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Hidrostática, Notas de estudo de Engenharia Mecânica

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Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 03/11/2008

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Comandos Hidráulicos e
Pneumáticos
Hidrostática
Aluno: Rodrigo Souza Mapa
Mat.: 2108037-3
SÃO JOÃO DEL REI
Agosto, 2008
Sumário
Introdução
Conceitos
1. Fluidos:
2. Densidade: Densidade Relativa - Peso específico
3. Pressão: Constatação experimental da pressão no seio de um líquido.
Medindo a pressão – barômetros.
4. Principio fundamental da Hidrostática ( Princípio de Stevin).
5. Vasos Comunicantes.
6. Princípio de Pascal
7. Princípio de Arquimedes (EMPUXO)
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Comandos Hidráulicos e

Pneumáticos

Hidrostática

Aluno: Rodrigo Souza Mapa

Mat.: 2108037-

SÃO JOÃO DEL REI

Agosto, 2008

Sumário

Introdução

Conceitos

1. Fluidos:

2. Densidade: Densidade Relativa - Peso específico

3. Pressão: Constatação experimental da pressão no seio de um líquido.

Medindo a pressão – barômetros.

4. Principio fundamental da Hidrostática ( Princípio de Stevin).

5. Vasos Comunicantes.

6. Princípio de Pascal

7. Princípio de Arquimedes (EMPUXO)

Bibliografia

Introdução

Hidrostática é o ramo da Física que estuda a força exercida por e sobre

líquidos em repouso. Este nome faz referência ao primeiro fluido estudado, a

água, assim por razões históricas se mantém este nome.

Conceitos

1. Fluidos:

Fluido é uma substância que pode escoar facilmente, não tem forma própria

e tem a capacidade de mudar de forma ao ser submetido à ação e pequenas

forças.

A palavra fluido pode designar tanto líquidos quanto gases. Ao estudar

hidrostática é de suma importância falar de densidade, pressão, Princípio de

Pascal, empuxo e o Princípio Fundamental da Hidrostática.

Por fluido entendemos a matéria em condições de exibir movimento relativo

entre as partes que a compõem. Gases e líquidos são exemplos de fluidos. Os

fluidos têm a forma do recipiente que ocupam e, portanto, não mantêm a forma.

Quando sob a ação de forças, ou melhor, pressão, os fluidos escoam com

facilidade. O movimento dos fluidos é estudado a partir da sua velocidade em

cada um dos seus pontos e da sua densidade. Em vez de considerarmos as

forças que atuam sobre cada partícula do fluido, preferimos introduzir o

conceito de pressão.

Define-se peso específico como a razão entre o peso da substância em módulo e o seu volume.

Portanto, o peso específico é o produto entre a densidade e a aceleração da gravidade.

3. Pressão:

Consideremos uma força aplicada perpendicularmente a uma superfície com

área A. Definimos a pressão (p) aplicada pela força sobre a área pela seguinte

relação:

No SI , a unidade de pressão é o pascal (Pa) que corresponde a N/m 2. A

seguir apresenta outras unidades de pressão e suas relações com a unidade do

SI :

1 dyn/cm^2 (bária) = 0,1 Pa

1 kgf/cm^2 = 1 Pa

1 atm = 1,1013x10^5 Pa

1 lb/pol 2 = 6,9x10 3 Pa

O conceito de pressão nos permite entender muitos dos fenômenos físicos

que nos rodeiam. Por exemplo, para cortar um pedaço de pão, utilizamos o lado

afiado da faca (menor área), pois, para uma mesma força, quanto menor a

área, maior a pressão produzida.

Constatação experimental da pressão no seio de um líquido Varias experiências evidenciam a pressão suportada por ume superfície mergulhada no seio de um líquido em equilíbrio Dentre elas citaremos apenas e experiência realizada com a cápsula manométrica. A cápsula manométrica consta essencialmente de uma caixa dotada de uma membrana elástica. A caixa é ligada a um tubo em forma de U por meio de um condutor flexível.

