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Gestao De Stock para contabilidade
Tipologia: Notas de estudo
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Gestão de stocks é uma área da administração das empresas, pois o desempenho nesta área tem reflexos imediatos nos resultados comerciais e financeiros da empresa.
O indicador económico stock Out., mede quantas vezes ou quantos dias um dado produto em stock, atinge o saldo zero.
Gestão patrimonial,
Um dos aspectos básicos de uma boa gestão patrimonial, são os factores a serem considerados em seu estruturamento. Vários campos devem ser abordados, para uma gestão completa e eficaz.
O objectivo da gestão de stocks envolve a determinação de três decisões principais:
Estas decisões assumem uma dinâmica repetitiva ao longo do tempo, e tornam-se complexas devido ao enorme leque de factores envolvidos na tomada das mesmas. Para resolver este problema utiliza procedimentos matemáticos e estatísticos entre eles:
Todas as organizações, seja qual for o sector de actividade em que operem, partilham a seguinte dificuldade: como efectuar a manutenção e controle do stock. Este problema não reside apenas nas empresas mas também em retalhistas, mas também em escolas, igrejas, prisões e em todo o tipo de estabelecimentos comerciais. Apesar de este problema existir desde sempre, apenas no século XX se começaram a estudar e a desenvolver técnicas no sentido de lidar com esta questão, que se tornou mais relevante depois da Segunda Guerra Mundial, onde a incerteza era constante e que levou a que se dessem, de uma forma mais ou menos secreta, os primeiros passos na gestão de stocks. Se teoricamente, a gestão de stocks é a área das operações organizacionais mais desenvolvida, a prática mostra precisamente o contrário.
Fazer com que um produto em stock esteja constantemente pronto a dar resposta a uma encomenda de um cliente será uma boa definição para gestão de stocks. A sua boa gestão passa por satisfazer a exigência, satisfazendo também a componente económica.
Classes preconizadas por Plossl:
Corresponde ao custo de processamento da encomenda, que poderá ser a compra feita a um fornecedor, mas também aos custos associados à inspecção e transferência do material, assim como os custos relativos à produção.
São os custos directamente relacionados com a manutenção dos artigos em stock, poderão ser de obsolescência, de deterioração, impostos, seguros, custo do armazém e sua manutenção e custos do capital.
Estes custos surgem quando não há material disponível para fazer face ao (s) pedido (s) do (s) cliente (s). Com isso, não só são gastas mais horas e trabalho na elaboração de novos pedidos, como em casos extremos poderá levar à perda do (s) cliente (s).
Embora estes sejam considerados os três principais custos associados à gestão de stocks, Plossl, refere ainda um quarto grupo, designado por custo associado à capacidade, que são os custos relacionados com questões laborais como horas extraordinárias, subcontratações, despedimentos, formações e períodos de inactividade por parte do trabalhador.
Quantidade económica de encomenda (EOQ) A quantidade a encomendar que minimiza o custo total é designada por quantidade económica de encomenda. O nível máximo de stock Q é atingido no momento em que se verifica a recepção de encomenda e o nível mínimo no momento imediatamente anterior à sua recepção. Quando o nível de stock atinge o ponto de encomenda s, uma nova encomenda de Q unidades é colocada. A política de gestão a adoptar é portanto a minimização do custo total anual (C T ) (UM/ano) que é dado por onde:
▲ Q = quantidade a encomendar (unidades)
▲ C = custo unitário (UM/unidade)
▲ D = procura anual do artigo (unidades/ano)
▲ Ic = custo de posse unitário anual por unidade (UM/unidade ano)
▲ C (^) a = custa associado à realização de uma encomenda (UM)
▲ L = prazo de aprovisionamento
É um processo recorrente por parte dos fornecedores, aplicar descontos nos artigos de uma encomenda no sentido de incentivar os compradores a encomendar em grandes quantidades. Sendo verdade que o comprador beneficia ao ver reduzido o preço unitário, por outro lado ao encomendar em grandes quantidades aumenta o custo de posse, visto aumentar o seu nível de stock. O objectivo consiste em identificar a quantidade ideal que minimize o custo total. São normalmente destacados dois tipos de descontos de quantidade, o desconto em todas as unidades, que resulta na redução do preço unitário na compra de grandes quantidades e o desconto incremental que aplica a redução de preço apenas se a encomenda de alguns artigos atingir uma quantidade previamente estabelecida, ou seja podem existir vários preços dentro do mesmo lote encomendado
Neste sistema, a constituição dos artigos em stock faz-se em lotes, onde os produtos 'competem' pela capacidade de produção enquanto componentes individuais ou da mesma família de produtos, sendo muitas vezes produzidos com o mesmo equipamento. O planeamento da produção por lotes envolve a determinação do número ideal de artigos que deverão fazer parte de cada produção, esperando com isso minimizar o custo total anual.
