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Hematologia, Notas de estudo de Bioquímica

Tecnica Corante

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 30/06/2010

alexandre-vieira-22
alexandre-vieira-22 🇧🇷

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FINALIDADE
Sistema para coloração de células em esfregaços de sangue
periférico, medula óssea ou para estudo citológico de
elementos celulares colhidos por punção, raspagem ou
concentrados de elementos celulares de derrames cavitários.
Somente para uso diagnóstico in vitro.
PRINCÍPIO
Os corantes para esfregaços sangüíneos, também chamados
de pancrômicos, são uma mistura de corantes de
características neutras, dependentes do pH da solução
corante, que em condições apropriadas coram os
componentes nucleares e citoplasmáticos dos leucócitos, com
predominância de tons vermelhos (quando ácidos) e
azulados diversos(quando básicos).
O corante de May-Grunwald (1902) é uma mistura de eosina
e azul de metileno (não oxidados), que quimicamente se
transforma em eosinato de azul de metileno.
Giemsa (Alemanha) desenvolveu, no mesmo período, um
corante que leva seu nome e que hoje se sabe ser uma
mistura de azur II (mistura equimolar de azur 1 e azul de
metileno) e eosinato de azur II (corante formado pela
combinação equimolar de azur 1, azul de metileno e eosina
amarelada).
Esses dois corantes são utilizados em um método de
coloração mais demorado, em que após fixação e coloração
pelo May Grunwald, se processa uma segunda coloração
com solução de Giemsa, obtendo-se um resultado final
melhor e mais detalhado.
A necessidade de um único corante, que pudesse corar
globalmente os elementos celulares com os detalhes do MG-
Giemsa, levou ao desenvolvimento de novos corantes:
Leishman (Inglaterra,1901) e Wright (Inglaterra,1902). São
corantes basicamente idênticos, compostos de eosina
amarelada e produtos de oxidação do azul de metileno. A
diferença entre ambos se restringe ao fato de que o processo
de maturação é mais longo na feitura do corante Leishman
(em pó).
PARTICULARIDADES DOS CORANTES PANCRÔMICOS
DOLES
Na manipulação dos corantes pancrômicos são utilizados
corantes específicos, previamente aprovados e de procedência
tradicional. O solvente é representado por metanol, grau
analítico, tamponado a pH 6,7 - 6,8.
REAGENTES E APRESENTAÇÃO
Corante seg. Giemsa apresenta a seguinte
formulação:
Corante Giemsa, em pó 8g
Glicerol 500mL
Metanol (tamponado pH 6,8) q.s.p. 1000mL
Apresentação
Frasco 1 x 500mL
Frasco 1 x 1000mL
MATERIAIS NECESSÁRIOS NÃO FORNECIDOS
Suporte para coloração.
Cronômetro.
Lâminas.
Água destilada ou deionizada.
Metanol.
May Grunwald.
ARMAZENAMENTO E ESTABILIDADE DO REAGENTE
O corante deve ser mantido no frasco original, bem vedado,
armazenado à temperatura ambiente (20-30oC) e ao abrigo
da luz solar. Estável até a data de vencimento indicada no
rótulo do frasco, se obedecidas as condições de
armazenamento.
Na prática diária o corante é utilizado sob forma de gotas.
Sugere-se o uso de pequeno frasco conta-gotas,
periodicamente alimentado com o corante do frasco estoque.
CUIDADOS E PRECAUÇÕES COM O USO DOS
REAGENTES
Por tratar-se de uma solução alcoólica, deve-se tomar os
cuidados inerentes ao uso do álcool em laboratório. Evite
pipetar o corante com o uso da boca. A ingestão acidental
do metanol, dependendo da quantidade absorvida, pode
ser fatal. As soluções corantes são para uso exclusivo
in vitro. Seu manuseio deve ser cuidadoso, evitando-se o
contato com pele e mucosas. Em caso de contaminação
acidental, lavar a área afetada em água corrente. O
descarte do material utilizado deverá ser feito obedecendo-
se aos critérios de biossegurança estabelecidos pelo
laboratório, de acordo com as normas locais, estaduais ou
federais.
AMOSTRA
Sangue periférico colhido por punção digital ou de coleta
venosa, com o uso de anticoagulantes adequados (heparina
ou soluções de EDTA). Esfregaços de medula óssea e
concentrados celulares de derrames cavitários. Os
esfregaços feitos a partir de sangue colhido com
anticoagulantes devem ser confeccionados em até 30
minutos, para se evitar deformações celulares sob efeito
do anticoagulante (ver desenhos: como fazer esfregaços
sangüíneos).
Todas as amostras biológicas devem ser
consideradas como potencialmente infectantes.
1. Dispensar uma gota de sangue sobre a lâmina.
2. Com o uso de uma lâmina extensora, realizar o esfregaço.
3. O esfregaço deve ser uniforme em toda a lâmina.
4. Desenho esquemático de esfregaço. Resultados homogêneos na contagem
diferencial são obtidos examinando-se a porção mediana do esfregaço.
CORANTES
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GIEMSA
Observar ainda a simbologia
constante nos rótulos do produto:
Inflamável Irritante
SAC: (62) 3269 0000 (Grande Goiânia) / 0800 644 6433 (Demais localidades) / FAX: (62) 3269 0001
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FINALIDADE

