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Gerard Lebrun (Poder), Notas de estudo de Cultura

Gerard Lebrun (Poder)

Tipologia: Notas de estudo

2015

Compartilhado em 29/07/2015

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pamela-duarte-1 🇧🇷

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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA
FILOSOFIA E ÉTICA - MATERIAL 2015/1
RESUMO
PAMELA DUARTE
PODER GERARD LEBRUN
Para retirar do pensamento das pessoas o caráter reverso que está revestida a palavra “poder” na
sociedade atual, fruto das muitas teorias políticas e filosóficas, é que Gerard Lebrun analisar algumas dessas
teorias.
No primeiro capítulo do seu livro, a tese defendida por Lebrun vai de encontro com a teoria do
sociólogo Talcon Parsons, que diz que o poder não está no impor a própria vontade contra qualquer
resistência, mas ter autoridade sem que tenha a necessidade de coerção. Para Gerard, o homem só respeita a
autoridade porque sabe que existirá uma punição. E nenhuma organização política moderna existiria sem a
existência da dominação.
Nos capítulos seguintes o autor se mostra favorável a teoria da Sabedoria, de Hobbes, defendida por
Hobbes em detrimento das outras. Para Hobbes o homem era um ser apolítico e anti-social, defendia que a
República (Leviatã) deveria ter como finalidade proteger os homens do estado natural (todos contra todos),
porém seria necessário que o homem abrisse mãos de direitos e estabelecesse um contrato garantido pelo
soberano. Lebrun rebate todas as críticas feitas pelas outras filosofias e mostra que elas discutem as
minúcias e mantem a essência da teoria de Hobbes, sustentando assim sua tese.
Lebrun irá subverter a tese de Macpherson (que o modelo de Hobbes foi criado para defender a
economia de mercado), no capítulo “O Leviatã e o Estado burguês”. Mostrando que é no modelo de Locke
que irá defender aquele tipo de economia. E usando argumentos como o de reconhecer que a teoria da
soberania é um modelo político que supunha o surgimento ou a existência de uma sociedade mercantil,
contudo defende que Hobbes instaurou um modelo de dominação política que é condição essencial para o
estabelecimento de uma sociedade moderna. Fala também, que Locke subverteu Hobbes, pois para o
primeiro há incompatibilidade entre monarquia absoluta e estado civil, enquanto para o segundo não.
Mas Hobbes também é defendido por Lebrun com argumentos não convincentes. Como parecer não
levar em consideração, que muitas vezes, a população não tem consciência de seus direitos mínimos e
consequentemente não pode reivindica-los ao seu “soberano”.
Na verdade o que podemos perceber em seu livro é que, Lebrun se propôs a retira do leitor o caráter
negativo da palavra “poder”, entretanto acabou defendendo uma filosofia que, se não é foi a grande
responsável por esta visão nociva, certamente foi uma das que mais contribuiu para que ela se estabelecesse.

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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA FILOSOFIA E ÉTICA - MATERIAL 2015/

PAMELA DUARTE^ RESUMO

PODER – GERARD LEBRUN

Para retirar do pensamento das pessoas o caráter reverso que está revestida a palavra “poder” na sociedade atual, fruto das muitas teorias políticas e filosóficas, é que Gerard Lebrun analisar algumas dessas teorias.

No primeiro capítulo do seu livro, a tese defendida por Lebrun vai de encontro com a teoria do sociólogo Talcon Parsons, que diz que o poder não está no impor a própria vontade contra qualquer resistência, mas ter autoridade sem que tenha a necessidade de coerção. Para Gerard, o homem só respeita a autoridade porque sabe que existirá uma punição. E nenhuma organização política moderna existiria sem a existência da dominação.

Nos capítulos seguintes o autor se mostra favorável a teoria da Sabedoria, de Hobbes, defendida por Hobbes em detrimento das outras. Para Hobbes o homem era um ser apolítico e anti-social, defendia que a República (Leviatã) deveria ter como finalidade proteger os homens do estado natural (todos contra todos), porém seria necessário que o homem abrisse mãos de direitos e estabelecesse um contrato garantido pelo soberano. Lebrun rebate todas as críticas feitas pelas outras filosofias e mostra que elas só discutem as minúcias e mantem a essência da teoria de Hobbes, sustentando assim sua tese.

Lebrun irá subverter a tese de Macpherson (que o modelo de Hobbes foi criado para defender a economia de mercado), no capítulo “O Leviatã e o Estado burguês”. Mostrando que é no modelo de Locke que irá defender aquele tipo de economia. E usando argumentos como o de reconhecer que a teoria da soberania é um modelo político que supunha o surgimento ou a existência de uma sociedade mercantil, contudo defende que Hobbes instaurou um modelo de dominação política que é condição essencial para o estabelecimento de uma sociedade moderna. Fala também, que Locke subverteu Hobbes, pois para o primeiro há incompatibilidade entre monarquia absoluta e estado civil, enquanto para o segundo não.

Mas Hobbes também é defendido por Lebrun com argumentos não convincentes. Como parecer não levar em consideração, que muitas vezes, a população não tem consciência de seus direitos mínimos e consequentemente não pode reivindica-los ao seu “soberano”.

Na verdade o que podemos perceber em seu livro é que, Lebrun se propôs a retira do leitor o caráter negativo da palavra “poder”, entretanto acabou defendendo uma filosofia que, se não é foi a grande responsável por esta visão nociva, certamente foi uma das que mais contribuiu para que ela se estabelecesse.