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Hanseníase: Definição, Características, Diagnóstico e Tratamento, Notas de estudo de Dermatologia

Uma detalhada descrição sobre a hanseníase, uma doença infecciosa que atinge principalmente a pele, as mucosas e os nervos periféricos. Ele aborda as características do bacilo, a epidemiologia, o diagnóstico, a sensibilidade e os exames utilizados na detecção do bacilo, a classificação da doença, a reação hansénica, a prevenção e vigilância, a hanseníase durante a gravidez e o tratamento. O documento também inclui informações sobre a baciloscopia, a histopatologia e os exames complementares.

Tipologia: Notas de estudo

2023

À venda por 22/02/2024

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João Carlos Valente
UNOESTE
HANSENÍASE
DIP
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Baixe Hanseníase: Definição, Características, Diagnóstico e Tratamento e outras Notas de estudo em PDF para Dermatologia, somente na Docsity!

João Carlos Valente

UNOESTE

HANSENÍASE

DIP

SUMÁRIO

  • DEFINIÇÃO
  • CARACTERÍSTICAS DO BACILO
  • PERÍODO DE INCUBAÇÃO
  • EPIDEMIOLOGIA
  • IMUNOPATOGENIA E FATORES GENÉTICOS
  • A HANSENÍASE DEPENDE DA RESPOTA IMUNOLÓGICA
  • CLASSIFICAÇÃO
  • CLASSIFICAÇÃO DE MADRI – RELACIONADA COM A DA OMS
  • HANSENÍASE INDETERMINADA
  • HANSENÍASE TUBERCULOIDE
  • HANSENÍASE BORDELINE
  • HANSENÍASE VIRCHOWIANA
  • DIAGNÓSTICO
  • SENSIBILIDADE
  • EXAMES COMPLEMENTARES
  • TRATAMENTO
  • REAÇÃO HANSENICA
  • PREVENÇÃO E VIGILÂNCIA
  • HANSENÍASE E GRAVIDEZ
  • FLUXOGRAMA

IMUNOPATOGENIA E FATORES GENÉTICOS

80 a 90% dos infectados evoluem para cura espontânea. Essa resistência inata ao bacilo, tem sido relacionada a um gene NRAMP1, que fica localizado no cromossomo 2, que regula a ação dos macrófagos a parasitas intracelu- lares. A HANSENÍASE DEPENDE DA RESPOT A IMUNOLÓGICA

  • O tipo de hanseníase que o organismo apresentará – irá depender da resposta imunológica predominante que o corpo consegue produzir – podendo classificar a hanseníase em paucibacilar e multibacilar. PREDOMÍNIO DA RESPOSTA TH
  • Ocorre a produção de IL-2 e IFN-gama – induzem a resposta IMUNOCELULAR com ativação dos macrófagos contra o bacilo – levando a uma forma PAUCIBACILAR OU A CURA. PREDOMÍNIO DA RESPOSTA TH
  • Ocorre a produção de IL-4, IL-5, IL-6 e IL- 10 – que inativam o macrófago – o que propicia a multiplicação do bacilo – levando a forma MULTIBACILAR e estimulando a imunidade humoral.
  • Ocorre a proliferação de linfócitos B e produção de anticorpos específicos contra o antígeno da parede da micobacteria. – Apesar da produção de anticorpos, a resposta humoral é pouco eficaz para a eliminação do bacilo.

CLASSIFICAÇÃO

De Rabello em 1953 CLASSIFICAÇÃO DE MADRI – POLARIDADE DA DOENÇA + QUADRO CLÍNICO + BACILOSCOPIA Reação de mitsuda – é um teste que avalia a hipersensibilidade tardia celular com a aplicação intradérmica de um antígeno do Mycobacterium leprae, a lepromina, e leitura em 3 a 4 semanas: o teste positivo sugere resposta celular presente. O teste negativo, segure resposta celular ausente. E assim ele classificou, aquelas que tinham polo imuno- positivos ele chamou de tuberculoide, as que tinham polo imunonegativo ele chamou de virchowiana ou Leproma- tosa. Com polo instáveis a indeterminada e bordeline ou dimorfa.

  • Em 1966 foi sugerido outra classificação, levando em conside- ração a indeterminada como forma inicial da doença. Porém, era demorada e difícil Por conta disso, a OMS sugeriu a classificação com apenas duas formas = PAUCIBACILAR e MULTIBACILAR – conforme a baciloscopia PAUCIBACILARES • Indivíduos com baciloscopia NEGATIVA
  • Poucos bacilos visualizados
  • Até 5 lesões e/ou somente um tronco nervoso acometido MULTIBACILARES • Mais de 5 lesões e/ou mais de um tronco nervoso acometido e/ou baciloscopia posi- tiva.
  • A baciloscopia positiva, já classifica o paciente como multibacilar, independente do número de lesões.