Sistema para coloração de células em esfregaços de sangue periférico, medula óssea ou para estudo citológico de elementos celulares colhidos por punção, raspagem ou concentrados de elementos celulares de derrames cavitários. Somente para uso diagnóstico in vitro.

PRINCÍPIO Os corantes para esfregaços sangüíneos, também chamados de pancrômicos, são uma mistura de corantes de características neutras, dependentes do pH da solução corante, que em condições apropriadas coram os componentes nucleares e citoplasmáticos dos leucócitos, com predominância de tons vermelhos (quando ácidos) e azulados diversos(quando básicos). O corante de May-Grunwald (1902) é uma mistura de eosina e azul de metileno (não oxidados), que quimicamente se transforma em eosinato de azul de metileno. Giemsa (Alemanha) desenvolveu, no mesmo período, um corante que leva seu nome e que hoje se sabe ser uma mistura de azur II (mistura equimolar de azur 1 e azul de metileno) e eosinato de azur II (corante formado pela combinação equimolar de azur 1, azul de metileno e eosina amarelada). Esses dois corantes são utilizados em um método de coloração mais demorado, em que após fixação e coloração pelo May Grunwald, se processa uma segunda coloração com solução de Giemsa, obtendo-se um resultado final melhor e mais detalhado. A necessidade de um único corante, que pudesse corar globalmente os elementos celulares com os detalhes do MG- Giemsa, levou ao desenvolvimento de novos corantes: Leishman (Inglaterra,1901) e Wright (Inglaterra,1902). São corantes basicamente idênticos, compostos de eosina amarelada e produtos de oxidação do azul de metileno. A diferença entre ambos se restringe ao fato de que o processo de maturação é mais longo na feitura do corante Leishman (em pó).

PARTICULARIDADES DOS CORANTES PANCRÔMICOS DOLES Na manipulação dos corantes pancrômicos são utilizados corantes específicos, previamente aprovados e de procedência tradicional. O solvente é representado por metanol, grau analítico, tamponado a pH 6,7 - 6,8.

REAGENTES E APRESENTAÇÃO Corante seg. Giemsa apresenta a seguinte formulação: Corante Giemsa, em pó 8g Glicerol 500mL Metanol (tamponado pH 6,8) q.s.p. 1000mL

Apresentação

Frasco 1 x 500mL

Frasco 1 x 1000mL

MATERIAIS NECESSÁRIOS NÃO FORNECIDOS

  • Suporte para coloração.
  • Cronômetro.
  • Lâminas.
  • Água destilada ou deionizada.
  • Metanol.
  • May Grunwald.

ARMAZENAMENTO E ESTABILIDADE DO REAGENTE O corante deve ser mantido no frasco original, bem vedado, armazenado à temperatura ambiente (20-30oC) e ao abrigo da luz solar. Estável até a data de vencimento indicada no rótulo do frasco, se obedecidas as condições de armazenamento. Na prática diária o corante é utilizado sob forma de gotas. Sugere-se o uso de pequeno frasco conta-gotas, periodicamente alimentado com o corante do frasco estoque.

