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gestação de alto risco, Notas de estudo de Enfermagem

gestação de alto risco

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 21/11/2009

miller-brandao-6
miller-brandao-6 🇧🇷

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Ministério da Saúde
Secretaria de Políticas de Saúde
Departamento de Gestão de Políticas Estratégicas
Área Técnica de Saúde da Mulher
G E S T A Ç Ã O D E A L T O R I S C O
M a n u a l T é c n i c o
3ª EDIÇÃO
BRASÍLIA 2000
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Baixe gestação de alto risco e outras Notas de estudo em PDF para Enfermagem, somente na Docsity!

Ministério da Saúde Secretaria de Políticas de Saúde Departamento de Gestão de Políticas Estratégicas Área Técnica de Saúde da Mulher G E S T A Ç Ã O D E A L T O R I S C O M a n u a l T é c n i c o 3ª EDIÇÃO BRASÍLIA 2000

G E S T A Ç Ã O D E A L T O R I S C O

M a n u a l T é c n i c o 3ª EDIÇÃO MINISTÉRIO DA SAÚDE BRASÍLIA 2000

Regina Coeli Viola Nelson Cardoso de Almeida Marilena Garcia Suzanne Serruya Elaboração: 3ª edição, 2000 Dirlene Mafalda I. Silveira Jacob Arkader Janine Schirmer José Guilherme Cecatti José Júlio Tedesco Sara Romera Sorrentino Suzanne Serruya Colaboração: Ana Lúcia Ribeiro de Vasconcelos Angela de A. Jacob Reichelt Beatriz Helena Tess Geraldo Duarte Maria Inês Schmidt Maria Lúcia da Rocha Oppermann Marinice Coutinho

Ricardo Fescina Valdiléa G. Veloso dos Santos c Ministério da Saúde, 2000. É permitida a reprodução total, desde que citada a fonte. Tiragem: 30.000 exemplares Edição, distribuição e informações: Ministério da Saúde Área Técnica da Saúde da Mulher Esplanada dos Ministérios, Bloco G, 6º andar CEP: 70.058- Tel.: (0xx61) 223- Fax: (0xx61) 322-

Gestação de Alto Risco / Secretaria dePolíticas, Área Técnica da Saúde da Mulher. _ Brasília : Ministério da Saúde, 2000. 164 p.

