








Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Autor: Sergio Alfredo Macore ou Helldriver Rapper
Tipologia: Notas de estudo
Compartilhado em 06/05/2016
1 / 14
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!









FACULDADE DE GESTÃO E CONTABILIDADE
CONTABILIDADE DE GESTÃO II
Introdução
O funcionamento de uma empresa industrial caracteriza-se, de modo sucinto, pela aquisição, armazenagem e transformação de matérias em produtos acabados com recurso a máquinas e operários. Os produtos fabricados aguardam, no armazém, por sua vez, a recepção dos pedidos dos clientes, cuja execução dá origem a facturas e consequentes recebimentos.
Contudo, podem se levantar algumas questões: Como fixar o programa de fabrico? E o nível de stocks adequado? As matérias-primas são suficientes? Os meios envolvem o recurso ao crédito alheio? Etc...
Hoje não é conceptível que o gestor possa desempenhar a sua função na empresa sem dispor de um plano de acção, o qual tem que assentar em pressupostos minimamente válidos.
A gestão orçamental abrange as funções de planeamento e controlo; logo, não é mais do que uma aplicação restrita dos princípios gerais da gestão de empresas, abrangendo as referidas funções de planeamento e controlo.
Planeamento
A gestão tradicional é baseada na óptica da exploração: estar mais de perto relacionado com os problemas quotidianos da empresa e conduzir a resultados imediatos.
A gestão moderna das empresa tem que ser considerada segundo duas ópticas, que se completam: a óptica da exploração e a óptica do planeamento.
A óptica do planeamento consiste em fixar os objectivos da empresa nos domínios fundamentais da sua actividade, para um período determinado (um ou mais anos) e obter a adesão a esses objectivos por todos os elementos da empresa.
As necessidades de planeamento variam de empresa para empresa, dentre as quais destacamos:
A elaboração de planos cria custos para a empresa. Todavia, daí advêm vantagens que são:
DESVANTAGENS:
O insucesso do planeamento deve-se, fundamentalmente, às seguintes causas:
A administração da empresa, após receber a justificação dos desvios, deve repensar a actividade e transmitir pelos respectivos órgãos hierárquicos directivas no sentido de corrigir as anomalias que se estão a verificar.
Esta técnica pressupõe uma descentralização da responsabilidade por centros de responsabilidade (direcção) e estes divididos por centros de custos (departamentos), mas também pressupõe a responsabilidade global por parte da administração.
A responsabilidade de um orçamento implica o acordo do responsável pelo orçamento e do seu superior hierárquico. Só assim é possível a co-responsabilidade.
Por vezes, surgem dificuldades na montagem desta nova filosofia nas empresa, devido, fundamentalmente, ao seguinte:
Não podemos ter pretensões de logo no primeiro ano termos bons resultados na elaboração dos orçamentos. A experiência diz-nos que só ao fim de três a quatro anos nos é possível elaborar bons orçamentos, apurar desvios e tomar medidas correctivas acertadas. Regra geral, o pivot dos orçamentos é o orçamento das vendas, pois sem mercado nada feito.
Dentre as várias técnicas de gestão, entende-se por controlo orçamental a tradução quantitativa e previsional de um programa de acção, que virá, mais tarde, a ser comparado com os resultados efectivos dessa acção.
Nem sempre é fácil projectar o futuro da vida de empresa. Todavia, nos dias de hoje, torna-se imperiosa a implantação do controlo orçamental, dadas as seguintes vantagens:
Para a sua implementação os passos a seguir são os seguintes:
1º. Previsão - inventariação das hipóteses; 2º. Programa - escolha e quantificação das hipóteses; 3º. Orçamento - valorização das hipóteses; 4º. Controlo - comparação com a realidade; 5º. Desvios- determinação das causas dos desvios, 6º. Tomada de decisões - tomada de decisões correctivas de molde a evitar os mesmos desvios.
Gerir uma empresa, tal como governar um país, implica sempre uma acção e a necessidade de previsão.
1ª) Previsão A previsão consiste no estudo antecipado da decisão, bem como a possibilidade e o desejo de a concretizar.,
Este estudo compreende:
2ª) Programa e o Orçamento Consiste em definir o programa de acção da política geral para cada uma das suas funções (vendas, aprovisionamento, produção, etc.) e traduzir este programa no orçamento (em quantidades e valores).