CUIDADOS E PRECAUÇÕES COM O USO DOS

REAGENTES

Por tratar-se de uma solução alcoólica, deve-se tomar os cuidados inerentes ao uso do álcool em laboratório. Evite pipetar o corante com o uso da boca. A ingestão acidental do metanol, dependendo da quantidade absorvida, pode ser fatal. As soluções corantes são para uso exclusivo in vitro. Seu manuseio deve ser cuidadoso, evitando-se o contato com pele e mucosas. Em caso de contaminação acidental, lavar a área afetada em água corrente. O descarte do material utilizado deverá ser feito obedecendo- se aos critérios de biossegurança estabelecidos pelo laboratório, de acordo com as normas locais, estaduais ou federais.

AMOSTRA

Sangue periférico colhido por punção digital ou de coleta venosa, com o uso de anticoagulantes adequados (heparina ou soluções de EDTA). Esfregaços de medula óssea e concentrados celulares de derrames cavitários. Os esfregaços feitos a partir de sangue colhido com anticoagulantes devem ser confeccionados em até 30 minutos, para se evitar deformações celulares sob efeito do anticoagulante (ver desenhos: como fazer esfregaços sangüíneos). Todas as amostras biológicas devem ser consideradas como potencialmente infectantes.

  1. Dispensar uma gota de sangue sobre a lâmina.
  2. Com o uso de uma lâmina extensora, realizar o esfregaço.
  3. O esfregaço deve ser uniforme em toda a lâmina.
  4. Desenho esquemático de esfregaço. Resultados homogêneos na contagem diferencial são obtidos examinando-se a porção mediana do esfregaço.

CORANTES

GIEMSA

Observar ainda a simbologia constante nos rótulos do produto: Inflamável Irritante

SAC: (62) 3269 0000 (Grande Goiânia) / 0800 644 6433 (Demais localidades) / FAX: (62) 3269 0001

PROCEDIMENTO TÉCNICO

Preparo da solução corante seg. Giemsa Em tubo de ensaio, misturar 3 gotas do corante Giemsa para cada 2mL de água destilada. A seguir são recomendadas duas opções para coloração com o corante Giemsa. O laboratório deverá optar por uma das colorações de acordo com sua preferência e/ou finalidade. Opção 1-Coloração May-Grunwald-Giemsa 1.Cobrir cada lâmina com 15 a 20 gotas do corante de May Grunwald por 1 a 2 minutos, de acordo com a extensão do esfregaço. 2.Acrescentar à lâmina igual número de gotas de água destilada, homogeneizar e deixar agir durante 2 minutos. 3.Deixar escorrer a água da lâmina e cobrir em seguida com solução diluída de Giemsa, preparada no momento da coloração. Corar durante 10 minutos. Deixar escorrer e lavar a lâmina em água corrente. 4.Secar a lâmina, mantendo-a em posição vertical. Opção 2-Coloração Giemsa 1.Fixar o esfregaço, cobrindo-o com 15 a 20 gotas de metanol por 2 minutos. 2.Escorrer o álcool metílico e, sem lavar ou deixar secar, cobrir a lâmina com solução de uso de Giemsa (aproximadamente 5mL). 3.Proceder à coloração por 10 minutos. 4.Lavar a lâmina em água corrente e deixá-la secar em posição vertical.

RESULTADOS ESPERADOS Hemácias: róseo Plaquetas: azul Leucócitos:

  • •••• Linfócitos núcleo: azul violeta citoplasma: azul
  • •••• Monócitos núcleo (lobulado): azul violeta citoplasma: azul claro
  • •••• Granulócitos Neutrófilos polimorfonucleares núcleo: azul escuro citoplasma: rosa pálido granulações: de tons róseos a azul claro
  • •••• Basófilos núcleo: púrpura a azul escuro granulações volumosas, cobrindo todo o citoplasma : azul escuro
  • •••• Eosinófilos núcleo: azul citoplasma: rosa pálido grânulos volumosos: vermelho a vermelho laranja.

LIMITAÇÕES DO SISTEMA

  • •••• Para se obter ótimo desempenho do sistema, é necessário que o procedimento técnico seja rigorosamente seguido conforme instruções de uso. Qualquer alteração poderá levar a resultados errôneos.
  • •••• Os esfregaços de cor vermelho intenso estão excessivamente ácidos, ou o corante atuou por pouco tempo.
  • •••• Os esfregaços de cor cinza, cinza azulado ou esverdeado estão muito alcalinos, ou o corante agiu durante muito tempo.
  • ••••^ Os esfregaços muito espessos só são aproveitáveis em certas partes das bordas. Os excessivamente delgados tornam-se pálidos.
  • •••• A acidez ou a basicidade do esfregaço estão relacionadas, muitas vezes, à qualidade da água.

