZUL
PRETOBRANCO BRANCO
TESTER CONECTOR À PROVA DE ÁGUA
FAIXA
VERMELHA
FIO BRANCO/VERMELHO
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FUNDAMENTOS DE

21. ELETRICIDADE

INFORMAÇÕES DE SERVIÇO 21-

CONHECIMENTOS BÁSICOS

DE ELETRÔNICA 21-

SÍMBOLOS ELÉTRICOS 21-

MÉTODOS BÁSICOS DE DIAGNÓSTICO

DA PARTE ELÉTRICA 21-

Este capítulo ilustra as precauções de segurança e os conhecimentos básicos necessários para a manutenção dos sistemas elétricos. Outros capítulos relacionados com os sistemas elétricos não contêm as informações básicas apre- sentadas neste capítulo. Leia portanto este capítulo inteiro para compreender bem os procedimentos básicos de segu- rança e os métodos de diagnóstico antes de realizar qualquer serviço de manutenção.

INFORMAÇÕES DE SERVIÇO

  • Conecte os fios somente com fios da mesma cor. Entre- tanto, em alguns casos em que os fios de cores diferentes devem ser conectados, sempre haverá uma fita de mes- ma cor perto do conector.
  • Ligue os conectores com os da mesma cor.
  • Quando um fio tiver duas cores, haverá uma faixa de cor diferente da cor principal do fio. Essa cor da faixa estará indicada depois da cor principal.
  • Desconecte o cabo negativo da bateria antes de efetuar serviço em qualquer componente elétrico.
  • Não permita o contato da ferramenta com o chassi ao desconectar o cabo. - Ao medir a tensão e a resistência dos terminais dos fios com multitester, coloque o tester por trás do conector. Para conectores à prova de água, introduza o tester pela frente para evitar abertura do terminal do fio. - Conecte primeiro o terminal positivo para ligar os cabos da bateria. - Passe graxa limpa nos terminais da bateria após a cone- xão. Verifique se a capa de proteção está fixada no termi- nal. - Terminado o serviço, verifique se todos os protetores dos terminais estão instalados corretamente.

TUBO VERDE

VERDE

AZUL

PRETO

BRANCO BRANCO

TESTER CONECTOR À PROVA DE ÁGUA

FAIXA

VERMELHA

FIO BRANCO/VERMELHO

  • Se o fusível queima, procure saber a causa para repará-la. Substitua o fusível por outro com a mesma capacidade.
  • Separe sempre os conectores com a chave de ignição na posição OFF.
  • Antes de separar o conector, verifique se o conector é do tipo de empurrar ou de puxar.
  • Para conectores com travas, empurre o conector levemen- te para destravar antes de desligar. - Ao separar conectores, puxe sempre os conectores e nun- ca o fio. - Certifique-se de que os protetores cobrem completamente os conectores. - Introduza os conectores totalmente. - Para conectores com trava, verifique se a trava está fixada firmemente. - Certifique-se de que as fiações estão fixadas corretamente na motocicleta. - Antes de ligar os conectores, verifique se os pinos dos terminais estão retos e se todos os terminais de fios estão intactos e apertados.

CORRETO

CERTO

CERTO

CERTO

CLIQUE

ERRADO

ERRADO

ERRADO

ERRADO

INCORRETO

  • Certifique-se que as fiações estão fixadas corretamente em todos os locais.
  • Para destravar a presilha da fiação ou da mangueira, use uma chave de fenda para abrir a lingüeta. Ao travar uma presilha, pressione firmemente até ouvir o ruído caracterís- tico (clique). Se a presilha for retirada do chassi, substitua- a por uma nova.
  • Verifique se a fiação está interferindo com as peças mó- veis ou deslizantes, após a fixação. - Instale as fiações evitando extremidades cortantes, cantos vivos ou pontas de parafusos. - Instale os coxins em seus orifícios corretamente. - Não dobre nem torça as fiações. - Leia as instruções antes de usar os dispositivos de teste.

a

Não deixe cair as peças que contenham semiconduto- res. Os semicondutores são frágeis e sensíveis a cho- ques. Ao cair, o semicondutor pode ser danificado ou destruído.