Nesta fase temos que ter em atenção:
3ª) Controlo e análise dos desvios Consiste na comparação entre as previsões e as realizações, bem como na análise dos desvios. Nesta fase temos que ter em atenção:
A implantação da Contabilidade Analítica exige que a estrutura orgânica da empresa (organograma, funções dos órgãos e seus responsáveis) se encontrem convenientemente definidos. Se assim não for, é difícil atribuir responsabilidades pelos desvios;
2- Reacção dos quadros Deve-se estar preparado para a reacção que certos quadros da empresa manifestam em relação à implantação da Gestão Orçamental, fundamentalmente por duas razões:
3- Os objectivos que se fixarem devem ser aqueles que é possível alcansar em condições normais de funcionamento da empresa e do meio em que se insere. Portanto, não devem ser estabelecidos objectivos não alcançáveis e que por isso desinteressem os gestores que por eles devem responder, nem o caso inverso.
4- Formação A implantação da Gestão Orçamental deve ser precedida de acções de formação tendentes a que os responsáveis das diversas áreas da empresa disponham dos conhecimentos mínimos necessários sobre as técnica orçamental, conheçam o sistema em termos gerais e sejam predispostos psicologicamente para as tarefas que implica.
Também, a implantação da gestão orçamental exige o empenho da administração da empresas e dos seus quadros superiores, sem o qual tal acção estará certamente condenada ao fracasso.
A implantação de um orçamento leva tempo. Muitas vezes a administração se impacienta e perde interesse, pois espera grandes coisas cedo demais.
A implantação da Gestão Orçamental exige as seguintes condições prévias:
O programa da implantação deve ser desta ordem:
Deve ser criado um departamento de controlo da gestão sempre que a empresa tivere um volume de negócios significativo, um número de efectivos e um volume de investimentos considerável.
Nas pequenas e médias empresas, a função é desempenhada pelo director financeiro. Nas empresas com mais de 1 000 pessoas devem criar um serviço próprio a nível de director de serviço ou chefe de divisão.
Independentemente da posição hierárquica que possa desempenhar, o controller ou controlador de gestão, deve possuir as seguintes qualidades:
Os orçamentos resultam de previsões feitas no curto prazo (até um ano). Tais planos devem ser sempre fixados, para cada nível de decisão, com acordo mútuo do responsável de determinado nível e do responsável do nível imediatamente superior. Este princípio é fundamental para a ulterior responsabilização pelos desvios verificados, além de envolver o princípio da participação de todos os responsáveis (cada um a seu nível) no processo de gestão da empresa.
Um orçamento é um documento formalmente escrito para os planos da gestão a desenvolver no futuro. Um orçamento indica o curso da acção futura, servindo às principais funções da gestão, do mesmo modo que os desenhos do arquitecto ajudam o construtor e o plano de voo auxilia o piloto de um avião.
O orçamento deve integrar objectivos sérios e atingíveis, o que determina que o planeamento deve ser baseado em estudos cuidadosos. Os fundamentos da orçamentação são:
Entre o objectivos fundamentais a atingir por uma empresa privada pode considerar-se uma determinada rendibilidade do seu activo ou dos capitais próprios.
A previsão a curto prazo deve ter em atenção:
Os métodos mais utilizados para a previsão das vendas são:
1º- Métodos qualitativos:
2º - Métodos causais:
3º - Métodos quantitativos:
Um orçamento de produção é estabelecido em unidades físicas. Com frequência, ele é meramente o orçamento de vendas ajustado para quaisquer mudanças de inventário.
O orçamento de produção, à semelhança de outros orçamentos será pormenorizado por meses ou trimestres, ao longo de um orçamento anual. O orçamento detalhado deve ser dividido pelos locais de trabalho para comparaçao com a produção real. A disposição da fábrica, o tipo da produção e outros factores, determinarão a natureza da divisão.
A coordenação do orçamento da produção com o orçamento de vendas é de extrema importância; de outro modo, pode se desequilibrar. O departamento de vendas pode acentuar o volume e menosprezar o equilíbrio. O pessoal de vendas pode concentrar-se na venda do que julgue ser as linhas mais lucrativas e subestimar os produtos para os quais a empresa tem instalações para produzir e que não podem ser usadas para outros produtos. Tal condição pode resultar em capacidade ociosa, com perdas resultantes maiores do que se o esforço de vendas se concentrasse de outra forma.
De um ponto de vista orçamental, a secção homogénea representa um conjunto de meios criados com vista a permitir uma certa actividade.
Um primeiro passo será referenciar os meios e determinar os custos.