Quantidade económica de produção (EPQ)
Este modelo pressupõe que quantidade encomendada de um determinado artigo é recebida num determinado tempo previamente estabelecido, para satisfazer as necessidades daquele período. Este conceito é aplicável quer o produto seja produzido internamente ou adquirido externamente. Este modelo torna-se importante na medida em que, se um artigo produzido com procura constante é de imediato constituído em stock, é fundamental que a quantidade de produção a encomendar seja desde logo determinada
✓ Procura variável e tempo de aprovisionamento constante;
✓ Encomendas devolvidas: custo de ruptura por unidade;
✓ Encomendas devolvidas: custo de ruptura por indisponibilidade;
✓ Vendas perdidas: custo de ruptura por unidade;
✓ Procura constante e tempo de aprovisionamento variável;
✓ Procura e tempo de aprovisionamento variáveis.
O nível de serviço é normalmente definido como sendo o quociente entre o número de unidades entregues e número de unidades pedidas, expresso em percentagem. Tendo em linha de conta que o desconhecimento à cerca dos custos de ruptura é uma condição habitual nas organizações, torna-se normal para os gestores ajustarem os níveis de serviço para pontos de encomenda onde o mesmo pode ser verificado. O nível de serviço está intimamente relacionado com o nível de objectivo que a organização pretende atingir. Existem várias formas de medir o nível de serviço, informaticamente, em unidades, em capital e até em pedidos de encomendas. O estabelecimento do nível de serviço é em grande parte das vezes mais um medido de gestão subjectiva do que uma rigorosa justificação científica. Os níveis de serviço tomam distintos significados, dependendo da forma como se escolhe o critério de decisão. São usados por norma quatro critérios:
Stock em processo de fabrico
Stock em processo de fabrico consiste em todos os artigos em fase de fabrico, ou seja o processo de produção está a decorrer mas é necessário que decorram outras etapas antes que o produto se torne num artigo acabado ou num produto final. Em algumas organizações estes artigos chegam
a representar 50% do investimento total com o stock. Este investimento advém dos custos com o material, horas de trabalho e custos de fabrico que são contabilizados desde o início do processo de produção com as matérias-primas até ao final do processo com a armazenagem e/ou venda dos artigos. Um factor a destacar deste processo resulta em que, um excesso de stock em processo de fabrico contribui para o aumento do tempo de ciclo de produção. Tempo esse que apresenta as seguintes fases:
O JIT é uma filosofia organizacional que pugna pela excelência, ou seja, representa uma estratégia de produção que pretende que tudo (produção, transporte, encomendas) ocorra no tempo certo. Os principais objectivos desta filosofia são [42]^ :
✓ Inexistência de defeitos;
✓ Tempo de instalação nulo;
✓ Inexistência de excesso de artigos;
✓ Ausência de manipulação;
✓ Ausência de afluência;
✓ Inexistência de avarias;
✓ Tempo de aprovisionamento nulo.
Devido à dispersão geográfica da maior parte dos clientes, uma organização que produz ou fornece produtos tem necessidade de ter armazéns em vários locais. À medida que o mercado alvo se expande geograficamente, a cadeia de ligação tem também de se estender, no caso de
É necessário efectuar actualização dos valores monetários de seu património, para que assim, haja um controle efectivo de todo seu empreendimento. Desta forma, é necessária a contabilização da depreciação de seus bens imobilizados, a ser efectuado pela gestão do património.
Nesta etapa de Controle do Patrimônio, é sempre interessante ter um auxílio em TI exemplar. Na utilização de softwares específicos nesta área, é possível ter um total controle gerencial de forma otimizada. É de fato interessante principalmente com a agilidade de procedimentos de correção monetária e controle de ativo fixo, mantendo de forma organizada todos os dados relevantes e disponibilizando relatórios de maneira específica, por período de relevância.
Em suma, tais softwares de auxílio devem fornecer um mínimo de recursos para total otimização dos processos, além de funcionar de maneira integrada a contabilidade:
De forma análoga, é interessante que na implantação de controle patrimonial haja uma adequação a lei 11.638 , com devido detalhamento e aperfeiçoamento do controle dos bens, mediante identificação física e contábil.
Um fator de extrema importância é o tratamento do Ativo Imobilizado de sua empresa, tal que pertence a uma sub-categoria do Ativo Permanente, e tem seu registro no empreendimento
através do custo de sua aquisição. O custo agregado ao ativo pode ser relacionado ao seu valor de aquisição quanto ao seu custo de construção ou fabricação. Atualmente não se utiliza esse modelo de etiqueta (ao lado), utiliza-se o modelo com código de barras, ou micro chip (ativo ou passivo).
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