CERTO

CERTO

CERTO

CERTO

CERTO

CERTO

ERRADO

ERRADO

ERRADO

ERRADO

ERRADO

ERRADO

CHAVE DE LINGÜETA LINGÜETA

FENDA

  • Tome cuidado para não esmagar as fiações entre as pe- ças durante a instalação dos componentes elétricos.
  • Passe os fios e os cabos de modo que não fiquem muito esticados nem muito frouxos em todas as posições de ma- nobra do guidão.
  • Evite passar as fiações nas dobras pontiagudas.
  • Passe as fiações de modo que não fiquem excessivamen- te esticadas ou frouxas.

CERTO

ERRADO

NOTAS

CORRENTE ALTERNADA E CORRENTE CONTÍNUA

Todos os componentes elétricos são fornecidos em corrente al- ternada ou corrente contínua, cujas abreviaturas são CA para corrente alternada e CC para corrente contínua. A característica básica das duas correntes difere completamen- te e, para efeitos de serviços, é necessário compreender bem a diferença.

Corrente alternada A corrente alternada (CA) muda o valor da tensão e a polaridade com o tempo. A corrente alternada flui em um sentido até atingir a tensão máxima e, em seguida, cai para zero volts, então muda de sentido ou de polaridade até atingir a tensão máxima, voltan- do a cair até zero volts, mudando novamente de polaridade. Do início da tensão positiva até o término da tensão negativa é co- nhecido como um ciclo.

Nas motocicletas, toda eletricidade gerada é corrente alternada. Entretanto, a CA pode ser convertida em corrente contínua (CC) por retificação. A corrente contínua é então fornecida aos com- ponentes que operam com CC. Por exemplo, alguns modelos usam CC para os faróis e outros usam CA. Para os faróis que operam em CA, as lâmpadas se apagam quando o fluxo de corrente é zero e, em seguida, acendem-se de novo quando a polaridade se torna invertida. Este ciclo acen- de-apaga é repetido em alta freqüência (número de ciclos em um segundo) e portanto as pessoas não percebem, tendo a im- pressão de que permanecem acesos continuamente.

Corrente contínua A corrente contínua é uma corrente cuja magnitude e cujo senti- do permanecem constantes. A representação gráfica da corren- te contínua é mostrada na ilustração ao lado. A corrente contí- nua é abreviada com as letras CC. As baterias das motocicletas e as baterias domésticas fornecem corrente contínua.

A corrente contínua tem as seguintes características, opostas à corrente alternada.

  • A corrente contínua pode ser armazenada em baterias e des- carregada quando for necessário (a corrente alternada não pode ser armazenada).
  • A corrente contínua tem capacidade de grande fluxo de cor- rente (ideal para motores de partida).
  • A tensão de corrente contínua não pode ser aumentada ou di- minuída (a tensão da corrente alternada pode ser alterada, uti- lizando um transformador).

CORRENTE ALTERNADA

CORRENTE CONTÍNUA

CORRENTE

1 CICLO

TEMPO

TEMPO

TENSÃO

Como mostra a ilustração ao lado, quando dois tanques de água, A e B, são ligados entre si, a água flui do tanque A para o tanque B. Este fluxo é o resultado da diferença de pressão entre os dois tanques.

O mesmo conceito aplica-se à eletricidade. A diferença de pressão, chamada de diferença de potencial elé- trico, faz a corrente fluir através de um circuito. A diferença de potencial é medida em volts (V).

RESISTÊNCIA

Como é do conhecimento de todos, a água flui com mais facili- dade em um tubo maior do que em um tubo menor. Isto aconte- ce porque o tubo menor oferece maior resistência. Da mesma maneira, a corrente elétrica passa com mais facilidade em um fio grosso do que em um fio mais fino. A resistência que limita o fluxo de eletricidade através de um fio é medida em ohms (Ω).