CLASSIFICAÇÃO DE MADRI – RELACIONADA COM A DA OMS

  1. Hanseníase indeterminada – PAUCIBACILAR
  2. Tuberculoide – PAUCIBACILAR
  3. Dimorfa – MULTIBACILAR
  4. Virchowiana – MULTIBACILAR HANSENÍASE INDETERMINADA
  • É o estágio inicial da doença e conta com até 5 manchas de contornos mal definidos
  • Estes casos não tem comprometimento neural HANSENÍASE TUBERCULOIDE
  • Provoca manchas ou placas de até 5 lesões que são bem definidas e comprometem um nervo.
  • Estes casos podem apresentar neurite HANSENÍASE BORDELINE
  • Também conhecida como dimorfa
  • Manchas e placas acima de 5 lesões, com bordas as vezes bem ou pouco definidas.
  • Apresenta o comprometimento de 2 ou mais nervos que ocorrem de modo súbito e que podem levar a perda funcional de nervos periféricos e agravantes das incapacidades HANSENÍASE VIRCHOWIANA
  • É a forma mais comum
  • Existe uma dificuldade de identificar qual é a pele normal e qual está danificada.
  • Além disso, pode comprometer áreas como rins, nariz e órgãos reprodutivos. Pode ocorrer neurite e eritema doloso na pele. PAUCIBACILAR MULTIBACILAR Indeterminada – lesões com contornos mal definidos Dimorfa / Bordeline – bordas bem ou pouco definidas Tuberculoide – lesões com contornos bem definidos Virchowiana – várias e de tamanho grande

TRATAMENTO

  • O tratamento é supervisionado
  • Os medicamentos são os mesmos independente de ser pau- cibacilar e multibacilar.
  • Drogas: Rifampicina; Dapsona; Clofazimina; Alteração em 2020:
  • 6 meses para paucibacilar
  • 12 meses para multibacilar Efeitos colaterais mais comuns;
  • Rifampicina: icterícia (incomum) e anemia hemolítica
  • Clofazimina: Pele ressecada; coloração acizentada na pele.
  • Dapsona: meta-hemoglobinemia

REAÇÃO HANSENICA

  • As reações hansênicas são fenômenos inflamatórios agudos que cursam com exacerbação dos sinais e sin- tomas da doença e acometem um percentual elevado de casos.
  • Resultam da ativação de resposta imune contra o M. leprae e podem ocorrer antes, durante ou após o tra- tamento da infecção.
  • São classificados em 2 tipos: reação do tipo 1 ou reação reversa e reação do tipo 2 ou eritema nodoso hansênico. REAÇÃO TIPO 1 REAÇÃO TIPO 2 São reações de hipersensibilidade celular e geram si- nais e sintomas mais restritos, associados à localiza- ção dos antígenos bacilares É uma síndrome mediada por imunocomplexos, resul- tando em um quadro sistêmico e acometendo po- tencialmente diversos órgãos e tecidos Ocorre em pacientes paucibacilares com frequência de 8 a 33% - relaciona-se a resposta celular melhor que eles têm em relação ao multibacilares. Ocorre a formação e deposição de imunocomple- xos. Pode ocorrer como primeira manifestação da do- ença, durante ou após o tratamento Ocorre reagudização de lesões já existente e apare- cimento abrupto de neurites sem sintomas sistêmicos. Caracterizado por lesões novas com distribuição si- métrica com aspecto de nódulos eritematosos dolro- sos que podem evoluir para vesículas, pústulas, bo- lhas, úlceras e necrose. Teremos aqui sintomas sistêmicos, febre, mialgia, aste- nia, náuseas, epistaxe, orquite, além da neurite aguda. TRATAMENTO TRATAMENTO Prednisona – 1 a 2 mg/kg/d até a melhora clínica Mantenho a poliquimioterapia se o doente ainda esti- ver em tratamento específico. Reduzir a dose de corticoide conforma resposta tera- pêutica. Imobilizar membro afetado pela neurite. Talidomida – 100 a 400 mg/d conforme a gravidade do caso. Mantenho a poliquimioterapia se o doente ainda esti- ver em tratamento específico. Associar corticoesteroide em caso de comprometi- mento de nervos Imobilizar membro afetado pela neurite

PREVENÇÃO E VIGILÂNCIA

  • É uma doença de NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA
  • Medidas de controle : Diagnóstico precoce e tratamento precoce e controle dos contatos íntimos, interrom- penso o ciclo de transmissão da doença. Deve ser realizada BUSCA ATIVA de todos os contatos intradomicili- ares que tenham residido ou residam com o caos-índice nos últimos 5 ANOS.
  • Vacinação: BCG

HANSENÍASE E GRAVIDEZ

  • As alterações hormonais da gravidez causam diminuição da imunidade celular – o que justifica os primeiros sinais de hanseníase, em pessoas já infectadas, aparecerem durante a gravidez e o puerpério, quando tam- bém podem ocorrer os estados reacionais e os episódios de recidivas.
  • A gravidez e o aleitamento não contraindicam a administração dos esquemas de tratamento poliquimiote- rapico. – São seguros quanto para mãe quanto para o filho.

FLUXOGRAMA