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A hipoglicemia no recém-nascido e na criança pequena é um desafio delicado devido às necessidades elevadas do cérebro para glicose. O processo de avaliação de hipoglicemia em crianças menores de um ano de idade, enfatizando a importância de uma abordagem eficiente e clínica prática. O texto apresenta um caso de hipoglicemia persistente e o diagnóstico mais frequente de hiperinsulinismo.
Tipologia: Esquemas
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No momento do nascimento, com a interrupção do fornecimento de glicose via cordão umbilical, o recém- nascido é exigido no sentido de continuar a suprir as necessidades dos diversos órgãos da economia e, muito particularmente, do cérebro. É extremamente delicado o equilíbrio entre produção e utilização de glicose no recém- nascido e na criança pequena: a produção hepática de glicose é duas a três vezes a do adulto, ao mesmo tempo que o cérebro consome até 6 vezes mais glicose, sempre em relação ao peso corpóreo. O que dificulta o reconhecimento do quadro e expõe o sistema nervoso central (SNC) a lesões que podem levar a convulsões ou retardo mental. Os episódios hipoglicêmicos assumem gravidade tanto maior quanto menor a idade da criança. O SNC necessita de suprimento contínuo de glicose para manutenção de seu metabolismo, podendo utilizar-se de corpos cetônicos al- ternativamente à glicose, porém, com uma adaptação incompleta, o que o torna visceralmente dependente deste açúcar.
2. MÉTODO DE PESQUISAS
Analisando o emprego de um protocolo de avaliação de hipoglicemia em crianças menores de 1 ano de idade. Descrevemos como a simplificação e a objetivação da investigação à criança com hipoglicemia pode ser útil na prática clínica e eficiente na resolução diagnóstica. Apesar de esse grupo de pacientes ser composto por uma amostra heterogênea, ele representa a frequente sintomatologia observada e os diagnósticos mais encontrados, demonstrando a experiência de atendimento em um hospital terciário. Nos pacientes com hipoglicemia persistente, o diagnóstico mais frequente foi hiperinsulinismo, o que é compatível com a descrição da literatura e representa uma secreção inadequada de insulina diante de níveis reduzidos de glicose, estando associado a níveis baixos de corpos cetônicos e ácidos graxos livres.
3. DISCUSSÃO
Diante de uma parada abrupta no fornecimento de glicose no momento do parto, a homeostase glicêmica dependerá da ingestão, da neoglicogênese, dos depósitos de glicogênio de proteínas e gorduras, de fatores hormonais e neurais, bem como da própria auto-regulação exercida pela glicose. O quadro
clínico das hipoglicemias varia de acordo com a idade e com a causa básica. Em crianças maiores, o quadro é semelhante ao do adulto e inclui as alterações associadas à liberação de epinefrina, como sudorese, tontura, taquicardia, ansiedade, fraqueza, fome, náusea e vômito, bem como manifestações que refletem a glicopenia em nível cerebral, como dor de cabeça, confusão mental, sonolência, alterações de personalidade, incapacidade de concentração, convulsões e perda de consciência. Em virtude das implicações do quadro hipoglicêmico no que diz respeito a sequelas a longo prazo, propõe-se sempre uma abordagem terapêutica quase que concomitante a uma abordagem diagnóstica, ou seja, no momento da correção da hipoglicemia, que jamais pode ser retardada, já aproveitamos para colher elementos que permitam um diagnóstico etiológico.
Particularmente no período neonatal, como a sintomatologia clínica pode ser inespecífica, um alto grau de suspeita deve ser exercido pelo médico para que se possa detectar a hipoglicemia. Já na criança de maior idade será muitas vezes necessário induzir-se uma hipoglicemia para que se possam obter os elementos essenciais a um diagnóstico etiológico. Como já exposto, a hipoglicemia requer um tratamento pronto para evitar-se que sequelas neurológicas irreversíveis se instalem. Num primeiro momento, a infusão endovenosa de glicose faz-se necessária, mas devemos ter o cuidado de manter uma infusão suficiente para a manutenção da eu-glicemia, já que infusões exageradas podem preservar um quadro hipoglicêmico por um mecanismo semelhante ao que ocorre com o filho de mãe diabética. Nesses casos, a retirada de glicose é seguida por uma violenta hipoglicemia e mais glicose se torna necessária, criando-se um círculo vicioso. Muito cuidado também com os “bolos” de glicose em altas concentrações, pois as oscilações osmóticas que tal medida provoca são muitas vezes mais deletéreas que a própria hipoglicemia, podendo daí advirem seqüelas neurológicas.
4. CONCLUSÃO
Seguindo patologias relacionadas à hipoglicemia o tratamento primário é dietético, seguindo as seguintes recomendações: alimentações freqüentes nos defeitos enzimáticos da via neoglicogênica, retirada de galactose na galactosemia, retirada de frutose na intolerância hereditária à frutose,