  1. Gravidez de alto risco. 2. Puerpério. I.Brasil. Ministério da Saúde, Secretaria de Políticas de Saúde.
  • APRESENTAÇÃO
  • INTRODUÇÃO
  • GESTAÇÃO DE ALTO RISCO
  • PARTE 1 _ DOENÇAS OBSTÉTRICAS
    1. Síndromes Hipertensivas da Gravidez
  • 1.1. Pré-Eclâmpsia
  • 1.2. Iminência de Eclâmpsia/Eclâmpsia
  • 1.3. Síndrome Hellp
    1. Síndromes Hemorrágicas
  • 2.1. Hemorragias da primeira metade da gravidez
  • 2.1.1. Abortamento
  • 2.1.2. Abortamento Habitual
  • 2.1.3. Gravidez Ectópica
  • 2.1.4. Mola Hidatiforme
  • 2.1.5. Descolamento cório-amniótico
  • 2.2. Hemorragias da segunda metade da gravidez
  • 2.2.1. Placenta Prévia
  • 2.2.2. Descolamento Prematuro da Placenta
  • 2.2.3. Rotura Uterina
    1. Desvios do Crescimento Fetal
  • 3.1. Retardo do Crescimento Intra-Uterino
  • 3.2. Macrossomia Fetal
    1. Alterações da duração da Gravidez
  • 4.1. Incompetência Istmo-cervical
  • 4.2. Trabalho de Parto Prematuro
  • 4.3. Gestação Prolongada
    1. Alterações do Volume de Líquido Amniótico
  • 5.1. Oligoâmnio
  • 5.2. Polidrâmnio
    1. Êmese E Hiperêmese
    1. Gestação Múltipla
    1. ALOIMUNIZAÇÃO Materno-Fetal
    1. Amniorrexe Prematura
  • 9.1. Corioamnionite
    1. Óbito Fetal
    1. Cesárea Anterior
  • PARTE 2 _ INTERCORRÊNCIAS CLÍNICAS
    1. InfeCÇÕES
  • 1.1. Infecção urinária
  • 1.2. Toxoplasmose
  • 1.3. Malária
  • 1.4. Hanseníase
  • 1.5. Rubéola
  • 1.6. Citomegalia
  • 1.7. Doenças Sexualmente Transmissíveis
  • 1.7.1. Sífilis
  • 1.7.2. Hepatites B e C
  • 1.7.3. Infecção pelo HIV
  • 1.7.4. Infecção pelo Papiloma Vírus
  • 1.7.5. Herpes Simples Vírus
  • 1.7.6. Vaginose Bacteriana
    1. Hipertensão arterial crônica
    1. Anemias
  • 3.1. Anemia Ferropriva
  • 3.2. Anemia Megaloblástica
  • 3.3. Anemia Falciforme
  • 3.4. Talassemias
  • 3.5. Anemia Microangiopática
    1. Endocrinopatias
  • 4.1. Diabete Melito
  • 4.2. Tireoidopatias
  • 4.2.1. Hipotireoidismo
  • 4.2.2. Hipertireoidismo 114 4.2.3. Crise Tireotóxica
  • 4.2.4. Carcinoma de Tireóide
    1. Cardiopatias
    1. Pneumopatias
  • 6.1. Asma
  • 6.2. Pneumonia
  • 6.3. Tuberculose
    1. Lupus eritematoso sistêmico
    1. Síndrome antifosfolÍPIDE
    1. Tromboembolismo
    1. Epilepsia
  • PARTE 3 _ AVALIAÇÃO FETAL
    1. AVALIAÇÃO DA Vitalidade
  • 1.1. Métodos Clínicos
  • 1.1.1. Registro diário dos movimentos fetais
  • 1.1.2. Prova de aceleração fetal 132 1.2. Métodos Biofísicos
  • 1.2.1. Cardiotocografia anteparto de repouso
  • 1.2.2. Perfil Biofísico Fetal
  • 1.2.3. Dopplervelocimetria
    1. avaliação da maturidade fetal
  • 2.1. Métodos Clínicos
  • 2.1.1. Estabelecimento da Idade Gestacional
  • 2.1.2. Exame do Líquido Amniótico
  • 2.2. Métodos Laboratoriais
  • 2.2.1. Exame do Líquido Amniótico
  • 2.2.2. Exame Ultra-sonográfico
  • ALTO RISCO PARTE 4 _ ANTECIPAÇÃO ELETIVA DO PARTO NA GESTAÇÃODE
    1. ANTECIPAÇÃO ELETIVA DO PARTO
  • PARTE 5 _ ATENDIMENTO À GESTANTE EM RISCO DE VIDA
    1. ATENDIMENTO À GESTANTE COM RISCO DE VIDA
  • PARTE 6 _ ANEXOS
    1. NORMAS DE BIOSSEGURANÇA E PARTO
    1. CUIDADOS ESPECÍFICOS DURANTE O PARTO
    1. DIAGNÓSTICO SOROLÓGICO DA INFECÇÃO PELO HIV

Promover a maternidade segura é compromisso do Ministério daSaúde e de todos nós. Além de garantir o pré-natal e humanizar o atendimento, entre outras ações, é preciso dedicar atenção especial auma pequena parcela de mulheres grávidas, por serem portadoras de doenças que se agravam com a gestação ou são desencadeadas nesseperíodo.

Para atender às necessidades desse segmento, os estados estãorecebendo assessoria técnica e recursos financeiros com o objetivo de desenvolver projetos de reorganização dos sistemas de atenção àgestação de risco.

O Manual Técnico de Gestação de Alto Risco que o Ministério daSaúde apresenta vem esclarecer procedimentos e contribuir para a capacitação dos profissionais de saúde em todo o Brasil. JOSÉ SERRA Ministro da Saúde

I N T R O D U Ç Ã O

A mortalidade infantil por causas originárias do período perinatalvem aumentando no Brasil. Sabe-se que esses óbitos são preveníveis em sua maioria, mas para tal é necessária participação ativa dosistema de saúde. Vários países em desenvolvimento já conseguiram obter resultados satisfatórios. Isso foi possível pela ação organizada,ampla, integrada e com cobertura abrangente, utilizando tecnologias simplificadas e economicamente viáveis. Após a Conferência Internacional de População e Desenvolvimento,em 1994, no Cairo, evoluiu o conceito de saúde reprodutiva, ganhando enfoque igualmente prioritário os indicadores de saúderelativos à morbidade, à mortalidade e ao bem-estar geral da população feminina. Esse conceito lança novo olhar, ampliando acidadania das mulheres para além da maternidade.