A resistência aumenta de acordo com a redução do tamanho do fio e o aumento de comprimento. Esse valor de resistência pode ser medido com o ohmímetro.

FLUXO DA ÁGUA

FLUXO DA ELETRICIDADE

FIO FINO (RESISTÊNCIA MAIOR)

FIO ESPESSO (RESISTÊNCIA MENOR)

BATERIA

FLUXO MENOR FLUXO MAIOR

TUBO FINO

TUBO LARGO

DIFERENÇA DE PRESSÃO (DIFERENÇA DE ALTURA)

DIFERENÇA DE POTENCIAL (VOLTAGEM)

Circuito em série O circuito em série é um circuito elétrico em que as resistências estão ligadas em série (as resistências estão ligadas positivo a negativo entre si) e, depois, para terra. Há somente uma trajetó- ria disponível de corrente, onde passam a mesma intensidade de corrente em cada resistência e a tensão é dividida de acordo com a resistência. A resistência total (Ω) pode ser encontrada simplesmente adicionando todas as resistências. Por exemplo, R = R1 + R2.

Circuito em paralelo O circuito em paralelo é um circuito elétrico onde as resistências estão ligadas positivo com positivo e negativo com negativo en- tre si. Há uma trajetória para fluxo de corrente para cada resis- tência. A tensão para cada resistência é a mesma, mas a inten- sidade de corrente varia de acordo com o valor da resistência. A intensidade de corrente para cada resistência pode ser calcula- da dessa forma: i1 = E ÷ r1, i2 = E ÷ r2. A corrente total (I) é a soma de todas as correntes que passam por cada resistência.

SEMICONDUTORES

A condutividade elétrica dos semicondutores está situada entre os condutores e os isoladores. Antes de compreender como os semicondutores funcionam nos circuitos é preciso conhecer basicamente as características dos semicondutores.

DIODO

O diodo permite que a corrente passe somente em uma direção. Quando a corrente está passando, há uma ligeira queda de ten- são no diodo.

DIODO ZENER

O diodo zener permite que a corrente flua em uma direção, se- melhante ao diodo acima. Quando for aplicada uma tensão in- versa acima de uma determinada tensão, ele permite a passa- gem da corrente para o sentido inverso. Quando a tensão dimi- nuir até abaixo da tensão inversa, ele interrompe a passagem da corrente para o sentido inverso.

(CIRCUITO EM SÉRIE)

(CIRCUITO EM PARALELO)

r

r

i

i

r

r

A CORRENTE FLUI

(SENTIDO NORMAL)

A CORRENTE FLUI

A CORRENTE NÃO FLUI

(SENTIDO INVERSO)

A CORRENTE NÃO FLUI ABAIXO DA TENSÃO INVERSA A CORRENTE FLUI ACIMA DA TENSÃO INVERSA

DIODO

DIODO ZENER

TENSÃO INVERSA

TENSÃO

CORRENTE

TIRISTOR (SCR)

Os tiristores dispõem de três terminais: ânodo, cátodo e gate. A corrente que passa do ânodo para o cátodo é considerada como corrente de sentido positivo. Como os diodos, os tiristores não conduzem a corrente no senti- do negativo. Os tiristores permitem que a corrente flua do ânodo para cátodo somente quando o tiristor estiver ativado.

O tiristor será ativado quando certa quantidade de tensão é apli- cada ao gate. Esse pulso elétrico de entrada do gate é chama- do tensão de gate ou tensão de disparo. Quando o tiristor é ativado, não há necessidade de uma aplica- ção contínua de tensão ao gate e a sua característica torna-se idêntica à do diodo comum.

Transístor O transístor tem três terminais: emissor (E), coletor (C) e base (B). Há dois tipos de transístores: tipo PNP e NPN.

Nos transístores de tipo PNP, quando a tensão positiva é aplica- da ao emissor e a tensão negativa é aplicada ao coletor, quase nenhuma corrente flui entre coletor e o emissor. Se a tensão do emissor é elevada levemente mais do que a tensão de base e uma pequena corrente passa do emissor para a base, uma grande quantidade de corrente fluirá do emissor para a coletor.