CONTROLE DE QUALIDADE DO SISTEMA 1.O controle de qualidade em microscopia de esfregaços sangüíneos depende diretamente da formação e da experiência do profissional que avaliará a qualidade dos esfregaços, coloração, etc.. 2.A limpeza e a secagem adequada do material a ser utilizado são de fundamental importância para a estabilidade dos reagentes e obtenção de resultados corretos. Não usar detergente à base de fosfato. 3.A água utilizada na limpeza do material e no preparo dos reagentes deve ser de boa qualidade. 4.Colunas deionizadoras saturadas liberam íons diversos, aminas e agentes oxidantes, que deterioram os reagentes.

5.As lâminas para confecção do esfregaço devem estar perfeitamente limpas, isentas de gordura e polidas.

  1. A gota de sangue não deve ser muito grande. Quanto maior a gota, mais espesso o esfregaço. 7.O esfregaço satisfatório deve ser fino e homogêneo, de margens livres, pois só os que reúnem estas condições apresentam os leucócitos e eritrócitos sem deformações e convenientemente distribuídos.

CARACTERÍSTICAS DE DESEMPENHO Reprodutibilidade: foram realizados testes com corante hematológico Giemsa, em 10 indivíduos escolhidos aleatoriamente, sendo confeccionados dois esfregaços para cada indivíduo, totalizando 20 lâminas estudadas. As amostras foram coletadas sem anticoagulantes e os esfregaços, confeccionados em lâminas novas, desengorduradas. Utilizou- se água recém-deionizada para diluição do corante e metanol p.a. para fixação do esfregaço. O procedimento técnico seguiu, rigorosamente, as instruções de uso, havendo assim total concordância das características tintoriais de eritrócitos, neutrófilos, linfócitos, monócitos e plaquetas, entre as lâminas estudadas. Observamos que a reprodutividade do corante está relacionada com a qualidade da água, qualidade do metanol e limpeza da lâmina onde foi confeccionado o esfregaço e tempo de coloração.

Repetitividade: durante l2 meses consecutivos, foram realizados testes em esfregaços sangüíneos confeccionados e corados em condições ideais, utilizando-se o mesmo lote de corante. Houve concordância das características tintoriais dos elementos sangüíneos durante todo o período de teste.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

  • • • •• Walf : Practical clinical hematology interpretation and techniques, 375-376; 1973.
  • • • •• Waessner S.: Técnicas em citologia hematológica, 16-32;
  • • • •• Lima, O.A.; Soares JB; Greco J.B. Galizzi, Cançado J.R.: Métodos de laboratório aplicados à clínica, 21-9 a 21-12;
  • • • •• Bick Rodger L.: Hematology clinical and laboratory practice, vol.01, 39 a 49; 1993.
  • • • •• Doles: dados de arquivo.

TERMOS E CONDIÇÕES DE GARANTIA DA QUALIDADE DO PRODUTO As garantias do fabricante ao consumidor seguem estritamente as relacionadas na Lei no^ 8.078, de 11 de setembro de 1.990 - Código de Defesa do Consumidor. Todos os reagentes que compõem este sistema para diagnóstico são garantidos na sua performance, reprodutibilidade e qualidade até a data de vencimento dos mesmos, se obedecidas as condições abaixo: 1.O usuário do sistema seguir, rigorosamente, o procedimento técnico. 2.As condições de armazenamento deverão estar de acordo com o estabelecido nas instruções de uso.

  1. Os materiais necessários e não fornecidos deverão estar em boas condições técnicas. Todos os produtos que apresentarem problemas técnicos comprovados serão substituídos, sem ônus para o consumidor.

Doles Reagentes e Equipamentos para Laboratórios Ltda. CNPJ: 01.085.513/0001- Rodovia BR 153, Km 1273, Lt.07, Chácara Retiro CEP: 74001-970 Goiânia - GO - Brasil Caixa Postal 1051 e-mail: [email protected] www.doles.com.br

M.S.: n 0 10231810018

Revisão: 09 (05/2007)

Sistema da Qualidade

certificado desde 1999