Nos ramos do tubo em U colocamos um líquido colorido. Pelo desnível do liquido nos ramos do tubo analisamos a pressão exercida sobre a membrana elástica da capsula. Inicialmente o líquido alcança o mesmo nível em ambos os ramos do tubo como se vê na figura. Isto se dá porque a pressão exercida na superfície livre do liquido contido no ramo esquerdo é a mesma pressão exercida sobre a superfície da membrana; esta pressão é a pressão atmosférica. Se você introduzir e cápsula no seio de um líquido em equilíbrio contido num recipiente, notará que se estabelece um desnível nos ramos do tubo em U, fato que comprova a existência de uma força imposta pelo líquido na superfície de membrana,

ou seja, comprova a existência de pressão que o líquido exerce sobre a membrana da cápsula A força exercida pelo líquido é perpendicular à superfície da membrana, pois caso contrário a componente tangencial dessa força arrastaria a cápsula, o que não ocorre na prática. À medida que você aprofunda a cápsula no líquido o desnível no tubo em U aumenta, mostrando que a pressão exercida pelo líquido cresce com a profundidade. Num mesmo ponto, no seio do líquido, você pode girar a capsula à vontade sem acarretar alteração no desnível nos ramos do tubo em U, significando este fato que a pressão independe da orientação da superfície da membrana elástica da cápsula. A pressão exercida pelo líquido na membrana da cápsula a dita pressão hidrostática. Se à pressão hidrostática adicionarmos a pressão exercida pela atmosfera sobreposta ao líquido teremos a chamada pressão absoluta. Do que ficou dito até o momento, você conclui que no seio de um líquido a uma dada profundidade a pressão é igual em todos os pontos. Em outras palavras se considerarmos um plano paralelo à superfície do líquido a pressão será a mesma em todos os pontos deste plano. Dados agora dois pontos A e B, localizados em diferentes profundidades, no seio do líquido, qual será a diferença de pressão de um ponto para outro? A resposta a essa pergunta á dada peio Principio de Stevin que passamos a enunciar.

Medindo a pressão – barômetros

Esta expressão para a diferença de pressão pode ser utilizada para a determinação de pressões desconhecidas. Na figura ao lado apresentamos o manômetro de tubo chato, que é um dos medidores de pressão mais simples.

A diferença entre a pressão P exercida pelo líquido num recipiente e a pressão atmosférica patm é igual a. Essa diferença é a pressão manométrica. É essa pressão que você mede ao conferir a pressão dos pneus num posto de gasolina. A indicação de pressão zero corresponde, neste caso, à pressão atmosférica.

Os instrumentos utilizados para medir a pressão atmosférica são os barômetros.

Pode-se construir um barômetro muito simples a partir de um tubo em U e fechado numa das extremidades. Depois de evacuado o ar no interior do tubo (fazendo a pressão se anular), coloca-se um fluido denso. Normalmente, utilizamos o mercúrio, cuja densidade é 13,6 vezes maior do que a da água. A pressão atmosférica, nesse tipo de barômetro, pode ser inferida pela altura h do mercúrio (Hg). Tem-se:

Ao nível do mar, a altura do tubo de mercúrio é de aproximadamente 76cm (760mm). O uso do mercúrio nos barômetros é tão comum que, para efeito prático, passou a ser utilizado como unidade de medida de pressão. Assim, referimo-nos à pressão como dado pelo número de milímetros de mercúrio. Um milímetro de mercúrio corresponde a uma pressão de 1 torricelli (1 torr). A própria pressão atmosférica é utilizada como unidade de medida de pressão (1 atm). Assim, 1 atm = 760mm Hg = 760 torr = 101,325kPa Uma demonstração simples de que a pressão só depende da profundidade e não de outras características como, por exemplo, a forma do vaso pode ser realizada