TIRISTOR

A

E

E

E

E: EMISSOR C: COLETOR B: BASE

C

C

C

B B

B

K

G

ÂNODO A K CÁTODO

NÃO FLUI CORRENTE

A CORRENTE FLUI QUANDO O SCR ESTÁ ATIVO

NÃO FLUI CORRENTE

NÃO FLUI CORRENTE

CORRENTE DE BASE

SÍMBOLOS DE TRANSÍSTORES

G GATE

TENSÃO DE GATE

TIPO PNP TIPO NPN

SÍMBOLOS ELÉTRICOS

Os símbolos abaixo são os símbolos mais comuns usados nos circuitos elétricos.

As abreviaturas usadas nos dispositivos de comutação são as seguintes: NO (normalmente aberto): o interruptor está aberto em esta- do normal NC (normalmente fechado): o interruptor está fechado em estado normal.

BATERIA

BOMBA CONECTOR P = # do pino COR

CONECTOR (Tipo redondo)

CONECTOR (Tipo plano)

TERMINAL DE OLHAL

INTERRUPTOR DE IGNIÇÃO

(Símbolo do circuito) (Símbolo da fiação)

INTERRUPTOR DE IGNIÇÃO

INTERRUPTOR (Dois terminais)

INTERRUPTOR (Tipo três terminais)

FILAMENTO DUPLO

INTERRUPTOR (Tipo combinado)

FUSÍVEL RELÉ (Tipo NO) RELÉ (Tipo NC) LÂMPADA TERRA

VELA DE IGNIÇÃO RESÍSTOR RESÍSTOR VARIÁVEL BOBINA SOLENÓIDE LED (Diodo de emissão de luz

CAPACITOR

ALTERNADOR TRIFÁSICO

ALTERNADOR GERADOR DE PULSOS MONOFÁSICO

BOBINA DE IGNIÇÃO (Tipo simples)

BOBINA DE IGNIÇÃO (Tipo duplo)

LIGAÇÃO MULTITESTER MOTOR Voltímetro Ohmímetro Ligado

Lado fêmea

Lado fêmea

NO NC

HL

Hi

Lo

Lado macho

Lado fêmea

Lado macho

Lado macho

Sem ligação

Amperímetro

MÉTODOS BÁSICOS DE DIAGNÓSTICO DA

PARTE ELÉTRICA

MEDIÇÃO DA TENSÃO

A medição da tensão é um método fundamental para verificar os componentes do circuito. A medição é feita visando aos seguin- tes objetivos:

 Para verificar se há tensão. A lâmpada de teste pode ser usa- da nesse caso.  Para medir o valor da tensão real. O voltímetro é usado para determinar se o componente elétrico está operando nor- malmente.

COMO MEDIR A TENSÃO COM O VOLTÍMETRO

NOTA

Selecione uma escala de medição que seja uma escala mais alta do que o valor de tensão desejado. Aplique o tester verme- lho ao terminal positivo e o tester preto ao terminal negativo do circuito. O esquema ao lado mostra o voltímetro registrando a tensão através da lâmpada. Os voltímetros deverão ser ligados sempre em paralelo e nunca em série.

Verifique se a superfície do terra está limpa e livre de pintura. Use o parafuso fixado diretamente ao chassi.

Exemplo 1 Estude primeiro o esquema de circuito. Se as lâmpadas, B e C não funcionarem e a lâmpada A estiver em boas condições, o defeito estará entre as ligações à terra em B e C e no interruptor A. Se a lâmpada A também não funcionar, o problema estará entre as ligações à terra em A, B e C e no interruptor de ignição.

  1. Com o interruptor de ignição na posição ON e se as lâmpa- das B e C não funcionarem, verifique a tensão no ponto .
  2. Se não encontrar a tensão no ponto  verifique a tensão no ponto . Se a tensão existe no ponto  e não no ,há pro- blema na ligação do conector A. Se houver tensão nos pontos  e  o interruptor A deverá ser verificado.