Outro passo será determinar a actividade da secçaõ, em função do volume de produçao estabelecido
A seguir é estabelecer aquilo que deverá ser um emprego óptimo da secção, ou seja, a actividade normal. Para uns, será a actividade…..
Quando a empresa não tem capacidade para cumprir o programa de produção derivado da previsão de vendas e da política de aprivionamento de produtos fabricados, uma das hipóteses que se colocam é a ampliação do parque de máquinas e/ou dos próprios edifícios. O orçamento onde se incluem tais custos é o orçamento de imobilizações ou investimentos.
O orçamento de imobilizações engloba ainda os investimentos necessários à substituiução dos equipamentos com vista a manter o nível de produção - os denominados investimentos de substituição. Sabemos que qualquer bem imibilizado tem uma determinada vida útil ao fim da qual a sua exploração deixa de ser económica, pelo que se torna necessário promover a sua substituição.
O estudo e aprovação dos investiementos a efectuar pela empresa (investimentos de expansão e de substituição) envolve, normalmente, as seguintes etapas:
O que é que se entende por custos comerciais (também designados por custos de distribuição e de venda)? São custos relativos à função comercial. Por outras palavras, são os custos administrados pelo departamento comercial com vista a vender e entregar os produtos aos clientes.
Os custos comerciais pode assumir a natureza de variáveis, fixos e semi variáveis. Os primeiros são aqueles que varia directamente com o volume de vendas ou com o respectivo valor. São exemplo dos primeiros os transportes, dado que o preço destes varia normalmente em função das vendas. Os custos fixos são os que não variam directamente com o volume de vendas (departamento comercial da sede), delegação comercial da sucursal, etc.).
Do ano anterior Do ano corrente Compras Despesas correntes Ordenados Telefones Água … Impostos Soma
O objectivo deste orçamento é o planeamento dos movimentos financeiros da empresa, é um complemento do orçamento de tesouraria. É importante para a indicação das datas em que é necessário recorrer a financiamentos internos ou externos, permitindo, assim , negociar com tempo as melhores condições.
È também a partir dele que o director financeiro pode programar a aplicação das disponibilidades excedentárias.
Sempre que haja actualização e ajustamentos no orçamento de tesouraria, terá que se fazer o mesmo no orçamento financeiro, desde que aqueles sejam profundos.
Temos que ter sempre presente que o ciclo do numerário compreende:
"A transformação do numerário disponível em bens e serviços e, pela venda destes, a sua subsequente entrada nos cofres da empresa".
Este ciclo tem de ser rápido e para tal devem contribuir todas as funções e órgãos da empresa. Compete ao gestor financeiro controlar e medir a rapidez do mesmo.
No desempenho das suas atribuições deve o gestor financeiro tomar as medidas adequadas para as cobranças se processarem como o previsto, bem como controlar os pagamento. Deve ser definido quem pode autorizar os pagamentos e os respectivos montantes, bem como quem pode assinar os cheques, livranças, letras a pagar e a receber e outros compromissos.
A manutenção de um saldo mínimo de numerário adequado tem que ser uma das preocupações fundamentais do director financeiro a fim de evitar estrangulamentos.
Mais uma vez se realça que não se devem esquecer as boas relações pessoais com os bancos comerciais e de investimento. Eles devem ser tratados como amigos da empresa.
Não se deve esquecer que vale mais ter previsões menos precisas, mas actualizadas do que ter valores melhor preparados mas desactualizados. A melhor previsão é aquela que fornece à gestão os dados mais realistas que permitem tomar as decisões racionais em tempo oportuno.
O traçado do mapa do orçamento financeiro será idêntico ao seguinte exemplo:
Descrição Janeiro Fevereiro Março … Total
Saldo inicial de caixa/bancos Superavit de tesouraria Fundos necessários Soma
Saldo mínimo de caixa/ bancos Deficit de tesouraria Fundos disponíveis Soma
Disponível acumulado
NÃO TE ESQUEÇA DE AGRADECER
Nome: Sérgio Alfredo Macore ou Helldriver Rapper Nascido: 22 de Fevereiro de 1992 Natural: Cabo Delgado – Pemba Contacto: +258 826677547 ou +258 846458829 Email: [email protected] Facebook: Helldriver Rapper Rapper ou Sergio Alfredo Macore Formação: Gestão de Empresas e Finanças
NB: Se precisar de algo, não tenha vergonha de pedir, estou a sua disposicao para te ajudar,me contacte.