Na Figura 2, sendo d 1 a densidade do líquido menos denso, d 2 a densidade do líquido

mais denso, h 1 e h 2 as respectivas alturas das colunas, obtemos:

d 1 h 1 = d 2 h 2

Exemplo : Demonstre que líquidos imiscíveis colocados num tubo em U se dispõem de modo que as alturas, medidas a partir da superfície de separação, sejam inversamente proporcionais às respectivas densidades. Resolução: A pressão no ponto A é igual à pressão no ponto B (mesma horizontal e mesmo líquido): p (^) A = p (^) B Mas: pA = p (^) ATM + d 1 gh (^1) pB = p (^) ATM + d 2 gh (^2) Assim: pATM + d 1 gh 1 = p (^) ATM + d 2 gh (^2) d 1 h 1 = d 2 h 2

6. Princípio de Pascal

Uma das propriedades mais interessantes de um líquido, e que acaba resultando em aplicações úteis, é que, quando aumentamos a pressão sobre a sua superfície superior, o aumento da pressão se transmite a todos os pontos do fluido. Este fato é conhecido como Princípio de Pascal. Blaise Pascal (1623-1662), físico, matemático, filósofo religioso e homem de letras nascido na França.

Princípio de Pascal: A pressão aplicada a um fluido dentro de um

recipiente fechado é transmitida, sem variação, a todas as partes do

fluido, bem como às paredes do recipiente.

Uma aplicação bastante simples desse princípio é a Prensa Hidráulica.

Imaginemos um tubo em U no qual aplicamos uma pressão P, que resulta de uma força aplicada numa área A. Essa pressão se transmitirá integralmente à outra extremidade, a qual exercerá uma força F sobre uma área A. Como a pressão transmitida é a mesma, tem-se:

Portanto, a força aplicada na área A' será:

Tem-se, portanto, um mecanismo eficaz de aumento da força aplicada. Basta construir dispositivo com área, na outra extremidade, bem maior do que a área original na qual aplicamos a força. Este é o princípio de funcionamento da prensa hidráulica. Ao aplicarmos uma força não muito grande numa das extremidades, podemos levantar um carro na outra extremidade.

7. Princípio de Arquimedes (EMPUXO)

Contam os livros, que o sábio grego Arquimedes (282-212 AC) descobriu, enquanto tomava banho, que um corpo imerso na água se torna mais leve devido a uma força, exercida pelo líquido sobre o corpo, vertical e para cima, que alivia o peso do corpo. Essa força, do líquido sobre o corpo, é denominada empuxo (). Portanto, num corpo que se encontra imerso em um líquido, agem duas forças: a força peso () , devida à interação com o campo gravitacional terrestre, e a força de empuxo () , devida à sua interação com o líquido.

Arquimedes (282-212 AC).Inventor e matemático grego.

Quando um corpo está totalmente imerso em um líquido, podemos ter as seguintes condições:

  • se ele permanece parado no ponto onde foi colocado, a intensidade da força de empuxo é igual à intensidade da força peso (E = P);
  • se ele afundar, a intensidade da força de empuxo é menor do que a intensidade da força peso (E < P); e
  • se ele for levado para a superfície, a intensidade da força de empuxo é maior do que a intensidade da força peso (E > P). Para saber qual das três situações irá ocorrer, devemos enunciar o princípio de Arquimedes: Todo corpo mergulhado num fluido (líquido ou gás) sofre, por parte do fluido, uma força vertical para cima, cuja intensidade é igual ao peso do fluido deslocado pelo corpo. Seja V (^) f o volume de fluido deslocado pelo corpo. Então a massa do fluido deslocado é dada por:

mf = d (^) f V (^) f A intensidade do empuxo é igual à do peso dessa massa deslocada: E = m (^) fg = d (^) fV (^) f g

Para corpos totalmente imersos, o volume de fluido deslocado é igual ao próprio volume do corpo. Neste caso, a intensidade do peso do corpo e do empuxo são dadas por: P = d (^) c V (^) cg e E = d (^) f V (^) cg