VOLTÍMETRO

VOLTÍMETRO

PRETO

PRETO

PRETO

PRETO

PRETO

PRETO

PRETO

LIGADO EM PARALELO (CORRETO)

INTERRUPTOR DE IGNIÇÃO

INTERRUPTOR DE IGNIÇÃO

INTERRUPTOR A

INTERRUPTOR A

CONECTOR A

CONECTOR B

LIGADO EM SÉRIE (INCORRETO)

VOLTÍMETRO

LÂMPADA

LÂMPADA A

LÂMPADA B

LÂMPADA B

LÂMPADA C

LÂMPADA C

FIAÇÃO PRINCIPAL

MEDIÇÃO DE RESISTÊNCIA

Juntamente com a tensão, a resistência é outro parâmetro bási- co para diagnosticar os circuitos e seus componentes. Mede-se a resistência visando aos seguintes objetivos:  Para verificar se os componentes estão funcionando correta- mente. O valor da resistência da bobina (por exemplo, da bobi- na de ignição) indica se a bobina está normal ou com defeito.  Para verificar se há fios partidos. A verificação da continuida- de indica se o fio está intacto ou partido.

Como medir a resistência com o ohmímetro.

NOTA

A zeragem correta do ohmímetro é necessária para obter as medições corretas. Toque os dois testes e ajuste o ohmíme- tro de modo que marque 0 (Ω).

Como a polaridade dos terminais não é importante, qualquer dos testes pode ser aplicado ao terminal. Entretanto, como os diodos permitem que a corrente passe somente em uma dire- ção, a polaridade se torna importante.

Diferente de uma medição de tensão, é necessário desligar o componente do circuito. Se medir a resistência com o circuito totalmente ligado, o ohmímetro indicará um valor menor do que o valor correto.

Da mesma maneira, se o circuito tiver ramificação, o conector principal do ramal específico deverá ser desligado para obter a leitura correta.

VERIFICAÇÃO DE BOBINA

AJUSTADOR DO ZERO OHM

BOM RUIM

R

CONECTOR R

COM O CONECTOR LIGADO COM O CONECTOR DESLIGADO

R1 R

R1 x R R = ————— R1 + R

R1 x R R = ————— R1 + R

R = R

R = R

R

R

VERIFICAÇÃO DE FIOS PARTIDOS

Quando o ohmímetro estiver ligado em série, os valores de resis- tência serão grandes. No esquema, meça a resistência R1, colocando o tester  para terra.

Exemplo Para verificar a bobina de excitação do CDI, a resistência pode ser medida nos pontos  e . Medindo a resistência no ponto  automaticamente estará verificando se há fio solto (preto/ver- melho) e se há má conexão no conector do alternador. Se a re- sistência estiver normal no ponto , o ponto  não precisa ser verificado. Se o ponto  for verificado primeiro e se a resistência estiver correta, ainda é possível que haja um fio interrompido e conec- tor solto. Neste caso ainda há necessidade de verificar e locali- zar o defeito.

Se colocar o tester negativo no fio terra (verde) para medir a re- sistência no ponto  terá um resultado melhor sobre a verifica- ção de conexão com a terra. Para verificar o funcionamento de uma bobina de excitação co- loque os testers como está indicado na ilustração ao lado. Se a resistência estiver normal, então a bobina de excitação, o fio li- gado à bobina (preto/vermelho) e o fio terra (verde) estão nor- mais.

Se a resistência estiver longe do valor normal, verifique os se- guintes pontos:

  1. Se há fio terra interrompido (verde) Coloque o tester no ponto  e meça a resistência.
    • Se obtiver 0 Ω, o fio verde está corretamente aterrado.
    • Se obtiver ∞ (infinito), então pode existir fio (verde) interrom- pido ou conexão solta no terminal da terra.