A gestação é um fenômeno fisiológico e, por isso mesmo, suaevolução se dá na maior parte dos casos sem intercorrências. Apesar desse fato, há pequena parcela de gestantes que, por teremcaracterísticas específicas, ou por sofrerem algum agravo, apresenta maiores probabilidades de evolução desfavorável, tanto para o fetocomo para a mãe. Essa parcela constitui o grupo chamado de "gestantes de alto risco". Esta visão do processo saúde-doença, denominada Enfoque de Risco,fundamenta-se no fato de que nem todos os indivíduos têm a mesma probabilidade de adoecer ou morrer, sendo tal probabilidade maiorpara uns que para outros.

Essa diferença estabelece um gradiente de necessidade de cuidadosque vai desde o mínimo, para os indivíduos de baixo risco ou baixa probabilidade de apresentar esse dano, até o máximo, necessário paraaqueles com alta probabilidade de sofrer danos à saúde. A

G E S T A Ç Ã O D E A L T O R I S C O

Toda gestação traz em si mesma risco para a mãe ou para o feto. Noentanto, em pequeno número delas esse risco está muito aumentado e é então incluído entre as chamadas gestações de alto risco.forma, pode-se conceituar gravidez de alto risco "aquela na qual a Desta

vida ou saúde da mãe e/ou do feto e/ou do recém-nascido, têmmaiores chances de serem atingidas que as da média da população considerada" (Caldeyro-Barcia, 1973). O interesse pela gestação de alto risco data da década de sessenta e,como seria de se esperar, despertou a atenção de inúmeros estudiosos, no mundo inteiro. Para a generalização dos conhecimentos, oprimeiro passo era a identificação, em determinada população, daquelas que tivessem fatores de risco. Assim, surgiram inúmerastabelas e escores na literatura mundial, diferentes entre si, por relatarem realidades de países, ou mesmo regiões diferentes. No Brasil, por suas grandes dimensões e, principalmente pelas diferenças sócio-econômico-culturais, evidenciam-se fatores de risco diversos para as várias regiões. Partindo-se desta constatação, parece ser de maior interesse listarem-se os fatores mais comuns na população em geral. Assim, os fatores geradores de risco podem ser agrupados em quatro grandes grupos, que são:

  1. Características individuais e condições sócio-demográficas desfavoráveis;
  2. História reprodutiva anterior à gestação atual;
  3. Doenças obstétricas na gestação atual;
  4. Intercorrências clínicas. As situações listadas no Quadro 1, embora de risco, devem

_ Altura menor que 1,45 m _ Peso menor que 45 kg e maior que 75 kg _ Dependência de drogas lícitas ou ilícitas

2. História reprodutiva anterior _ Morte perinatal explicada e inexplicada _ Recém-nascido com crescimento retardado, pré-termo ou malformado _ Abortamento habitual _ Esterilidade/infertilidade _ Intervalo interpartal menor que 2 anos ou maior que 5 anos _ Nuliparidade e Multiparidade _ Síndrome hemorrágica ou hipertensiva _ Cirurgia uterina anterior 3. Doença obstétrica na gravidez atual _ Desvio quanto ao crescimento uterino, número de fetos e volume de líquido amniótico _ Trabalho de parto prematuro e gravidez prolongada _ Ganho ponderal inadequado _ Pré-eclâmpsia e eclâmpsia _ Diabetes gestacional

_ Amniorrexe prematura _ Hemorragias da gestação _ Aloimunização _ Óbito fetal

4. Intercorrências clínicas _ Hipertensão arterial _ Cardiopatias _ Pneumopatias _ Nefropatias _ Endrocrinopatias _ Hemopatias _ Epilepsia _ Doenças infecciosas _ Doenças autoimunes _ Ginecopatias 14