R

VERDE

VERDE

VERDE

UNIDADE CDI

FIO TERRA

TERMINAL TERRA

FIAÇÃO PRINCIPAL

BOBINA DE EXCITAÇÃO CDI

PRETO/VERMELHO

PRETO/VERMELHO

PRETO/VERMELHO

PRETO/ VERMELHO

PRETO/ VERMELHO

PRETO/ VERMELHO

R = R1 + R

R

COMO UTILIZAR ESTE MANUAL

Este manual apresenta as teorias de funcionamento de vários sistemas comuns às motocicletas e moto- netas. Ele fornece também as informações básicas sobre diagnóstico de defeitos, inspeção e reparos dos componentes e sistemas encontrados nessas máquinas.

Consulte o Manual de Serviços do modelo específi- co para obter as informações específicas deste mo- delo que esteja manuseando (ex. especificações técnicas, valores de torque, ferramentas especiais, ajustes e reparos).

Capítulo 1 refere-se às informações gerais sobre toda a motocicleta, assim como precauções e cui- dados para efetuar a manutenção e reparos.

Capítulos 2 a 15 referem-se às partes do motor e transmissão.

Capítulos 16 a 20 incluem todos os grupos de com- ponentes que formam o chassi.

Capítulos 21 a 25 aplicam-se a todos os componen- tes e sistemas elétricos instalados nas motocicletas HONDA.

Localize o capítulo que você pretende consultar nesta página (Índice Geral). Na primeira página de cada capítulo você encontrará um índice específico.

MOTO HONDA DA AMAZÔNIA LTDA.

Departamento de Serviços Pós-Venda Setor de Publicações Técnicas

TODAS AS INFORMAÇÕES, ILUSTRAÇÕES E

ESPECIFICAÇÕES INCLUÍDAS NESTA PUBLI-

CAÇÃO SÃO BASEADAS NAS INFORMAÇÕES

MAIS RECENTES DISPONÍVEIS SOBRE O PRO-

DUTO NA OCASIÃO EM QUE A IMPRESSÃO DO

MANUAL FOI AUTORIZADA. A MOTO HONDA

DA AMAZÔNIA LTDA. SE RESERVA O DIREITO

DE ALTERAR AS CARACTERÍSTICAS DA MO-

TOCICLETA A QUALQUER MOMENTO E SEM

AVISO PRÉVIO, NÃO INCORRENDO POR ISSO

EM OBRIGAÇÕES DE QUALQUER ESPÉCIE.

NENHUMA PARTE DESTA PUBLICAÇÃO PODE

SER REPRODUZIDA SEM AUTORIZAÇÃO POR

ESCRITO.

ÍNDICE GERAL

INFORMAÇÕES GERAIS

MANUTENÇÃO

TESTE DO MOTOR

LUBRIFICAÇÃO

SISTEMA DE REFRIGERAÇÃO

SISTEMA DE ESCAPE

SISTEMAS DE CONTROLE DE EMISSÃO

SISTEMA DE ALIMENTAÇÃO

CABEÇOTE/VÁLVULAS

CILINDRO/PISTÃO

EMBREAGEM

SISTEMA DE TRANSMISSÃO POR

CORREIA V-MATIC

TRANSMISSÃO/SELETOR DE MARCHAS

CARCAÇA DO MOTOR/

ÁRVORE DE MANIVELAS

TRANSMISSÃO FINAL/

EIXO DE TRANSMISSÃO

RODAS/PNEUS

FREIOS

SISTEMA ELÉTRICO

CHASSIS

MOTOR

SUSPENSÃO DIANTEIRA/

SISTEMA DE DIREÇÃO

1 2 3 4 5 6 7 8 9

10

11

12

13

14

15

16

17

18

SUSPENSÃO TRASEIRA

CHASSI

FUNDAMENTOS DE ELETRICIDADE

BATERIA/SISTEMA DE CARGA/

SISTEMA DE ILUMINAÇÃO

SISTEMAS DE IGNIÇÃO

PARTIDA ELÉTRICA/

EMBREAGEM DE PARTIDA

LUZES/INSTRUMENTOS/INTERRUPTORES

19

20

21

22

23

24

25

SUPLEMENTO (^) 26